Monthly Archives: Novembro 2010

Quids S21: Quem está aqui retratado?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Categories: Quids S21 | 4 comentários

Renato Epifânio: “Portugal entrou para a Europa porque, entretanto, havia perdido o seu Império e, sobretudo, pela promessa dos “fundos”, que desenvolveriam finalmente o país”

A Via Lusófona (www.portoeditora.pt)

A Via Lusófona (www.portoeditora.pt)

“Portugal entrou para a Europa porque, entretanto, havia perdido o seu Império e, sobretudo, pela promessa dos “fundos”, que desenvolveriam finalmente o país.
Foi pois, sobretudo, um “negócio”. E os negócios nao merecem a deferência de um referendo.
O povo, aliás, na sua intuitiva sabedoria, sabe que é disso, sobretudo, que se trata: nós estamos na Europa para “sacar” algum dinheiro, o mais que pudermos. Para mais, como bem lembrava Agostinho da Silva, esses “fundos” eram-nos devidos. Se a Europa se tornou historicamente a região mais desenvolvida do mundo foi, desde logo, porque Portugal lhe abriu as portas do mundo. Nada mais justo, pois, do que agora sermos, enfim, pagos por esse nosso feito”

Renato Epifânio
A Via Lusófona 

A questão é contudo a de saber qual seria o resultado de um Referendo em que existisse uma verdadeira imparcialidade das perguntas (rara nos Referendos…) e onde para além de um puro sufrágio à “opção europeia” surgissem também outras opções… agora que a torneira dos Fundos começa secar, o restrito e estéril economicismo fará valer as suas consequências… nomeadamente o seu maior falhanço que é o da incapacidade para criar uma “pátria europeia” ou uma consciência comum alavancada numa alma europeia ou mesmo na existência de uma verdadeira comunhão entre os cidadãos da Europa.

Sem Alma, não pode haver Europa que sobreviva a uma verdadeira crise económica. Os Estados-Nação conseguem sobreviver às Crises porque os seus Povos estão dispostos a suportar sacrifícios em nome de causas imediatistas e mecânicas. O sacrifício coletivo e/ou individual é apenas suportável quando cumprido em nome de uma causa maior. Que não são nem os secos balancetes da Contabilidade dos Estados nem a transferência de parcelas crescentes de Soberania e Liberdade para entidades Supra-estatais não democráticas e fisica e emocionalmente distantes das realidades locais.

Alguns dirão que a Europa está a morrer. Nós diríamos mais: nunca chegou a nascer, porque a atual União Europeia nunca passou o estádio da “comunhão de interesses de curto prazo”, sem visão de longo prazo nem alavancagem anímica num conceito comum de “Pátria” ou “Alma Europeia”. Perante tal situação, a aparição de uma Alternativa Lusófona é inevitável. E tanto mais depressa quanto mais flagrante for o fracasso da construção da tal “casa comum europeia” sonhada pelos seus fundadores, na década de 50…

Categories: Brasil, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 65 comentários

Portugal: “Cerca de metade dos homens e um terço das mulheres portuguesas com idades entre os 25 e os 34 anos vive em casa dos pais”

“Cerca de metade dos homens e um terço das mulheres portuguesas com idades entre os 25 e os 34 anos vive em casa dos pais” (…) Em ambos os casos este é um recorde nacional entre os Estados membros da União Europeia”
Diário de Notícias
9 de outubro de 2010

E porque será assim, senhores? Haverá relação com o facto de Portugal ser também o campeão europeu da precariedade laboral entre os jovens? E como se espera que os jovens consigam sair de casa dos pais com os ordenados de 600 e 700 euros que se paga hoje a um jovem licenciado? Sejamos claros: a vida de um jovem em Portugal apenas é possível porque os seus pais o permitem, quer comparticipando nas despesas (naqueles que se atrevem a deixar o lar paternal) quer porque vivem ainda na casa dos seus progenitores. Mas existe cada vez mais desemprego de longa duração na população portuguesa com mais de 45 anos, por culpa de empregadores obtusos e de uma sociedade em que o setor primário e secundário foram destruídos em favor de uma tercialização traçada consoante os desejos da “Europa”. Dentro de algum tempo, nem os pais nem os filhos terão condições para viver condignamente e a almofada familiar que tem absorvido tanto deste desemprego e precariedade juvenil vai desaparecer e então estaremos perante um cataclismo social de proporções difíceis de imaginar.

Categories: Política Nacional, Portugal | 4 comentários

Quids S21: Quem é este homem?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S21 | 8 comentários

António Cândido Franco: “o entendimento federalista da Península trará vantagens incalculáveis ao Brasil”

António Cândido Franco (http://www.triplov.com)

António Cândido Franco (www.triplov.com)

“É possível que a unidade política do mundo lusófono, sonhada como geopolítica alternativa para o medíocre Portugal europeu de hoje, dependa em absoluto da reconstrução da casa ibérica, pois o entendimento federalista da Península trará vantagens incalculáveis ao Brasil, que encontrará assim um motivo efetivo para se ligar a Portugal, já que esse laço será um forte estímulo para federar a América de origem ibérica, transformando o mundo de matriz ibérica num grande bloco mundial decisivo para a construção da futura civilização planetária, mais ética que económica e menos financeira que santa, ainda que necessariamente laica.”
António Cândido Franco
Revista Nova Águia
Número 6

Esta argumentação poderá ser confundida com a defesa do Iberismo… Mas tal não seria correto. Concebemos também (como António Cândido Franco) formas de unificar a Península que não podem ser equiparadas ao “iberismo” defendido por alguns e que, de facto, mais não é do que a afirmação do poder “imperial-colonial” de Castela-Madrid sobre o todo peninsular, dando assim satisfação aos sonhos de Filipe e dos Reis Católicos.

