Daily Archives: 2010/09/26

Economias Locais: a promessa europeia que se perdeu em 2008

Um dos eixos dominantes da agenda cívica e política que o MIL apresenta a uma sociedade portuguesa em crónico estado de “cidadania latente” e a uma Comunidade Lusófona embrionária é o das Economias Locais, do refocamento no Local a partir da orientacao globalista imposta pelos teóricos do Pensamento Único neoliberal.

É assim curioso que oiçamos Antonio Tajani, o vice-presidente da Comissão Europeia, referir que: “Serão as pequenas empresas que vão criar novos postos de trabalho”. Idêntica é a opinião da Associação Europeia das Pequenas e Médias Empresas (UEAPME). As grandes empresas e multinacionais são ineficientes, plenas de desperdícios e de degraus hierarquicos que desviam recursos preciosos e que as tornam lentas num mundo em que a rapidez de reação é cada vez um fator competitivo mais importante. Assim, serão as PMEs, ou melhor, as 23 milhões de pequenas e médias empresas que irão propulsar a economia europa para fora da recessão já que as grandes empresas e as multinacionais estão demasiado preocupadas em engenharias fiscais e em deslocalizações para alavancar qualquer retoma. Small is Beautiful e assim serão as PMEs que pela primeira vez terão este papel propulsor.

Os apoios dos governos às grandes empresas não são produtivos como eram no passado. Pelo contrário, importaria agora recentrar nas PMEs esses apoios. Existe até na Europa a “Lei das Pequenas Empresas” que congrega uma série de medidas da Comissao Europeia e dos governos da União, aprovada em 2008, mas ainda sem grandes efeitos práticos!

Foi em 2008 que Durão Barroso prometeu que “administrações públicas mais atentas, menos atraso no pagamento de facturas, acesso mais fácil ao financiamento, à inovação e à informação, menos IVA para os serviços prestados a nível local e melhor acesso aos contratos de direito público”, mas praticamente nada disto avançou. E de entre estes problemas destaca-se o mais grave: o atraso dos Estados em pagarem às PMEs, que nalguns países ascende a 400 dias!

E há que criar mecanismos estatais que permitam às novas empresas atravessarem os primeiros críticos cinco anos. Em Portugal, 30% encerram ao fim de um ano. O mecanismo das falências tem que ser simplificado, de forma a permir rápidos recomeços e as cargas fiscais aligeiradas ou adiadas para depois dos primeiros dois anos onde se concentra o essencial das falencias de novas empresas.

Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/pequenas-empresas-criam-80-por-cento-dos-novos-empregos_1439681

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Renato Epifânio: “A política, cada vez mais, parece reduzir-se a uma mera gestão económica”

“…a ideia de Pátria deixou de ser actual pela extremação do individualismo contemporâneo. As pessoas, cada vez mais, recusam o que as liga, valorizando antes, até ao extremo, o que as separa – e por isso caracterizou José Marinho, a nossa época como a “a época da cisão extrema”. Também por isso, a política, cada vez mais, parece reduzir-se a uma mera gestão económica.”
A Via Lusófona, Renato Epifânio

Sendo essa autocastração a maior maleita dos regimes atuais. Se um Governo democraticamente eleito concentra toda a sua atividade na área contabilística e económica então recusa toda a outra intervenção política. Se um governo se torna em executante passivo e acéfalo de políticas definidas num qualquer “centro de comando” remoto e não democrático, enjeita a sua representatividade democrática e renega a Democracia.

Governar não é Gerir. Governar é saber ver mais alto e longe, traçar rumos e saber levar barcos – com determinação e sem receio por fúteis impopularidades – até um objetivo que tem que existir e ser traçado. Atualmente, nenhum governo ou partido consegue ver mais longe que o imediato. Todos vivem obcecados com o curto prazo das próximas eleições e isso resulta da tomada da Democracia pela Partidocracia, com o seu doentio e egótico rotativismo. Importa quebrar este monopólio, devolvendo ao indivíduo o sentimento de pertença a uma comunidade e a algo maior, onde se pode projetar e enquadrar, completando essa clássica incompletitude que está na base de tantas das esquizófrenias das sociedades modernas.

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Declaração MIL sobre a política externa portuguesa

O MIL repudia e censura veementemente as recentes declarações do Ministro Português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, segundo as quais “Portugal não vai fazer parte de uma futura força de estabilização caso esta venha a ser criada e enviada para a Guiné-Bissau”. Consideramos incompreensível que Portugal, sempre tão lesto a participar em acções fora do espaço lusófono – ex-Jugoslávia; Iraque; Afeganistão, etc. – recuse à partida o auxílio a um povo irmão como é o guineense.

Por outro lado, o MIL expressa a sua perplexidade por, na mais recente distribuição de pastas no SEAE, Serviço Europeu de Acção Externa, a Portugal ter calhado o Gabão (!), enquanto, por exemplo, Espanha foi presenteada com Pequim (segundo posto), Argentina, Angola, Namíbia e Guiné-Bissau. Sinal bem evidente da importância que nos reconhecem no seio da União Europeia e da falta de empenho e dedicação do Governo e da nossa Diplomacia.

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
www.movimentolusofono.org

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