Sobre os submarinos chineses lançadores de mísseis (ICBM)

 

Submarino lança-mísseis chinês Jin-class (Tipo 094) (http://www.military-today.com)

Submarino lança-mísseis chinês Jin-class (Tipo 094) (http://www.military-today.com)

 

A China está a trabalhar com grande discrição numa versão local do míssil balístico russo Bulava. Como o Bulava, o míssil foi concebido para ser lançado de submarinos e o trabalho de desenvolvimento não tem sido isento de dificuldades…

A China conseguiu colocar já operacional o primeiro submarino lança-mísseis Jin-class (Tipo 094) e tem outros 4 no estaleiro, navios que estarão já à espera da resolução destes problemas com o míssil Julang-2.

Recordemo-nos de que a China nunca conseguiu dominar satisfatoriamente a tecnologia necessária para construir este binómio submarino-míssil nuclear. O seu primeiro passo neste campo – dominado apelas por 4 potencias no mundo – recua ao Xia, lançado ao mar em 1982. Navio que nunca teve outro companheiro da mesma classe e que nunca executou uma única patrulha de alto mar, o que diz tudo sobre a confiança dos chineses num navio sobre o qual chegaram a correr rumores sobre a sua venda ao Paquistão… A China tem também uma capacidade muito limitada para comunicar com os seus navios em alto mar, o que pode explicar porque é que o Xia nunca se afastou muito do seu porto havendo igualmente indicações de que o navio não transporta armas nucleares ou mísseis lançadores nos seus tubos de lançamento. Em suma: a China ainda tem que trabalhar muito para chegar ao nível dos seus parceiros permanentes no Conselho de Segurança da ONU…

Fonte:
http://www.defpro.com/daily/details/643/

Categories: China, DefenseNewsPt | 19 comentários

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19 thoughts on “Sobre os submarinos chineses lançadores de mísseis (ICBM)

  1. Odin

    Isso aqui é interessante!
    http://pbrasil.wordpress.com/2009/08/30/curiosidade-o-porta-avioes-submarino-chines/

    Um porta-aviões submarino da marinha chinesa. Parece que o Japão também tentou fazer um durante a 2a Guerra Mundial. Otus Scops, não creio que o Brasil vá disperdiçar dinheiro comprando um porta-aviões submarino. A manuntenção disso deve ser muito cara.

    • LuisM

      Odin

      Não conhecia este conceito. É deveras interessante mas obviamente e como o Otus já referiu não passará de um mero “delírio”.

      Qualquer força ASW minimamente bem equipada detectaria este mastodonte submerso, perdendo assim essa vantagem estratégica.

      Haveria concerteza problema enormes a nível técnico e tecnológico além de eu próprio duvidar que exista actualmente um estaleiro que consiga construir este leviatã.

      • Odin

        Exatamente, LuísM. É um gasto inútil de imenso dinheiro construir ou comprar uma aberração como esse porta-aviões submarino.

  2. Otus scops

    Odin

    estes projectos são irreais, sobretudo agora que o dinheiro e o poder financeiro fala mais alto.
    mas penso que o conceito estratégico está um pouco alterado. o equilíbrio de terror que existia na guerra fria deixou de fazer sentido. hoje ataca-se sobretudo para usurpar as riquezas e bens dos outros, logo destruir não faz sentido. o que fez o Iraque em 2003??? incendiou ou poços de petróleo, não foi “a coligação”. ou seja percebeu qual era o objectivo dos assaltantes e ele autodestrui o mais que pode o objectivo estratégico.
    se a China atacar algum país poderoso pois poucos serão os chineses que irão sobrar para contar a história. eu não me esqueci dos arsenais de mísseis balísticos que ainda existem e de quem tem a supremacia do espaço e da tecnologia de espionagem…
    agora do ponto de vista da China faz todo o sentido armarem-se porque passam também eles a ter poder de dissuasão para qualquer ataque que possam sofrer. mas quem é que quer a China para alguma coisa senão para fazer “negócios da china”? ninguém. logo esta super corrida armamentista é para expandir fronteiras e poder, por isso, cuidado com a China!

    • LuisM

      Viva Otus!

      O incremento dos gastos militares chineses tem para já dois importantes objectivos:

      1. Manter abertas as linhas de abastecimento de matérias primas em particular os hidrocarbonetos. Tal como o Japão na 2ª Guerra (e nos dias de hoje) a China precisará cada vez mais de reservas de combustível para alimentar a sua crescente economia. A China é um gigante a engordar, sedento de hidrocarbonetos. Tal facto reveste-se primariamente no grande créscimo nas 2 últimas décadas da sua marinha de guerra. Já com uma potente frota de destroiers, fragatas e submarinos, os próximos passos serão a aquisição de porta-aviões e o establecimento de bases militares na “cintura” do Índico, dando acesso ao Médio Oriente e costas africanas.

      2. Objectivo estratégico de reaver Taiwan de preferência pela via pacífica mas estarem preparados a qualquer momento para a sua ocupação além de terem de combater a poderosa 7th Fleet norte-americana.