Com efeito, a forma de federação ibérica que defendemos é bem diversa daquela que Madrid gostaria de desenhar… Ao invés de uma Península com capital em Madrid, com sede na monarquia dos Bourbons e com a língua espanhola como língua oficial, defendemos – na linha de Agostinho da Silva – uma forma de federação, que passaria primeiro pela transformação dos dois Estados peninsulares em “federações de municípios livres semi-independentes” e depois, numa segunda fase, pela independência da Galiza, Catalunha e País Basco.

Todas estas independências teriam que ser naturalmente sufragadas em referendos livres e em pleno respeito pelas vontades dessas comunidades. Mas uma vez conseguidas, poder-se-ía começar a trabalhar na construção de um novo tipo de federação ibérica – bem diferente do centralismo castelhano de hoje – que usa as “regiões” ou “comunidades autónomas” como máscaras hipócritas de um centralismo e avidez anexadora… Uma vez realmente livres, galegos, bascos, catalães, castelhanos e até, portugueses poderiam ter realmente a liberdade de escolherem reunir-se num todo l consciente das suas diferenças, mas ciente das suas semelhanças.

Não temos dificuldade em antever este tipo de “federação ibérica”. Pelo contrário, temos alergia a qualquer forma de unificação que passe pela pura e simples união política entre Portugal e Espanha, mantendo-se esta nos mesmos moldes centralistas e espanholistas da atualidade… tal cedência aos antigos sonhos iberistas de Madrid só poderia representar – a prazo – a anexação de Portugal e o fim da nossa História enquanto país livre e independente. Tornar a Espanha numa federação de nacionalidades livres e independentes e, depois, referendar a união de Portugal com esta Federação seria contudo coisa bem diversa… tanto mais porque – como bem aponta Cândido Franco – tal união ibérica poderia simplificar e tornar mais atraente a ideia de uma união política com o Brasil e com a América de língua castelhana, a prazo…

Categories: Brasil, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 6 comentários

Angola: O novo Eldorado migratório português?

Existe atualmente um autêntico “êxodo silencioso” de Portugal para Angola… a maioria dos 206 portugueses que saem todos os dias do país partem com destino a Luanda. Angola é, com efeito, hoje aquilo que França ou a Alemanha foram para os portugueses na década de 60, quando, aliás, os números de emigrantes por dia eram idênticos aos de hoje. A dimensão deste êxodo intensificou-se especialmente desde 2008 e acompanha a aparição da Recessão global em Portugal assim como a consolidação do crescimento da economia angolana. A coincidência de ambos, criou este fluxo que agora une os dois países e que é comparável apenas aquele que levava nos anos 60 os portugueses para as biddonville dos subúrbios parisienses.

Muitos portugueses estão confrontados com a falta de perspetivas de Futuro para si e para os seus e reconhecem em Angola as oportunidades que lhes faltam em Portugal

Desde 2006 emigraram para o estrangeiro mais de 350 mil portugueses, até esse ano com destino ao Reino Unido, Espanha e Suíça. Mas a partir de 2008 essa distribuição alterou-se: Angola é agora o destino preferido pela maioria destes novos emigrantes e onde em 2006 havia apenas 156 portugueses a emigrarem, em 2009, já houve mais de 23 mil… hoje, estima-se que estejam já mais de 100 mil portugueses em Angola, ou seja, quatro vezes mais do angolanos há em Portugal. Este desequilíbrio resulta do facto de a economia portuguesa ter crescido em dez anos apenas 6%, enquanto que a angolana, cresceu em média e desde 2003 14%.

O crescimento da economia angolana assenta na prosperidade advinda das exportações de produtos petrolíferos mas sobretudo do momento de paz que se sucedeu a uma longa e destrutiva guerra civil que arrasou pela base praticamente todas as infraestruturas do país. Os cem mil portugueses que hoje trabalham em Angola estão precisamente a trabalhar nessas obras de recuperação e de construção de infraestruturas.

Infelizmente, Angola apesar de todo o crescimento económico continua com graves bloqueios que – a prazo – podem travar o desenvolvimento deste país lusófono: dois terços da população ainda vive na pobreza, a corrupção é endémica em praticamente todos os escalões do Estado e da Administração Pública, o nível de vida é altíssimo (quase a padrões europeus) e a Esperança de Viva é de apenas 40 anos, sinal de um sistema de Saúde disfuncional… problemas que Portugal e Brasil – parceiros de Angola na CPLP – poderiam ajudar a resolver, assim houvesse essa disposição em Luanda e essa disponibilidade na CPLP…

Fonte:
http://www.presseurop.eu/en/content/article/369061-angola-portugal-s-new-eldorado

Categories: Economia, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 7 comentários

Pedro Cipriano: “O poder ainda não é do povo, dois partidos estão continuadamente e alternadamente no poder. O povo limita-se a escolher entre duas pessoas escolhidas por esses partidos”

