Monthly Archives: Outubro 2010

Afinal… o que vai fazer mesmo a sonda lunar chinesa Chang’e 2?

 

 

Nem tudo é claro quanto aos propósitos da missão da sonda lunar chinesa Chang’e 2… muitos detalhes sobre esta segunda missão lunar foram escondidos quase até ao momento do lançamento.

Ainda que a sonda seja praticamente igual à sua predecessora Chang’e 1 o lançador não foi um Longa Marcha 3A. E isso é desde logo estranho. A utilização de um Longa Marcha 3C aumenta consideravelmente o combustível ao dispor da sonda e deu azo a que surgissem especulações nos meios de comunicação chineses de que a Chang’e 2 teria como missão ir muito mais além do que a Lua, quando terminasse ali a sua missão primária.

Recentemente, os EUA enviaram para a Lua a sonda Clementine, também ela com um claro excesso de combustível, de forma a que pudesse no fim da sua missão primária pudesse deixar a órbita lunar e aproximar-se do asteróide Geographos. Algo de muito semelhante poderia estar nos objetivos da Chang’e 2, mas fora do foco mediático para maximizar o impacto mediático do feito e para minimizar os efeitos de qualquer eventual falhanço, o que é compatível com o temperamento chinês e com a tremenda prudência com que a China tem tratado o seu programa espacial.

Fonte:
http://www.spacedaily.com/reports/China_Eyes_Extended_Mission_Beyond_Moon_999.html

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Sobre a fuga ao Fisco das famílias ricas em Portugal

http://www.netmadeira.com

Não há novidade nenhuma em admitir que quando se fala de verbas avultadas a serem enviadas todos os anos para Offshores estamos perante fugas massivas ao fisco. A recuperação destas verbas para a economia formal permitiria – por exemplo – ter um orçamento tem défice zero. Assim, quando o Fisco anuncia que vai chamar cerca de 600 contribuintes cujos Bancos reportaram terem transferido grandes quantias para Paraísos Fiscais e que não deveriam ter gerado tais montantes segundo as suas declarações de rendimentos estamos perante uma situação grave. Trata-se obviamente de gente muito abastada e 600 nomes representam certamente uma boa percentagem de todas as famílias “ricas” de Portugal. Tal fenómeno explica porque é que os Ricos conseguem atravessar todas as crises de forma quase imperturbável: porque arrastam a maior parte das suas fortunas na economia subterrânea.

O grande mal não está, contudo, na imoralidade dos Ricos, mas na existência de Offshores. Haverá sempre ricos imorais, mas terá sempre que haver Leis e países que toleram Offshores que servem sempre para lavagens de dinheiros da droga, do crime e do terrorismo e para que os mais ricos se furtem aos seus deveres sociais e comunitários?

Fonte:
http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1691216

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Fernando Nobre: “A Europa envelhecida, sem verdadeiras e eficazes políticas demográficas, precisa de sangue novo e de força laboral”

Fernando Nobre (http://ma-schamba.com)

Fernando Nobre (http://ma-schamba.com)

“A Europa envelhecida, sem verdadeiras e eficazes políticas demográficas (salvo a França talvez e, mesmo assim, insuficientes), precisa de sangue novo e de força laboral.
Com o subdesenvolvimento crónico da África subsariana, com elevadas taxas de desemprego (de 50% no Senegal a 90% no Zimbabué). (…) Por volta de 2025-2030 a África Negra colocará mais jovens no mercado de trabalho que os EUA, Canada, Japão, Rússia e Europa em grupo!”
Fernando Nobre
Humanidade

De um lado, temos uma Europa envelhecida e onde políticos sem visão estratégica ou de futuro, nada fizeram durante décadas para resolver um problema que esvazia a Europa das suas gentes. Do outro temos, uma África que se enche de gente cada vez mais miserável e esfomeada e com menos e menos perspetivas de futuro. De um lado, o vazio demográfico, do outro, o transbordo… O que se irá passar nos próximos anos na região Europa-África é idêntico ao fenómeno Sibéria Russa-China: e só pode resultar na deslocação massiva de populações de uma banda para a outra banda da fronteira.

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O mistério de Andromedae b

 

 

Cada ano que passa são descobertos mais exoplanetas. A recente evolução tecnológica permite agora analisar diretamente estes mundos e, sobretudo, a sua atmosfera e, assim, deduzir se são habitáveis ou não.

Existe agora um novo instrumento para estudar exoplanetas. Trata-se do telescópio espacial de infravermelhos Spitzer. Precisamente, o instrumento que detectou um estranho “ponto quente” num exoplaneta de tipo joviano. Não é inusitado que alguns exoplanetas tenham órbitas tão próximas da sua estrela e que esta aqueça de tal forma a sua superfície gasosa que esta alcance alguns milhares celsius.

