O restabelecimento do domínio português sobre Angola e São Tomé depois da restauração da independência de Portugal em 1640 foi obra dos brasileiros.

 

Pernambuco no tempo dos holandeses (http://www.nordesteweb.com)

Pernambuco no tempo dos holandeses (http://www.nordesteweb.com)

 

“Os holandeses, que ocuparam Pernambuco em 1630, perceberam a dependência da região da mão-de-obra escrava africana e ocuparam Luanda em 1641. O restabelecimento do domínio português sobre Angola e São Tomé depois da restauração da independência de Portugal em 1640 foi obra dos brasileiros. Em 1648, são os comerciantes do Rio de Janeiro que financiam uma armada comandada por Salvador Correia de Sá que retoma Luanda e expulsa os holandeses.”
Miguel Jasmins Rodrigues

Esta é a grande singularidade do “império português”: a recuperação das colónias perdidas para essa nação de piratas e mercadores que era a Holanda de então é feita por uma colónia e não pela metrópole ou “cabeça” desse império. Tal situação, assim como a própria recuperação do Brasil que foi feita pelos próprios “brasileiros” é absolutamente única na história do colonialismo europeu no mundo e expõe claramente a singularidade da relação pós-colonial que no século XVII já descrevia a natureza da ligação entre a metrópole a “colónia” Brasil. A verdadeira independência do Brasil não deve assim ser recuada a Ipiranga, mas ao momento em que ao arrecuo da recomendação de António Vieira em deixar o Pernambuco aos holandeses em troca da paz no resto do mundo, os brasileiros se erguem contra esta vontade dos “reinóis” de Lisboa e se armam e expulsam os invasores Calvinistas da mais rica província brasílica.

Categories: Brasil, História, Lusofonia | Etiquetas: , | 64 comentários

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64 thoughts on “O restabelecimento do domínio português sobre Angola e São Tomé depois da restauração da independência de Portugal em 1640 foi obra dos brasileiros.

  1. silva

    Nos brasileiros temos uma singularidade herdado de Portugal que e, lutar sempre que houver necessidade e nunca combater sem uma
    proposta logica.

  2. Otus scops

    agora escrevo eu:

    “a recuperação das colónias perdidas para essa nação de piratas e mercadores que era a Holanda” pela nação de navegadores-descobridores esclavagistas católicos que era Portugal (e ainda não perdeu alguns desses tiques).

    não teve nada de extraordinário. a metrópole ainda travava uma guerra brutal contra Espanha, mal tinha capacidade para se defender quanto mais dispensar recursos para libertar antigas possessões.
    será que esses “brasileiros” lutaram também contra a coroa espanhola ou apenas deram uma desanda nos holandeses porque lhes estavam a estragar o tenebroso comércio de escravos???
    veja-se lá se eles foram ainda mais singulares e financiaram a reconquista no Extremo Oriente: Malaca, Melinde, Cochim, Gujarat, Ceilão, Calicut, Makassar , etc???
    chama-se a essa singularidade “os seus interesses”…
    🙂

  3. Riquepqd

    “…a recuperação das colónias perdidas… é feita por uma colónia e não pela metrópole ou “cabeça” desse império. Tal situação, assim como a própria recuperação do Brasil que foi feita pelos próprios “brasileiros” é absolutamente única na história do colonialismo europeu no mundo e expõe claramente a singularidade da relação pós-colonial que no século XVII já descrevia a natureza da ligação entre a metrópole a “colónia” Brasil…”

    Mas mesmo assim, hoje temos o Canadá, Austrália, Guiana e outras ex colônias britânicas declarando constitucionalmente que a chefe de seus Estados é a rainha da Inglaterra…

    Os dois primeiros tem uma relação de total integração cultural, militar e econômica com o Reino Unido.

    E paralelamente um Brasil e Portugal cada vez mais distantes e com populações um tanto quanto pré-conceituosas em relação a outra…

    De nada serviu o reino duplo, de nada serviu a capital do império português ter sido durante alguns anos no Rio de Janeiro.

    Brasil e Portugal atualmente tem muito mais vínculos com seus vizinhos do que um com o outro.

    “…Em 1648, são os comerciantes do Rio de Janeiro que financiam uma armada comandada por Salvador Correia de Sá que retoma Luanda e expulsa os holandeses…”

    Eu não sabia que “brasileiros” ou “portugueses do Brasil” tinham por iniciativa própria lutado e libertado Angola do domínio dos holandeses, isto é muito interessante.

    • Tenho que reconhecer que tens razão… mas as ligacoes culturais sao mais duradouras que o vao e perene mercantilismo.

      • Riquepqd

        A culpa disto é dos portugueses daquela época, que tentaram recolonizar o Brasil, ao invés de tentarem manter uno uma nação transatlântica.

        O Brasil queria isto, e os laços genéticos e culturais com os brasileiros eram muito superiores aos que Portugal tinha com as outras colônias, devido a isto não era tarefa impossível como foi na África manter os dois reinos unidos até os dias de hoje.

        • A separação era então inevitável… a partir do momento em que com a invasão napoleonica obrigou a abrir o comervio nos portos do Brasil aos navios britanicos, os ingleses tudo fariam para separar os dois paises e foi isso mesmo que aconteceu. Isso mais uma sucessão de erros de Portugal, claro. Quase todos inevitaveis, naquele contexto de grave crise economica, social e financeira.

