O Brasil torna-se na 8ª potencia económica mundial

Já se esperava – e por isso mesmo, está longe de ser surpreendente – que a China se tornasse rapidamente na segunda economia do mundo. E isso sucedeu, de facto, em agosto de 2010.

Ao ascender a esta posição, o gigante asiático ultrapassou o Japão, país que está estagnado desde meados da década de 90 e que está imerso na maior dívida pública do mundo desenvolvido e que tem o seu futuro seriamente comprometido por uma população muito envelhecida e uma escassa juventude com uma fraca ética de trabalho e disciplina.

Simultaneamente, a Espanha foi também ultrapassada pelo lusófono Brasil, prova máxima do dinamismo e resiliência da economia do nosso irmão transatlântico e das dificuldades económicas de Madrid, a braços com uma serie crise da Dívida Soberana e com uma economia hiperdependente do caprichoso e sobrevalorizado setor imobiliário.

O Brasil, contudo, não conseguiu furtar-se completamente aos efeitos da Recessão global, tendo a sua economia registado um recuo da produção da sua indústria de 21% nos últimos 3 meses de 2008, involução compensada pelo retalho e pelo aumento do poder de compra da classe média, o que é inédito e contraria a (justa) opinião geral sobre o Brasil como país sem classe média, assolado por um gigantesco fosso entre muito ricos e muito pobres. Agora, finalmente, devido às políticas de Fernando Henrique Cardoso, continuadas e expandidas por Lula da Silva, começa a existir aquele que tem sido no Ocidente o verdadeiro esteio da Democracia e da Cidadania: uma Classe Média consciente e informada, dando assim o Brasil um passo decisivo para o abandono do terceiromundismo onde já não deve ser – justamente – encaixado.

O Brasil beneficia igualmente de uma ferramenta de qual uso Portugal – estupidamente – abdicou: o euro. Com efeito, a solidez e resistência das exportações brasileiras não têm que vencer uma moeda hipervalorizada por políticas cegas monetaristas de qualquer Banco Central dominado por Berlim e pelos seus lacaios (de Fujão Barroso a InConstâncio). Pelo contrário, o Brasil pode desvalorizar o Real, reforçar assim a competitividade das suas exportações e esperar para os próximos anos crescimentos do PIB que deverão oscilar entre os 7 e os 11%… Dito isto, pergunto: O que podemos nós, portugueses, aprender com a força da economia brasileira?

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=439635

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Categories: Brasil, Economia, Lusofonia | 37 comentários

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37 thoughts on “O Brasil torna-se na 8ª potencia económica mundial

  1. Juca

    Existem alguns entraves para o crescimento mais acelerado do Brasil. A dívida interna (coisa q não tem citada por postulantes às eleições do próximo 3 de outubro), gargalos de infra-estrutura de ferrovias, portos e aeroportos, a carga excessiva de impostos sobre a produção e a burocracia. Mas o desenvolvimento social tem dado passos largos, o Estado tem sido mais ativo e – como diria Delfim Neto – o bolo cresce. Após muito tempo de inércia governamental, o Brasil começa a ter projetos de desenvolvimento e ambições do seu porte. Mas é tudo ainda personalizado na figura política de Lula, não está institucionalizado. Enquanto for assim, o desenvolvimento brasileiro no século XXI é inseguro.

  2. A dívida interna eu até ñ m,e preocupa mt, + a infraestrutura,essa causa sérios estragos na econômia, e causa danos a formação de + empregos…então td vai p o ralo,isso é uma frente p se atacar com fúria.Acabando com esses gargalos, teremos mt + empregos e > expansão da n econômia.Sds.

  3. a Irlanda também nunca teve estruturas desse género e isso não a impediu de construir uma economia sólida e credível, ainda que imersa hoje nos excessos da dívida soberana…
    Não importa investir demasiado em infraestruturas (como fez Portugal) se deixamos morrer toda a economia a montante!