Ora o problema com o exoplaneta gigante Andromedae b é que existe aqui um ponto máximo de temperatura que se encontra no lado oposto aquele onde está a estrela. O fenómeno já foi observado noutros exoplanetas, mas nunca numa escala como a registada em Andromedae b e a teoria preferida para explicar este fenómeno e que usava ventos que levavam à face oposta a atmosfera os gases quentes da face exposta à estrela não explica o “ponto quente” de Andromedae b. O planeta, contudo, tem uma órbita excepcionalmente curta – de apenas 4.6 dias devido à sua proximidade para com a estrela – isso criará ventos supersónicos que levam até à face oposta os gases super-aquecidos da face frontal? Ninguém sabe exatamente…

Fonte:
http://news.discovery.com/space/mysterious-hot-spot-seen-on-distant-exoplanet.html#mkcpgn=rssnws1

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ExtraQuid: Presença portuguesa na Etiópia (Século XVI)

Cá vai um QUID EXTRA !

NOTA: Usem os vossos nicknames habituais neste QuidExtra!

Regras:

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Sukhoi T-50 para o porta-aviões russo?

O avião russo de 5a geração, o Sukhoi T-50 foi concebido a pensar (também) num uso naval. Contudo, responsáveis militares russos admitiram que o aparelho – na sua versão navalisada – não deverá realizar o primeiro voo antes de 2020 e isto apesar de algumas indicações iniciais que davam como certo o seu uso a partir de 2016.

Contudo, não é certo que o próximo avião naval russo seja mesmo uma versão naval do T-50, já deverá ser aberta uma competição interna e que fabricantes como a MiG e a Yakovlev deverão apresentar propostas alternativas ao aparelho da Sukhoi, que terão ademais o suporte garantido do governo federal já que ambas as construtoras atravessam dificuldades financeiras… e carecem de apoios governamentais para sobreviverem, razão pela qual poderão acabar por ser favorecidos politicamente.

Fonte:
http://www.defpro.com/news/details/18300/

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CONVOCATÓRIA DA ASSEMBLEIA GERAL DO MIL (18 de Novembro, 19:00)

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Fernando Nobre: “No lapso de uma ou duas gerações temo que alguns países europeus, se vejam a braços com um problema cultural e religioso gravíssimo”

 

Fernando Nobre

Fernando Nobre

 

“No lapso de uma ou duas gerações temo que alguns países europeus, nomeadamente Alemanha, França, Bélgica, Holanda, Áustria, Dinamarca, Suécia e Itália, se vejam a braços com um problema cultural e religioso gravíssimo, relacionado com o crescimento demográfico acelerado da sua população islâmica. População essa que, se não travarmos a política do ódio e da exclusão (nutrida pelo que se passa na Palestina, no Iraque e no Afeganistão) e se não soubermos investir seriamente na educação, no diálogo intercultural e ecuménico, poderá ser sensível a apelos extremistas, provocando reações racistas e xenófobas violentas? favorecendo por sua vez o surgimento entre nós de partidos fascistas de triste memória.”
Fernando Nobre
Humanidade

Esta guerra – mais ou menos surda – entre religiões ainda não alcançou o seu apogeu. As guerras no Iraque e no Afeganistão nada são quando comparadas com aquilo que se perfila no horizonte: a erupção de grandes comunidades islâmicas em países como França, Alemanha e Reino Unido e a capacidade que então terão para influenciar a governação ou de – até – assumirem.

Perante a estagnação demográfica da maioria dos países ocidentais, a crescente população islâmica (crescente, mais pela via da reprodução do que imigração) irá criar uma inevitável tensão social nas nossas sociedades: a cultura islâmica não contempla a integração com as sociedades ocidentais (de matriz judaico-cristã) e perante toda a torrente de ódio gerada pelo apoio ocidental a Israel (motivado por uma pesada dor de consciência) a eclosão de terríveis confrontos no interior da Europa entre estas cada vez maiores comunidades islâmicas desintegradas e as demais populações são inevitáveis e de alcance e consequências absolutamente imprevisíveis.

A solução para esta tragédia de proporções cataclismicas antevistas pelo Dr. Fernando Nobre só pode ser dupla, na nossa :
1. Reforçar o esforço de integração das comunidades europeias de religião islâmica, sem as descaraterizar nem oprimir
2. Combater por todas as formas legais e legítimas as derivas radicalizantes que surgem nestas comunidades.

Às quais há que somar o verdadeiro Nó Górdio da radicalização do Islamismo no mundo: a Questão Palestiniana… Sem ela, sem o pleno e livre acesso dos muçulmanos aos seus lugares sagrados em Jerusalém e, sem que cessem todos os abusos israelitas e expansão territorial de Israel, há de sempre haver o gérmen da dissensão onde quer que viva um muçulmano.