    • Ricardo Silva

      Note-se o seguinte:
      – Os Holandeses ocupam Luanda para tomarem o negócio principal dos Portugueses na costa africana: o “resgate” de escravos do interior por troca com tecidos, álcool e algumas situações, pólvora. O objectivo era, claro está, o abastecimento de mão de obra para os territórios que tinham primeiramente ocupado no Brasil. Nunca o conseguiram totalmente por diversos motivos (alianças que não resultaram com o Reino do Congo e Ndongo e o facto de a sua ocupação nunca se ter conseguido estender para o interior), mas por outro lado, bloquearam o fluxo de escravos também para os territórios ainda controlados por Portugueses no Brasil.
      – Estava-se portanto numa situação que não trazia benefício a ninguém, nomeadamente à economia brasileira totalmente baseada na mão de obra escrava.
      – A expedição de Salvador Correia de Sá e Benevides foi financiada por comerciantes do Rio de Janeiro (conforme disse o Clavis Prophetarum) o para restabelecer o fluxo anterior à ocupação Holandesa e tentar recuperar os níveis de produção agrícula no Brasil.
      – O objectivo foi apenas esse; Angola não significava para Portugal mais que um mercado abastecedor de escravos para ; nada mais era explorado. Tanto é verdade que nada se alterou pelo facto de terem sido brasileiros a reabrirem o fluxo de escravos, nem sequer os impostos cobrados pelo Governo Geral, que os enviava para Portugal.
      Não houve “altruísmo” algum nessa acção; apenas o interesse económico da colónia Brasil em recuperar económicamente.

      Há algumas imprecisões no respeitante quer à relação Portugal Brasil, quer de ambos em relação a outras colónias; ainda hoje as relações entre os dois é dominada por uma série de estéreotipos que não são abonatórios para nenhum dos lados.
      Penso que nesta situação há mais culpa do lado Português, devido às frequentes mudanças de rumo na sua História interna.
      As oportunidades estão ligadas a “momentos” e estes passam,

      Penso que o Brasil é mais coerente nesse aspecto e dou como exemplo o facto de ter sido o primeiro país a reconhecer a independência de Angola (regime marxista-leninista do MPLA) ter sido a ditadura militar brasileira em 1975, algo aparentemente sem grande lógica.
      Esta postura foi sempre mantida ao logo de 37 anos, independentemente do regime político no Brasil.
      Devido a isso, existe hoje maior coereência e convergência internacional de atuação entre Brasil e Angola que entre Portugal e Angola (embora seja grande neste momento).
      Queira-se ou não, Brasil e Angola estão em maior sintonia quanto ao rumo a dar à CPLP que em relação aos restantes membros: há um Atlântico Sul a “fechar” (estratégicamente e economicamente falando), não sei se já reparam nisso…
      mas isso conduz-nos a outro tipo de conversa; talvez para outro tópico.

      Já agora, não existe hoje integração económica entre Canadá/Austrália e Reino Unido; existiu de meados dos sec. XIX até meados dos anos 40/50 do séc. passado. São “domínios” com completa independência de acção; a Guiana tem outro estatuto.
      Um livro curioso, engraçado, mas sério que explica isto e ajuda muito a compreender a razão de ser de muito do que acontece hoje no mundo, sem lógica aparente: de Niall Fergusson, Império – como os britânicos fizeram o mundo moderno.
      Obs: inclusíve a evolução do Brasil e Portugal política e económicamente, no pós-Guerras Napoleónicas, até ao Sec XX.

      • otusscops

        excelente comentário, Ricardo Silva.

        apenas sobre Brasil-Angola, não há atlântico nenhum a fechar que não seja económico, Odebrecht, Camargo correa, Andrade e Gutierrez, Petrobrás, etc…

        o Brasil também quer dar uma dentada nas riquezas de Angola apenas isso.

      • Nao digo que a libertação dos holandeses de Angola tenha sido “altruísta”: servia certamente os melhores interesses de Portugal e do Brasil. Essa não é a questão: a questão é que o Brasil era já na epoca o cerne do imperio portugues e que este, então, era de facto, lusobrasileiro.
        Foi esse aspeto que quis aqui realçar.

        • Otus scops

          insuportável ler estas coisas: “o Brasil era já na epoca o cerne do imperio portugues”…

          falso, totalmente falso e desrespeitador da nossa História!!!

          o Brasil naquele tempo não era nada, eram capitanias, não tinha corpo nacional. era governado às fatias por nobres e burgueses portugueses.
          nesses tempos o “Brasil” nem sequer tinha fronteira a Oeste.
          então e a Ásia, era o quê no Império Português???
          o cerne do Império era em Portugal, a estratégia era emanada por Lisboa, as leis eram feitas em Lisboa, os centros de decisão, académicos, culturais, linguísticos, religiosos partiam da Portugal.
          esse Agostinianismo está a ser distorcido.

          • Era o cerne, sim. Portugal não o era, porque era a metropole. serei ainda mais claro: na epoca (desde o recuo na India, após a perda de independencia) o Brasil era o cerne economico, financeiro, comercial, demografico e militar do Imperio português e foi-op até à sua independencia. A Ásia portuguesa deixou de ter peso desde o seculo XVI, África so foi importante no seculo XIX e assim, sim, a colonia mais importante (de longe) era mesmo o Brasil.

  4. Riquepqd

    Otus, naquela época, o rei português arregou pros holandeses e tentou trocar o nordeste pela paz com a Holanda nas outras colônias espalhadas pelo mundo.

    Os brasileiros disseram não e expulsaram o invasor.

