Daily Archives: 2010/09/08

Tudo indica que as próximas presidenciais brasileiras serão ganhas por Dilma Roussef do PT

Dilma Roussef (http://noticia23.com.br)

Dilma Roussef (http://noticia23.com.br)

Segundo as sondagens mais recentes, caberá à candidata apoiada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) a sucessão de Lula da Silva. Isso é pelo menos o que dizem as últimas sondagens.

Embora muitos brasileiros das classes mais altas e com maiores níveis de instrução académica possam discordar, os últimos oito anos registaram uma notável redistribuição de rendimentos, colmatando uma parcela significativa das grandes desigualdades económicas que assolavam a sociedade brasileira.

A geração de Emprego foi também notável durante estes anos com a criação de mais 14 milhões de novos empregos, com a saída de 30 milhões de brasileiros da pobreza e um crescimento generalizado de rendimentos em todas as demais camadas sociais. Boa parte destas realizações foram encetadas sob a administração de Fernando Henriques Cardoso e Lula da Silva limitou-se a dar-lhes seguimento e a expandi-las.

A valorização da moeda brasileira, o Real, atraiu grandes capitais de investidores estrangeiros para a economia brasileira e foi possível a que muitos brasileiros das classes mais baixas comprassem bens tecnológicos fabricados no exterior a preços baixos.

Esta melhoria generalizada das condições de vida é atribuída pela maioria dos brasileiros a Lula e ao PT, razão pela qual os níveis de aprovação de Lula continuam altíssimos e sem aparentes sinais de desgaste e Dilma Roussef tem praticamente garantida a eleição.

Terá o Brasil, sob a presidência de Dilma condições para manter os níveis extraordinários de desenvolvimento dos últimos oito anos e resistir à estagnação ou mesmo recessão que sofrerão as economias europeia e norte-americana nos próximos cinco a dez anos? A quase inevitável quebra das exportações para estes mercados pode ser compensada com o aumento da Procura daquela que já é a segunda maior economia do mundo, a China, pode compensar este declínio e assim poupar ao Brasil a “receita neoliberal” que a Europa está a aplicar de forma mais ou menos cega, pela redução drástica dos auxílios sociais e dos défices orçamentais.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/fernandocanzian/787308-o-brasil-pos-lula.shtml

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Quids S20: Que filme é este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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A Guerra Colonial na Guiné Portuguesa: A Operação Mar Verde

A Operação Mar Verde foi uma operação militar secreta levada a cabo pelo exército português e executada em 22 de novembro de 1970.







(Segmentos do excelente documentário “A Guerra” da RTP)

A operação foi executada pelo destacamento de fuzileiros especiais nº 21 sob o comando direto de Alpoim Galvão e tinha como principal objetivo realizar um ataque anfíbio a Conacri, a capital da República da Guiné-Conacri para libertar vários priosioneiros de guerra portugueses aqui detidos. Como objetivos secundários, a Mar Verde devia destruir as lanchas rápidas que o PAIGC mantinha em Conacri e a deposição do regime do presidente deste país, Sékou Touré e a instalação no poder de um grupo oposicionista local.


A Força Aérea no conflito da Guiné Portuguesa (1963-1974)

As primeiras operações de reconhecimento do território a atacar são realizadas por um avião de patrulha marítima Lockheed P2 V5 Neptune.


(Ataque de um comando do PAIGC a um quartel do exército português, na Guiné)

As forças guineenses e portugueses reunidas na ilha guineense de Soga recebem apenas na véspera a informação da natureza da missão para a qual se tinham treinado nas últimas semanas e nem todos recebem bem essa notícia… As forças portuguesas e de insurretos guineenses recebem armas bulgaras compradas no mercado negro pela PIDE e novos uniformes. Os navios portugueses que tomarão parte na operaçao sao pintados de forma a mascarar a sua origem. A frota empenhada na Mar Verde é composta por 4 LFGs (classe Argos), Cassiopeia, Dragão, Hidra e Orion (navio-chefe), e 2 LDGs, a Bombarda (da classe do seu nome) e a Montante (da classe Alfange). Foram as LFGS Dragao e Cassiopeia que recebem as equipas com a missão de atacar os alvos do PAIGC em Conacri.

No total, a força de desembarque ascendia a 400 homens, entre membros dos Comandos Africanos e insurretos guineenses.



(Os Comandos Africanos)

A operação começaria pela destruição das lanchas, de forma a obviar qualquer tipo de reação contra a frota portuguesa, após a qual seriam tomados vários pontos essenciais da capital e destruídos os MiG que se esperavam estar estacionados no aerodromo de Conacri e que em virtude da quase nula capacidade anti-aerea da frota portuguesa lhe poderiam
constituir uma seria ameaça.