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Quids S21: Que computador era este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Portugal chegou a um ponto de Não Retorno

Kaos: Se não fosse Genial era Excelente. Assim, é ambos (http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/)

Kaos: Se não fosse Genial era Excelente. Assim, é ambos (wehavekaosinthegarden.blogspot.com)

Portugal chegou a um ponto de Não Retorno. Doravante, nada mais será como era, não como era durante os últimos 25 anos, nem sequer – talvez – como era nos últimos 35. É agora certo que, pela primeira vez desde o 25 de abril de 1974, a próxima geração (precisamente, a dos nossos filhos) terá um nível de vida e uma taxa de Emprego inferiores aos da geração precedente.

Temos que sair desta situação de Estagnação económica com mais de dez anos com uma ruptura, não pela da sacrossanta “continuidade’ tão propalada pelos defensores deste pantanoso e inepto regime político partidocrata e pelos seus lacaios económicos do “pensamento único” neoliberal e globalizante.

Se os “Senhores do Regime” nos dizem que temos que sair da situação atual no quadro da União Europeia e do sistema de comércio mundial. Os Europeus estão preocupados apenas com a sua moeda, o Euro, a sua estabilidade e credibilidade. Não lhes interessa se para credibilizarmos o Euro, Portugal tem que ter orçamentos tão recessivos que arrastem o país para recessões profundas duradouras e dolorosas, aos europeus interessa apenas a sua moeda, que sairá fortalecida da aplicação de orçamentos muito austeros, e que será indiferente às dificuldades dos portugueses.

Apesar desta falta de solidariedade europeia, especialmente chocante quando nos recordamos de que foi a Europa que nos quis Tercializar, que foi o seu Euro que nos deu esta falsa ilusão de riqueza e, sobretudo, foram os seus acordos comerciais que arruinaram a indústria, agricultura e pescas nacionais.

Com ou sem Europa (e parece que será mesmo “sem”), com ou sem Euro (e para que a prazo será mesmo “sem”), Portugal tem que realizar uma transformação muito profunda se quer sobreviver. Estamos condenados a ser mais produtivos, a trabalhar mais e de forma eficiente. Os nossos Bancos – que com o seu apelo insano ao endividamento das famílias e à especulação imobiliária – estiveram no epicentro da crise portuguesa de sobre-consumo terão que mudar radicalmente a sua conduta: refocando recursos para os setores produtivos e desfocando do malsano e insustentável “crédito de consumo”. Corrigidos os excessos do sistema bancário, há que de seguida e com capitais assim libertados do Consumo e por medidas consistentes de estímulo à poupança, fazer renascer o nosso sistema produtivo, prioritizando na agricultura e na produção de bens e desfocando das vias de comunicação e do setor terciário. Todo o funcionamento do Estado tem que ser racionalizado, sem hesitações nem falsos pudores, cortando onde há que cortar, de forma a não colocar em risco o Emprego de todos para salvaguardar o Emprego de alguns. Não é sustentável a curto prazo que 75% da nova dívida externa que o Estado contraí seja para pagar salários e pensões. Pelo menos numa fase inicial, se há despesa estrutural acima da receita, há que a cortar e criar, depois, mecanismos que captem mais receita, nas pela estagnante via fiscal, mas pela via da justiça fiscal e do crescimento económico.

De seguida, há que refazer todos os orçamentos públicos, desde a administração central à local, sempre na base do saudável conceito de “orçamentos de base zero”, sem défices, mas contemplando verbas para amortizações regulares e para investimentos nos setores produtivos. Chega de gastar em cimento ou alcatrão. Invistamos na Produção e na Produtividade, pela via do Ensino e da Investigação Científica e assim a produtividade global do país acabará por alcançar níveis europeus. Eventualmente…

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=450493

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 2 comentários

Quids S21: Que peça é esta (a arma…)?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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O Fim do Acimentamento de Portugal

Fernando Ulrich (http://mediaserver.rr.pt)

Fernando Ulrich (mediaserver.rr.pt)

Portugal tem que fazer uma séria inflexão de rumo. Nas nos próximos anos, mas já. E não há condições para que o faça com um Primeiro-ministro que já demonstrou que é capaz de prezar a sua teimosia contra toda a racionalidade, pessoal ou económica. Com efeito, acabou o “Tempo do Cimento” para Portugal. Muita da Dívida Externa portuguesa
Foi criada para financiar este acimentamento de Portugal, um vício que enriqueceu muitas construtoras “amigas do PS-PSD” e que encharcou o país de autoestradas vazias e CCBs novoriquistas e além das nossas capacidades de suporte.

Mesmo que Sócrates ou outro dos seus sucessores pretendam retomar este delírio acimentador, a verdade é que esse tempo já passou e que agora, ninguém nos vai financiar mais este vício. Todos os recursos financeiros que lograrmos recolher, nas próximas décadas, terão que ser investidos no setor produtivo, agrícola, pesqueiro, de mineração ou industrial, e aqui, a Banca irá cumprir um papel crucial, sendo animadoras as palavras de Fernando Ulrich quando admite que “nos próximos 10 anos” (…) as verbas existentes devem ser canalizadas para “o essencial: tornar o País mais competitivo”.