  4. Odin

    A história é cíclica. Quando houve a quebra das bolsas de valores de Nova Iorque, em 1929, o Brasil era quase só um grande exportador de café. A partir de 1930 houve a “revolução industrial” brasileira. Após a 2ª Guerra Mundial até o começo do regime militar, houve outra grande expansão. E houve um “milagre econômico” entre 1969 e 1973. O problema foi a década de 80 e a primeira metade da década de 90, quando o Brasil e a América Latina simplesmente pararam no tempo. Se o Brasil tivesse tido crescimento econômico contínuo, quem sabe, hoje já não seria um país muito mais próximo de se tornar primeiro mundo?
    O Brasil necessita obviamente de uma imensa classe média e uma classe baixa muito reduzida. Porque um alto poder de consumo vai fazer o Brasil ter mais influência global. Eu sou favorável a que a natalidade seja controlada, e uma política rígida de distribuição de renda para os mais de 190 milhões de brasileiros. É claro que, investimentos em ferrovias, portos, aeroportos são indispensáveis. Mas o Brasil necessita encaixar toda a sociedade no mercado, pôr a população para produzir e ter poder aquisitivo mais alto. Agora, nem tudo o Governo Federal dá conta de resolver, por isso o pacto federativo tem que ser reformado, descentralizar mais as atribuições. É necessário reforma política/eleitoral, reforma tributária, reforma judiciária e policial, reformas no código penal e código processual penal…

  5. Odin

    “Dito isto, pergunto: O que podemos nós, portugueses, aprender com a força da economia brasileira?”
    >Re:Pouco. Porque são realidades completamente distintas. O Brasil tem diversidade climática no território, é muito grande. É difícil de ser administrado. E é uma sociedade muito “elitista”, quase um sistema de castas. E a população é muito grande e é heterogênea também.

    Já Portugal é pequeno em extensão territorial (embora tenha uma alma grande), tem uma população muito menor, homogênea, não é tão diversificado em termos de clima, é mais fácil de administrar e manter alto o padrão de renda da população. Tem muitos emigrantes noutros países que podem enviar dinheiro aos seus familiares além dos recursos da União Européia. Eu acho que a questão é como gerir os recursos que entram no país. Ao contrário do Brasil, que necessita controlar o crescimento da população daqui, desestimular os excessos de natalidade, Portugal tem que fazer quase o oposto. Deve estimular os casais portugueses, principalmente os casais jovens, a terem mais filhos, ampliar mais a população jovem para garantir o futuro da nação (se bem que a Irlanda tinha no século XIX aproximadamente 8.000.000 e hoje tem aproximadamente 4.000.000 de habitantes, e continua a existir como nação…). E desestimular a emigração de jovens portugueses para outros países. Enfim, não faz sentido Portugal se espelhar no Brasil como modelo para o seu desenvolvimento econômico, são situações muito diferentes.

  6. Luiz Ely Silveira

    Nosso Brasil doura o presente e se descuida do futuro. Rodovias e ferrovias sucateadas, geração de energia na linha crítica e um batalhão de miseráveis elevados à condição de apenas pobres por meio de esmolas do governo. Por que o Governo se preocupa em conter o consumo, com o aumento das taxas de juros? Porque se o consumo aumentar, a indústria terá de produzir mais, mas não conseguirá atingir esse objetivo por causa da demanda de energia. Nossa malha rodoviária mais parece uma colcha de retalhos, incapaz de dar vazão à produção de forma eficaz. O sistema ferroviário continua como sempre, entregue às moscas. Novos postos de trabalho para a mão de obra não especializada ou a qualificação dela, não acontecem. Preferem-se as esmolas.
    Enfim, comportamo-nos como uma casa de miseráveis, bem pintada por fora, com a grama aparada e a calçada varrida.

  7. joão dias

    São tomé e princepe , este pequeno pais de lingua oficial Portuguesa prepara-se para mudar a sua realidade socio/economica , será uma nova Angola ?

    http://www.radiolatina.lu/index.php?option=com_content&view=article&id=11034:petroleo-e-novo-governo-sao-nova-oportunidade-para-sao-tome-human-rights-watch-&catid=15&Itemid=8

  8. Daniel de Souza Telles

    A culpa da economia ter estado desgraçada na década de 80 e 90 cai principalmente no ultra fracassado milagre econômico do Governo Geisel.

