Daily Archives: 2010/10/18

Três passos para combater de forma decisiva os Incêndios Florestais

 

 

“A gestão desordenada das florestas agrava-se de ano para ano, caberá ampliar a utilização de centrais de biomassa florestal, permitindo consumir massa lenhosa obtida através de um bom ordenamento da floresta.”
(…)
“Sabendo-se que grande parte dos incêndios tem origem criminosa e que muitos dos incendiários são reincidentes, estando já referenciados pela PJ, interessará fortalecer a articulação entre esta polícia e a GNR.
Por fim, convirá que se pense, estrategicamente, como reflorestar o território ardido considerando, designadamente, a reflorestação dos solos quer mediante diversas espécies de quercus quer de outras espécies mais resistentes ao fogo”

Esta coluna de opinião indica sumariamente 3 medidas para uma verdadeira estratégia nacional de combate preventivo aos incêndios florestais:
1. centrais de biomassa e rede de recolha da mesma nas florestas. Desta forma se manteriam abertos os caminhos florestais, que seriam usados para as recolhas de biomassa e para acesso às zonas de fogo. Desta forma as economias locais seriam redinamizadas e criar-se-iam empregos locais qualificados e estáveis.
2. vigilância das florestas e dos ditos “suspeitos do costume”. Com pequenos UAVs como aqueles que a Universidade de Aveiro desenvolveu e que ainda nenhum empresário português se atreveu a patrocinar (provavelmente porque estão muito ocupados a contabilizar ganhos especulativos ou a construírem hipermercados). A vigilância por meios humanos criaria Emprego no Interior e os meios técnicos UAVs ou satélite emprego altamente qualificado e serviços facilmente exportáveis.
3. reflorestação com recurso a espécies de crescimento lento e mais resistentes ao fogo. Como estas são espécies comercialmente menos rentáveis há que compensar este desinteresse com subsídios e incentivos fiscais, de facto, investimentos de retorno garantido pelas poupanças futuras em meios de combate florestal e em floresta (e riqueza) ardida.

Fonte:
Diário de Notícias de 2 de outubro de 2010

Categories: Ciência e Tecnologia, Política Nacional, Portugal | 3 comentários

Quids S21: Quem é esta mulher?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

 

Categories: Quids S21 | 16 comentários

Portugal vive atualmente um dos momentos mais dramáticos da sua já longa História milenar: a pré-bancarrota. De novo.

Portugal vive atualmente um dos momentos mais dramáticos da sua já longa História milenar: a pré-bancarrota. A adopção do Euro trouxe muitas desvantagens à competitividade internacional da economia, mas permitiu afastar durante algum tempo o espectro da bancarrota.

Mas será este espectro tão assustador assim? Portugal já declarou bancarrota por seis vezes na sua História e numa situação muito semelhante à atual, em 1891, também os governos lançavam “PEC” atrás de “PEC” sucessivamente e sem solução de fundo. Só com a declaração de bancarrota é que o país se conseguiu refinanciar e relançar a economia. Na época, as necessidades de financiamento advinham essencialmente da necessidade construir o Estado onde não existiam antes quase nenhumas infra-estruturas longe de Lisboa. Na época, o sistema fiscal era praticamente inoperante e somente a dívida externa poderia financiar a construção do Estado moderno. Hoje, é o Euro que permitia emitir Dívida, na época era a adesão ao padrão-ouro de 1854… uma e outra emprestaram credibilidade externa e deixaram que a dívida externa subisse até valores incomportáveis no que respeita à capacidade sustentação dos juros.

Em 1891, estes juros já ascendiam a mais de metade de todas as receitas do Estado que correspondiam a uma dívida externa de 75% do PIB. A situação é comparável, mas diferente, já que hoje ainda que a dívida externa seja já de 90% do PIB, o serviço da dívida (precisamente, de novo, por causa do Euro) o serviço da dívida é de apenas de 14% das receitas. Contudo, apesar destas dissemelhanças, é patente que estamos perante o mesmo fenómeno: um país que gasta muito mais do que produz.

O ponto de eclosão da crise de 1891 foi também semelhante, nesse ano a declaração de insolvência da Argentina e do Uruguai lançou o pânico nos mercados financeiros e congelou os empréstimos internacionais ao país. Precisamente como hoje a crise grega e irlandesa agiu como agente de pânico contagioso que rapidamente se propagou até Portugal… A austeridade foi em 1891 a opção orçamental, sem sucesso, porque em meados do ano ocorre uma corrida aos depósitos bancários e os seus balcões são fechados temporariamente. Agora, tal não aconteceu… ainda e porque a União Europeia tem agora um Fundo especial de intervenção, a derramar sobre o país se tal insolvência bancária tiver lugar, mas sobretudo porque se há setor económico que se modernizou e tem boa gestão no Portugal de hoje esse é precisamente o setor bancário… Aqui, pelo menos e apesar das loucuras do BPN e do BPP estamos em situação diferente. Na época, havia contudo outras diferenças. Em 1891 foi possível aplicar taxas alfandegárias que protegeram a indústria local e alterar a taxa cambial. Ambas as ferramentas estão hoje fora de equação, porque a contrapartida de termos o Euro é a abertura das fronteiras comerciais e a cedência a Bruxelas da capacidade para cunhar moeda… Em 1891, optou-se como hoje, pelas receitas extraordinárias. Hoje com fundo de pensões da PT, ontem com a venda do monopólio dos tabacos ao conde de Burnay, em troca de três milhões de libras.