      Depois temos objectivos embora importantes mais secundários como é caso da reenvidicação do arquipélago da Ilhas Spratly, claro está também ele rico em hidrocarbonetos e disputado por todas as potências vizinhas.

      Para já a única frente de expansionismo territorial que poderá ser apetecível para a China serão os vastos e riquíssimos territórios da Sibéria e aí será o Urso a ter que se pôr a pau.

    • Odin

      “estes projectos são irreais”
      > Irreais e absurdos! Construir um porta-aviões submarino? Os chineses não têm mais o quê inventar…

      “mas penso que o conceito estratégico está um pouco alterado. o equilíbrio de terror que existia na guerra fria deixou de fazer sentido. hoje ataca-se sobretudo para usurpar as riquezas e bens dos outros, logo destruir não faz sentido. o que fez o Iraque em 2003??? incendiou ou poços de petróleo, não foi “a coligação”. ou seja percebeu qual era o objectivo dos assaltantes e ele autodestrui o mais que pode o objectivo estratégico.”
      > Sim! Para não deixar os recursos naturais caírem em mãos inimigas, governos são capazaes de fazer coisas como incendiar poços de petróleo.

      “se a China atacar algum país poderoso pois poucos serão os chineses que irão sobrar para contar a história. eu não me esqueci dos arsenais de mísseis balísticos que ainda existem e de quem tem a supremacia do espaço e da tecnologia de espionagem…”
      > E dos um mil milião, poucos sobrarão para contar a história, principalmente se o inimigo poderoso for os EUA ou a Rússia.

      “agora do ponto de vista da China faz todo o sentido armarem-se porque passam também eles a ter poder de dissuasão para qualquer ataque que possam sofrer. mas quem é que quer a China para alguma coisa senão para fazer “negócios da china”? ninguém. logo esta super corrida armamentista é para expandir fronteiras e poder, por isso, cuidado com a China!”
      > Ah sim, a China com certeza tem pretensões imperialistas e hegemônicas.

  3. e a Alemanha… que chegou a lançar pequenos helis dos seus u-boat
    e que queria lançar V2 (rebocadas) contra Nova Iorque…

  4. HSMW

    Ou simplesmente bombardear os EUA com armas nucleares, utilizando o conceito de bombardeiro estratégico através de uma “asa voadora”…
    Não querendo entrar no campo ideológico, a Alemanha estava sem duvida estava muito à frente do seu tempo.

    • Otus scops

      HSMW

      discordo! a Alemanha estava muitÍSSImo à frente no seu tempo!!!
      e se calhar continua, veja-se este projecto digno de ficção cientifica:

      http://rp-one.net/lampyridae/lampy.html

      estávamos no início dos anos 80 e com um orçamento inferior ao projecto Lockheed Have Blue que originou o F-117 Nighthawk os alemães projectaram e construíram um modelo furtivo, diz-se, com menor assinatura de radar que o F-117!
      quando os americanos viram o projecto mandaram suspender imediatamente…

  5. LuisM

    …e já que falamos de armamentos chineses, cada vez se fala mais nesta nova “super arma” que se especula os chineses estarem a desenvolver para afastar de vez os “Carrier Battle Groups” americanos do Mar Amarelo.

    http://en.wikipedia.org/wiki/DF-21#DF-21D_.28CSS-5_Mod-4.29_Anti-ship_ballistic_missile

    • Otus scops

      LuísM

      uma parte significativa delas vai rebentar no arranque e outra parte vai falhar os alvos.
      é minha convicção e desejo!

      • LuisM

        Não será muito difícil. Não conseguem colocar em serviço um sistema SSBN com dissuassão credível.

        Não conseguem fabricar ICBMs em prontidão permanente. Os actuais têm de ser reabastecidos pelo menos meia hora antes.

        Mesmo no J-11, a sua cópia do SU-27, os motores não funcionam em condições. Têm de continuar a comprá-los aos russos que como é óbvio já fecharam a torneira.

        O J-10 que se baseou nos planos do caça LAVI isrealita, é um fiasco. Caem que nem tordos.

        É o preço do low-cost.

      • Otus scops

        “é o preço low cost”!!! 😀

        fui ver e realmente os planos fora desse IAI Lavi, os quais parece que foram vendido ilicitamente. eu não acredito, foi a CIA e a Mossad que fizeram de conta que os planos eram muito bons e “enfiaram o barrete” aos chineses… 😀
        capaz disso são eles e ainda ganharam dinheiro: “…the Lavi did not represent a sufficient advance over the F-16 or other comparable aircraft to justify its higher cost…”
        isto pro negócio não há como os judeus! 🙂

  6. LuisM

    …e lá estou eu no SPAM outra vez!

    😦

  7. amais1975

    Os chineses têm um grande problema. São reutilizadores e modificadores de tecnologia de outrém (russa principalmente.). O grande potencial da China, é a sua vastissima população. Se cada um tiver uma metralhadora nas mãos!!!!!!!

    • Otus scops

      e o outro problema é que são trafulhas a construir, copiam mas mal…

      se cada um tiver uma metralhadora na mão então temos que produzir mais munições!

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