“O poder ainda não é do povo, dois partidos estão continuadamente e alternadamente no poder. O povo limita-se a escolher entre duas pessoas escolhidas por esses partidos. (…) este ciclo vicioso fez a maioria do povo cair numa apatia, e a prova disso é o nível de abstenção”
Pedro Cipriano
Revista Nova Águia
Número 6

O Rotativismo atual é a expressão acabada de um sistema democrático (na aparência) que se esgotou e que se encontra em fase de fim-de-ciclo. Mas que ameaça ainda sobreviver durante demasiado tempo pelo domínio quase total que detém sobre a Comunicação Social e sobre a Política. Contra este “império da partidocracia” resta às gentes de bem, cidadãos livres e conscientes erguerem-se e com as derradeiras armas que o Sistema ainda lhes reserva, como o Direito de Petição, as Candidaturas Independentes (municipais e presidenciais) forçar a uma mudança que devolva aos cidadãos a capacidade de expressão política que os Partidos lhe confiscaram. Contra deputados fiéis apenas aos partidos, há que erguer cidadãos ativos e participantes na vida e nas causas públicas… e promover a eleição de deputados independentes, uma das grandes causas do MIL: Movimento Internacional Lusófono, como decorre aliás DESTA petição.

Categories: Nova Águia, Política Nacional, Portugal | 9 comentários

Uma Viagem a Marte… Apenas de Ida

E se uma forma de enviar seres humanos até Marte implicasse… uma viagem de ida e volta?… Essa é basicamente a proposta de dois cientistas norte-americanos que sugerem esta abordagem para chegar ao Planeta Vermelho de uma forma mais rápida e económica que uma convencional viagem de ida e volta.

A proposta é da lavra conjunta de Dirk Schulze-Makuch da Washington State University e de Paul Davies da Arizona State University. Ambos defendem que a ocupação de Marte devia ser uma prioridade para a espécie humana porque existem simplesmente demasiados riscos à nossa sobrevivência na Terra e que nenhum outro planeta do Sistema Solar está tão perto, tem tanta água ou minerais essenciais.

A proposta sugere o envio de apenas dois astronautas, em naves separadas. Depois, outras naves se seguiriam, consolidando a colónia. A tecnologia seria essencialmente a já existente e não seria necessário desenvolver tecnologia radicalmente diferente como aquela que implicaria uma viagem de ida e volta.

Em abril de 2010, Obama anunciou que acreditava que em meados de 2030 seria possível enviar seres humanos até à órbita marciana e fazê-los depois regressar a Terra. A fase seguinte – antevista por Obama – seria enviar uma nave capaz de aterrar no Planeta Vermelho e fazer regressar os astronautas a Terra. Esta visão parece incompatível com a proposta de uma viagem apenas de ida, mas a viagem orbital a Marte poderia ser usada como ensaio para a aterragem seguinte da viagem de ida, com a mesma tecnologia e metodologia, mas sem a aterragem, como aliás se ensaiou com o projeto Apollo na década de 60.

A ideia de uma viagem de Ida não foi contudo muito bem acolhida pela NASA… cujos responsáveis a acolheram com ceticismo: uns dizendo que “é política da casa fazer regressar os astronautas” ou acusando o projeto de “prematuro”…

Embora até possa parecer esta proposta suicida, na verdade não implica tal, já que os astronautas deverão ficar vivos, mas em Marte e até ao final das suas vidas, precisamente como faziam os primeiros colonos que da Europa foram para o Novo Mundo, criando assim uma pequena colónia que seria depois expandida nas missões seguintes, recorrendo assim à mesma tecnologia, provada e mais barata, porque testada pela primeira missão.

De facto, e tendo em conta o conservadorismo da NASA e a sua obsessão imobilista com a segurança é até provável que um tal projeto seja de facto motivador apenas para uma empresa privada, como a SpaceX ou a Space Adventures. Será que assim os primeiros colonos em Marte poderão ser… turistas?… para toda a vida?… Pessoas que tenham recursos suficientes para investirem numa missão histórica e que sejam capazes de optar por passar o fim da sua vida longe dos seus entes queridos e em quase total reclusão a milhões de quilómetros de distância.

Fontes:
http://www.fox11az.com/news/national/108099069.html
http://seattletimes.nwsource.com/html/businesstechnology/2013438727_apusonewaytomars.html

Categories: SpaceNewsPt | Etiquetas: | 15 comentários

A reforma da PAC

Nem toda a gente sabe, mas mais de 60% de todo o orçamento comunitário vai para a PAC (Política Agrícola Comum), e esta é devorada – em doses leoninas pelos “grandes” da Europa: França, Reino Unido e Alemanha, deixando para os restantes países apenas algumas migalhas que saltam fora do prato dos agricultores ricos do norte da Europa.

Assim, a notícia segundo a qual, a Comissão Europeia (CE) quereria reformar a PAC poderia ser positiva para uma Europa mergulhada numa profunda crise existencial, que ameaça a sua própria existência, pela corrosão sensível daquele que sempre foi o seu mais forte pilar: a economia.

A proposta da CE assenta fundamentalmente no “fim do sistema de pagamentos directos baseado em referências históricas que limitava os apoios em países com produtividade reduzida como Portugal”. Foi este o instrumento usado e abusado durante décadas pelos países ricos da Europa para levarem a que a maior parte do orçamento europeu fosse usado para financiar as suas agriculturas. Em vez destes “argumentos históricos” ligados à produtividade agrícola, agora a proposta da CE, advoga que o critério ecológico seja o principal na atribuição de ajudas agrícolas.