Esperemos agora que Sócrates se demita ou seja demitido e terminem assim as loucuras megalómanas do TGV, Aeroporto e novas autoestradas… Cavaco esteve demasiado embrenhado na sua própria ambição da reeleição e deixou passar os prazos legais para mudar de ciclo, um erro histórico do qual pagaremos ainda todas as consequências. Mas Portugal vai mudar. A Bem ou a Mal.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=450917

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Quids S21: Onde foi tirada essa fotografia?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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As entregas dos NPO2000 vão finalmente começar

NPO2000

NPO2000

Segundo notícias recentes, os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) vão (finalmente) entregar o primeiro dos seis navios de patrulha oceânica (NPO) à Marinha portuguesa. O navio já deveria ter sido entregue em janeiro, mas continua em estaleiro apesar de estar pronto para ser entregue, faltando – segundo António Barbosa, da Comissão de Trabalhadores dos ENVC – apenas realizar “acertos do ponto de vista da automação, que é mais rigorosa por ser um navio militar, para trabalhar e operar em tempo de guerra. Tem requisitos que um navio comercial não terá”. Segundo parece, esses “acertos finais” estarao terminados até dezembro deste ano. Os restantes NPO estão em bom andamento, esperando-se que o segundo venha a ser entregue no primeiro trimestre de 2011.

Os cinco NPO custarão 500 milhões de euros ao Estado português devendo dois deles serem navios de combate à poluição e cinco lanchas de fiscalização costeira, havendo igualmente a opção por mais três navios.

É vital para Portugal que os ENVC continuem a laborar e a fabricar navios. Como o derradeiro grande estaleiro naval português, Portugal não pode deixar desaparecer esta empresa que tão crucial é para um país marítimo e com a quarta mais extensa plataforma continental do globo. Se perdermos este estaleiro, deixaremos vazios os nossos mares para quem os quiser preencher… deixaram que perdêssemos a frota mercante, primeiro, a de pesca, depois. Perderemos também a capacidade para construir navios de grande porte se o Estado não souber ir compensando as quebras de encomendas que decorrem do abrandamento económico mundial, com encomendas militares como as dos NPOs ou não comece brevemente novos projetos (como uma corveta rápida ou um navio de desembarque) que os mantenha viáveis durante os próximos anos.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/estaleiros-navais-fornecem-marinha-e-podem-vender-para-venezuela=f606673

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180 Sukhoi SU-30 para a Indonésia?

A Indonésia pretende comprar 180 aviões Sukhoi SU-30, tornando-se assim num dos maiores operadores mundiais deste excelente aparelho russo.

Este grande incremento da capacidade aérea indonésia deverá terminar com as hesitações australianas quanto à aquisição de 100 Lockheed Martin F-35s. Mas até agora, a Indonésia não se tem revelado capaz de operar de forma eficiente os Sukhoi (27 e 30) que já tem, revelando estes baixa disponibilidade e elevados problemas de manutenção. Os mesmos problemas aliás, são reportados em relação ao resto da frota militar indonésia (F-5s e F-16s), mas talvez agora que a Indonésia se tornou num dos maiores fornecedores de minerais à China, o país obtenha as verbas necessárias para manter em bom estado a sua força aérea… algo que se conseguir, vai conduzir a uma corrida armamentista na região, com tradicionais rivais indonésios, como a Malásia e Singapura a serem forçados também a reforçar os seus meios aéreos a curto prazo.

Fonte:
http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_channel.jsp?channel=defense&id=news/asd/2010/09/30/03.xml

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Quids S21: Qual é o nome desta cidadã galega?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Despesas e Festas em momento de Contenção Orçamental. Ou há moral ou pagam todos. Ou não.

Algures, numa direção-geral perto de si (http://media-cdn.tripadvisor.com)

Algures, numa direção-geral perto de si (http://media-cdn.tripadvisor.com)

“Mais de 220 mil euros foi quanto a Direcção-Geral das contribuições e Impostos gastou nas comemorações dos seus 160 anos. (…) não contemplam a deslocação a Lisboa de cerca de 900 pessoas que se deslocaram a Lisboa para assistir às comemorações.”
(…) um jantar da ANACOM no valor de 150 mil euros a propósito do seu 20o aniversário.
(…) O Turismo dos Açores pagou 1.5 milhoe3s pela organização de um evento
A Administração da Região Hidrográfica do Norte pagou 1.3 milhões de euros em consultoria jurídica a uma só empresa de advogados
José Sócrates gastou em flores 63 mil euros em 3 anos
um jantar da comitiva portuguesa à Bienal de Veneza ficou em 13500 euros
A Casa Pia e a RTP gastaram CADA 53 mil euros em brindes”

Diário de Noticias
9 de outubro de 2010

Estas despesas – numa época de grandes restrições orçamentais – resultam absolutamente escandalosas. Numa altura em que pais com um rendimento mensal de 700 euros é julgada como “demasiado” rica para que os seus filhos mereçam o abono de família, e onde já mais de metade dos 600 mil desempregados não recebem subsídio, andar a gastar em flores 63 mil euros ou pagar milhões de euros a escritórios de advogados “amigos” resulta – no mínimo – indecoroso.