    Além disto, a economia de Portugal era majoritariamente proveniente das atividades feitas no Brasil.

    Quando os franceses invadiram Portugal, porque então os monarcas e a corte portuguesa não permaneceram e resistiram bravamente no “cerne” do império português, fugiram pra cá e ainda transferiram a capital do Império.

    O Brasil já tinha sim o seu valor naquela época, sua ave de rapina :):):)

    • otusscops

      Riquepqd

      o Brasil de então pouco ou nada tem a ver com o Brasil actual.

      se Portugal queria trocar o nordeste pela paz era porque olhava para as terras como uma posse sem importância, mais hectare menos hectare.
      dizer que isso era o cerne do Império é errado e desrespeitoso, do Brasil iam apenas bens materiais, de Portugal ía tudo, tecnologia, pessoas, conhecimento moderno, método, língua, civilização.

      claro que o Brasil tinha valor, tal como as restantes colónias.
      valor comercial, transaccionável, apenas

      • Riquepqd

        Corujão, agora a sério, não comentei com intenção de ser desrespeitoso.

        É evidente que Lisboa era o cerne do Império, mas o Brasil naquela época já não era mais uma simples colônia. O status que o Brasil adquiriu junto a metrópole Portugal talvez seja inédito na História das colonizações.

        Não apenas devido a transferência da capital do Império pra cá, mas havia já uma elite luso-brasileira que não aceitava de cabeça baixa os rumos que Lisboa levava o Império, quando não concordavam com as decisões da metrópole, faziam questão de fazerem ser conhecidas as suas opiniões.

        E muitas vezes inclusive eram contrários as posições de Lisboa, ou tomavam iniciativas que Lisboa não tomava, como por exemplo estas do restabelecimento lusófono sobre São Tomé e Angola e a expulsão dos holandeses do nordeste.

        Ou seja, esta certa “independência” em ações mostra claramente que não se tratava de uma simples colônia como as demais colônias portuguesas, espanholas e francesas, nos moldes que conhecemos. Era como o CP diz, quase um reino duplo.

        Agora fazendo uma analogia com a UE, é evidente que Bruxelas na Bélgica, não é o cerne da UE, apesar de ser oficialmente a capital e onde são homologadas as decisões desta união.

        Todo mundo sabe que quem realmente manda na Europa está em Berlim e em segundo lugar em Paris.

        Então não seria uma regra Lisboa ser o cerne do Império somente porque era a capital do Império.

        Mal comparando, Lisboa era em determinado período para o Império como uma mistura de Berlim com Bruxelas, e o Brasil se recolhia ao seu humilde ligar de Paris. 🙂 🙂 🙂

        Corujão, não me queira mal que só sei lhe querer bem.

        • Otus scops

          Riqui

          1. eu sei que não comentaste para seres desrespeitoso.
          quando escrevi isso pensava no CP também, o brasileirismo dele é que estava a ser visado, misturei as respostas.
          como já nos conhecemos todos por vezes já misturamos tudo.
          quem tem de te pedir desculpa sou eu, pela minha incapacidade de escrever com qualidade suficiente e causar ambiguidades.
          além demais estas coisas e assuntos – pelo menos a mim – não afectam o plano interpessoal, as relações entre as pessoas são mais importantes do que as relações entre os países ou lá o que isso seja… podes criticar (com ou sem razão) os portugueses que isso não me ofende pessoalmente.
          não te preocupes. 😉
          2. o status que “o Brasil” adquiriu foi uma concessão da coroa.
          além demais “esse Brasil” não tinha consciência nacional, é imputar propriedades e qualidades insistentes a esse território.
          essa coisa de quintos impérios, lusofonia, espíritos santos e demais desígnios espirituais não colhe, o que interessava era o vil metal.
          foram os bandeirantes, os comerciantes, os militares, os “foragidos” dos quilombos que desbravaram esse país gigante e transgrediram o Tratado de Tordesilhas, não como um projecto pensado e organizado, não como uma política de estado oficial mas por curiosidade (uns), necessidade, sobrevivência e ganância (outros).
          3. políticos fujões é coisa usual em Portugal.
          o General Norton de Matos, em pleno séc. XX projectou e legislou para que a actual cidade de Huambo em Angola, fosse a capital do império. (até 1975 chamou-se Nova Lisboa)
          até a metrópole (Portugal) seria comandada de lá… uma perfeita loucura!!!
          portanto não te admires que o rei D.João VI fosse para o Brasil e mudasse (temporariamente) o centro de poder imperial para o Rio de Janeiro. (as circunstâncias assim o obrigaram, também)
          a acrescentar a esse rei, temos recentemente Durão Barroso e Vítor Constâncio, dois FUGITIVOS!!!
          4. existem muitos portugueses que não se sentem confortáveis na sua pele, renegam a pátria se for preciso, já assisti a isso várias vezes. as causas são várias, há um complexo de inferioridade/superioridade, ignorância das glórias e dos podres da nossa bela História, incapacidades várias de entender o país, etc…
          infelizmente é um velho hábito.
          vê lá tu, até há portugueses que apoiam a abrasileirização da ortografia do seu país, imagine-se!!! 😈
          5. sobre a tua analogia com a Império Português e a UE entendo mas não me parece que seja assim.
          a Alemanha e a França (e mais uns quantos países incluíndo Portugal) estão sob governação de uma corrente político-ideológica que está a arrastar a economia europeia e mundial para o desastre, não tem a ver com “os alemães” ou com “os franceses”. é uma autêntica luta de classes aquilo que se está a passar.
          no tempo dos impérios era diferente, tinha a ver com os povos, com culturas, com nacionalismos, com modelos civilizacionais.
          o CP é que usa muito o populismo para “fazer as mentes” contra “os germanos”, “os francos”, os “piratas ingleses”, etc, para fazer vingar “a lusofonia”, coisa que ainda não percebi o que é concretamente e desisti de lhe perguntar…
          6. “Corujão, não me queira mal que só sei lhe querer bem”
          sei disso muito bem, o sentimento é mútuo.
          espero ter esclarecido a minha posição e o meu sentimento no ponto 1.

