A BAE Systems britânica tenta vender 10 navios de guerra ao Brasil

Estaleiros da BAE Systems (http://www.technicstoday.com)

Estaleiros da BAE Systems (http://www.technicstoday.com)

O estaleiro britânico BAE Systems propôs ao Brasil a venda de uma serie de navios de guerra. A oferta inclui um importante pacote de transferência de tecnologia e responde à necessidade de modernizar a sua Marinha de Guerra. A proposta britânica consiste em cinco navios, variantes da fragata Type 26 e em cinco patrulhas oceânicos.

O interesse da BAE no sucesso desta venda é – no mínimo – tão intenso como o francês ao exportar Rafales – já que o estaleiro terá que compensar nas exportações a quebra de encomendas internas recentemente anunciadas pelo governo britânico. Isto poderá dar ao Brasil uma interessante vantagem negocial… sobretudo pela inclusão de transferência de tecnologia que servirá para dar ao país lusófono total autonomia para desenvolver num futuro próximo na mais total independência uma nova geração de navios de guerra.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/BAE_bids_for_Brazil_warships_999.html

Categories: Brasil, DefenseNewsPt | 11 comentários

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11 thoughts on “A BAE Systems britânica tenta vender 10 navios de guerra ao Brasil

  1. Fred

    Acho que não vai rolar não! Os bifes chegaram muito tarde!

    Vai esbarrar na END, entre outras coisas o desenvolvimento da industria nacional e a consequente construção no Brasil é obrigatória.

    Foi exatamente isso que atrapalhou as negociações francesas e abriu o caminho para os italianos.

    E olha que os franceses já estavam com a faca e o queijo na mão.

    Abraço
    Fred

  2. LuisM

    Uma grave lacuna que a Marinha brasileira tem é não ter praticamente unidades de superfície de combate. A nível oceânico tem apenas as obsoletas e limitadas “Niteroi”.

    Os outros países da região têm um mínimo de unidades relativamente recentes e capazes como é o caso da Argentina, Chile ou Peru.

    Se isto fosse para a frente seria uma boa decisão para a marinha brasileira.

  3. Fred

    Luix, a situação está realmente ruim, mas não é assim também, além das niterois tem o A 12, as T22 b1, as diversas corvetas, etc.

    As Niterois não estão obsoletas, todas foram mordenizadas, https://www.mar.mil.br/menu_h/noticias/dgmm/modfrag.htm

    Sobre as da classe greehalgh (t22B1)elas também serão modernizadas.

    E fora o Chile, que outra marinha tem condições melhores que a brasileira na região e olha que o Chile não navega no atlantico sul 😉

    Abraço

    Fred
    Todas essas escoltas serão substituidas por 14 novos modelos (segundo o PEAMB) um total de 84 bilhões para os próximos 30 anos, é nisso que os Bifes, o croassantes e os macarrones estão babando em cima! 🙂

    • LuisM

      Caro Fred

      Por muito grande que seja uma modernização num navio quase corveta, este continuará muito limitado, ainda para mais quando as actuais fragatas standard passaram a ter cerca de 4000 Ton com mísseis anti-aéreos de 50 kM de alcance e sistema de tiro computorizado capaz de abater 6 alvos em simultâneo. Já para não falar de 2 helis ASW, mísseis anti-navio longo alcance e até mísseis de cruzeiro.

      Este é o tipo de navio que o Brasil necessita para proteger as novas riquezas descubertas. Será possível comparar a Niteroi com isto?

      No quadro actual, a maior ameaça ao Brasil provavelmente não virá do continente sul-americano mas poderá vir de uma grande potência naval, de um país muito sedento de petrólio e recursos naturais e que cada vez mais se está a implantar na América do Sul. Isto diz-lhe alguma coisa?

      É provavelmente essa a razão de até nos últimos tempos terem posto a questão da posse de armamento nuclear.

  4. a mim diz… cuidado com a China. Já tem bases no Índico e a fase seguinte será ter um acordo para bases navais no Sul de África… veremos onde.

  5. Fred

    Luis, se vir do EUA, não há meio algum de superficie, de nenhum país do mundo que seja capaz de ‘fazer frente. Daí a prioridade da MB na arma submarina.

    Não tem sombra de dúvida que comparar um Aegis com as Niterois, as quase corvetas mencionadas, é bater em caído, mas é por isso mesmo que esta se renovando toda a frota de superfície.
    Posso até estar enganado, mas acredito que o condicionante para as aquisições das escoltas seja o índice de nacionalização do produto, seguindo o modelo da compra dos submarinos.
    Por isso acho que dificilmente a Bae poderá ter sucesso nessa venda. O negócio será entre Italianos e Franceses, muito provavelmente.