Tudo isto falhou e a declaração de bancarrota tornou-se inevitável para muitos. De austeridade em austeridade, Portugal empobrecia e os mais pobres empobreciam a um ritmo ainda mais intenso indo a hoste crescente dos descontentes engrossar os partidários da implantação da República. Poder-se-ía em 1891 prolongar a espiral do endividamento, como se pode fazer o mesmo hoje, por mais alguns anos.

Em 1891, a resposta foi terminar com este ciclo suicida do endividamento externo a juros crescentes. Foi decidida a saída do padrão-ouro e reescalonar a dívida externa. A grande decisão foi deixar de procurar financiamentos externos e passar a procurar financiamento interno, sobretudo pela via da emissão de moeda. Na época, a opção seguida revelou-se frutífera, porque fortuitamente a economia internacional entrava então num momento de expansão e a inflação resultante do aumento da massa monetária em circulação seria absorvido, sem criar a hiperinflação que se temia.

Existem portanto algumas diferenças entre a situação financeira de 1891 mas as semelhanças são flagrantes… desde logo não há viabilidade em prosseguir com esta caminhada suicida que nos leva a austeridades orçamentais crescentes e a dívidas externas sempre maiores e nunca amortizáveis. O ciclo doentio Dívida-Austeridade tem que ser quebrado. Ou pela via do aumento radical das exportações, redução das importações e crescimento do PIB a valores consistentemente superiores a 2,5% durante vários anos (o modelo brasileiro) ou pela via já seguida – com sucesso – 1891: moratória da dívida, bancarrota parcial e – na prática saindo ou suspendendo a presença na União Europeia e apelando aos dois derradeiros instrumentos de que dispõe um Estado para defender a sua economia: moeda própria e proteção alfandegária. Opções muito radicais, decerto, mas que terão que estar em equação muito brevemente sob pena de destruir um país de história milenar como Portugal.

Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/portugal-ja-declarou-bancarrota-parcial-em-1891-e-saiuse-bem_1460267

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 2 comentários

Saúde Pública ou Saúde Privada? Um dilema… ou não

 

 

“Não tenho dúvidas: a (saúde) publica não tem capacidade de resposta, está a deteriorar-se a um ritmo alucinante, é insustentável financeiramente e o tendencialmente gratuito da sua matriz não só não não o é de todo como é de uma injustiça social atroz: a privada, com ou sem seguro? Não tem oferta suficiente e a que existe peca muitas vezes pela falta de controlo, de qualidade e de responsabilidade, além de ser paga a preços exorbitantes.”
Filomena Martins
Diário de Noticias
18 de setembro de 2010

O Sistema de Saúde enfrenta grandes desafios: Todos os estudos – e sobretudo o exemplo norte-americano – indicam que os sistemas totalmente privados são mais dispendiosos e ineficientes. Os sistemas públicos são assim a escolha óbvia. Mas é inegável que existe uma subida constante e intensa dos custos com a Saúde. Desde logo, porque a Saúde é cada vez uma área mais tecnologicamente intensiva e logo, mais dispendiosa. O regime misto (que este governo adora) das “parcerias público-privadas” tem sido absolutamente ruinoso e irá onerar os impostos das próximas gerações. Este regime é de facto de tal forma ruinoso que alguns acreditam que a prazo, não haverá outra solução que não terminar esses contratos e nacionalizar esses hospitais…
O sistema privado de saúde é – como todos os que o usam – sabem, incompreensivelmente dispendioso e frequentemente incompetente.

Entre uma Saúde Pública incompleta (porque subfinanciada) e cada vez mais cara e uma Saúde Privada incompetente (a gestão do Amadora-Sintra pelos Mello prova isso mesmo) e exorbitante, estamos nós, os utentes. Entre ambas as opções não nos resta mais do que escolher o sistema público de saúde – por meras razões financeiras – já que o exemplo dos privados, neste campo, não tem feito mais do que provar que a gula e a avidez não combinam bem com prestação de cuidados de saúde. Estes são, decerto, cada vez mais caros, mas esse é um preço incontornável a pagar pelo desenvolvimento científico e salvar cada vida, dar a esta um futuro social e economicamente produtivo, pode transformar essas despesas crescentes em investimentos… ter também em conta que este fenómeno ocorre também nos Privados, mas a uma escala ainda maior, pelas suas ineficiências crónicas e pela avidez pelo Lucro de que padecem os grupos privados que operam em Portugal nesta área. Logo, a opção é clara: Sistema Público de Saúde.

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