Daily Archives: 2010/08/22

Do decréscimo da produção agrícola portuguesa

As guerras do futuro não serão as guerras do petróleo de hoje, mas guerras de alimentos. A aparição de fontes de energia renovável irá multiplicar-se nas próximas décadas e os países que conseguirem exportar mais alimentos serão cada vez mais importantes na cena diplomática internacional, como, de resto, acontece cada vez mais com o nosso irmão lusófono, o Brasil.

Neste contexto, a notícia do continuado declínio da produção cerealífera portuguesa é trágica. Quando devíamos estar a aumentar a produção eis que a produção nacional de cereais de Outono-Inverno foi uma das “mais baixas das últimas décadas” tendo descido um quinto em relação a 2010.

Esta queda de produção resulta da redução das áreas semeadas e de uma quebra notavel de produtividade. As causas para esta redução são climáticas e são idênticas à quebra na produção de outros produtos agrícolas como a batata ou o tomate.

Ainda que possam haver explicações de ordem climática – e logo conjunturais – para explicar este decréscimo, existe também uma sério e continuado desinvestimento no mundo rural que para além de qualquer situação climática transitória explica esta redução na produção agrícola. Desde o tempo do primeiro governo Cavaco Silva, que se assumiu como orientação estratégica dominante a transformação da economia portuguesa de uma economia produtiva, com um setor de indústria ligeira e agrícola muito forte, numa “economia de serviços” onde predominava o Turismo e o setor Financeiro. Em nome desta estratégia suicidária destruiram-se muitas culturas, abateram muitos barcos à frota pesqueira e encerraram-se muitas fábricas. Rapidamente, esta baixa de produção foi “compensada” por importações de Espanha, para grande gáudio dos nossos “vizinhos” que assim justificaram o desvio da água dos nossos rios para alimentarem a sua culturas de regadio que produziam para o nosso mercado, com a água que nos roubavam. Portugal, entretanto construia balcões de Bancos em cada rua (tendo por vezes mais que uma filial do mesmo banco na mesma rua), construía as famosas “auto-estradas do cavaquismo” para que os espanhóis pudessem colocar nos hipermercados os seus produtos a preços capazes de destruir muitas explorações agrícolas nacionais e autorizava a construção desregada de hotéis em praticamente todos os locais onde esta era requerida.

Este é o país onde queremos viver e que queremos legar aos nossos filhos? Um país “de serviços”, desertificado no seu interior, desprovido de produção agrícola ou pesqueira e totalmente dependente de importações, enquanto o crescimento do défice comercial o permitir? Queremos um país dependente ou independente? Se queremos ser algo mais do que uma mera dependência de Madrid e sofrer as mesmas agruras anexionistas de que padecem os nossos irmãos galegos, então estamos na via certa. Se nao queremos, então há que regressar aos Campos e em força, contra Bruxelas e Madrid, se necessario e a favor da sobrevivência das gerações futuras.

Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/producao-de-cereais-foi-das-mais-baixas-das-ultimas-decadas_1451921?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+PublicoRSS+(Publico.pt)

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Sobre a escrita das “pedras pictas”

Quando em 2001 estive na Escócia pude visitar vários locais assinalados nos mapas como “picti stones” e que marcavam a presença de pedras gravadas com desenhos produzidos pela civilização céltica dos Pictos, que se desenvolveu na Escócia entre os séculos IV e IX d.C.

Atualmente acredita-se que os símbolos que decoram profusamente as estelas pictas são uma forma de escrita, uma posição que, contudo, não é completamente isenta de polémica.

A conclusão de que as estelas pictas teriam uma forma de escrita imersa nas suas complexas decorações resulta dos trabalhos da equipa do professor Rob Lee da Universidade de Exeter (Reino Unido) que estudou mais de 200 estelas aplicando nelas métodos matemáticos que permitiram identificar padrões graficos dos símbolos nelas representados.

Essencialmente, a equipa de Rob Lee identificou uma serie de simbolos que estatisticamente surgiam em estranha sequencia, um fenomeno comum em qualquer escrita de qualquer língua do mundo.

Recentemente, um paleolinguista francês, o professor Arnaud Fournet, veio, contudo rebater a conclusao da equipa de Rob Lee. Para o francês, ao examinarem as estelas como se estas contivessem “símbolos lineares” e aplicando de seguida as regras da escrita aos mesmos poderiam ter-se produzido resultados pouco fiáveis. A transformação de símbolos com uma distribuição bi-dimensional numa sequência uni-dimensional poderia criar erros. Sem negar que possa existir uma escrita nas pedras pictas, Arnaud, critica o método usado para a encontrar. Lee responde afirmando ter estudos ainda não publicados que confirmam as suas conclusões divulgadas pela primeira vez ao mundo em abril de 2010 e que nunca disse que as estelas continham uma representação total da língua dos pictos, acreditando que, pelo contrário, se baseiam em nomes significantes e em antropónimos, o que explica a fraca diversidade do vocabulario identificado nos seus trabalhos.

Fonte:
http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-10924743

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O Presidente da República tem que ser – acima de tudo – um garante dos princípios éticos e morais em nome dos quais foi eleito

Fernando Nobre (http://www.ionline.pt)

Fernando Nobre (http://www.ionline.pt)

O Presidente da República tem que ser – acima de tudo – um garante dos princípios éticos e morais em nome dos quais foi eleito. Quando Cavaco Silva decidiu colocar à frente destes princípios aquilo que interpretou pessoalmente como o “interesse económico” do país aquando da promulgação do “casamento gay” (com o qual incidentemente, até concordo) demonstrou que está tão obcecado com a sua reeleição que coloca acima dos seus princípios a sua sede de poder – numa hipótese – ou que, noutra, que acha que o economicismo está acima de qualquer coerência.

Contra este Presidente teremos em janeiro de 2011 um candidato como Fernando Nobre que tem pergaminhos éticos e morais que ninguém se atreve a atacar e que nunca colocou nem colocará esses princípios atrás de qualquer interesse conjuntural. Porque se um Presidente não pode exercer a sua função em coerência com os seus princípios, então não deve ser presidente.

www.fernandonobre.org

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