A primeira equipa a tocar em terra é a VICTOR que com 14 fusileiros e um guia da FLNG larga da Orion. Quando chegam a terra julgam reconhecer a silhueta de uma fragata soviética, mas esta primeira má notícia não se confirma: eram afinal duas lanchas sobrepostas. Pouco depois todas as lanchas do PAIGC seriam destruidas a granada pelos comandos não sem terem que enfrentar dura oposição das suas tripulacoes e de alguns guardas. Cumpridos os seus objetivos, a VICTOR regressa de bote pneumático à Orion. No total, a equipa sofrera apenas um ferido ligeiro tendo destruído 6 lanchas e provocado cerca de 20 baixas no inimigo. Quando os primeiros comandos regressavam à Orion, já todos os restantes elementos do grupo de desembarque estavam em Conacri.

A equipa OSCAR é formada por 40 militares, comandos africanos e revoltosos guineenses desembarca junto ao quartel da guarda republicana, a elite do exército guineense. Embora esta tenha oposto resistencia inicialmente, rapidamente se mete em fuga ou é abatida. Pouco depois, serão aqui libertados mais de 400 opositores aqui detidos. A força evacua mas deixa no local 20 membros dos revoltosos guineenses.

Simultaneamente, as equipas INDIA e MIKE saiem da Montante para terra mas os homens da FLNG nao querem sair e apenas depois dos Comandos Africanos darem o exemplo é que saiem todos. A INDIA com 10 comandos e um guia da FLNG têm como objetivo a central elétrica onde eliminam duas sentinelas e desligam a energia, cortando a eletricidade a toda a capital.

A equipa MIKE com os seus 15 comandos africanos e 35 elementos da FLNG parte para o campo militar de Samory, a 1 km de distancia com a missao de capturar um importante arsenal do exercito guineense. A guarda do campo reage mas o fogo dos comandos anula-a e o campo é tomado sem dificuldade. As forças invasores apossam-se assim de 15 blindados ligeiros de reconhecimento, 50 jipes e de mais de uma centena de camioes. Varias armas ligeiras sao capturadas no arsenal, que seriam essenciais ao golpe militar que a FLNG queria montar. Praticamente logo depois da tomada das instalações começam a chegar forças da Guiné Conacri e a equipa MIKE é obrigada a responder ao fogo num tiroteio que se prolonga durante mais de 3 horas. As forças governamentais perdem aqui mais de 30 militares mas as forças da FNLG mostram a sua inabilidade militar demonstrando que o objetivo de fazer tombar o regime de Sékou Touré só muito dificilmente poderá ser cumprido… os comandos sofrem 2 baixas (no total, a Mar Verde traria 3 mortos às forças portuguesas). Cumprida a sua missão, as forças portuguesas retiram e deixam no campo as forças da FNLG e mais de cem mortos das forças governamentais.

A equipa ZULU, formada por fuzileiros e comandos africanos chega a terra e divide-se em 3 grupos. Um deles dirige-se à prisão onde estao detidos os 26 prisioneiros portugueses que sao rapidamente libertados e que após uma caminhada de 400 metros embarcaram nas lanchas pneumáticas não sem terem sido atacados por militares de Conacri, que são repelidos.

O segundo grupo da equipa ZULU é formado apenas por comandos africanos e tem como missão atacar o quartel general do PAIGC. Vários elementos do PAIGC sao mortos no assalto. O terceiro grupo ZULU alinha com 21 fuzileiros e um guia da FLNG e deve tomar a Villa Silly, uma das residencias do presidente da Guiné Conacri com o objetivo de o eliminar fisicamente. As sentinelas sao abatidas e o complexo tomado sem que seja vistos traços do presidente. As casas são destruídas e equipa retira e desloca-se para o Campo da Milícia Popular, a situado a cerca de 100. Alguma oposição é aqui encontrada e vencida sem baixas havendo várias dezenas de baixas entre os guineenses.

A equipa HOTEL larga da LDG Bombarda e tem como missao capturar a mais importante radio da capital. Mas desorienta-se e fica na praia atée receber ordem de reembarque.

Através de duas vagas distintas, a Bombarda coloca em terra as restantes equipas: ALFA, BRAVO, CHARLIE, DELTA, ECHO, FOXTROT e GOLF. Formadas por comandos africanos e elementos das FLNG têm como objetivo a tomada de instalacoes governamentais que sao tomadas com relativa facilidade, encontrado fraca resistencia.

A operação foi um sucesso, mas Sékou Touré manteve-se no poder porque estava fora do país e o esperado levantamento popular que as forças oposicionistas na FLNG esperavam não ocorreu devido à resistência das forças do PAIGC na capital contra o ataque português e da FLNG e depois, pela chega de forças fiéis do interior e à presença de um destacamento cubano. Sékou Touré exerceu uma severa e cruel repressão após a tentativa falhada de golpe, apoiada pelo exército português.

Uma vez estabilizado o país o regime de Conacri protesta formalmente nas instancias internacionais. Perante esta reação, o governo português optou pela via da negação mas não consegue evitar 2 resoluções do Conselho de Segurança condenando a Operação Mar Verde e a Nigéria chega a oferecer o envio de tropas para dissuadir novos ataques portugueses. A União Soviética – principal aliado internacional de Conacri – envia 3 navios de guerra para a capital. Até os EUA ficam furioso tendo Kissinger dito: “Esta porcaria desta ditadura só nos traz problemas!” O próprio Spínola viria aliás expressar a sua frustacao para com os resultados da operacao: “o Calvão actuara como para realizar um golpe de mão, sem ter percebido que o fundamental ali era o golpe de Estado”.