Fonte:
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=4757

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José M. B. Roquette: “Bem sabemos que a nossa democracia é refém do partido único PS-PSD”

http://iansiao.com

“Bem sabemos que a nossa democracia é refém do partido único PS-PSD. Bem sabemos que estes são dominados por uma dúzia de políticos que pouco fizeram alem de transmutar entre o governo, o Parlamento e o universo esbanjador das empresas publicas, gente que dificilmente conseguiria um emprego no sector privado (exceto nas empresas que beneficiaram)… Bem sabemos que o vazio ideológico dos partidos que nos têm governado os transformou em pouco mais que veículos de lóbi e gestão de interesses.”

Não há hoje verdadeiramente uma separação entre políticas, ideologias ou características entre os três ditos “partidos de poder”. O sistema político-partidário português estagnou e, pouco depois, apodreceu, sem se renovar e assim, garantir a sua sobrevivência a prazo (como fizeram Itália, Espanha e França). De certa forma esta incapacidade da partidocracia para se renovar, e fazer nascer entre si novos agentes, novos interlocutores e projetos pode até ser uma oportunidade única para Portugal: Estão a criar-se entre nós condições para que ocorra aqui, na Finisterra da Europa uma autentica revolução na Democracia.

Esta revolução democrática que se antecipa pela erosão de credibilidade dos partidos em Portugal não deixa contudo de ser perigosa… na Primeira República em circunstâncias semelhantes, tivemos o Sidonismo, um movimento ditatorial daquilo a que hoje se chamaria “extrema-direita”… Hoje, a pertença do país a instituições internacional (como a UE e a NATO) obstam a tal… Mas há espaço para ver brotar um populista de tipo “Berluconi”, especialmente do primeiro tipo…

Mas além da deriva ditatorial há outra hipótese de saída da presente estagnação: Uma renovação do Sistema pela via da Sociedade Civil, pela renovação do sistema democrático, por novas formas, mais livres, democráticas e representativas que as atuais. Por exemplo, promovendo, defendendo, assinando e implementando a Petição http://www.gopetition.com/online/26885.html que no contexto atual, faz cada vez mais sentido…

Fonte:
José M. B. Roquette
Expresso 6 de novembro de 2010

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Quids S21: De que pintor é este quadro?

1. Todos os quids valem um ponto.

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5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

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O F-22 Raptor pode voltar a ser fabricado

Ainda há não muito tempo parecia absolutamente certo que a USAF nao iria adquirir mais avioes F-22 Raptor. Mas agora, com novos deslizes de custos e prazos com o programa F-35, essa hipótese voltou a regressar à mesa.

Para além das dificuldades com o F-35 há pressões por parte da Administração Obama para reduzir as despesas e tudo indica que se comprarão menos F-35 do que os inicialmente previstos. Como estes se encontravam já num “número mínimo”, esta nova redução colocaria a USAF num patamar operacional perigosamente baixo, especialmente devido ao envelhecimento da frota de F-16.

Se o F-35 for sacrificado nestas reduções, a solução poderá ser encomendar aviões F-16 de último modelo e novos aviões F-22. Assim se manteria uma capacidade Stealth, combinada com a maioria dos meios na forma de F-16 modernos.

A produção do F-22 já foi concluída, mas poderia ser ressuscitada com relativa facilidade e assim tornar a permitir que os EUA fabricassem um aparelho comparável ao PAK-F que agora começa a ser fabricado na Rússia e assim manter algum tipo de liderança tecnológica, ainda que graças a um aparelho extraordinário, mas com já mais de 20 anos.

Fonte:
http://www.airforce-magazine.com/Features/modernization/Pages/box111610raptor.aspx

Categories: DefenseNewsPt | Etiquetas: , | 8 comentários

Os EUA e a Rússia são os maiores exportadores mundiais de aviões de combate do mundo

Segundo um estudo recente, os EUA e a Rússia foram os dois maiores exportadores mundiais de aviões de combate do mundo. Os EUA exportaram 331 F-16C, F/A-18E e F-15E e produziram uma quantidade semelhante de aviões F/A-18E e F-22 para consumo interno, isto entre 2005 e 2009. A Rússia, por sua vez, terá exportado 215 Su-25, Su-27, Su-30 e MiG-29. Mas, exatamente pelo contrário terá adquirido apenas pouco mais de 20 aparelhos.

As vendas de aviões de combate em segunda mão também foram muito significativas, estando aqui a Ucrânia em lugar destacado, graças ao seu extenso inventário de aparelhos armazenados da era soviética, com os seus 68 aviões exportados. Outros importantes exportadores de aviões usados foram a Bélgica e a Holanda, graças a aviões F-16 em segunda mão, decorrentes da redução das suas forças aéreas.

Fontes:
http://goo.gl/lsxD7
http://www.defpro.com/daily/details/692/

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Quids S21: Quem é este homem?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

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Categories: Quids S21 | 5 comentários

Fernando Madrina: “Um país que deve muito mais do que produz num ano inteiro e que precisa de mil milhões todas as semanas não tem que se queixar dos credores: deve dar graças por haver ainda que lhe compre dívida, se bem que a juros incomportáveis”

Fernando Madrina (http://aeiou.expresso.pt)

Fernando Madrina (http://aeiou.expresso.pt)

“Um país que deve muito mais do que produz num ano inteiro e que precisa de mil milhões todas as semanas não tem que se queixar dos credores: deve dar graças por haver ainda que lhe compre dívida, se bem que a juros incomportáveis.”

