Daily Archives: 2010/09/22

“Os juros a 10 anos exigidos a Portugal ultrapassaram os 6%, um valor próximo do que era exigido à Grécia um mês antes de recorrer à ajuda internacional”

“Os juros a 10 anos exigidos a Portugal ultrapassaram os 6%, um valor próximo do que era exigido à Grécia um mês antes de recorrer à ajuda internacional. O recurso ao pacote de financiamento externo da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) é visto por um número crescente de economistas, banqueiros e empresários como uma hipótese – e alguns casos uma inevitabilidade.”

Parece claro que a situação atual é insustentável e não já num horizonte de anos (2015, como acreditavam há apenas umas semanas a maioria dos economistas), mas inevitável em poucas semanas e certamente antes do final de 2010. A este ritmo de subida dos juros e dada a crónica dependência de financiamento das despesas correntes pela via do endividamento externo (!) estamos à beira do ponto em que deixará de ser possível ao Estado pagar salários e reformas. Será então necessário recorrer ao FMI e ao fundo europeu de estabilização para evitar a Bancarrota, esperando que estes sejam capazes para absorverem as necessidades simultâneas de cinco países: Portugal, Grécia, Itália, Irlanda e Espanha, já que perante a bancarrota iminente de um, logo os Mercados se encarregarão de afundar os demais.

O problema maior com a Dívida Externa parece estar em que o Governo Sócrates parece incapaz de conter o crescimento do endividamento. Este ano, o Governo não tem sabido conter o crescimento da dívida e – apesar disso – não pára de emitir nova dívida, onerando mais e mais os encargos que as gerações futuras terão que suportar.

Portugal não consegue viver assim, simplesmente. É impossível que um país de dez milhões de habitantes viva eternamente na penúria e de mão estendida aos financeiros do estrangeiro. O problema atual é – na sua vertente mais superficial – simples: o Estado (e os Particulares) gastam muito mais do que aquilo que ganham. A solução é ainda mais simples e dupla: o Estado tem que gastar menos e como essa despesa corrente é hoje essencialmente composta de salários e reformas estes não podem ficar como esta e o Estado tem que cobrar mais impostos. Como a carga fiscal já está além daquele que devia por aqui não há mais margem… o que resta é portanto… cortar. Mas cortar onde? Em salários que já estão muito abaixo da média europeia? Ou simplesmente… encerrar a porta a este Estado que praticamente desde a sua fundação tem sido deficitário e fundar aquela “federação de municípios independentes” de Agostinho da Silva? Declaremos a falência de Portugal, enquanto “Estado Unitário” e cronicamente deficitário e encetemos uma intensa e profunda negociação diplomática que conduza à fundação de União Lusófona em que este Portugal – centralista e unitário – se dissolva e que por intermédio de um alquímico Solve et Coagula renasça numa trans-nacional União de todos os povos de fala portuguesa e onde o foco administrativo, político e económico seja devolvido ao Povo (palavra malquerida nos dias de hoje, mas sempre atual…) retome aquele que é o seu direito, que é o de ver reconhecida a prioridade do Local sobre o Global, da Pessoa sobre o Número e da Liberdade sobre todas as formas de Tirania que os “senhores da Finança” e os seus sabujos da Partidocracia têm lançado sobre nós.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=444187

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Quids S21: Em que rio foi tirada esta fotografia?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Interpass: Cuidado com a venda agressiva!

Interpass /http://www.gmstatic.com)

Interpass (www.gmstatic.com)

Recentemente foi contactado pela Interpass. Segundo dizia o operador do Call Center que tinha “ganho um sorteio” e que num hotel na região de Lisboa estava um voucher de 3 dias à minha espera. Desde logo, a primeira estranheza: como é que a Interpass sabia o nome nome completo e o meu número de telemóvel… obviamente, fiz uma queixa à Comissão de Nacional de Protecção de Dados (CNPD), cujo desfecho agora aguardo. Mas adiante…

A Interpass realiza estas ações de venda após o pico dos meses de verão, entre setembro e abril de cada ano, um pouco em todo o país. A abordagem é sempre a mesma: telefonam e informam a pessoa que ganhou um “sorteio” (que deve ter tanto de sorteio como eu tenho de turco-mongol) e que “só” tem que ir a um hotel levantar o voucher para 3 dias de estadia num dos hotéis do grupo. Diz também a operadora algo que mais tarde se vem a revelar falso: que é apenas uma ação de publicidade, de pura divulgação dos serviços da empresa, e que “não é uma ação de vendas”.

Logo que se mete o pé nestes hotéis percebe-se logo que estamos perante uma operação em larga escala… no hotel em que nos fizeram ir levantar o voucher a Interpass tinha reservado duas salas de reuniões, algo que deve ter custado uns belos milhares de euros por dia… Aliás, os hotéis são sempre judiciosamente escolhidos entre os melhores e os que se encontram nos locais mais centrais das grandes cidades. Aliás, já seguiu também uma queixa à gerência deste hotel onde “convidaram” a ir quanto aos danos na imagem pública que o Tivoli da Praça das Nações sofre pela sua associação com esta empresa.

A Interpass reservou assim duas salas no Tivoli. A recepção é feita por indivíduos que pairam pelo andar onde estão as salas da Interpass em busca de “angariados”, isto é: nós. O atendimento tem tanto de primoroso como de suspeito: tanta atenção só pode ser dada a um provável cliente e não a um mero “sorteado”.