  5. otusscops

    Riqui e Odinoque

    para vós, o que é a Lusofonia???
    como se distingue???
    como se define???

    (ou muito me engano, o CP vai ficar quietinho e caladinho)

    • Enoque

      🙂 Pá, Lusofonia é o conjunto de identidades culturais existentes em países, regiões, estados ou cidades falantes da língua portuguesa. Se num determinado ambiente, em Goa por exemplo, já não se fala português, nem ao menos ensina como língua estrangeira nas escolas, para mim tal ambiente não faz parte da Lusofonia. Para existir Lusofonia, tem que existir a língua de Camões, o sábio.

      • Em Goa ainda se fala portugues… soube recentemente, p. Ex., que a representante indiana do COI que vai organizar em Goa os Jogos da Lusofonia fala portugues, assim como a sua família. Nos meios familiares, nas pessoas mais idosas e em alguns estudantes do Instituto Camões, ainda se fala portugues em Goa, mas numa percentagem pequena, decerto… mas a semente está la, e com o presente impulso internacional da lusofonia (via Brasil e Angola, sobretudo) existe um apelo crescente para que os jovens indianos aprendam português.

        • otusscops

          portanto:
          os Goeses vão aprender o português do Brasil e/ou de Angola…

          estou-te a ver, CP, estou-te a ver.

          • Tudo é portugues, meu caro. O teu grande problema é esse: preferes que eles falem francês, ingles ou alemão (idealmente) a que falem o portugues do Brasil ou de Angola.
            Para mim é tudo portugues, assim como todos aqueles que pelo mundo fora falam a nossa lingua sao tambem portugueses.

            • otusscops

              eu não tenho problema nenhum com isso se essa for a vontade dos goeses…
              tu é que pareces ter uma vontade para eles.

              diz-me só uma coisa, quem é que estabeleceu contacto com Goa, foram os angolanos (mais uma criação de Portugal) ou foram os brasileiros (outra criação de Portugal)???
              quem tem a norma mais erudita da língua, nós Portugal ou os restantes???
              que ligações afectivas, históricas e sobretudo, comerciais e familiares (há milhares de goeses em Portugal, são uma cultura própria) tem com o Brasil ou Angola???

              está TOTALMENTE ERRADO: não é tudo português, pode ser tudo língua portuguesa, mas português só quem é de Portugal.
              duvido que entendas isso, com tanta lusofonia espiritual na tua cabeça…
              (agora diz que NÃO SOU lusófono, vá lá…) :mrgreen:

              essa do alemão na equação foi engraçada!!!
              (já baralhas as conversas e os assuntos comigo)
              😀

              • “Norma mais erudita”?! Mas o que é isso? Dizes que a norma de Lisboa (norma?) De Lisboa é mais erudita que a de Brasilia? Recuso qualquer pretensa superioridade, com a mesma veemencia que recuso a pretensa superioridade com que os teus queridos germanos nos querem impor os seus valores e pretensa superioridade racial.

                • otusscops

                  tudo o que vem do Brasil, para ti é sempre superior, mas não para mim.

                  sim, a norma de Portugal é MUITO mais erudita, mas só tu é que vez nisso superioridade, que se for não tenho problema em assumir.

                  EXIGO QUE FAÇAS UM COMENTÁRIO A ISTO:
                  http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12605.htm

                  agora a presidentA Dilma, substituta do presidentO Lula (ou será Lulo???) legislou este absurdo.
                  a economistA vai exigir que os seus colegas machos se designem por economistOS.

                  norma erudita em Portugal, SIM.
                  norma popularucha rasca no Brasil, SIM!

                  simplesmente ridículo…

                  P.S. – EXIGO, HEIN???????????

                • Exigo?…
                  Discordo: é o meu comentario.

          • Porque Portugal sempre foi mais uma ideia de estar no mundo do que um pais com fronteiras, exclusoes e apetites expansionistas e imperiais cronicos como a maioria dos outros paises do globo.
            E muito disso foi herdado pelo melhor que nos, que a partir dos idos de Quinhentos começou a emigrar em massa para o Brasil e que hoje ergue aquela nacao que se transforma paulatina, mas decididamente, numa das maiores potencias mundiais.

            • otusscops

              CP

              gostas muito de generalizações e consoante o dia ou vento mudas o sentido.
              hoje deu-te para “falares bem” dos portugueses mas agora peço-te uma coisa, PROVA ESTA TUA IDEIA:
              “Porque Portugal sempre foi mais uma ideia de estar no mundo…”

              nos barcos de escravos???
              nos donos dos engenhos que faziam a vida deitados na rede???
              no ouro e nas incomensuráveis riquezas que foram mal-baratadas em obras e sumptuosas embaixadas e modos de viver das elites que mantiveram os seus povos sempre na miséria???

              diz-me quem te meteu na cabeça essas ideias idílicas de Portugal, por favor. assim pode ser que eu mude esta visão cínica que tenho destes assuntos e que até mude esta sensação de “dejá-vue” que o meu país vive e que adquiri na leitura dos livros da História de Portugal…

              quero provas, hein???

