Daily Archives: 2010/10/16

Sobre a saída da pobreza de 30 milhões de brasileiros e da transformação do Brasil num país de “classe média”

 

 

“Na primeira década do terceiro milénio, cerca de 30 milhões de brasileiros subiram da base para o meio da pirâmide social, graças à melhoria da educação e às possibilidades de “arrumar” um emprego no mercado formal.
O Brasil é hoje um país de classe media, isto é, onde mais de metade da população possui rendimentos considerados para mínimos para aceder às exigências próprias de uma classe média, incluindo neste rol o acesso à habitação própria.
Estes milhões de brasileiros, que deixaram de ser pobres e começaram a poder beneficiar dos confortos tidos como típicos de classe média, são a melhor prova do progresso do Brasil. Todos os países desenvolvidos economicamente e socialmente têm uma população maioritariamente constituída por classe média.”

Diário de Notícias
29 de setembro de 2010

Se o Brasil conhece hoje um crescimento sólido e sustentado tal deve-se ao facto deste assentar não no crescimento continuado das exportações – às custa de dumpings de vários – mas na entrada na economia real destes consumidores. Com efeito, se a China encontrou no aumento explosivo das exportações (à custa de criar desemprego crónico pelo mundo fora e de condições de trabalho sub-humanas), o Brasil encontrou numa fórmula de três variáveis o “segredo” do seu desenvolvimento:
1. Crescimento do Consumo Interno, o que o tornou resistente às quebras da Procura internacional de 2008
2. Desenvolvimento da exportações de produtos agrícolas, num mundo onde estes são cada vez mais procurados
3. Defesa da indústria local e um setor público forte e dinâmico

A combinação destes três fatores explicam a solidez do crescimento económico brasileiro e o extraordinário sucesso de hoje o Brasil ser um país de classe média, em que mais de metade da população já pertence a esse estrato social. Foi esta nova classe média que manteve níveis de consumo interno elevados, que compensaram a queda internacional.

O Brasil é hoje uma potencia económica internacional porque conseguiu quebrar esse bloqueio antigo que era o de ser um país sem classe média, onde um abismo de rendimentos separava os magnates dos brasileiros das favelas. E esse é um feito dos governos Lula… sem esquecer os importantes passos percursores de Fernando Henriques Cardoso, que Lula teve a sabedoria de não destruir.

Categories: Brasil | 42 comentários

Sobre o “sentido português” na construção de cidades

Salvador da Bahia (http://www.citypictures.org)

Salvador da Bahia (http://www.citypictures.org)

O arquiteto Hélder Carita afirmou que existia um “sentido português” revelado na construção de cidades “diversas e sensoriais”. O arquiteto português encontra vários exemplos dessas cidades naquelas que os portugueses fundaram pelo Brasil fora, como, por exemplo, a bela cidade colonial de Salvador da Bahia.

Discorrendo sobre essas cidades o arquiteto disse que “o Brasil tem uma tipologia de cidade portuguesa: uma baía e zonas altas como acontece tanto em Goa, na Índia, como na Baía de Todos os Santos em Salvador da Bahia, ou Luanda, em Angola. Temos o mesmo sentido”.

Hélder Carita referiu também que as cidades portuguesas possuem “uma tipologia muito idêntica, são cidades de porto e abertas ao comércio” definindo aquela que será a “maneira portuguesa de fazer cidades” que explica a sensação que se recolhe quando se visita Luanda, Goa ou Ouro Preto de que estamos em Lisboa ou no Porto: “Se chegarmos a Bahia ou a Minas Gerais, estamos em Portugal. Temos uma sensação de familiaridade. São sistemas que não impõem modelos fixos, mas que são sistemas de métodos construtivos”. Por contraste, as cidades de fundação espanhola são bem diferentes porque estes eram “mais rígidos, as suas cidades [são] todas iguais, enquanto que as nossas são mais flexíveis, mais diversas e sensoriais”.

A questão é agora saber quanta desta sabedoria urbana se perdeu nas cidades que hoje deixamos que os especuladores imobiliários construam em torno dos grandes centros urbanos (Lisboa e Porto) que – no essencial – ainda retêm essa inclinação sensorial e para a diversidade, propiciada pelo facto de possuírem um porto e uma flexibilidade que não pode ser encontrada em mais nenhuma cidade deixada pelos impérios coloniais do norte e que reflete uma forma bem portuguesa de estar no mundo que deixou traços muito fortes em diversas paragens e que serve hoje de maior esteio à Lusofonia e aquilo que ela pode vir a ser e que remete diretamente para o ponto da Declaração de Princípios e Objetivos do MIL que se refere à “descentralização municipalista”, delineada pelo Professor Agostinho da Silva a partir desta tradição municipalista referida aqui pelo arquiteto Hélder Carita.

Fonte:
http://www.publico.pt/Cultura/ha-um-sentido-portugues-na-construcao-de-cidades-diversas-e-sensoriais_1450787

Categories: Brasil, História, Lusofonia | 3 comentários

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