Portugal chegou a um ponto de Não Retorno

Kaos: Se não fosse Genial era Excelente. Assim, é ambos (http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/)

Kaos: Se não fosse Genial era Excelente. Assim, é ambos (wehavekaosinthegarden.blogspot.com)

Portugal chegou a um ponto de Não Retorno. Doravante, nada mais será como era, não como era durante os últimos 25 anos, nem sequer – talvez – como era nos últimos 35. É agora certo que, pela primeira vez desde o 25 de abril de 1974, a próxima geração (precisamente, a dos nossos filhos) terá um nível de vida e uma taxa de Emprego inferiores aos da geração precedente.

Temos que sair desta situação de Estagnação económica com mais de dez anos com uma ruptura, não pela da sacrossanta “continuidade’ tão propalada pelos defensores deste pantanoso e inepto regime político partidocrata e pelos seus lacaios económicos do “pensamento único” neoliberal e globalizante.

Se os “Senhores do Regime” nos dizem que temos que sair da situação atual no quadro da União Europeia e do sistema de comércio mundial. Os Europeus estão preocupados apenas com a sua moeda, o Euro, a sua estabilidade e credibilidade. Não lhes interessa se para credibilizarmos o Euro, Portugal tem que ter orçamentos tão recessivos que arrastem o país para recessões profundas duradouras e dolorosas, aos europeus interessa apenas a sua moeda, que sairá fortalecida da aplicação de orçamentos muito austeros, e que será indiferente às dificuldades dos portugueses.

Apesar desta falta de solidariedade europeia, especialmente chocante quando nos recordamos de que foi a Europa que nos quis Tercializar, que foi o seu Euro que nos deu esta falsa ilusão de riqueza e, sobretudo, foram os seus acordos comerciais que arruinaram a indústria, agricultura e pescas nacionais.

Com ou sem Europa (e parece que será mesmo “sem”), com ou sem Euro (e para que a prazo será mesmo “sem”), Portugal tem que realizar uma transformação muito profunda se quer sobreviver. Estamos condenados a ser mais produtivos, a trabalhar mais e de forma eficiente. Os nossos Bancos – que com o seu apelo insano ao endividamento das famílias e à especulação imobiliária – estiveram no epicentro da crise portuguesa de sobre-consumo terão que mudar radicalmente a sua conduta: refocando recursos para os setores produtivos e desfocando do malsano e insustentável “crédito de consumo”. Corrigidos os excessos do sistema bancário, há que de seguida e com capitais assim libertados do Consumo e por medidas consistentes de estímulo à poupança, fazer renascer o nosso sistema produtivo, prioritizando na agricultura e na produção de bens e desfocando das vias de comunicação e do setor terciário. Todo o funcionamento do Estado tem que ser racionalizado, sem hesitações nem falsos pudores, cortando onde há que cortar, de forma a não colocar em risco o Emprego de todos para salvaguardar o Emprego de alguns. Não é sustentável a curto prazo que 75% da nova dívida externa que o Estado contraí seja para pagar salários e pensões. Pelo menos numa fase inicial, se há despesa estrutural acima da receita, há que a cortar e criar, depois, mecanismos que captem mais receita, nas pela estagnante via fiscal, mas pela via da justiça fiscal e do crescimento económico.

De seguida, há que refazer todos os orçamentos públicos, desde a administração central à local, sempre na base do saudável conceito de “orçamentos de base zero”, sem défices, mas contemplando verbas para amortizações regulares e para investimentos nos setores produtivos. Chega de gastar em cimento ou alcatrão. Invistamos na Produção e na Produtividade, pela via do Ensino e da Investigação Científica e assim a produtividade global do país acabará por alcançar níveis europeus. Eventualmente…

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=450493

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 2 comentários

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2 thoughts on “Portugal chegou a um ponto de Não Retorno

  1. Odin

    “Estamos condenados a ser mais produtivos, a trabalhar mais e de forma eficiente.”
    >Mas até os brasileiros devem ser mais produtivos, trabalhar mais e de forma eficiente. Na verdade, não é o tempo que se passa trabalhando que faz a diferença, mas o foco na qualidade do que se produz. Não sou taylorista que, com todo respeito à pessoa do pai da Administração Científica, o sistema de produtividade que ele criou é ridículo, pois pessoas não são máquinas. Mas como já ouvi conversas de que no futuro as pessoas trabalharão menos horas do que nesta época. Dependendo do que é produzido, às vezes a qualidade é maior se forem criados dois postos de trabalhos de seis horas diárias por pessoa do que um de oito horas, ou dez horas. Mas o sistema de capitalismo liberal não admite gastar com salários, tendo mais funcionários, pois pagar mais salários implica em menos lucros. Por isso, o Estado é necessário, para garantir que todas gerem empregos e, nenhuma leve vantagem sobre a outra.
    “Todo o funcionamento do Estado tem que ser racionalizado, sem hesitações nem falsos pudores, cortando onde há que cortar, de forma a não colocar em risco o Emprego de todos…”
    >Exato! O Estado tem que defender o pleno emprego, garantir que todos os cidadãos produzam. E isto é uma necessidade mundial.
    Mas nem tudo deve ficar por conta do Estado. Os cidadãos devem aprender a ser empreendedores, a investir, a ter negócios próprios também. Nem só Estado, nem só privado. O caminho ideal é o meio-termo.

  2. Otus scops

    tenho vergonhaaaaaa! muita vergonha!

    http://hdr.undp.org/en/statistics/

    mais um trambolhão (6 lugares).

    IDH 2010
    40º Portugal
    http://hdrstats.undp.org/en/countries/profiles/PRT.html
    IDH 2009
    34º Portugal

    restante Lusofonia

    73º Brazil
    118º Cabo Verde
    120º Timor-Leste
    127º São tomé e Príncipe
    146º Angola
    164º Guiné-Bissau
    165º Moçambique
    (em 169 países)

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