              • Ora, não rejeito que tudo isso aconteceu. Sempre houve bestas e sempre haverá bestas entre nós. Mas se o são, são-no porque se deixaram comprar pelos múltiplos estrangeirismos com que deturparam o sentido mais pleno e puro do povo, perfeitamente expresso no culto do Espirito Santo e do Paracleto. O “capitalismo de Estado” de Dom Manuel deitou a perder a Empresa dos Descobrimentos, tornando-a em mera empresa comercial… quanto aos escravos, havia-os decerto, mas fomos dos primeiros no mundo a abolir tao horrorosa instituição e, antes de os fazermos, ja os haviamos sido (sob romanos, godos e muculmanos), prova que nao so nao fomos nos que inventamos essa sevícia, como tambem fomos vitimas dela.

                • otusscops

                  provas, meu querido CPzinho, provas…

                  não me venhas com generalizações ou com impressões subjectivas.

                  diz-me por favor, em que te baseias para afirmares constantemente na candura e boas intenções dos nossos Descobrimentos.
                  até fico incomodado com tal visão, acho um desrespeito por esses homens valentes e cheios de medo, curiosos mas tementes, arrojados e esperançados, sobretudom essa mole de anónimos (e milhares de europeus) que embarcaram nas nossas naus, galeões e caravelas à procura apenas de uma vida melhor.

                  Paracleto, mais uma que aprendo contigo. (parece que é o mesmo que Espírito Santo)
                  mas que raio de nome… 😈

                • Não te vou atirar com nenhum rol de virtudes atavicas de Portugal e dos portugueses. Que o fomos, parece-me claro do facto de termos sido dos primeiros a abolir a escravatura e a pena de morte. Mas não farei uma lista porque essa é inutil: insistes nessa senda de diminuir Portugal e os portugueses, julgando assim porventura (como os politicos do bipartido) que agachando o nosso passado e destino perante os herrenvolk ganhas o seu reconhecimento.
                  O nosso colonialismo e o nosso imperialismo foram maus, decerto, mas foram infinitamente melhores que o alemao, holandes, espanhol ou ingles. Os factos estao ai para ver, mas tu nao queres ver, queres apenas exaltar as “maravilhosas” virtudes da raça germanica.

      • otusscops

        Enodim

        define “…identidades culturais existentes em países, regiões, estados ou cidades falantes da língua portuguesa”.

        • Enoque

          Identidade é o sentimento de identificação de um grupo ou cultura, ou de um indivíduo, na medida em que ele é influenciado pela sua pertença a um grupo ou cultura. Como disse o CP, se há um grupo de falantes da língua portuguesa em Goa, então os membros desse grupo fazem parte da Lusofonia, mas não a totalidade dos habitantes de Goa. Por exemplo, digamos hipoteticamente que o CP, sendo Português, assista algumas telenovelas Brasileiras. 🙂 Vendo as novelas, ele percebe um povo que fala um idioma inteligível aos habitantes de sua pátria, mas com um sotaque completamente diferente, exótico. Mas ele observa as feições das pessoas, o comportamento padrão, as expressões coloquiais quotidianas do povo representado naquelas novelas, sua gastronomia, seu desporto favorito, seus valores. Ele sente uma certa familiaridade, ele percebe que se sentiria pelo menos “perto de casa” se estivesse entre as pessoas das novelas, no ambiente delas.

          Tás a perceber? 😉

          • Thordinoque

            se bem percebi, identidade cultural vem com os hábitos de estarmos expostos a uma cultura, é isso???
            então eu poderia considerar-me anglo-americano(muito mais britênico – diga-se) pela exposição a que tenho sido exposto desde que nasci.
            mas não vou deixar de ser português, estou ciente dessa cultura, bem identificado com ela, uma mistura de vários mundos, urbano e rural, cosmopolita e tradicional, sul e norte, tenho esses ingredientes todos presentes.
            talvez por isso que não consigo estar em paz em lado nenhum…

            • Thor

              Muitos compatriotas meus não compreendem a minha posição porque não viram o que eu vi, se baseiam muito em “boatos”, então não sabem do que eu sei. O português de hoje é educado, é culto, mas não tem “sangue de barata”, se você insultá-lo, ele responde a altura e rasga o verbo. E se eu estivesse no trono de Portugal naqueles séculos, acha que eu também não ia querer meter a mão nas riquezas naturais das colônias? É lógico que eu ia querer! Ou alguém julga o tigre um animal imoral por comer a carne de suas presas?
              Mas mesmo sentindo simpatia pelos portugueses, exceto por alguns anormais, pelo menos no que concerne ao lado brasileiro, não vejo nada que seja suficiente para sustentar uma “união” com outros países apenas porque falam a mesma língua. Por outro lado, qual é a ex-colônia que em seu imaginário, os portugueses têm mais carinho? Re: É a Índia! Então, Portugal devia experimentar uma aproximação com a Índia, com a Malásia e até com o Japão. E o Brasil também devia fazer o mesmo. O século 21 é o século asiático, esse negócio de “BRICS” inventado por um economista de um banco, é conversa pra boi dormir. O negócio é olhar pra Ásia e pra África. Já eu vou estar em paz se for morar no Canadá, na Austrália, nos EUA… porque sou pré-disposto a respeitar os costumes de qualquer povo do mundo, sou aberto a conhecer novas culturas, novas civilizações, não sou metido a querer impor o meu modo de vida na casa dos outros. Até na Inglaterra e nas nações nórdicas, apesar do inverno ser rigoroso, eu me adaptaria sem demora.

