Daily Archives: 2010/10/24

Lauro Moreira: “Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil em abril de 1500, à frente da maior expedição marítima até então organizada em Portugal: treze navios e cerca de 1500 homens, ou seja, quase 3% da população de Lisboa da época”

 

 

“Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil em abril de 1500, à frente da maior expedição marítima até então organizada em Portugal: treze navios e cerca de 1500 homens, ou seja, quase 3% da população de Lisboa da época.”
Lauro Moreira

Imaginemos que os portugueses de hoje tinham a mesma força anímica destes portugueses de Quinhentos? Que Índias, que Brasis, poderiam agora ser desbravados? Se todo o desperdício de tempo, energia, criatividade e recursos que hoje malbaratamos em infindas inutilidades, desde o farmville às novelas vampíricas, passando pela baixa politiquice e sem esquecer a inefável e omnipresente “Bola”para onde estariam hoje a zarpar as naus do Tejo? Para o Espaço, a idêntica fronteira material que desafiava o Homem de então e o de hoje, só que vertical e não mais horizontal? O desbravamento, mapeamento e exploração dos extensos (e ricos) mares da nossa ZEE (Zona Económica Exclusiva) ou… as famosas e mítico-proféticas “índias espirituais” do poeta?

Onde estaríamos hoje, em suma, se nao tivéssemos tantas distracções?

Categories: Brasil, História, Política Nacional, Portugal | 5 comentários

Economias Locais: O exemplo de Will Rapp

A E. F. Schumacher Society – entidade que é responsável mundial pela divulgação do original pensamento deste economista alemão – publicou recentemente um ensaio sobre a transformação para uma nova economia que se baseia no trabalho do empreendedor norte-americano Will Rapp. Será este texto que – numa tradução muito livre – iremos passar a apresentar:

 

Gardener’s Supply Company (http://www.gardeners.com)

Gardener’s Supply Company (http://www.gardeners.com)

 

A empresa que fundou em 1983 com o nome de “Gardener’s Supply Company” (http://www.gardeners.com) em Burlington, no Vermont (EUA) tinha desde o início o objetivo de criar um negócio onde as pessoas, o planeta e o lucro estivessem em pé de igualdade. Simultaneamente, disponibilizou ferramentas que permitissem às pessoas que cultivassem a sua própria comida e que tirassem prazer dessa independência.

A partir de dezembro de 2009, a sua empresa tornou-se propriedade dos seus próprios funcionários, em 100%, através da venda de ações da empresa, num programa que começou em 1987. A partir de dezembro de 2009, todos os empregados da empresa eram também donos da sua própria empresa e participavam da divisão de lucros.

Numa época em que muitos empregos no Vermont estão a ser deslocalizados para o Oriente, manter empregos tornou-se numa prioridade de elevada relevância social. Vender a empresa aos seus próprios trabalhadores também se revelou muito mais útil – do ponto de vista social e para a economia local – do que vendê-la a qualquer anónimo grupo de investidores estrangeiros que não fariam mais do que transferir para o seu balancete a dívida da sua aquisição, até nova venda, acabando por fim com a empresa numa espiral louca que já encerrou tantas empresas pelo mundo fora…

 

 

Mas a “Gardener’s Supply” não limitou a esta ação social a sua esfera de intervenção. Em 1990 fundou uma organização não lucrativa para recuperar a terra agrícola de uma antiga agro-pecuária dedicada à produção de suínos, a “Intervale”. Transformou este espaço rural em Burlington no “Intervale Center” (http://www.intervale.org), um espaço com mais de 300 acres de extensão e que hoje inclui jardins orgânicos, quintas independentes, instalações de Compostura, intercalados com corredores para vida selvagem. O exemplo da Intervale, motivou outros habitantes da cidade de Burlington a recuperarem as suas terras desaproveitadas e a aumentarem a sua independência alimentar. O exemplo frutificaria também noutros setores económicos, com o desenvolvimento de novas empresas de mobiliário e de têxteis.

Outras empresas surgiram entretanto nas cidades que rodeiam Burlington, criando assim pelo exemplo do sucesso local de uma pequena cidade do Vermont, outros exemplos de sucesso. Atualmente, existe uma rede local de empresas de compustura, venda de sementes, queijo, carne, fruta e vegetais que geram emprego e riquezas locais e que conseguem exportar os seus excedentes para outras cidades nesta região dos Estados Unidos.

A revivificação económica do Vermont deve muito ao exemplo polarizador de Will Raap, em 1983, mas esta semente não se teria desenvolvido com tanto vigor e esplendor se não existisse uma cultura de otimismo e empreendedorismo onde este exemplo se pudesse desenvolver. Sem a visão de Will Raap não teria ocorrido esta autêntica revolução silenciosa no Vermont. Assim haja mais empreendedores do mesmo jaez noutras partes do globo… com vontade para dinamizarem a economia das comunidades em que estão inseridos e com condições para fazerem vingar o seu exemplo polarizador.

Fonte:
http://www.neweconomicsinstitute.org/documents/willraapjune5.pdf

Categories: E. F. Schumacher Society, Economia | 1 Comentário

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