Esse é o grande problema de Portugal: a situação atual é absolutamente incomportável e nada – absolutamente nada – foi feito pelo atual governo para mudar a situação: Portugal está viciado na dívida. Para curar esta dependência o país – no seu todo: Estado, Particulares e Empresas – tem que parar de se endividar e começar já a amortizar esta dívida. Para tal há que renegociar com os credores e obter a redução da mesma para um valor que seja comportável e, sobretudo, pagável.

O Bloco de Esquerda fez agora um enfoque no seu discurso para o BCE interrogando-se porque é que este não financiava diretamente os governos – a juros comportáveis – e resolvia o problema dos juros crescentes. Mas tal manobra nada resolveria de essencial: pelo contrário, uma descida dos juros convidaria apenas a um crescimento da dívida, e nada contribuiria para a solução da mesma. Um país não pode viver eternamente com o dinheiro dos outros, e chega sempre um ponto em que já ninguém lhe empresta dinheiro, como sucede, de resto, com as famílias. O momento para parar, chegou. Há que reduzir o nível de vida, artificialmente elevado nas últimas décadas pela miragem do crédito barato e da moeda forte (Euro). Não vai ser fácil, mas está já a ser feito pelos 600 mil desempregados e suas famílias. O resto de nós reduzirá o seu nível de vida pela simples forma do aumento da dificuldade em obter crédito.. o Estado, a partidocracia e toda a sua legião inominável de Boys e Boyas terão que seguir o exemplo e só depois talvez, pela impossibilidade de obter capital no estrangeiro, ocorra uma reindustrialização em Portugal, compensando por substituição aquilo que cedo será impossível comprar no estrangeiro…

(…)
“PS e PSD só pensam em eleições: o CDS, que faz maioria com o PS, é ignorado e, à esquerda, há dois partidos inúteis para efeitos de governação porque consideram que é com greves e manifestações que se baixam os juros da dívida.. (…) os protagonistas não estão à altura do momento. Perdeu-se tempo, gastou-se energia, desbaratou-se a última réstia de credibilidade.”

A grave crise atual demonstra cabalmente uma coisa: não temos uma partidocracia à altura das grandes exigências que se apresentam perante o país. Estes partidos são os mesmos que levaram o país a este estado, desmantelando o setor produtivo desde a década de 90 (Cavaco/PSD), criando então o “monstro da dívida” pelo aumento em 10% da dívida de finais da década de 80. Sob o guterrismo, o desmantelamento do setor produtivo prosseguiu e o Estado engordou a níveis até então inéditos e atualmente, o Socretismo agravou imensamente o problema pela multiplicação de projetos faraónicos e sem retorno e por uma gestão “amiguista” da Res Publica contaminando-a com “parcerias público-privadas” ruinosas para o Estado, negociadas por Boys que depois se teletransportaram para a chefia das mesmas empresas que beneficiaram (coincidentemente…) destes maus contratos.

Este é o ambiente de autêntico saque a que esta partidocracia liderada pelo bi-partido rotativista PS-PSD nos votou. Em seu torno, o PP almeja captar umas migalhas desta dança circular de poder e os partidos da Esquerda, que não se entendem entre si, cronicamente, que estão para sempre excluídos do jogo do poder.

Este é o cenário que urge mudar. Não através dos Partidos que hoje temos – que estão para além de qualquer renovação – nem criando “novos” partidos (como sucedeu em Itália e Espanha), mas renovando pela base o sistema político introduzindo uma radical descentralização municipalista que aproxime eleitos de eleitores, círculos uninominais, transformando o Parlamento não num ninho de abutres fiéis apenas aos seus dirigentes partidários, mas na sede de deputados livres, completamente independentes de hierarquias e fieis apenas aos seus eleitores.

Perante tal Cenário, esta Petição http://www.gopetition.com/online/26885.html faz cada vez mais sentido…

Fonte:
Fernando Madrinha
Expresso 6 de novembro de 2010

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 3 comentários

Quids S21: Em que município foi tirada esta fotografia?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

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5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

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Categories: Quids S21 | 47 comentários

Os alemães não querem na “sua” Europa os países do sul

Está a ficar cada vez mais claro: os alemães não querem na “sua” Europa os países do sul. Parece haver uma estratégia concertada para expulsar do Euro os países do sul e a Irlanda. Assim se explicam as sucessivas declarações bombásticas por parte de Angela Merkel e de outros responsáveis franceses. Estes “desabafos” são obviamente concertados e ensaiados e se fossem apenas uma sincera vontade de, a partir de 2013, fazer recair sobre os especuladores uma parte dos prejuízos de eventuais reestruturações das dívidas públicas, então tal opção seria primeiro debatidas nas chancelarias, aperfeiçoada e aplicada de sopetão e nunca “soprada” para os Mercados desta forma lenta e vaga… O desejo de prejudicar as economias do sul é, portanto, evidente.