O problema é que estas despesas partem de pessoas que encaram a República como se esta foi uma coisa “sua” e agem consoante a esse sentimento, tamanho é o sequestro que a Partidocracia e um número de entre 400 a 600 “famílias partidocratas” aplicaram sobre Portugal. O Estado torna-se assim numa propriedade sua e não se furtam a qualquer luxo ou espavento ostentatório para exibir os seus pergaminhos de “novos aristocratas”, passeando-se em automóveis de luxo ou torrando centenas de milhares de euros em festas organizadas por empresas “amigas” (geralmente de outros partidocratas ou da sua “filho-de-algada”).

Expulsemos esta cáfila de parasitas imorais da República ensinando-lhes pela derradeira via que nos resta, as eleições, a vera conduta que os deve reger… os meios de comunicação estão já completamente infetados pela Partidocracia ou pelos interesses económicos que a financiam e que dela dependem, mas as nossas mentes ainda podem pensar por si próprias, vencendo todo o Condicionamento Escravo que nos tentam injetar. Pensemos, decidamos sem nos deixar moldar por “opinion makers” e em 26 de janeiro de 2011… vamos dar a primeira grande lição aos Partidocratas que se passeiam – em Campanha – pelo país fora em limusinas de luxo e que logo que chegam ao poder dele se usufruem como se a República fosse coisa deles e nas nossa, do Povo.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | 5 comentários

O que passa com o F-X2 brasileiro?

O que passa com o F-X2 brasileiro? Bem… não se sabe bem, mas o ministro da Defesa Nelson Jobim adiantou que o processo de seleção deve ser retomado lá para os idos de novembro, logo depois das eleições presidenciais. Segundo Jobim, Lula da Silva teria decidido que a conclusão de um processo tão importante para a Defesa do Brasil e para a indústria brasileira teria conclusão apenas no gabinete do seu sucessor no cargo: Dilma Roussef, segundo as últimas sondagens…

A recomendação do Ministério da Defesa (Gripen NG?) já foi entregue ao gabinete do Presidente, assim como é também a recomendação para que a Transferência de Tecnologia seja um elemento decisivo nesta decisão (Rafale?). Depois de ter sido tomada a decisão final, seguir-se-ão longos meses de negociações financeiras e comerciais.

Os primeiros aviões deverão chegar ao Brasil em 2016 tornando a Força Aérea Brasileira numa das mais modernas e bem equipadas da América do Sul, um papel que o gigante lusófono já não ocupava no subcontinente à mais de 40 anos…

Fonte:
http://www.defencetalk.com/brazil-fighte-project-f-x2-will-resume-in-november-29262/

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Quids S21: Em que cidade estava esta escultura?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Revista Nova Águia Nº 6: Já à venda nas boas livrarias

“Neste número, onde fazemos o balanço dos 100 anos da República, reunimos cerca de três dezenas de textos, que, uma vez mais, nos chegaram dos mais diferentes lugares do espaço lusófono, de insignes personalidades da nossa Cultura. Como sempre, as perspectivas são diversas, mas, em todas elas, se sente, em maior ou menor medida, um travo de insatisfação – sinal de que a promessa republicana, 100 anos após a sua instauração, está ainda muito longe de poder ser dada por cumprida. Como defenderam os nomes maiores da Renascença Portuguesa, a República não se cumpriria pela mera substituição do Chefe de Estado – de Rei hereditário para Presidente eleito. Muito para além disso, a República, para a geração da Renascença Portuguesa, era uma promessa de maior alcance, em prol da constituição de uma verdadeira Comunidade. 100 anos após a instauração dessa promessa, verificamos que ela ainda não se cumpriu. Mas não ficamos pela mera lamentação, como, infelizmente, é costume entre nós. Antes abrimos horizontes para que essa tão generosa promessa se possa finalmente cumprir, também aqui seguindo o exemplo das pessoas da Renascença Portuguesa: pessoas que tinham um amplo e profundo sentido da Cultura, que incluía – diríamos mesmo: que exigia – um forte empenhamento social e político, ainda que não necessariamente partidário.

Para além de evocarmos o Centenário da República, quisemos, neste número, assinalar quatro efemérides: o bicentenário do nascimento de Alexandre Herculano; o centenário do nascimento de Miguel Reale; o cinquentenário do falecimento de Jaime Cortesão; o ano da morte de António Telmo, colaborador da NOVA ÁGUIA desde o primeiro número, que nos deixou no dia 21 de Agosto. Uma vez mais, a NOVA ÁGUIA celebra, de forma assumida e descomplexada, os nomes maiores da nossa Cultura.