  9. Xpto

    Eu bem sei que o senhor é pró-lusofonia e anti-europeísta (até deve sonhar constantemente com o V Império) mas o seu argumento é simplesmente demagógico.
    Brasil tem uma população cerca de 190 milhões de habitantes (é o 5º com mais população do mundo), enquanto Espanha só possui 46 milhões de habitantes. Esta a comparar a beira da estrada com a estrada da Beira. Deve sim comparar rendimento per capita e índices de desenvolvimento humano, e nesses campos até Portugal está muito acima do Brasil. O Produto Interno Bruto não é indicador de qualidade de vida e poder de compra, veja-se o caso de Luxemburgo, que apesar de estar quase em 68º lugar no mundo em P.I.B., está em 2º no rendimento per capita. Aliás, se a U.E. fosse um estado, era a maior economia do mundo.
    Não meu caro, Brasil não é exemplo para Portugal. Se queremos bons exemplos económicos, temos muitos na Europa, principalmente a Alemanha, que apesar de ter menos de metade da população do Brasil é a 3ª maior economia do mundo e o 2º maior exportador do mundo (até há pouco tempo era o maior, tendo sido ultrapassado pela China, mas com 1300 milhões de habitantes), com diversas multinacionais de topo.
    Só um aparte: o crescimento económico de Portugal dos finais de 80, princípios de 90 deve-se em grande parte à adesão de Portugal à comunidade Europeia (esse grande Satã) e aos fundos estruturais. E ter uma moeda forte como Euro é preferível do que ter o escudo, que não contava nada nas transacções comerciais com outros países (só com dólares é que se podia importar produtos). Desvalorizar a moeda é uma ferramenta que pode facilitar as exportações, mas dificulta as importações. Se se pretende um desenvolvimento sustentado, não é com desvalorização da moeda que se vai lá.

    • Lusitan

      Obrigado XPTO…
      Poupaste-me o tempo de escrever uma resposta de 30 mins. Obrigado por falares nos indices de desenvolvimento humano aos quais nunca ninguém dá valor mas que são o verdadeiro espelho da riqueza de uma nação.
      No entanto não desvalorizo o salto quantitativo e qualitativo que está a ser dado no Brasil, apesar de a riqueza brasileira ficar sempre nas mãos dos mesmos 5% da população.

    • Luís

      “o crescimento económico de Portugal dos finais de 80, princípios de 90 deve-se em grande parte à adesão de Portugal à comunidade Europeia” pois é….com dinheiro vindo de fora não é difícil crescer assim….comparo esse crescimento a pura e simplesmente uma maquilhagem. Fez-se muitas infraestruturas com subsídios da UE, mas os problemas estruturais e económicos continuaram os mesmos. Quis fazer-se de Portugal parecer um país rico….

      Agricultura…Pesca…vade retro !, isso é retrógado….serviços, banca, seguros, importações…isso é ser europeu e progressista.

      Nunca tivemos tão dependentes de bens alimentares como atualmente. Algo que não era tanto antes da adesão.

      Bem governados e com um povo empreendedor podemos ser desenvolvidos tendo a NOSSA moeda, o escudo, podemos ser desenvolvidos fora da UE, como é a Suíça ou a Noruega, podemos ser desenvolvidos seguindo o nosso próprio caminho rumo à lusofonia, essa sim uma verdadeira União.

      A UE para Portugal é um embuste.

      • Otus scops

        é masi forte do que eu… 😀
        aos comentários injustos (meramente baseados em paixões) e globalmente falsos (reveladores de desconhecimento ou de … outras coisas) sobre a UE respondo com o que mais gosto, música da minha juventude, mas perfeitamente actual e indicada para o Luís:

        Lena D’Água
        Demagogia – Lyrics Letra

        Dão nas vistas em qualquer lugar
        Jogando com as palavras como ninguém
        Sabem como hão-de contornar
        As mais directas perguntas

        Aproveitam todo o espaço
        Que lhes oferecem na rádio e nos jornais
        E falam com desembaraço
        Como se fossem formados em falar demais

        Demagogia feita à maneira
        É como queijo numa ratoeira

        P’ra levar a água ao seu moinho
        Têm nas mãos uma lata descomunal
        Prometem muito pão e vinho
        Quando abre a caça eleitoral

        Desde que se vêem no poleiro
        São atacados de amnésia total
        Desde o último até ao primeiro
        Vão-se curar em banquetes, numa social

        Demagogia feita à maneira
        É como queijo numa ratoeira

        • Luís

          Olá Scops

          Meu adversário de opinião de estimação, rsrs

          Adoro essa música !