Se o “diretório dos grandes” não quer junto a si os países do sul (e presume-se que também não queira os do Leste, que estão ainda em pior situação económica) então é a própria base do edifício europeu que está a ser minada pela sua base, impondo-se assim uma severa reconstrução ou mesmo, a sua total demolição… havendo assim a necessidade de encontrar alternativas estratégicas para o rumo de Portugal.

Fonte:
Expresso, 9 de novembro de 2010

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Luís Amado e a Saída do Euro

Numa recente entrevista ao jornal Expresso, Luís Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros, declarou que os “partidos que têm como objectivo estratégico a preservação da posição do País na Zona Euro” que “a alternativa para a situação com que nos confrontamos é, a prazo, uma saída do euro”. Pois é, senhor Amado… às vezes dizemos muito mais do que aquilo que queríamos dizer, não é?… Quereria Amado mesmo dizer que os “partidos querem preservar a posição do país no euro”?… não deveria antes ser “os partidos (PS-PSD) querem “preservar Portugal e criar condições para a sua sobrevivência”? Um Lapsus Linguae (com um desvio para a Verdade), bem evidente…

Este discurso de Amado sobre a “Saída do Euro” caiu como mel em sopa doce em muitos europeus do norte que desejam precisamente expulsar da “sua” moeda os países do sul. Amado fez assim o frete aos seus Senhores do Norte, mas ainda que o tenha feito pelas razoes erradas (seguidistas) a verdade é que a saída do Euro não deve ser dada como o Tabu intocável que muitos Economistas e Partidocratas do Sistema querem fazer crer. A Moeda Única tem criado uma série de dificuldades à economia portuguesa que somente o regresso ao Escudo poderia resolver: perda de competitividade internacional, sobre-endividamento criado por uma ilusão de riqueza advinda do uso de uma moeda forte, perda de independência económica e inflacionamento descontrolado dos preços de muitos bens essenciais. Portugal existia antes do Euro e existirá ainda muito depois dele sair de cena, ao contrário do que prefeririam crer os “fiéis do Sistema”, e a nossa saída unilateral de uma moeda forte (que aliás, é direita herdeira do marco alemão) tem de resto a vantagem de nos permitir controlar esse processo, enquanto que se formos simplesmente expulsos do Euro não teremos qualquer tipo de controlo sobre um processo que economicamente se pode revelar de uma grande violência…

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=453633

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Quids S21: Que arquitecto construiu este edificío?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

 

 

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Debate MIL de 18 de dezembro: Os 15 anos da CPLP (com o Secretário Executivo da CPLP)

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Quids S21: Como se chamava esta atriz?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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A Guiné Equatorial vai comprar 3 corvetas sul coreanas

Corveta Sul Coreana Classe Donghae (http://www.worldwarships.com)

Corveta Sul Coreana Classe Donghae (http://www.worldwarships.com)

A Guiné Equatorial está em negociações com a Coreia do Sul visando a aquisição de 3 corvetas por um valor que se estima ascender a mais de 90 milhões de dólares. As negociações terão começado em agosto, mas só agora parecem ter tido desenvolvimentos… Ignora-se qual será exatamente o tipo de corvetas em que a Guiné Equatorial estará interessada, mas tendo em conta a liquidez de que agora goza este Estado africano rico em petróleo (e membro observador da CPLP) deverá tratar-se de 3 corvetas novas e não de material usado.

O pagamento poderá usar um modelo de “Petróleo por Equipamento”, tendo em conta o facto da Guiné Equatorial ser um grande exportador de ouro negro e de a Coreia do Sul ser já hoje um dos seus clientes mais fiéis.

É provável que se tratem de corvetas Pohang ou Donghae (ambas as classes estão hoje ao serviço da marinha sul coreana). Foi precisamente uma destas Donghae (a Cheonan) que no passado mês de março foi atacada e afundada por um submarino norte-coreano…

A marinha da Guiné equatorial é hoje composta por uma série de patrulhas de várias origens, desde navios de origem holandesa doados pela Nigéria a chineses, como os patrulhas da classe Shantou. Pelo que a aquisição de 3 corvetas modernas por parte deste país africano representaria um incremento na sua capacidade naval, tornando a sua pequena marinha (atualmente com apenas 180 militares) numa das mais – teoricamente – eficazes de toda o Golfo da Guiné.

Fonte:
http://www.defpro.com/daily/details/691/

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António José Borges: “A sociedade de informação que cria e estupidifica o homem light e o entorpecimento mental levam a dianteira nas causas do estado letárgico de (des)alerta da sociedade contemporânea portuguesa”

António José Borges

António José Borges

“A sociedade de informação que cria e estupidifica o homem light e o entorpecimento mental levam a dianteira nas causas do estado letárgico de (des)alerta da sociedade contemporânea portuguesa.”
António José Borges
Revista Nova Águia
número 6

Sejamos claros: a Sociedade Informação não é “má ou “boa” em si própria. É tão somente uma ferramenta e nada importa nela menos que aquilo que fazemos com ela do que ela própria. Não é, assim, a Sociedade de Informação que é “Light” ou “Hard”. É a civilização pós-moderna em que ela se desenvolveu que propiciou a popularização das simplificações excessivas, da ignorância e escravidão mental das massas. Não foi a tecnologia que nos transformou numa sociedade de abstencionistas, a que apenas o Futebol ou as Novelas, apaixonam. Foi a sociedade de Hiperconsumo, doses massivas de televisão e Imediatismo, mescladas com elites políticas e económicas que prosperaram com a idiotia reinante e com fretes feitos aos “senhores” do norte da Europa.