              • Thor

                na altura esbocei uma resposta, item a item, mas não apareceu.
                ou enganei-me, ou a wordpress deu cabo dele ou o CP não o libertou… agora não me apetece mais.

                entre as coisas que escrevi, contestei veementemente a tua afirmação sobre a Índia. não sei de onde veio tal ideia.
                a resposta correcta é o Brasil.

                • Thor

                  🙂 Também já te respondi, mas não apareceu.

                • Thor

                  “Também já te respondi, mas não apareceu.”
                  acho que o CP anda com ciúmes nossos…

                  :mrgreen:

                  P.S. – agora nem aparece o link para “responder”

                • Thor

                  Otus Scops, estou animado para debater o assunto em questão contigo em especial. 😉

              • Nao tenho a certeza de que a India tenha sido alguma vez uma colonia: estivemos sempre em algumas cidades no litoral e sempre jogando com os conflitos locais e dependendo sempre dos contingentes locais para ali ficar ate ao século XX. Esse aliás é o grande traço distintivo do império portugues: a dependencia de lacos locais para manter essa presenca, dada a escassez de meios militares, demograficos e economicos de Portugal, mesmo no seculo XVI.

                • Thor

                  Então eu vou mudar o termo. Em vez de “colônia”, vou usar “a região da Índia que esteve ligada a Portugal” mais querida no imaginário do povo português foi o pedaço da Índia que os portugueses conquistaram. 🙂

                • Ok 🙂 tecnicamente seriam mais “fortalezas”, “feitorias” ou até “cidades e terrenos adjacentes”, mas está bem!

                • CP

                  tens muita razão nisso que escreves sobre o modelo de colonização português.

                  Thor

                  continuas a falhar o alvo.
                  vai afinar o martelo.
                  a resposta já a dei e tu sabes que é assim.

                  não inventes…
                  :mrgreen:

    • Riquepqd

      Bom, concordo com o Enoque.

  6. Um ponto interessante na historia injustamente ignorado, no Brasil esse assunto é totalmente ignorado a primeira vez que eu ouvi falar sobre esse tema foi na revista Aventuras na Historia Nº 22, desde então nunca mais.

    http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/luanda-nossa-434220.shtml

  7. Riquepqd

    Eu acho que este assunto deveria ser abordado no ensino de História no Brasil.

  8. otusscops

    CP

    assim não dá, fechas os comentários ao contraditório.
    não parece teu. 👿

    vou responder aos dois que fizeste aqui:
    http://movv.org/2010/10/13/o-restabelecimento-do-dominio-portugues-sobre-angola-e-sao-tome-depois-da-restauracao-da-independencia-de-portugal-em-1640-foi-obra-dos-brasileiros/#comment-127651

    (sobre o comentário à Lei Dilma)
    claro que que exijo (somos velhos conhecidos e opositores neste assunto do (des)AO90) e tenho o direito e confiança para o fazer.
    obviamente que te assiste o direito de não o fazeres e contra isso nada posso fazer, só lamentar, o blog é teu.
    mas assim os frequentadores do Quintus, pró e anti-(des)AO90 ficariam a perceber melhor o teu proselitismo abrasileirante da língua de Portugal perante um decreto-lei produzido por uma ignorante em língua, a presidentA Dilma.
    mas se tiveres complexos de personalidade ou isso puser em causa a tua autoridade eu PEÇO-TE com toda a reverência, humildade, meiguice e mansidão (até te dou uma beijoca) que opines num artigo dedicado a tua douta opinião sobre este decreto-lei da República Federativa do Brasil sobre a língua de Camões. será que isso também estava acordado???
    será que os “nossos novos governantes” brasileiros nos irão impor essa coisa???
    será que concordas???
    será que discordas???
    será que estás cego???
    será que estás lúcido???
    será que não entendes???
    ou será que estás a ver ao longe alguma coisa e não podes dizer???
    será que o Brasil não está (mais uma vez) a faltar aos seus acordos linguísticos com Portugal???
    será que tens medo???
    será que estás comprometido???
    qual é o problema de opinares com clareza sobre este assunto e das suas implicações na língua portuguesa???
    achas bem???

    http://movv.org/2010/10/13/o-restabelecimento-do-dominio-portugues-sobre-angola-e-sao-tome-depois-da-restauracao-da-independencia-de-portugal-em-1640-foi-obra-dos-brasileiros/#comment-127652

    “O nosso colonialismo e o nosso imperialismo foram maus, decerto, mas foram infinitamente melhores que o alemao, holandes, espanhol ou ingles.”
    não sei o que é melhor ou pior mas que foi mais suave e intimista, isso foi.

    “Os factos estao ai para ver, mas tu nao queres ver, queres apenas exaltar as “maravilhosas” virtudes da raça germanica.”
    os factos são os mesmos que o teu abrasileiramento de Portugal, temos em comum com o Brasil, não o nego e orgulho-me disso, mas também temos com a Alemanha e com a sua cultura, não estou sempre a maldizer de uns e a enaltecer outros.
    mas enquanto me permitires frequentar o teu blog e deixares-me dizer o que penso, fá-lo-hei, concordando ou não.

    mas o tema inicial nem era isto.

