Daily Archives: 2010/10/19

Contra a “Disciplina de Voto” no Parlamento

 

 

“O mais ilustrativo (embora não caso único) é o que aconteceu entre os socialistas portugueses. Em síntese, os eurodeputados votaram condenando Sarkozy, como Barroso e a Comissão fizeram; em Bruxelas, José Sócrates fez o contrario: defendeu Sarkozy e criticou as declaração da Comissão Europeia; já em Portugal, a bancada do PS deu indicação de voto para os deputados votarem como Sócrates, e não como tinham dito os eurodeputados. Mas acabou com 1/5 dos deputados a assinar uma declaração de voto (contra a posição do partido), com vários a sair da sala e até com um deputado a votar ao contrário da indicação de voto. Moral da história: houvesse maior liberdade de voto e talvez a política fosse mais levada a sério.”

editorial de 18 de setembro de 2010
Diário de Notícias

Não há maior obstáculo à Democracia no Parlamento que essa aventesma partidocrata chamada “disciplina de voto”. Em vez de se ufanar a acabar com o Estado Social ou em liberalizar os despedimentos o PSD devia preocupar-se com uma alteração constitucional que permitisse a eleição de deputados independentes para a Assembleia da República. Esta alteração constitucional permitiria devolver a Assembleia aos cidadãos, colocando entre as hostes dóceis e dormentes de partidocratas cidadãos reconhecidos no país e nas suas comunidades pelos serviços prestados à comunidade e pelo seu exemplo de vida.

Não acredito que esta proposta do MIL (com petição pública) deva contudo ser exclusora. Isto é, o MIL não defende a extinção e muito menos a proibição dos partidos políticos. Nas suas linhas militam ainda muitos cidadãos bem intencionados e que travam batalhas cidadãs diárias a favor das causas em que acreditam e sem esperarem receber benefícios ou benesses de tipo algum. Mas o abutre partidocrata está instalado profundamente nos aparelhos dos maiores partidos (especialmente no PS e no PSD) e dificulta a vida a todos os que não pertencem à sua espécie, lançando-lhes ao caminho toda a espécie de escolhos e travões e criando redes clientelares que são hoje responsáveis diretas por uma parcela muito significativo da ineficiência do nosso Estado e pela estagnação da economia portuguesa.

Uma forma de quebrar esta hegemonia que a partidocracia lançou sobre o sistema democrático português e de escorraçar deste estes abutres partidocratas seria permitir que cidadãos livres e independentes pudessem concorrer às eleições legislativas e serem eleitos livres de qualquer hierarquia partidária, respondendo apenas perante os seus eleitores e sendo claramente identificados como “seus” por estes. O reforço em nitidez e responsabilidade que assim se inauguraria entre Eleito e Eleitor daria um impulso decisivo para a qualidade da nossa Democracia e poderia ser crucial para a recuperação de Portugal da grave situação em que se encontra, ao promover a meritocracia onde agora vegetam o nepotismo e os favorecimentos diversos, fazendo também eleger indivíduos de reconhecidos méritos para assentos ocupados hoje por sonâmbulos ou por energúmenos que se limitam a votar de acordo com o seu “líder” de Partido e não de acordo com a sua própria consciência ou desejo expresso dos seus eleitores.

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Quids S21: O que era isto?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Renato Epifânio: “Para um português nada há de mais anti-patriota do que assumir atitudes racistas”

 

A Via Lusófona (www.portoeditora.pt)

A Via Lusófona (www.portoeditora.pt)

 

“Para um português nada há de mais anti-patriota do que assumir atitudes racistas.
Tais atitudes são uma afronta ao nosso mais genuíno sentido histórico da nossa Cultura, que, apesar de alguns desvios, sempre primou pela sã convivência entre todas as variantes do género humano.
Por isso, de facto, algumas pessoas que por aí andam, aparentemente muito “patriotas”, muito veneradoras dos símbolos nacionais, estão por inteiro equivocadas. Não é macaqueando a dita extrema-direita europeia que o patriotismo português se poderá (re)afirmar. Pelo contrário.
Para aqueles que seguem esse caminho, para aqueles que defendem um “Portugal branco”, exclusivamente europeu, a nossa via não lhes pode servir, de facto: aqui, na Nova Águia e no MIL, defende-se de forma assumida e inequívoca, um Portugal lusofonamente universal, multicolor…”

A Via Lusófona
Renato Epifânio

Nenhum outro povo europeu é mais miscigenado que o português. As raízes mais profundas de Portugal e que assentam no Neolítico apontam desde logo para uma grande migração Tardenoisense vinda do norte de África e que esteve na origem da civilização Cónia, a primeira a trazer uma escrita alfabética da península ibérica. Após esta primeira camada muitas outras seguiram…. fenícios, lígures, celticos, romanos, suevos, visigodos, sírios, berberes e mais recentemente escravos negros (que compunham 10% da população de Lisboa no século XV). Na sua matriz genética, o português é provavelmente o povo mais (orgulhosamente) mulato de toda a Europa… merecendo justamente o título que lhe concedia Lord Byron (esse sim, já membro de uma “raça pura” germânica) de “negros da Europa”.

É essa capacidade para se miscigenar, que esteve na razao direta para a explicacao de um país com tao poucos recursos financeiros e demográficos ter sido capaz de manter durante tanto tempo um império global de dimensos terrestres: sem os “casados”, casamentos mistos e incorporacao massiva de tropas indígenas até no oficialato e na administração local nunca teria havido esse império tão “sui generis” que era o império português.

Como pode entao um povo que é na sua mais profunda essencia etnica Mulato ser racista? Só pela via da ignorância perante a sua própria História… via aliás sempre seguida por todos os nacionalismos deste mundo.

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