    Clavis, os chineses já estão no pré-sal, emprestaram, salvo engano, 13 Bilhões de dólares para a petrobrás em troca de óleo a ser entregue no futuro (negocio da china?). 😦

    É como mencionei em algum lugar, realmente não lembro se foi aqui no quintus, os chineses estão trocando insumos por dólares para proteger suas reservas da desvalorização da guerra cambial, além é claro de trocar de moeda.

    Abraço

    Fred

    • sim, eles estão em todo o lado, por causa das gigantescas reservas monetárias que acumularam! cuidado!

    • LuisM

      “se vir do EUA, não há meio algum de superficie, de nenhum país do mundo que seja capaz de ‘fazer frente.”

      Caro

      É essa mesma razão que está a por em discussão na ordem do dia a questão do armamento nuclear. Os EUA abriram um grave precedente com a invasão do Iraque, à revelia de qualquer legislação internacional, tratado, ONU e tudo o mais.

      Embora a ambição estivesse sempre lá, foi a invasão do Iraque que motivou e muniu de uma forte determinação o regime iraniano em possuir armas nucleares.

      Sobre os chineses, para já o principal objectivo é adquirir e segurar fontes de hidrocarbonetos em quantidade de modo a manter a sua pujante economia. Essa é a principal razão de estarem e vias de establecer bases militares na cintura do Índico que vai desde a parte ocidental das suas costas até ao médio oriente e África, a par claro está de estarem a construir uma grande marinha de guerra para proteger as suas linhas de comunicação marítima.

      Na minha crença pessoal que vale o que vale, a compra de dívida pública de nações soberanas, participações em empresas e grupos económicos visa dotar a China de poder de influência para quando jogar a sua cartada decisiva: a tomada de Taiwan que para ela, China, é a questão fulcral.

      • Fred

        Olá Luis.

        Concordo com sua idéia sobre a nova ordem mundial, mas em meu pensamento acho que a tomada de Taiwan não se dará ao modo americano clássico, creio eu que será uma anexação econômica primeiramente e posteriormente (ao tempo chinês) de governo.

        Sobre o tema do tópico, relendo meu post anterior, percebi que há um erro grave, os 84 bilhões são para todo o Programa de investimentos: subs convencionais e nucleares, navíos aerodromos e seus vetores, escoltas, helicópteros, Clanfs, CC e incluí inclusive a criação da nova esquadra no Nordeste/Norte do Brasil.
        E estes investimentos devem ocorrer ao longo de 30 anos.

        Se metade deste programa ocorrer, já estará de ótimo! 🙂

        Abraço

        Fred

        • LuisM

          Viva Fred!

          Encontrei num blog brasileiro, embora de marcada orientação política, a configuração de sonho da marinha brasileira:

          http://espacointeressenacional.blogspot.com/2010/03/detalhes-sobre-o-peamb-e-as.html

          Abraço

          • Fred

            Salve Luis,

            É um tema importante sim, muito se focam na primeira parte do PEAMB. Que é importante sem sombra de dúvida, chama a atenção, inclusive da mídia, mas o PEAMB, Plano de Equipamentos e Articulação da Marinha do Brasil, é um programa oficial da MB muito maior e se metade for realizado já capacitará a MB a galgar uma posição que nunca antes atingiu.

            Se você tem interesse coloco aqui o link com uma explicação expedita:

            http://www.mar.mil.br/menu_h/noticias/com2dn/PAEMB/Plano_articulacao_equipamento_MB_.html

            Ele foi concluido em 2009 e basicamente se divide em 3 partes

            1. Equipamentos
            Tendo como prioridade a arma submarina, por onde foi iniciado as aquisições, todas essas aquisições e construções já iniciadas estão ai comentadas na net.

            2. Articulação
            Consiste na criação da segunda esquadra e na segunda divisão anfíbea, para permitir isso a MB iniciou a prospecção de locais para a cosntrução da segunda esquadra, dos inúmeros locais analisados a maior preferência tem sido a ilha do medo, em São Luis, capital do Maranhão, apesar de haver uma tentativa do gorverno do Pará de localizar a segunda esquadra na ilha de Marajó.

            3. RH e custeio

            Outra coisa já iniciada. O aumento de efetivo, que já foi autorizado pelo congresso nacional, o efetivo já autorizado deve chegar a algo entre 80 mil e 90 mil homens, entre praças e oficiais. Lembrando que o aumento é gradual e escalonado.
            Todo o estudo sobre o impacto do custeio também compõe esta parte.
            Que está um pouco explanada nessa notícia da MB

            http://www.dtm.mar.mil.br/hotsites/sala_imprensa/marinha_na_midia/jornal_revista/Coletaneamarinhanamidia2010/05%20Maio/11_MonitoMercantil11052010-AMarinhadoBrasilearealidadeorcamentaria.pdf

            Abração

            Fred

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