Por vezes, dizem-me que “não gosto de Espanha”

Por vezes, dizem-me que “não gosto de Espanha”. Nada mais incorreto. Não aprecio esta Espanha centralista, unitária e excrescente de Castela que se transferiu para Madrid desde o Franquismo e que a erupção da monarquia parlamentar não fez mais que moderar.

Detesto a Espanha que tentou forjar uma “espanholidade” à custa de tudo e de todos, nomeadamente pela asfixia cultural e linguística dos povos que senhoriou e que busca hoje definitivamente acultural.

Admiro e anseio por uma Espanha onde se possam contar todos os povos da Ibéria, lado a lado e em situação de absoluta paridade. Por uma Espanha onde todas as derivas centralistas (de Madrid e Lisboa) sejam condicionadas às legítimas aspirações de liberdade, independência, identidade nacional e autonomia de todos os povos hispânicos.

Anúncios
Categories: Galiza, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Portugal | Etiquetas: | 3 comentários

Navegação de artigos

3 thoughts on “Por vezes, dizem-me que “não gosto de Espanha”

  1. LuisM

    Muita gente tem a ideia incorrecta que a dissolução do Estado espanhol seria benéfica para Portugal. Nada mais errado.

    Na sua longa história, Portugal subsistiu sempre face ao estado espanhol e só foi temporariamente integrado neste por casamento de uma rainha (outra razão porque não sou monárquico) e por influência do clero. Quando o povo português quis retomar a sua independência e a sua dignidade, pois tomou-a nas suas mãos ( e até na ponta de uma pá de uma famosa padeira). Presentemente vivemos uma parceria diria até irmanada. E quando eles nos “invadem” no actual caso, economicamente, é porque nós deixamos ou porque não fomos suficientemente bons para o contrariar.

    No entanto o actual desmenbramento de Espanha acarretaria novos cenários muito problemáticos como por exemplo a união da Galiza com o norte do Douro. Juntem-lhe também todos os traumas não sanados da guerra civil espanhola.

    Temos de nos lembrar do que aconteceu na Juguslávia. Estes processos sabem como se começam mas nunca se sabe como vão acabar.

    Portugal tem que se afirmar pela sua grandeza própria e não pela diminuição da dos outros.

  2. Odin

    “Não aprecio esta Espanha centralista, unitária e excrescente de Castela”

    > Ainda que de Espanha “nem bons ventos, nem bons casamentos”, acho que odiar, detestar é exagerado. Acho que Castela não devia forçar os bascos, os catalães e os galegos a permanecerem sob seu domínimo e nem permenecerem falando em castelhano. Após a independência, os três podem continuar usando o castelhano como uma língua estrangeira comercial, tal como o inglês.

    “No entanto o actual desmenbramento de Espanha acarretaria novos cenários muito problemáticos como por exemplo a união da Galiza com o norte do Douro.”
    > Não é tão simples assim. Não é apenas a independência da Galiza em relação a Madrid que faz Portugal correr o risco de perder o Norte. A insatisfação nortenha com Lisboa é um motivo maior ainda para que o Norte do Douro se desligue de Portugal e se una a Galiza. O que Lisboa tem que fazer, e ceder os subsídios que a UE envia para ser investido no interior de Portugal, e não concentrar em si mesma, como alguns jornais portugueses têm afirmado na internet.

    “Detesto a Espanha que tentou forjar uma “espanholidade” à custa de tudo e de todos, nomeadamente pela asfixia cultural e linguística dos povos que senhoriou e que busca hoje definitivamente acultural.

    Admiro e anseio por uma Espanha onde se possam contar todos os povos da Ibéria, lado a lado e em situação de absoluta paridade. Por uma Espanha onde todas as derivas centralistas (de Madrid e Lisboa) sejam condicionadas às legítimas aspirações de liberdade, independência, identidade nacional e autonomia de todos os povos hispânicos.”

    > Acho que não seria bom para Portugal interferir em favor dos catalães e bascos, contra Castela. Deve apenas reinvindicar Olivença. Quanto a Galiza, vai do Estado português decidir se vale a pena apoiar, se deve tentar convencer os galegos a se unirem à Portugal ou apoiar a independência galega em troca de que os galegos deixem o Norte do Douro permanecer português, não reinvindiquem terras de Portugal…

  3. Não defendo a interferência de Portugal no que se passa em Espanha. De modo algum.
    Defendo que os povos de Espanha devem ser livres para poderem decidir do seu destino e que o processo de aculturação deve ser abandonado…
    Se depois de decidirem (se decidirem) deixar a Espanha, serão bem recebidos, não em “Portugal”, mas naquela federação de povos livres e independentes que acredito que devia ser a Península.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Create a free website or blog at WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

%d bloggers like this: