Daily Archives: 2010/09/09

Vicente Jorge Silva: “o sistema de Justiça, cujo corporativismo opaco e decrépito vem protegendo a incompetência de tantos dos seus agentes e a recusa dos principais protagonistas do mundo judicial – a começar pelo procurador-geral da Republica – em assumir as responsabilidades que lhes cabem”

“É isso, de resto, o que explica também a deriva suicidária na qual mergulhou o sistema de Justiça, cujo corporativismo opaco e decrépito vem protegendo a incompetência de tantos dos seus agentes e a recusa dos principais protagonistas do mundo judicial – a começar pelo procurador-geral da Republica – em assumir as responsabilidades que lhes cabem. E é também isso que torna possível, num momento de crise tão grave da vida portuguesa, a incapacidade dos dirigentes políticos, (…) sem esquecer o impávido e silencioso Presidente da República – em pensar noutra coisa senão nos seus mesquinhos interesses imediatos de sobrevivência e necessidade de afirmação.”

Vicente Jorge Silva
Sol 20 de agosto de 2010

A Justiça é o pilar mais importante da Democracia. Sem uma Justiça célere e equitativa (palavras de Fernando Nobre) não pode haver democracia efetiva, porque ainda que possamos embarcar nessa doce ilusão que é a de “escolhermos” os nossos governantes (“ilusão” porque quem de facto escolhe por nós são os Media e os “fazedores de opiniões”) não podemos esperar que as Leis que saem desses órgãos democraticamente eleitas sejam justas se não forem aplicadas. E perante um tamanho grau de descontrolo, desnorte, incompetência crassa e laxismo sistémico, é o cumprimento das Lei que é impossibilitado e com ele, o pleno exercício da democracia.

Sejamos claros: a crise da Justiça não é “apenas” a crise deste sistema. É a crise da Democracia no seu todo porque a Justiça é nela (a par de um sufrágio livre e universal) um dos dois pilares insubstituíveis.

Estranha-se assim, e muito, um silêncio e uma inação do Presidente da República e da Partidocracia do Bi-Partido PS-PSD que só podem provir não da incompetência mas da cumplicidade. Um sistema de Justiça que efetivamente funcionasse de forma limpa e rápida apanharia nas suas malhas muitas das fortunas rápidas de alguns políticos ligados à Presidência ou do Bi-Partido e isso, para a partidocracia (que elegeu e a que pertence Cavaco Silva, não o esqueçamos) seria ainda mais intolerável que uma Justiça a funcionar… Uma Justiça a funcionar teria leis mais simples e mais compreensíveis e dispensaria muitos dos advogados que fornecem a parte de leão de quadros políticos… uma Justiça a funcionar prenderia muitos destes políticos… Uma Justiça a funcionar impediria as numerosas artimanhas que os advogados lançam nos Tribunais para retardarem ao máximo a aplicação da Justiça e de assim safarem os seus mais abastados clientes.

Categories: Justiça, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | 1 Comentário

Quids S20: Onde fica esta livraria?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Fernando Nobre: “A gravíssima e profunda crise financeira (com tremendo impacto na economia global e efeitos ainda por avaliar no campo laboral, social e político) tem a sua génese numa aguda alteração negativa do padrão ético dos gestores financeiros e da demissão irresponsável dos reguladores dos bancos centrais”

Fernando Nobre (http://www.aulamagna.pt)

Fernando Nobre (http://www.aulamagna.pt)

“A gravíssima e profunda crise financeira (com tremendo impacto na economia global e efeitos ainda por avaliar no campo laboral, social e político) tem a sua génese numa aguda alteração negativa do padrão ético dos gestores financeiros e da demissão irresponsável (ou da incompetência ou da falta de meios técnicos e humanos) dos reguladores dos bancos centrais e de certos governantes subservientes aos interesses da alta finança, anónima e vampírica, por vezes organizada à semelhança dos cartéis mafiosos.”
Fernando Nobre, Humanidade

Com efeito, mais do que um problema de Leis ou da pífia e incompetente sua aplicação, a presente (e agora, renovada) recessão global radica antes do mais numa erosão dos valores morais que deveriam reger os empresários e homens mais ricos do globo e que, pelo contrário, pela sua omissão, os transformou em monstros egóticos e centrípetos. De onde vem esta falta de valores? Da multiplicação de filhos de pais solteiros que hoje ascendem a posições de mando, sem terem conhecido contextos familiares emocionalmente equilibrados? Da falência das Escolas enquanto formadoras para a Cidadania e não somente para transitórias e eternamente desatualizadas competências técnicas? Esta imoralidade será fruto do cúmplice papel dos Media que propagam exemplos de consumismo estéril e do “sucesso” destes novos ricos? Como quebrar este círculo vicioso de falta de virtude cívica e social? Pela via do exemplo moral e frutificando como aquele que pela sua própria vida nos deu o Dr. Fernando Nobre, elegendo-o Presidente da República em janeiro de 2011 e não mais um dos dóceis e servis “candidatos do sistema”, de Cavaco a Alegre, passando por outros com que a partidocracia reinante nos tenta aliciar.