          Pois é…não consigo estar calado sobre esse endeusamento,sacro santo à UE. É assim tão tabu por em causa a presença de Portugal na UE ? Não é permitido em equacionar alternativas a esta ? meu deus !!!

          um abraço

          • Otus scops

            Luís

            claro que é permitido equacionar alternativas para Portugal, diria até, é desejável!
            mas discordo da saída da UE, como já disse por várias vezes, acho que a complementaridade é o ideal, UE + CPLP.
            mas o que me trás aqui não é a visão sectária e radical, são a síntese leviana que leva a concluir falsidades sobre a UE. cada um pode ter a sua opinião mas termos como base de decisão a demagogia é um caminho perigoso. cada um sabe de si.
            retribuo o abraço a dobrar.
            😉

            • Luís

              Otus

              Não é demagogia, houve e continua havendo uma série situações decididas na UE e pela sua própria natureza da organização, não servem os interesses de Portugal, nem pouco mais ou menos. Já esgrimimos argumentos pró e contra, e não quero saturar-me mais, em escrever longuíssimos comentários, debatendo ponto por ponto, logo escrevo o mais espremido e superficial possível.

              Tb defendo essa complementaridade, mas defendo mais empenho do nosso país na CPLP (criar e desenvolver uma união daí resultante) do que na UE. Em suma, trocar o nosso grau de envolvimento entre estas duas organizações (o Otus defende talvez contrário), ou então a saída da UE, o que não quer dizer um corte radical, mas sim uma parceria estratégica.

              este é meu ponto de vista

              um abraço

    • Otus scops

      XPTO

      não podia deixar passar a qualidade da análise sem a elogiar. está muito bem fundamentado, sintético, directo e verdadeiro. gostei muito.
      realmente não se pode comparar o Brasil e Portugal (ou até outros países), tem problemas diferentes logo as soluções também serão diferentes.
      no entanto assinalo o notável crescimento económico do Brasil, é um facto que me deixa muito feliz e que Portugal pode beneficiar com este facto. queria dizer também que além de crescer o Brasil reduziu a maior chaga da sua sociedade: a pobreza extrema! logo tornou-se menos desigual, coisa que parecia endémica sem solução. quando assim é o futuro só pode ser risonho.
      penso que há exemplos que podem ser aproveitados por Portugal, enquanto eles reduzem as desigualdades nós estamos a aumentá-las, enquanto eles mantém um sector económico-industrial nas mãos do estado nós estamos a entregar os monopólios naturais da economia (últimas jóias da coroa) aos privados, enquanto eles apostam num modelo económico ultra diversificado (desde a agricultura até à indústria aeroespacial) nós apostamos… em quê mesmo???
      parabéns “Brásiúúú”
      🙂

      • nem tudo é comparável, claro.
        mas há duas coisas de fundamentais a reter, aqui:
        1. pagamento da divida, não o seu crescimento contínuo, até ao estouro final. Não compreendo por exemplo, porque é que se continua a emitir nova dívida e a pagar juros com novos endividamentos
        2. moratória: perante tal volume de envididamento chegou a altura de aplicar uma moratória ou fazer o que Espanha fez sete (7) vezes no século XIX: declarar a Bancarrota.

      • Otus scops

        CP

        quem tem dívidas deve pagá-las. mas os credores não podem sufocar os devedores de maneira a que estes fiquem sufocados e não as possam honrar.
        o nosso actual ministro das finanças, Teixeira dos Bancos, practicamente destruiu os certificados de aforro, prefere pedir empréstimos ao estrangeiro a juros muito superiores (rating agency rules…) em vez de apostar nos aforradores nacionais.

  10. Viriato Hermenico

    Prezado Clavis Prophetarum,

    “dando assim o Brasil um passo decisivo para o abandono do terceiromundismo onde já não deve ser – justamente – encaixado.”

    Com sentimento de revolta e tristeza, um Requiem para a pátria amada Brasil
    http://www.youtube.com/watch?v=0Gx-N-kdIXk

    Primeiro, os humoristas foram censurados, proibidos de fazerem humor com os candidatos.
    Mas isso aqui já é demais para tolerar!

    O humorista Tiririca, a funkeira Tati Quebra Barraco serem candidatos a Deputado, já é blasfêmia. É muita falta de respeito! Agora estou começando a ser compreensivo aos saudosistas do Regime Militar. É simplesmente revoltante a tamanha falta de respeito! Um país praticamente doente por dentro à muito, muito tempo, transbordando de problemas para serem resolvidos, pessoas usam da boa oportunidade que a Democracia concede para fazer palhaçadas?! Se ao menos o Tiririca e a funkeira lá forem eleitos, eu vou embora ou para o Chile.