O recetor levou-nos de seguida a um “técnico de turismo” (que duas horas depois ao ser confrontado com facto de ser “vendedor” negaria veemente e inutilmente tal designação). Exato: duas horas a ouvir e a ver comparações de preços com outras agências (em plena violação do código de publicidade que regula a “publicidade comparativa”), dissertando sobre as vantagens e credibilidade (um ponto forte da venda, sabe-se lá porque… 🙂 ) e sobretudo sobre o quanto éramos “especiais” e como a Interpass “apenas oferece esta oportunidade uma vez a cada pessoa” (salvo excepções, admitiu mais tarde… 😉 mas que lendo um pouco na Internet se descobrem serem frequentes). Enfim, duas horas nisto até chegar ao apogeu de toda a arenga: o momento em que o vendedor diz (após uma sucessão infinda das clássicas perguntas de resposta “sim”): “tem agora a oportunidade única de assinar o contrato para o cartão cliente exclusivo” que lhe dá acesso a todos estes preços mais baixos que a concorrência. Exato. Tinha que assinar ali, sem reflexão e sem poder investigar na Internet o que era afinal a Interpass. E nem abordo aqui os problemas que tiveram os assinaram este contrato! Para essas autenticas histórias de terror remeto os leitores para os links de “fontes”…

Estas duas horas de arenga de vendas é o incumprimento da promessa deixada pela chamada do call center que prometera que toda a operação de recolha do voucher não demoraria mais do que “uns minutos”. É claro que é mentira: a reunião de vendas nunca dura menos de 2 horas e a única forma de a evitar é ao chegar dizer: “dêem-me o voucher ou chamo a polícia”. Segundo contam, funciona sempre…

Ah, claro, todo o processo induzido pela Interpass conduz ao imediatismo da decisão: o call center dizia que tínhamos que ir ao hotel no mesmo dia da chamada, a decisão tinha que ser tomada naquela reunião…

Uma nota quanto à utilização do voucher: ele é real e pode ser efetivamente usado. Não inclui qualquer extra, mesmo o pequeno-almoço e não são raros os relatos de pessoas que após terem marcado um dado fim-de-semana, receberam uma chamada cancelando-o e remarcando-o. Outra nota ainda: há taxas… não é completamente gratuito já que a maioria das pessoas acabam a pagar entre 20 a 50 euros em “taxas”, para além de 100 euros de caução que são devolvidos no fim da estadia.

Em suma: cuidado com a Interpass! Não vou negar que em dadas condições (viagens internacionais muitos frequentes, p.ex.) o pacote até possa ser interessante, mas pressupõe pagamentos antecipados, fim da oportunidade de escolha, fidelização paga pelo cliente, inflexibilidade de dadas e locais nalgumas circunstâncias e, sobretudo, tem uma abordagem de vendas muito agressiva e eticamente muito questionável que faz lembrar os tempos do timesharing. A minha opinião é: não assinem este contrato. Mas naturalmente, todos devem forma a sua própria opinião. Não o façam é no calor do momento, após duas horas de arenga de vendas e sem período efetivo de reflexão, como quer forçar a Interpass…

Fontes:
http://forum.autohoje.com/off-topic/45704-quem-e-que-ja-gozou-oferta-da-interpass.html
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:17Rm8Qy4PQgJ:anossavida.pt/forum/3891+interpass&cd=4&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt&client=firefox-a
http://www.queixas.co.pt/popup.php?id_queixa=5406

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O projeto russo-indiano “multi-role transport aircraft” (MTA)

"multi-role transport aircraft" (MTA) (http://homepage.tinet.ie/~steven)

"multi-role transport aircraft" (MTA) (http://homepage.tinet.ie/~steven)

A Índia e a Rússia começaram a trabalhar num projeto conjunto para a construção de avião de transporte “multi-role”. O programa tem a designação “multi-role transport aircraft” (MTA) e é o produto de intensas negociações entre as duas partes.

O acordo foi assinado entre a Hindustan Aeronautics indiana e e Rosoboronexport e levou à fundação de uma empresa mista com sede em Bangalore que agora vai começar a desenvolver o conceito de avião de transporte militar com uma capacidade de carga entre 15 a 20 toneladas. Nesta fase inicial, o programa receberá um financiamento de 600 milhões de dólares, a repartir em partes iguais entre a Rússia e a Índia. O plano é fabricar 205 MTAs e colocar mais aparelhos no mercado internacional apresentando algumas caraterísticas muito competitivas, como uma velocidade cruzeiro de 800 km/h, um raio de alcance de 2700 km e uma altitude máxima de 12 mil metros, tudo isto a um preço muito competitivo entre os aparelhos da mesma classe como o C-130J, o A400M (este mais pesado) ou o novo projeto brasileiro Embraer KC-390.

Não é claro como é que a Índia vai conciliar este projeto com a sua encomenda de aviões Hercules C-130J, um concorrente teórico do MTA. A existência de dois aparelhos da mesma classe no inventário da Força Aérea Indiana não é lógica, não só porque isso irá reduzir as unidades encomendadas à HAL, e logo: aumentar o seu preço unitário como irá também aumentar os custos de operação de dois aparelhos tão diferentes em simultâneo na mesma força aérea… estas duas decisões são assim absolutamente incompreensíveis para mim.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2010/09/16/347311/india-russia-launch-multirole-transport-aircraft-project.html

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