A par das rubricas habituais, houve ainda espaço, neste número, para regressarmos ao tema da Europa, numa secção em que se destaca um texto de Dalila Pereira da Costa, igualmente colaboradora desta revista desde a primeira hora.

Como tem acontecido a propósito de todos os números da NOVA ÁGUIA, também este será apresentado por todo o país e, na medida do possível, por todo o espaço lusófono. Realizaram-se já, ao todo, duas centenas de sessões de apresentação da NOVA ÁGUIA. Neste último semestre, destaque-se o facto de termos chegado ao Bairro Português de Malaca.

O tema do próximo número, a sair no primeiro semestre de 2011, será «Fernando Pessoa: “Minha pátria é a língua portuguesa” (nos 15 anos da CPLP)». Nele procuraremos, a partir da obra pessoana, pensar o presente e o futuro da Comunidade Lusófona, numa perspectiva aberta ao mundo. Essa tem sido sempre, como se sabe, a visão distintiva da NOVA ÁGUIA.”

http://novaaguia.blogspot.com/

Com o artigo

“A(s) IV República(s) Portuguesas: Uma antevisão em modo de profecia” (Rui Martins)

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Braga de Macedo: “Os dois países mais avançados recearam sempre que uma dimensão económica da CPLP”

Jorge Braga de Macedo (http://www.tintafresca.net)

Jorge Braga de Macedo (http://www.tintafresca.net)

 

“Os dois países mais avançados recearam sempre que uma dimensão económica da CPLP arrastasse expectativas de ajuda pública ao desenvolvimento impossíveis de satisfazer. Uma consequência indesejáveis desse receio foi o atraso da cooperação económica e empresarial, aventada na Cimeira de Maputo em 2000 e decidida na Cimeira de Fortaleza em 2003.”
Jorge Braga de Macedo

Eis explicado, de forma sumária mas bem clara, porque é que a cooperação económica entre os países da CPLP continua a frustrar todos aqueles que – como nós – que defendemos o desenvolvimento da Comunidade e a sua transmutação gradual numa União Lusófona, não avança: Porque esse não é o desejo sincero dos dois países mais “ricos” da Comunidade… Em termos de riqueza nacional (medida em PIB) transferida para a CPLP, que depois poderia ser repartida entre os países da Comunidade, tal esforço é patéticamente baixo. Os recursos até existem, mas estão dispersos em múltiplos programas bilaterais de ajudas ao desenvolvimento… tem é faltado vontade política e – porque não dizê-lo – atrevimento aos nossos políticos.

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Lauro Moreira: “Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil em abril de 1500, à frente da maior expedição marítima até então organizada em Portugal: treze navios e cerca de 1500 homens, ou seja, quase 3% da população de Lisboa da época”

 

 

“Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil em abril de 1500, à frente da maior expedição marítima até então organizada em Portugal: treze navios e cerca de 1500 homens, ou seja, quase 3% da população de Lisboa da época.”
Lauro Moreira

Imaginemos que os portugueses de hoje tinham a mesma força anímica destes portugueses de Quinhentos? Que Índias, que Brasis, poderiam agora ser desbravados? Se todo o desperdício de tempo, energia, criatividade e recursos que hoje malbaratamos em infindas inutilidades, desde o farmville às novelas vampíricas, passando pela baixa politiquice e sem esquecer a inefável e omnipresente “Bola”para onde estariam hoje a zarpar as naus do Tejo? Para o Espaço, a idêntica fronteira material que desafiava o Homem de então e o de hoje, só que vertical e não mais horizontal? O desbravamento, mapeamento e exploração dos extensos (e ricos) mares da nossa ZEE (Zona Económica Exclusiva) ou… as famosas e mítico-proféticas “índias espirituais” do poeta?

Onde estaríamos hoje, em suma, se nao tivéssemos tantas distracções?

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Economias Locais: O exemplo de Will Rapp

A E. F. Schumacher Society – entidade que é responsável mundial pela divulgação do original pensamento deste economista alemão – publicou recentemente um ensaio sobre a transformação para uma nova economia que se baseia no trabalho do empreendedor norte-americano Will Rapp. Será este texto que – numa tradução muito livre – iremos passar a apresentar:

 

Gardener’s Supply Company (http://www.gardeners.com)

Gardener’s Supply Company (http://www.gardeners.com)

 

A empresa que fundou em 1983 com o nome de “Gardener’s Supply Company” (http://www.gardeners.com) em Burlington, no Vermont (EUA) tinha desde o início o objetivo de criar um negócio onde as pessoas, o planeta e o lucro estivessem em pé de igualdade. Simultaneamente, disponibilizou ferramentas que permitissem às pessoas que cultivassem a sua própria comida e que tirassem prazer dessa independência.