    Sabe quando o Brasil vai ser exemplo para algum outro país?
    -No dia em que não existir mais um só narcotraficante, um só criminoso, uma só favela em qualquer das cidades brasileiras;
    -No dia em que o desmatamento da Amazônia e demais florestas cessar e começarem o reflorestamento delas;
    -No dia em que houver pleno trabalho, mas todas as pessoas trabalhando mesmo, produzindo, e não somente “empregados” e sem produzir nada. Ou pelo menos profissionais autônomos então, desde que produzam;
    – No dia em que não tiver uma só criança em idade escolar fora da escola, fazendo coisas erradas nas ruas;
    -No dia em que só houver pessoas sérias e comprometidas com o país no Congresso Nacional, e demais cargos políticos;
    -No dia em que o acesso ao tratamento de saúde à população estiver plenamente garantida.
    -No dia em que a infra-estrutura dos portos, aeroportos, rodovias, ferrovias… forem decentes.
    -No dia em que não tiver um só analfabeto funcional no país, todos capacitados para fazer algo.

    Sei que o Clavis Prophetarum gosta do Brasil, e por isso eu mostro a gravidade da situação que se passa aqui. Não acredito que entre Sócrates, Passos Coelhos, João Jardim… não acredito que na “malta” da Assembleia da República de vocês aí tenham as patetices que têm entre a “galera” do Congresso Nacional e Assembleias Legislativas estaduais daqui. Não acho que os vossos políticos sejam piores que os nossos não!

    • essa história da proibição é de facto muito esquisita!
      não percebo bem o que está por detrás, embora suspeite que se tratou de uma defesa atabalhoada a Dilma, que por várias razões exporia um flanco maior a comentários jocosos que qualquer outro candidato.
      mas que fica muito mal num estado de direito democrático… fica!

      quanto ao resto: são problemas seríssimos, de facto, mas que têm conhecido progressos em praticamente todos esses domínios. Permaneço otimista com a evolução meu irmão Brasil!

    • Odin

      O Ministro Carlos Ayres Brito, do Supremo Tribunal Federal, autorizou sátiras a políticos.

      http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/eleicoes-2010/19,501,3019920,Satiras-a-politicos-sao-liberadas-pelo-STF.html

    • Otus scops

      “votxi no Tiririca, pió qui tá num fica! 2222”
      😀

      e gostei da “Mulhé-mêlão”!
      😉

      o regresso aos velhos tempos do saudoso Macaco Tião
      http://desciclo.pedia.ws/wiki/Macaco_Ti%C3%A3o

      😀

      Viriato Hermenico
      “…que entre Sócrates, Passos Coelhos, João Jardim…”, já ouviste falar da Trupe do Funil???

      • Viriato Hermenico

        OS,

        Ó coruja! Tu táx a guzarii, pá? Não sabex qui é feiu guzarii im público, pá?
        Achaxti pôrreiru, pá, u qui víxti? Pur isso guzaxti? Também mi apeteci a mulheri-melão, é fíxi i gira.
        😀

        Brincadeiras à parte, não ouvi falar da Trupe do Funil. Mas sei que o Socas já soltou uma gafe ao discursar aos imigrantes em geral, disse que “contribuirão para um país mais pobre”. Não sei se foi para o João Jardim ou outro Deputado Madeirense, em 1999, que eu vi na RTP internacional, um Deputado continental disse “você está em Portugal, não está na Madeira!” E o Madeirense respondeu “já que a Madeira não é Portugal, me retiro desta Assembleia!”. Agora, as gafes do Lula e da Dilma são no mínimo, dez vezes mais cômicas, mais ridículas ainda. O Lula e o Bush (o filho, o ex-presidente dos EUA mais recente) deviam trabalhar em programas de humor, já soltaram cada uma. Você acompanhou o escândalo do “mensalão”, os discursos do Roberto Jefferson, as declarações do Severino Cavalcanti, a fúria da Heloísa Helena na CPI? Afirmam que o FHC se aposentou com 47 anos, e chamou na TV de “vagabundo” quem se aposenta com menos de 50 anos num país de pobres e miseráveis. Já ouviu os discursos do Maluf? Segundo ele mesmo, foi ele quem construiu a cidade de São Paulo, lá tudo foi ele quem fez. Ah, quer saber? Eu não voto mais em ninguém, o Brasil e boa parte do mundo é causa perdida, perdi a paciência, cansei! Estou farto de pessoas sem propósitos sérios na política. Estou cansado de demagogia, de falsas promessas, de me fazerem de palhaço. Vou votar é nulo. “Invejo” vocês Tugas por terem ao menos um candidato a Presidente que não está amarrado a partido algum. Considero o Sistema Parlamentarista o melhor já criado, porém, com a mentalidade predominante no Congresso Nacional brasileiro, Assembleias Estaduais e Câmaras Municipais, seria um completo desastre aqui no Brasil! Enfim, estou sem esperança com os políticos. Tentei assistir o debate na TV Band, não aguentei e desliguei a TV. Daqui para frente, o meu voto é nulo! (No Brasil o voto é obrigatório). Partidos Políticos são semelhantes a máfias e quadrilhas. Não confio mais em nenhum deles! O próprio Tiririca admitiu que é uma besta, ao dizer “para votar no abestado* (uma gíria lá do nordeste)”. Os outros Brasileiros, façam o que quiserem, votem em quem quiserem, não me intrometo na opinião deles, mas o meu voto é nulo daqui por diante. 😦

