Daily Archives: 2010/09/20

Número Oficiais: O Desemprego na China chega aos 22% da população ativa

Ao que parece, toda a produção industrial do mundo está a fechar e a ser deslocalizada para a China. É por isso que o Desemprego se está a tornar num “fenómeno crónico e que exige respostas originais” (como disse o diretor do FMI) nos países desenvolvidos que mais são afetados por este fenómeno da deslocalização. A este Desemprego crónico e global, corresponde um Emprego pleno e sustentado na China, destino quase único de todas estas fábricas deslocalizadas, certo? Errado.

Com efeito, um documento recentemente divulgado por Pequim indica que ainda que a China tenha mais de mil milhões pessoas na sua população ativa, apenas 780 milhões é que têm emprego. Por parte, desta diferença ocorre nos meios rurais, onde o desemprego é endémico desde à décadas. Contando com esta população isso significa que a China – esse “milagre” da globalização e exemplo neoliberal do capitalismo selvagem é afinal um país com uma (infelizmente) notável taxa de desemprego de 22%!

O próprio governo comunista admite a gravidade da situação e o seu potencial explosivo. Desde sempre, é necessária uma autorização governamental para migrar com campo para as cidades, uma medida que Pequim utilizou durante décadas para travar a sangria dos campos e manter a produção de alimentos em níveis aceitáveis. Agora, contudo, está confrontada com um tal nível de desemprego que além de ser agravado pelo facto de na China não existir praticamente cobertura social, agora, com a pressão criada pela atração dos meios urbanos sobre o meio rural, empobrecido e sem emprego, coloca em risco todo o Estado…

Por enquanto, o governo vai aumentar as quotas de migrantes rurais autorizando nas cidades a chegada de mais cem milhões de pessoas. Resta saber se estes encontrarão aqui Emprego e se este valor será suficiente para reduzir a pressão económica e social nos meios rurais até um ponto em que esta consiga ser controlada pelo governo de Pequim.

Fonte:

http://economia.publico.pt/Noticia/desemprego-na-china-afecta-22-por-cento-da-populacao-activa_1455269

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Categories: China, Economia, Política Internacional | 5 comentários

Quids S21: Como se chama este projeto?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S21 | 4 comentários

Sobre o ermamento demográfico da cidade de Lisboa

Portugal enferma de um seríssimo problema demográfico que a curto prazo irá comprometer o nosso desenvolvimento económico e a sustentabilidade sociológica da nossa população, tornando-o numa versao ocidental daquilo que é hoje o Japão: um país envelhecido e demograficamente desiquilibrado.

E é na capital, Lisboa, que este problema demográfico melhor se faz sentir: o centro histórico expõe de uma forma absolutamente inquestionável o envelhecimento da sua população e – pior ainda – uma percentagem crescente das suas habitações está simplesmente desabitada ou em ruínas, por vezes, há décadas. Nas zonas mais recentes da cidade – como as ditas “avenidas novas” – a situação não é, contudo, muito melhor, abundando prédios devolutos ou sinais de “vende-se” ou “aluga-se” crónicos ao lado de repartições bancárias ou lojas de marcas de luxo. Refletindo esta grave situação, Lisboa lidera uma trágica lista de cidades europeias que mais habitantes perderam desde 1999. E a situação não dá sinais de melhoria, uma vez que a capital tem também, entre esta lista de cidades (onde infelizmente também encontramos o Porto nos lugares cimeiros), Lisboa aparece também no topo, com 24% de população com mais de 65 anos. Vendo a situação de forma crua, mas realista, resulta claro que daqui a 25 anos e a manter-se a fraca renovação atual, a cidade perderá ainda mais 25% da sua população.

Um estudo realizado em 2008 – e necessariamente desatualizado – revelava que existiam nessa data mais de 4 mil edifício desocupados, num total de 55 mil. Este valor está diretamente relacionado com a perda nos últimos 30 anos de mais de 100 mil habitantes em cada dez anos, descendo assim de 800 para 500 mil habitantes.

A situação é grave, insustentável e nunca verdadeiramente reconhecida enquanto tal por nenhum executivo camarario (mais preocupados em escavarem tuneis sob Lisboa ou nos orçamentos camarários ou em aparecerem na tv) e a prazo representa a pura e simples extincao da capital pelo despovoamento de grandes áreas no seu interior.

As causas deste ermamento da capital não são, contudo, difíceis de determinar. Radicam desde logo num problema demográfico de escala nacional que assola todo o país e onde Lisboa não se consegue excluir. Mas é também justificado pela fraca qualidade dos serviços publicos aqui oferecidos, desde escolas degradadas (a escola primaria da minha filha ainda tem armários da minha época), creches de má qualidade ou em escasso número, centros de saúde com instalações degradadas e sobretudo: na especulação imobiliária.

A esmagadora maioria das câmaras do interior do país oferece uma rede de serviços públicos e sociais que são muito superiores aos disponibilizados em Lisboa, onde apenas a EMEL parece dispor de tecnologia moderna para uso na sua atividade predatória sobre os municípes e onde a gigantesca e perra maquina burocratica da capital está literalmente atulhada de camadas sucessivas de boys e boyas derramadas sobre ela após cada eleição.

Mas o nó górdio que aqui importa desatar é o do imobiliário. Para que tal possa suceder, o preço por metro quadrado nao pode continuar a ser 2 ou 3 vezes mais elevado que nos concelhos suburbanos.

Repovoar Lisboa teria toda uma série de vantagens. Desde logo, iria reanimar muito pequeno comércio que hoje se encontra anémico ou em extinção. Por outro lado, se os 650 mil trabalhadores que todos os dias vêm para a capital aqui permanecessem, quanto se pouparia em transportes, desgaste viário, estacionamento, poluição atmosférica, ruído, emissões de CO2, importações de combustíveis, tempo consumido em transportes, etc?

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/lisboa-cidade-abandonada=f598605

Categories: Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | 5 comentários

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