Do ponto de vista estritamente diplomático, a Mar Verde é um desastre. O país fica mais isolado do que nunca e as relações com o mais importante aliado internacional – os EUA – nunca irão recuperar. O PAIGS aproveita o escândalo internacional para aumentar as importações de armas soviéticas e chinesas. Em particular, a Marinha do PAIGC sofreu um aumento substancial: para o lugar das 6 lanchas Komar recebeu 6 lanchas P6 e mais outras 6 lanchas de patrulha costeira.

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Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Operação_Mar_Verde
http://forumarmada.no.sapo.pt/docs/FA-Marverde/marverde4.html
http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=639170
Segmentos do excelente documentário “A Guerra” da RTP

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O novo porta aviões britânico, o Queen Elizabeth pode entrar em operação sem… aviões

Queen Elizabeth (http://defense-update.com)

Queen Elizabeth (http://defense-update.com)

Embora os Especuladores e as Agências de Rating tenham afincado as suas ávidas garras sobre os PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e eSpanha) a verdade é que o Reino Unido é um dos países europeus que apresenta um dos maiores défices orçamentais.

Entre as várias medidas de contenção que o governo britânico tem em curso está a possibilidade do lançamento ao mar dos novos porta aviões da classe Queen Elizabeth sem… aviões.

Com efeito, não há ainda orçamentação para aviões destes porta aviões e o facto de haver planos para retirar todos os Sea Harrier antes do lançamento dos porta aviões e os atrasos com a versão embarcada do F-35 significa que estes navios deverão começar a servir na Royal Navy sem aviação embarcada.

Uma das soluções poderá ser o aluguer de aviões norte-americanos ou simples uso de aviões da US Navy F/A-18s e V-22s nestes porta aviões britânicos, algo que não seria completamente inédito – em missões específicas ou em exercícios – mas que nunca aconteceu em condições normais e que confirmará o declínio da Royal Navy de uma forma absolutamente cabal.

Fonte:
http://www.dodbuzz.com/2010/08/31/uk-may-borrow-f-18s-for-carriers-f-35bs-may-be-scrapped/#ixzz0yNNM6MXI

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O Brasil vai usar 150 mil LG 750 GM para o seu Censo Demográfico

Apesar do notável crescimento dos últimos anos, o Brasil continua a ter grandes problemas de desenvolvimento económico e social em grandes estratos da sua população. Apesar disso, o Governo brasileiro está a prepara um dos Census mais sofisticados do mundo, completamente digital.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo Census, encomendou 150 mil LG 750 GM telemóveis que serão utilizados pelos seus técnicos para recolherem diretamente as suas respostas nos telemóveis com Android e enviá-las depois com dados GPS para mais de sete mil unidades centrais de processamento distribuídas por todo o país.

As vantagens de optar por um Census totalmente digital são numerosas: desde logo, haverá uma grande poupança em papel, tinta, custos de impressão, distribuição, armazenamento e canetas. Os dados (graças ao GPS) terão uma precisão geográfica inédita já que além das coordenadas a cada recolha será também enviado um mapa do Google Maps. A introdução do GPS permitirá incorporar no Census dados geográficos inéditos, até ao bairro e mesmo à rua ou prédio. Estes elementos serão particularmente úteis nos grandes subúrbios urbanos das maiores cidades brasileiras onde as construções de edifícios e habitações clandestinas são particularmente rápidas e imprevisíveis.

O custo total do Census rondará os 909 milhões de dólares cobrindo até 58 milhões de lares. Comparando com os EUA, o próximo Census irá custar 14 biliões de dólares para uma população que é proporcionalmente não tão superior assim… Porque ficou o Census norte-americano tão caro? Porque na sua eterna e – por vezes distorcida – lógica de Mercado, os EUA decidiram fazer em Outsourcing o Census, contratando uma empresa privada para o fazer… e não um instituto público, como fizeram os brasileiros e a empresa em questão desenvolveu um novo hardware para o Census em vez de usar tecnologia já existente no mercado, a uma fração do custo, como fez o IBGE com os smartphones Android…

Os dados do Census sao gravados nas duas memorias internas dos LG 750 (sendo uma das gravações um backup) e depois enviados para centros regionais de recolha de dados cobertos – por sua vez – por sistemas convencionais de backup de dados.

Uma outra vantagem deste Census totalmente eletrónico será o processamento dos seus dados, que será muito mais rápido porque não haverá necessidade de digitalizar dados, uma vez que estes já se encontram precisamente nesta forma.

Fonte:
http://pbahra.com/2010/08/29/brazils-smartphone-census/

Categories: Brasil, Ciência e Tecnologia | 5 comentários

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