        • Otus scops

          olá Viriato!

          só agora é que reparei neste comentário!

          no que diz respeito à escrita do sotaque em português de Portugal parece brasileiro na mesma. nós basicamente falamos como escrevemos.
          agora os brasileiros chiam, abrem mais as vogais, na grande maioria suprimem os “rr” e os “ll” no final, entre outras diferenças. 🙂

          a Trupe do Funil é a turma do carnaval da madeira do Alberto João Jardim, esse vale por vários Tiriricas… já percebi que está bem informado sobre o mamífero que governa a Madeira tal Capitão-Donatário.

          http://www.youtube.com/watch?v=GrMkst6qeX8&feature=related (este são dez momentos, o nº 1 é realmente o melhor 😀 )

          quanto ao resto compreendo que sintas essa frustração e impotência, mas a tua atitude é exactamente a oposta, não te deves demitir de participar pois como tu haverá largos milhões de brasileiros descontentes com o estado da política e dos políticos. eu dou sempre o mesmo conselho, a melhor vitória é não permitir que os principais partidos (normalmente são só dois em todo o mundo) de poder NUNCA tenham maiorias absolutas. assim governam mas governam em “banda (mais) larga”

          p.s. – o Tiririca ganhou: já arranjaste casa em Santiago ou vais para Valparaíso??? aconselho-te Algaborro. 😀

  11. Judas

    Por enquanto Portugal não tem nada a aprender com a economia Brasileira. O Brasil é que pode aprender com Portugal, nomeadamente aprender com os erros de Portugal que já passou por essa fase de crescimento económico rápido, para não cometer os mesmos e não correr o risco de chegar ao estado de desenvolvimento de Portugal numa situação tão ou mais comprometedora do futuro. Um adulto que estagnou no crescimento intelectual não tem nada a aprender com um adolescente que cresce e aprende rápido. A receita de um não se aplica ao outro.

    • E até pode ser, só esoero q em 2012 sejamos a 5 econômia do planeta e q eu recebe parte desse bolo,e ñ bolo, na partilha,e q o 5% da população vampiresca BRASUCA cresça comigo e outros milhões. Sds.

  12. joão dias

    Portugal tem uma realidade bem diferente da do Brasil , foi hoje publicada uma noticia que mostra as preocupações da banca internacional para com o nosso pais , dizem que o risco de Portugal entrar em bancarota daqui a 5 anos é enorme :

    http://aeiou.expresso.pt/risco-de-default-portugal-sobe-para-9-lugar=f600631

  13. Lusitan

    Portugal é como aqueles carochos que vivem na nossa rua a vida inteira e que nunca morre. Aquele homem que já teve uma boa vida antes de se meter na droga. Aquele toxicodependente que nos lembramos de ver toda a vida a pedir esmola e a arrumar carros à porta de nossa casa, que já não tem dentes, tosse sangue, mas que nunca vai morrer. As pessoas do bairro vão mudando, mas o raio do drogado não morre de maneira nenhuma. Portugal é assim mesmo. Sempre na penúria, sempre à beira da bancarrota, quando tem um pouco de dinheiro gasta ao desbarato numa qualquer droga reles, mas cá vai sobrevivendo enquanto os Impérios poderosos vêm e vão, nós cá nos vamos safando… Já foi grande outrora, mas as nossas elites conseguiram sempre desbaratar aquilo que de bom os portugueses conseguiram fazer.