A partir de dezembro de 2009, a sua empresa tornou-se propriedade dos seus próprios funcionários, em 100%, através da venda de ações da empresa, num programa que começou em 1987. A partir de dezembro de 2009, todos os empregados da empresa eram também donos da sua própria empresa e participavam da divisão de lucros.

Numa época em que muitos empregos no Vermont estão a ser deslocalizados para o Oriente, manter empregos tornou-se numa prioridade de elevada relevância social. Vender a empresa aos seus próprios trabalhadores também se revelou muito mais útil – do ponto de vista social e para a economia local – do que vendê-la a qualquer anónimo grupo de investidores estrangeiros que não fariam mais do que transferir para o seu balancete a dívida da sua aquisição, até nova venda, acabando por fim com a empresa numa espiral louca que já encerrou tantas empresas pelo mundo fora…

 

 

Mas a “Gardener’s Supply” não limitou a esta ação social a sua esfera de intervenção. Em 1990 fundou uma organização não lucrativa para recuperar a terra agrícola de uma antiga agro-pecuária dedicada à produção de suínos, a “Intervale”. Transformou este espaço rural em Burlington no “Intervale Center” (http://www.intervale.org), um espaço com mais de 300 acres de extensão e que hoje inclui jardins orgânicos, quintas independentes, instalações de Compostura, intercalados com corredores para vida selvagem. O exemplo da Intervale, motivou outros habitantes da cidade de Burlington a recuperarem as suas terras desaproveitadas e a aumentarem a sua independência alimentar. O exemplo frutificaria também noutros setores económicos, com o desenvolvimento de novas empresas de mobiliário e de têxteis.

Outras empresas surgiram entretanto nas cidades que rodeiam Burlington, criando assim pelo exemplo do sucesso local de uma pequena cidade do Vermont, outros exemplos de sucesso. Atualmente, existe uma rede local de empresas de compustura, venda de sementes, queijo, carne, fruta e vegetais que geram emprego e riquezas locais e que conseguem exportar os seus excedentes para outras cidades nesta região dos Estados Unidos.

A revivificação económica do Vermont deve muito ao exemplo polarizador de Will Raap, em 1983, mas esta semente não se teria desenvolvido com tanto vigor e esplendor se não existisse uma cultura de otimismo e empreendedorismo onde este exemplo se pudesse desenvolver. Sem a visão de Will Raap não teria ocorrido esta autêntica revolução silenciosa no Vermont. Assim haja mais empreendedores do mesmo jaez noutras partes do globo… com vontade para dinamizarem a economia das comunidades em que estão inseridos e com condições para fazerem vingar o seu exemplo polarizador.

Fonte:
http://www.neweconomicsinstitute.org/documents/willraapjune5.pdf

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Do que Portugal pode ajudar o Brasil: Combate à Burocracia e Infraestruturas

 

Quino: Burocracia (http://mauricioserafim.com.br)

Quino: Burocracia (http://mauricioserafim.com.br)

 

“A carga tributária é ainda muito alta, o peso burocrático uma doença, as infra-estruturas uma guilhotina para o desenvolvimento. Lula lançou em 2007, o plano de Aceleração de Crescimento, que dá prioridade aos investimentos em saneamento básico, habitação, transportes e recursos hídricos.”
Diário de Notícias
29 de setembro de 2010

Apesar de todos os enormes progressos registados nas últimas décadas na sociedade brasileira, restam ainda – por sanar – estes três
obstáculos à transformação do Brasil numa completa “sociedade desenvolvida” ao nível dos melhores padrões ocidentais.

Ironicamente, Portugal – o país-irmão do Brasil – pode ajudar muito o Brasil na ultrapassagem de dois destes três obstáculos:

1. Burocracia: há muito a criticar nos governos Sócrates, mas em duas áreas registaram-se evoluções muito positivas: na área das Renováveis (onde Portugal é já Case Study internacional) e na Área do E-Government, onde se fizeram progressos ainda mais significativos estando hoje o país nos melhores lugares da Europa, atrás da Áustria e… Malta e bem acima dos “grandes”.

2. No campo das infra-estruturas o progresso desde 1975 é absolutamente notável, talvez até demasiado notável, porque a multiplicação de autoestradas e a melhoria da rede de ferroviária suburbana e de metropolitano foi (no primeiro caso) exagerada e facilitou até a introdução de importações estrangeiras e no segundo caso, criando endividamento crónicos nessas empresas públicas. Estas melhorias das infra-estruturas portuguesas foram contudo possíveis apenas devido ao afluxo dos “fundos estruturais europeus”, cedidos a Portugal a troco do abate da frota pesqueira e da destruição de muitas produções agrícolas.

Sendo estes dois estrangulamentos precisamente as duas áreas onde o nosso país mais evoluiu desde 1975 o estreitamento de ligações de intercâmbio de experiências e conhecimentos entre Portugal e o Brasil – usando a plataforma já existente, a CPLP – poderia ser muito frutuoso ao desenvolvimento do Brasil.