A culpa do estado a que chegámos nas cabe às Novas Tecnologias, cabe a todos nós, em proporções e medidas variáveis.

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Clara Tavares: “A Língua é o que define melhor o carácter de um Povo”

“A Língua é o que define melhor o carácter de um Povo, principalmente nos seus vocábulos intraduzíveis. Pascoaes chama a atenção para palavras específicas do nosso dialecto, como medo (ao qual está subjacente o desconhecido), remoto, ermo, e saudade. Esta última considera-a a mais significativa, a que traduz melhor a Alma colectiva. Significa nas o passadismo, mas a síntese do passado e do futuro. É o sentimento por excelência Português, a mais intraduzível em outras línguas.”
Clara Tavares
Revista Nova Águia
número 6

Esta riqueza cultural, simbólica e civilizacional que uma língua tão antiga, rica e universal como aquela que se observa na língua portuguesa é hoje um dos maiores patrimónios comuns da Lusofonia, uma alavanca essencial à reconstrução de Portugal e elemento vital para a identidade nacional portuguesa.

Assim como o português da Galiza é hoje elemento identificador da identidade nacional galega e a língua portuguesa funciona como cimento indispensável à coesão de países tão multilingues como Angola, Guiné-Bissau ou Moçambique, também em Portugal a língua assume-se como um dos patrimónios nacionais que economicamente maiores retornos assegura, imprimindo a Portugal um peso no cenário diplomático internacional que de outro modo um país – pequeno e periférico – como Portugal, nunca teria.

A língua portuguesa (língua extensa e de cultura) é pois uma das nossas maiores riquezas. Se recentemente, na sua última deslocação à Europa, o Primeiro-ministro chinês escolheu apenas 4 países e se um destes, foi precisamente, Portugal, tal não se deveu ao nosso peso económico, militar ou político numa Europa que cada vez mais nos renega e quer diminuir. Tal deveu-se ao facto de, graças à língua termos hoje no mundo uma influencia que extravasa em muito a nossa presença económica, demográfica e política e que se deve essencialmente à existência no mundo de 240 lusofalantes.

Se a língua é o nosso “petróleo”, devemos portanto assumi-la enquanto prioridade estratégica nacional. Investir na sua promoção, desenvolvimento e ensino um valor que corresponda à sua importância para a nossa identidade nacional (cada vez mais importante numa Europa plena de ambições assimiladoras e federalistas) e que nos permita ombrear, lado a lado, com essa grande potencia lusófona que é o Brasil, na defesa e na promoção do português pelo mundo fora.

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Descentralização Municipalista em Alexandre Herculano

Alexandre Herculano (http://www.cyvjosealencar.seed.pr.gov.br)

Alexandre Herculano

“A ideia de Município como forma privilegiada de exercer o poder político fê-lo (Alexandre Herculano) exercer a presidência da Câmara Municipal de Belém pelo amor que nutria ao sítio onde residia. Com efeito, procurou estudar na Idade Média a génese do Municipalismo do país acreditando que na sua época a descentralização administrativa era muito incipiente e que poderia ser proveitoso aprofundar a capacidade dos concelhos se governarem com leis próprias. Depreendemos a sua crítica à incapacidade de autonomia administrativa dos concelhos, que aliás o fez afastar-se deste cargo político, quando nos diz na sua História de Portugal o seguinte:
(…) Dizemos que os concelhos eram apenas a fórmula de existência de uma fração do povo, e dizemo-lo muito de propósito. Habituados vermos nos tempos modernos o país dividido todo, não diremos em municípios, mas em simulacros deles, e pertencerem todas as famílias a essa espécie de associações locais quase expirantes (…)”

> Alexandre Herculano foi o grande percursor da visão municipalista de reorganização radical do território que servia de mote fundamental aos primeiros republicanos. Sem ele talvez o sentimento reformista do Estado de pendor municipalista não fosse tão intenso. Sem o seu labor historiográfico talvez o nosso conhecimento da inclinação municipalista das primeiras dinastias não fosse tão seguro… Alexandre Herculano era efetivamente um fervoroso crente nas virtudes de uma descentralização municipalista, mas mais do que isso, era também um praticante, como prova a sua passagem pela presidência da Câmara Municipal de Belém, aliás.

“De facto, a sua concepção de um poder justo passava pelo reforço dos mecanismos decisórios dos municípios, pois acreditava que estes garantiriam menos abusos dos poderosos por, eventualmente, serem melhor controlados pelas bases sociais. Esta ideia de descentralização da administração pública defendida por Herculano, no jornal O Panorama, foi certamente o fundamento do estandarte ideológico dos Republicanos que defenderam este princípio.”

> Este era o cerne da defesa que Herculano fazia do Municipalismo: seria mais difícil que políticos com deficiências no campo da Moral, completamente ineptos na gestão da Res Publica (mas muito capazes a galgarem degraus nos aparelhos partidários) lograssem posições de destaque locais, se fossem provenientes da sociedade civil dos próprios munícipes, se estes os conhecessem pessoalmente como gente honesta, ávida, interesseira ou competente, em lugar de terem que “confiar” nas eternas mentiras do Marketing Político da atualidade, capaz de vender políticos como quem vende detergente ou piaçabas. Contra as armas desiguais do Marketing Político (que diminui até ao Grau Zero a Democracia) há uma defesa imparável: o conhecimento pessoal e direto das populações eleitoras em relação aos candidatos que desejam ser eleitos.