    • Otus scops

      Lusitan

      este texto só tem valor (e bom) a partir da palavra Portugal. até aí é escabroso…
      já vi aqui outros registos seus bem mais positivos em termos qualitativos.

      • Lusitan

        Eu sei que a imagem não é a mais bonita, isto é, comparar Portugal a um toxicodependente. No entanto a imagem apenas serve para enfatizar a resiliência do povo português, que, apesar de largos períodos da sua história de péssimas lideranças, sempre conseguiu sobreviver e manter vivo o espirito da nossa nacionalidade. E apesar de sermos pequenos e pobres (muitas vezes quase na bancarrota por isso hoje nem estranhamos essa palavra), estamos aqui há mais de 800 anos, enquanto impérios mais poderosos se esfumaram como o mar na areia da História. Há quanto tempo anda o mundo a preconizar a nossa morte enquanto país? Mas nós nunca desistimos, estamos apenas à espera que alguém invente uma metadona política para nos permitir sair desta cocaína em que se tornou a nossa Assembleia da República e essa heroína em que se tornou o sistema partidário e da maconha que é o nosso sistema judicial.

      • rui martins

        Portugal é como um carocho que nunca mais morre ??!!!!
        AHAHAAHAHAHAHAHHAAH
        AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
        AAHAHAHAHAHHAAHAHAHAH

        Lindo , adorei esta comparação , simplesmente fabuloso , nem os nossos melhores humoristas se lembravam de tal coisa , só te esqueceste de acrescentar uma pequena coisa , não referiste aqui que os deputados da nossa Assembleia da Republica são os Dileres , são eles que andam a vender o ” produto ” estragado a portugal e aos portugueses !!!

        eheehh
        lindo.

        • Lusitan

          Eles não são os dealers… são a droga!!! Se bem que certos juristas e politicos andam com umas amizades esquisitas com um ou outro traficante…

  14. Brasileira Sim

    Quanto a nova onda de crescimento brasileiro novos índices vão se confirmando.
    Isto faz a gente se orgulhar:

    http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/11/05/governo-lula-melhora-idh-brasil-foi-o-que-mais-melhorou/

    Porem, crescimento e desenvovimento socio econômico não agrada a todos!
    Agora mesmo, no período pre e pós eleições muita coisa “mal cheirosa” apareceu, pegando carona numa campanha suja, sórdida em que foram usados temas polêmicos como religião e sexualidade, acordaram movimentos separatistas xenófobos e racistas q estavam adormecidos. Preconceitos vem à tona e isso é preocupante:

    http://www.cartacapital.com.br/politica/o-brasil-azul-vermelho-as-cores-do-preconceito

    http://limpinhocheiroso.blogspot.com/2010/11/em-manifesto-na-web-jovens-paulistas.html

    Acredito que a maioria pensa como eu, queremos um Brasil uno, multiétnico, multiracial, multicultural para continuarmos a crescer. A quem interessa interromper o atual desnvolvimento
    brasileiro? Logo agora que se percebe ser o Pré-Sal ainda MAIOR q se esperava?!

    • O grande (primeiro e principal) desafio do Brasil atual chama-se:
      Distribuição da Riqueza.
      Isso pode ser feito pela via fiscal-subsídios, com riscos tremendos (veja-se o caso Venezuelano)
      ou de uma forma mais saudável e duradoura que é promovendo o Emprego, com politicas fiscais de incentivo e promoção do auto-emprego.
      Pessoalmente, defendo cada ver mais a segunda vertente… por descrer da primeira, e pelo pouco sucesso que tem dado na Europa, estando aliás na base dos presentes desequilíbrios orçamentais.