    • Não maldigo nem desdigo ninguém, simplesmente nao aprecio a forma sobranceira com que os germanos falam de nos e escolhi crer que o futuro de Portugal está mais no mundo lusofono que numa Europa cada vez mais decrepita e sem futuro.
      Quanto a Lei Florestal brasileira é um erro clamoroso, de graves consequencias a prazo para o Brasil e para todo o mundo.

      • otusscops

        o futuro de Portugal está em Portugal e no mundo, lusófono, europeu e no resto…
        há que aproveitar TODAS as vantagens que tivermos em qualquer espaço geográfico que seja.

        continuas a esquivar-te a comentar ao decreto-lei que abastarda (ainda mais) a língua portuguesa no Brasil.

        • Riquepqd

          Sem querer me meter mas já me metendo…

          Acredito que aquele decreto não diz necessariamente que os profissionais passarão a ser chamados de economistos, militaros, policiois e etc.

          Isso seria demais… Estaria fora do AO e ainda seria um assassinato do português. Além de que, uma mudança tão brusca e esdruxula como esta já teria tido grande repercussão na mídia.

          E ainda tem o fato de que no Brasil, e na maioria dos países minimamente civilizados, os chefes de Estado não tem poder para alterar a gramática dos seus idiomas apenas com uma canetada.

          A Dilma não tem poder para alterar a escrita do português do Brasil apenas por um decreto.

          Aquele decreto referia-se apenas em se inserir claramente o gênero do formando nos diplomas, por exemplo usando-se Srº ou Srª. É apenas isto.

          • otusscops

            Riqui

            1. qualquer pessoa pode opinar, mete-te sempre que te apetecer sem constrangimentos, eu faço-o.
            2. saúdo a tua atitude corajosa, ao contrário do CP que se cala estrategicamente quando a brasiliofilia dele fica colocada em causa. ultimamente deixa-me a falar sozinho para o assunto “morrer”…
            3. sobre a tua interpretação não é uma questão de fé ou de “acreditar”, é a letra da lei que o diz:
            “…expedirão diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada”.
            percebeu meu militarO, para-quedistO??? :mrgreen:
            4 sim, é um avacalhamento (mais um) da língua e por uma “canetada” (expressão engraçada).
            simpatizo muito com a Dilma mas ela é uma saloia inculta nas letras. nutre um certo desprezo pela tradição e pela história, mas não espero que uma descendente de búlgaros tenha vontade de amar a lusofonia.
            5. como digo e repito, o problema não está no Brasil nem nos brasileiros, está em Portugal e nos portugueses em assinarem e aderem a esse (des)AO90, não nos serve (portugueses) nem à lusofonia, é uma caca-de-fonia… (eu que eu queria dizer era UMA MERDA, mas tenho medo que o CP censure…)
            :twisteed:

            • Riquepqd

              Otus,

              Agora tenho certeza que a Dilma não criou através deste decreto palavras como jornalisto e etc.

              “…expedirão diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada”

              Não há nada disto na net brasileira, nenhuma informação que seja para questionar ou elogiar uma coisa dessas, há apenas críticos desinformados na net portuguesa.

              Nenhuma mídia falou sobre isto.

              Uma mudança como essas seria de muito maior conhecimento popular no Brasil do que as mudanças do AO, já que teria um impacto muito maior do que o AO, quase todas as palavras relacionadas as profissões mudariam.

              É certo que refere-se apenas ao gênero, em o diplomado ser chamado de Srº ou Srª naquele diploma.

              E volto a firmar que a Dilma não tem poder para sozinha mudar a língua desta forma, o AO está há anos para ser implementado e ela apenas com uma “canetada” iria fazer uma alteração destas?

              Primeiro que este assunto não compete a Dilma, segundo que mesmo que ela resolvesse fazer isto, precisaria da aprovação da Câmara e do Senado.

              “…mas não espero que uma descendente de búlgaros tenha vontade de amar a lusofonia…”

              Apesar de ela ter herdado apenas o sobrenome do pai, que era búlgaro, devo lhe avisar que os sobrenomes de sua mãe brasileira eram Coimbra Silva. Então ela também tem ancestrais lusófonos.

              Além de que eu duvido que ela fale búlgaro.

              • otusscops

                Riqui

                obrigado pelo teu interesse e atenção, mas vou (tentar) provar que tenho razão do meu lado – neste caso.
                sobre os média brasileiros interessarem-se ou não, isso nem sempre regula a vida das sociedades. passas-se muita coisa importante a vários níveis que o jornalismo “não pega”.
                este é mais uma brasileirice, tudo o que é assassinar a língua portuguesa pelos vistos é indiferente à generalidade da sociedade brasileira.
                por isso devem ser os portugueses (ou todos outros que a amem) os guardiões da língua, não os brasileiros.

                quando escreves “Agora tenho certeza que a Dilma não criou através deste decreto palavras como jornalisto….” lê aqui:

                “Pelo texto, parece ser obrigatória a flexão, mesmo em palavras que não a comportem.

                Uma rápida passagem pela Listagem das Profissões Regulamentadas, dentro da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho mostra o tamanho do problema que a PresidentA pode estar criando.”