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O império português não era um “império” no sentido clássico do termo

 

Fortaleza portuguesa na Tanzânia (http://www6.worldisround.com)

Fortaleza portuguesa na Tanzânia (http://www6.worldisround.com)

 

“(O império português) não se tratava de um “império” no sentido clássico do termo, sendo a ocupação territorial reduzida – com excepção do Brasil – a um conjunto de praças, fortalezas, presídios, entrepostos e feitorias, espalhado ao longo das costas.”
Miguel Jasmins Rodrigues

Os portugueses nunca tiveram nem a força nem a ambição de lançarem um “império territorial” de tipo romano ou de tipo colonial como os britânicos ou franceses. Portugal sempre excedeu quando procurou cumprir no mundo a sua vocação de criador de pontes entre culturas, civilizações ou economias. Estas pontes, no Oriente eram as caravelas que levavam as especiarias de porto em porto, num comércio intra-oriental que sempre foi mais significativo do que o comércio para com a metrópole europeia. Desde Dom Manuel I que havia (pelo menos desde a bancarrota de 1501) a percepção de que não existiam os recursos humanos ou financeiros para colonizar ou ocupar território significativo no Oriente. As opções eram assim simples: ou se recuava ou se mantinha o tipo de presença possível: o controlo de alguns pontos-chave e o domínio dos mares entre eles de forma a garantir algum tipo de domínio sobre o comércio local que pudesse financiar a presença na região e todo o empreendimento no Oriente.

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Gliese 581g: O primeiro planeta habitável e… habitado, jamais encontrado?

 

 

Recentemente, foi descoberto o primeiro planeta que orbita a uma distância tal da sua estrela, Gliese 581g, que poderá albergar água no estado líquido e, logo, ter vida tal como a conhecemos na Terra.

Mas há algo mais a propósito de Gliese 581g… O astrónomo Ragbir Bhatal, da Universidade de Sidney Ocidental (Austrália) declarou ter detetado uma emissão pulsante de luz vinda da estrela (ou das suas imediações) em 2008. Segundo o astrónomo seria “um sinal muito nítido, quase como se fosse um laser”. A informação foi, contudo, acolhida com muito cepticismo entre a comunidade científica que questiona a relutância por parte do cientista australiano em ceder os dados da observação.

O sinal de Bhatal teria sido detetado em dezembro de 2008, ou seja dois anos antes de existirem indícios de que poderia haver planetas com água líquida em Gliese 581g mas a ciosidade do astrónomo em revelar mais dados sobre a sua observação é suspeita, não tanto pela sua veracidade, mais mais quanto à proximidade de Gliese 581g…

O exoplaneta Gliese 581g é um dos seis planetas conhecidos que orbitam em torno da  estrela anã vermelha Gliese que se situa a cerca de 20 anos-luz da Terra. Mas Gliese 581g é o único que tem uma órbita na chamada “zona habitável” da estrela, o que significa que tem condições em termos de temperaturas para manter água no estado líquido. O planeta tem entre 3 a 4 vezes a massa da Terra, mas apenas 1.3 o raio do nosso planeta.

Fonte:
http://www.space.com/scienceastronomy/gliese581g-mysterious-light-pulse-101008.html

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Quids S21: A que filme pertence esta imagem?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S21 | 27 comentários

A China em guerra monetária com o resto do mundo ou O Dumping Monetário Chinês

 

 

Recentemente o Comité da Câmara dos Representantes aprovou legislação que permite que os Estados Unidos possam fazer retaliações contra os países que – na cena comercial internacional – mantêm a sua moeda em níveis artificialmente baixos. O alvo desta medida é claro: a China, país que ao longo dos anos tem mantido o Yuan em níveis escandalosamente baixos para aumentar a competitividade das suas exportações enquanto que os monetaristas dogmáticos do BCE destroem a economia europeia à custa de um Euro caro.

O regime de Pequim, contudo, já fez saber que não tem “na agenda qualquer descida do Yuan”. Não se sabe quantos empregos destrói assim a China nas economias europeias, mas a congressista norte-americana, Nancy Pelosi, estima que só nos EUA “Se a China permitisse que a sua moeda flutuasse ao sabor das condições dos mercados, seria possível criar um milhão de postos de trabalho nos Estados Unidos e reduzir o défice comercial em 100 mil milhões de dólares.”

Perante tal assalto monetário (que está na base da resiliência da China à Recessão global e da continuação da crise no Ocidente) só restam duas formas de repor a Justiça comercial: ou os países ocidentais têm a coragem de responder à letra à arrogância chinesa e entrarem numa guerra de cotações ou repõem as barreiras alfandegárias que derrubaram para que a China conseguisse invadir o mundo com os seus produtos.

Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/congresso-dos-eua-abre-caminho-a-sancoes-economicas-a-china_1457878

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