  15. Douglas Martins Costa

    Bom nada a Ver como território, O Brasil é gigante pela própria naturexa sim, mais temos como exemplo A Alemanha, se duvidar é do tamanho do estado de São Paulo( centro econômico do país, e sexta cidade mais rica do mundo), então é um país pequeno mais és grande econômicamente pela sua dministração, pela sua infraestrutura, pela tecnologia…Hoje podemos perceber o que estar mais revolucionando no mundo hoje é a enovação e tecnologia, atravéz disso países como India, China e até mesmo Brasil estou se destacando em senário mundial.
    Bom podemos dizer que a infraestrutura brasileira ainda não é a desejar, mais temos muito mais do que países ja desenvolvidos, só não temos o suficiente para atender toda a demanda no exterior e no mercado interno. Mais acredite as providências ja foram tomadas, e não estão só em papel, ja está em plena obra para que isso tudo possa esta sendo entregue para que a economia possa esta crescendfo cada vez mais, ano que vem o FMI prever que o Brasil ja sejá uma potência mundial, 7º maior economia do mundo. E sobre a classe média, se vocês ainda não lerão, mais do que a metade da população ja faz parte da clásse média…Por exemplo eu, Minha familia era muito pobre, pobre mesmo..Até não ter o que comer…Isso tudo foi mudado tão radicalmente que até os brasileiros se surpreende.. Eu estudo Administração empresárial com economia, em faculdade particular ela custa 2 salarios minimos, Hoje temos casa própria e muito bem equipada, temos dois carros, ja fizemos varias viagens enclusive em portugal mais meu país prediléto e a Alemanha capital Berlim, Ja estudei la.. A minha hoje esta possuindo uma fabrica de costura, antes era nada mais do que uma máquina, agora ela 70, e só tem a crescer a cada dia.. O triste que falta mão de obra no mercado.. Pior mão de obra especializada…Estudos ja mostram que o brasil em cinco anos alcançará massa educacional.. E sim entrar definitivamente para países desenvolvidos..
    Bom deixo um pouco sobre o conhecimento e crescimento de meu país, sou Brasileiro de familia portuguesa, sou carioca do Rio de janeiro e amo está cidade maravilhosa…
    Abração portugal torço pela vitória deste povo..
    Brasil rumo a desenvolvimento total, e não importa os ultrapassados… Como Brasil saiu da crise muito antes que grande economias que estão la até hoje e parece que não saira de la tão cedo nós iremos crescendo..

    • Odin

      “Bom nada a Ver como território, O Brasil é gigante pela própria naturexa sim, mais temos como exemplo A Alemanha, se duvidar é do tamanho do estado de São Paulo( centro econômico do país, e sexta cidade mais rica do mundo), então é um país pequeno mais és grande econômicamente pela sua dministração, pela sua infraestrutura, pela tecnologia…”
      >Como diz um ditado no Brasil, ‘tamanho não é documento’.
      Na teoria, um país de grande extensão territorial tem mais vantagens porque é mais rico em matérias primas, recursos naturais e, teoricamente, mais condições para maior expansão econômica.
      Mas na prática, tamanho parece não influir na prosperidade sócio-econômica de um país. Países gigantes como Estados Unidos e Canadá são potências mundiais ao lado de países pequenos como Japão, Alemanha, França e Reino Unido. Tanto países gigantes como Canadá e Austrália quanto países pequeninos como Suíça, Holanda, Bélgica, Luxemburgo e Dinamarca têm IDH e Renda per Capta elevados. Tamanho de país, extensão territorial, não influi quanto o país ser desenvolvido ou subdesenvolvido. Apesar de que, tanto nos Estados Unidos quanto no Canadá e na Austrália, há um Federalismo de verdade. Os estados e as províncias têm autonomia mesmo. No Brasil, é de enfeite. Se os estados fossem mais autônomos, o povo teria mais condições de regular melhor o que seus governantes fazem. Ou então, os municípios fossem mais autônomos. O Governo Federal querer ser responsável sozinho por um país do tamanho do Brasil, com certeza, vai ser mais difícil desenvolver o país.
      “mais meu país prediléto e a Alemanha capital Berlim, Ja estudei la…”
      >Segundo Warren J. Keegan, o verdadeiro segredo do sucesso econômico da Alemanha e do Japão é o fato/facto de seus líderes e encarregados de traçar políticas focalizarem a economia e os mercados mundiais. Eu mesmo acrescento que os alemães são amantes da investigação científica, tal como franceses, ingleses, americanos… até os russos. O Brasil forma cientistas bons, têm poucas universidades excelentes, mas dá muito pouco apoio aos cientistas. As empresas brasileiras não dão tanto apoio a um pesquisador, um cientista como as empresas japonesas, chinesas, coreanas, israelitas, européias e americanas dão. Consequência… os cientistas brasileiros vão embora daqui. Talvez agora isso esteja mudando.

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