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Sobre a recente onda de xenofobia contra os ciganos romenos

Embora se tenha falado muito da expulsão de ciganos romenos feita em França, a verdade é que este tipo de fenómenos tem vindo a ser realizado – de forma muito menos ostensiva – noutros países europeus: Alemanha, Dinamarca, Itália e Suécia têm feito várias expulsões de cidadãos de nacionalidade romena e etnia cigana sem que isso tenha vindo ao foco dos Media.

A verdade é que logo que se aceitou a adesão da Roménia na União Europeia em 2007 que se ergueram várias vozes protestando contra o que isso iria criar grandes fluxos migratórios da Roménia para a Europa ocidental e temendo sobretudo uma migração massiva de famílias ciganas que se dedicariam à mendicidade e à pequena criminalidade.

O problema é que estes receios se vieram a revelar fundados, especialmente em Itália, Reino Unido e França (precisamente)… Agora, e porque tais fenómenos facilmente previsíveis não foram devidamente acautelados em 2007 pelos negociadores europeus temos agora todo este escândalo e pedidos à Comissão Europeia para que esta force a Roménia a travar na fonte este êxodo da sua etnia cigana.

Sabe-se que a questão do “êxodo cigano” será o tema principal de uma cimeira sobre o tema da imigração a realizar a 6 de setembro em Paris e que reunirá ministros de Itália, Espanha, Bélgica, Grécia, Alemanha, Reino Unido e, claro França e até o extra-comunitário, Canadá, país que também tem acolhido uma onda crescente de imigrantes de etnia cigana, mas mais de origem checa e húngara do que romena.

Esta “coligação anti-migração cigana” em gestação tem todas as condições para entrar em colisão frontal com as normas europeias de livre circulação de pessoas e bens e logo, deverá ser alvo de protestos mais ou menos velados por parte das instituições europeias que ainda que tenham estado na base desta adesão apressadamente combinada têm agora também o papel de defensor da livre circulação. As criticas da Comissão serão contudo severamente moderadas pelo facto de todos os “grandes” europeus estarem neste grupo… e aliás isso já é patente nos pífios e pouco entusiasmados protestos produzidos pela Comissão a propósito da expulsão dos ciganos de França.

Sejamos otimistas: nesta Europa cada vez menos solidaria e que só de forma muito reticente acabou por acorrer às dificuldades gregas, erguer um discurso coeso e uniforme de protesto contra as expulsões de ciganos é altamente improvável. É assim de prever que da reunião de 6 de setembro surja um apelo (mais ou menos vinculativo) à Roménia para que estanque este êxodo cigano.

Mas a Roménia de hoje é um país praticamente na bancarrota, com um Estado minado pela corrupção, nepotismo e pela falência da maioria dos serviços do Estado, desde a saúde, educação e, sobretudo, polícia e justiça. Um país assim não tem recursos para criar condições económicas que obstem à fuga dos seus cidadãos, ciganos ou não, e quando existe discriminação instituída e raras possibilidades de sucesso económico é natural que os ciganos romenos tudo façam para deixar o seu país e recorrendo a redes mafiosas de mendicidade e pequena criminalidade.

Se a Europa quer travar este êxodo cigano tem duas abordagens: ou suspende indefinidamente a entrada da Roménia no Espaço Schengen ou faz com que os 4 mil milhões de euros de transferências europeias anuais para a Roménia sejam bem aproveitados e não dispersos em redes de corrupção e em ineficiências administrativas e incompetência crassa.

O problema é que os ciganos – enquanto comunidade – não têm também feito um esforço sério e honesto de integração nos países de acolhimento… recorrem sistematicamente à mendicidade infantil e juvenil como forma de subsistência de famílias inteiras e não são raros os que se integram em redes de tráfico de droga ou de pequenos furtos de dimensão transnacional. A Europa se quer efetivamente resolver este problema (e não usá-lo como bode expiatório numa época de rompante xenofobia) tem que forçar o governo romeno a gerir melhor os fundos europeus e a criar mais condições para a permanência da sua população cigana. Mas os ciganos que imigram para a Europa também não podem continuar a dar argumentos a todos os xenófobos europeus que os julgam em bloco e não como indivíduos e erguerem-se contra estas máfias que destroem a reputação da sua etnia. De permeio, enquanto uma e outra coisa não sucedem – por impopular que isso possa ser – há que travar nas fronteiras esta migração e exercer a Lei sobre todos aqueles que já as atravessaram, sem ter em conta etnias, credos ou convicções políticas.

Fonte:
http://www.publico.pt/Sociedade/cinco-paises-da-ue-expulsaram-romenos-de-etnia-cigana_1452941

Categories: Política Internacional, Sociedade | Etiquetas: , | 39 comentários

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