Nuno Sotto Mayor Ferrão
Revista Nova Águia
Número 6

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O Irão prepara-se para testar os seus mísseis S-300

Nos últimos anos, a Rússia teve que desmentir por várias vezes ter vendido mísseis anti-aéreos S-300 ao Irão… Mas o certo é que a República Islâmica tem atualmente alguns destes engenhos ao seu uso. Segundo algumas fontes, seriam de construção local… segundo outras, nem tanto. De qualquer forma, recentemente o Brigadeiro-General Mohammad Hassan Mansourian declarou que “daqui a pouco tempo vamos testar as nossas defesas aéreas de longo alcance, incluindo os S-300 iranianos”.

A notícia colide com um decreto presidencial russo de setembro de 2010 e onde este proibia a venda destes mísseis ou dos seus componentes para o Irão. Uma dificuldade que o regime iraniano reconheceu e que mereceu severas críticas de “cedência ao sionismo” por parte das autoridades iranianas.

Mas se estes mísseis existem mesmo (como tudo indica) serão assim unidades compradas a outros fornecedores como a Ucrânia ou a China (que utiliza o clone local) ou serão puramente de origem local, a partir de planos obtidos de forma mais ou menos obscura pelo regime iraniano no mercado negro russo ou ucraniano?

Fonte:
http://www.defencetalk.com/iran-to-test-own-s-300-missiles-despite-russia-30069/

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Aproximação entre Portugal e o Brasil em Alexandre Herculano

Alexandre Herculano (http://www.alcacova.com)
Alexandre Herculano (http://www.alcacova.com)

“O nosso povo não conhece isto inteiramente (as vantagens da aproximação entre Portugal e o Brasil); ainda não percebe até que ponto a fraternidade com os seus irmãos de além-mar lhe pode ser vantajosa. Afiguram muitas pessoas o Brasil como um país ainda inculto e bárbaro; crêem que a civilização, as artes e os cómodos da vida são apanágio só dos europeus. Erro miserável que cumpre derrubar pelo pé.”
Alexandre Herculano
citado em Revista Nova Águia
Número 6

Alexandre Herculano tem aqui uma das suas muitas frases sobre a relação especial entre Portugal e o Brasil. Herculano escrevia estas linhas na primeira metade do século XIX mas estas nem por isso perderam atualidade.

Então, como hoje, muito teriam Portugal e o Brasil a ganharem com uma aproximação cultural, política e económica. O Brasil teria tudo a ganhar se usasse os portos portugueses como pivot de distribuição dos seus produtos na Europa, servindo-se assim da maior proximidade destes e usando as excelentes ligações viárias de Portugal ao resto da Europa. O conhecimento comum que advém do uso da mesma língua e da grande proximidade cultural e de temperamentos, permite o estabelecimento de laços económicos fiáveis e duradouros.

Este é o eixo estratégico que falta descobrir para Portugal. Levar ao termo os preconceitos mútuos entre portugueses e brasileiros que – assim se constata – eram fundamentalmente os mesmos na época de Herculano e pela via da intensificação do conhecimento mútuo

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António Berardo: “Vamos sofrer durante um período de cinco anos. Teremos de consumir menos e poupar muito mais”

“António Berardo lidera a consultora Roland Berger em Portugal”
“P: Como qualificaria as dificuldades que os portugueses vão enfrentar?
R: Vamos sofrer durante um período de cinco anos. Teremos de consumir menos e poupar muito mais. Será exigido mais rigor, trabalho e produtividade.
P: Se a maioria das pessoas vive com ordenados inferiores a mil euros, como poderão poupar?
R: Temos de redistribuir melhor a riqueza”

Entrevista, Expresso de 6 de novembro de 2010

Nao temos dúvida que não resta outra opção a Portugal e aos portugueses senão uma resposta tripla à atual situação económica: refazer o setor produtivo a que décadas de “tercialização cavaquista” nos votaram, reduzir seriamente as importações (especialmente as não-reprodutivas) e poupar, poupar seriamente… a primeira via, com produções de substituição e exportações permitirá reduzir um crónico défice comercial que nos tem asfixiado desde sempre. Pela redução do consumo, deixaremos de estar tão dependentes da dívida externa e pela via do aumento da poupança consolidaremos os ganhos obtidos pela forma anteriormente indicada. Produzir, Reduzir e Poupar são assim as vias de saída que se nos oferecem, de facto.

Mas de nada servirá o sucesso desta abordagem tripla ao problema se seguirmos sendo um dos países mais desiguais da Europa. Há que criar ferramentas realmente eficazes de redistribuição da riqueza, incentivando fiscalmente os empresários a redistribuírem os lucros e motivando à aparição de “cooperativas de produção” como aquelas que agora com tanto sucesso começam a surgir pelo mundo fora. Urge também realizar uma ampla simplificação do sistema fiscal, já que a sua complexidade presente cria apenas oportunidades para o surgimento de “engenharias fiscais” para fuga massiva aos impostos que estão ao alcance (apenas) dos mais ricos… Simplificar, para mais cobrar… e suprimir de vez com todas as formas de “isenções” de que estes usam e abusam, defraudando sistema e forçando a patamares desnecessariamente altos de fiscalidade para compensar tais manobras.

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