                Imagina-se que a Lei não pretendia criar Jornalisto ou Economisto, mas parece dar essa idéia ao não fazer a ressalva que a flexão deve ser feita em palavras em que isso é obrigatório ou opcional e nunca em palavras em que a flexão não é permitida.

                http://br.educacao.yahoo.net/conteudo.aspx?titulo=Agora+%C3%A9+Lei.+Flex%C3%A3o+de+g%C3%AAnero+nos+diplomas

                aqui, meu CariocO Para-QuedistO FlamenguistO:
                http://forum.bufalo.info/printthread.php?tid=1218

                aqui:
                “Até onde vai o ego da pessoa? Vamos mudar a língua portuguesa para provar que uma pessoa não está errada.”:
                http://www.direitoemquestao.com.br/2012/04/lei-que-determina-o-emprego-obrigatorio.html

                e aqui:
                “Será o gosto de ser chamada de presidenta? Que motivo levou Dilma Rousseff a expurgar os ensinamentos dos mestres Aurélio, Houaiss e Bechara? Pretendeu valorizar as mulheres? Terá nossa presidente o gosto pela linguística? Quer libertar-se dos grilhões das regras gramaticais?”
                http://odia.ig.com.br/portal/opiniao/carlos-alberto-raba%C3%A7a-expurgo-no-saber-1.435942

                já agora, aqui também:
                ““Está na hora da vossa excelência começar a se preocupar mais em melhorar a educação do país e deixar para segundo plano bobagens, como mudar regras gramaticais para atender a caprichos desnecessários.”
                http://gazetanews.com/noticias/lei-que-obriga-dilma-ser-chamada-de-%E2%80%9Cpresidenta%E2%80%9D-causa-polemica/

                então, ainda manténs a certeza???

                o meu problema com estes assuntos nunca foi nem é com os brasileiros, aí já não há nada a fazer, estão em “roda-livre” linguística, nivelam por baixo, fazem como lhes apetece (veja-se este tique de ditador(A) digno de uma república-das-bananas sul-americana), é com os portugueses que foram nesta estupidez de acordar a ortografia com esse país e povo maravilhoso. e os que aderiram também…

                • Riquepqd

                  Meu amigo Otus,

                  Ainda acho que isto não passa de um mal entendido, de um decreto mal redigido, ainda acho que a intenção dela não era modificar a ortografia de nenhuma palavra.

                  Afinal de contas, ninguém no Brasil, nem mesmo a população analfabeta, fala jornalisto, aeronauto, arquivisto, artisto e etc.

                  Um abraço.

        • Nao me esquivo, ja to disse: simplesmentei optei por nao andar em circulos em torno de uma obessao tornada em força de lei já há muito.

          • otusscops

            CP

            não entendi o sentido da tua frase:
            “…ptei por nao andar em circulos em torno de uma obessao tornada em força de lei já há muito.”
            será que o (des)AO90 já vigora na sintaxe???
            ou será mais uma forma vaga de assobiares para o lado neste assunto????
            ou outra???

            explica lá à plateia lusófona e ao teu comentador mais profícuo (e mais querido)… :twisteed:

  9. não. o AO é assunto encerrado por aqui…
    se queres atacar o AO, o que não faltam na net portuguesa são sites onde podes clamar à vontade contra o dito.
    Aqui defendo-o e uso-o, lamento.

    • otusscops

      “encerrado por aqui…”

      nem parece teu. estou decepcionado.

      defendes um erro???
      nem parece teu mas não estou surpreendido.

      mas o assunto não é o (des)AO90, é a legislação por força de lei da semântica da língua, esta deriva linguística abastardizante e que mutila o português.

      a tua atitude faz-me lembrar uma ave corredora…

      • “bip bip”!

        • otusscops

          “bip, bip.!”???
          isso querias tu, meu Struthioniforme!!!

          :mrgreen:

          P.S. – o Road Runner (Bip-bip) é um papa-léguas (Geococcyx californianus)
          P.P.S. – fala-me da Dilma e dos seus tiques ditatoriais à moda sul-americana assaloiados contidos no decreto-lei http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12605.htm e nas suas implicações para a língua de Camões na putativa potência lusófona.
          deixa-te de tibiezas e manobras de diversão, assume-te.
          :twisteed:

          • Tu queres enredar-me em questoes ortograficas mas eu – francamente – nao tenho pachorra para tal…

            • otusscops

              não, não CP.

              quero que comentes a decisão da presidentA em alterar a língua por decreto e segundo os gostos dela!!!
              deixa-te de conversas, o teu prosiletismo acordista merece um comentário, de aprovação, repúdio ou outro.
              quem defende inflamadamente o cumprimento por via de acordos internacionais previamente assinados (???) tem de se pronunciar por esta ingerência na nova norma da ortografia da língua brasileira, perdão, portuguesa…

              então e agora, que se segue, rompemos o (des)acordo por incumprimento brasileiro (mais um) ou seguimos os ditames da ditadorA abananizante da ortografia portuguesa???

              vá lá coragem!!!

              :twisteed:

  10. otusscops

    Riqui

    (tenho de responder aqui, acho que o CP andou a armadilhar o blog para não haver muitas respostas…) :twisteed

    bem, se “achas” que é assim, não posso fazer mais nada.
    os factos são esses e não foram fabricados por mim, cada um que tire as suas conclusões.

    sobre o povão não falar dessa maneira, espera mais um pouco…
    desta vez as elites políticas brasileiras reinventaram a escrita, não chegava colocarem a ortografia a seguir a fonética do povão, como agora já estão a inventar o futuro da língua (por uma questão de afirmação pessoal, um motivo pueril).

    CP

    QUE TENS A DIZER DESTE DECRETO-LEI DA DILMA EM RELAÇÃO À LÍNGUA PORTUGUESA(???) DO BRASIL, MEU PROSÉLITO DE ACORDOS LINGUÍSTICOS???
    👿

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