Daily Archives: 2010/08/08

Do Flop do Finreg ou “Pacote de Regulação Financeira” de Obama

Obama lançou recentemente grandes vagas de euforia sobre o seu “pacote de regulação financeira” alegando ser a maior revolução na tão precisada regulação do sistema financeiro realizada nos últimos anos, nos EUA. Até que poderá ser, mas a maior partes dos analistas concordam em que a escala da mudança foi reduzida e que – como no pacote de Saúde – as alterações foram reduzidas e que todo o pacote legislativo sofreu com o excessivo desejo pelo “compromisso” que carateriza Obama.

Em primeiro lugar, o Pacote só vai entrar realmente em vigor em… 2022! O Pacote Finreg (como é conhecido nos EUA) incluí uma série de omissões e lacunas que os Financeiros já estão a estudar e que irão usar a seu favor para garantirem que nada de substancial na sua conduta será, de facto, alterado.

1. Os emissores dos títulos continuam a pagar às agências de Rating, corrompendo a imparcialidade do sistema e mantendo a fonte das sobre-avaliações do passado recente.
2. Os tão turvos como perniciosos Derivados permanecem sem alterações dignas de registo. Sobretudo, os Derivados permanecem tão opacos como antes e recordemo-nos de que foi precisamente a falta de transparência destes produtos financeiros que esteve na mais imediata causa da Recessão que ainda hoje assola o globo…
3. O pacote cria a nova “Agência para o Consumidor Financeiro”, mas coloca-a na dependência do FED, que, como sabemos não é verdadeiramente um “banco central” (como na Europa) mas mais uma aliança de grandes Bancos.
4. Não é estabelecido o montante máximo de dívida que um Banco de Investimento pode usar numa operação de negociação.
5. Não termina com o perigoso esquema de compensações aos altos quadros bancários por gerarem operações e não resultados. Se a operação (para a qual receberam prémios chorudos) correr mal, em última instância que paga o erro são os contribuintes
6. Nada faz para obstar à aparição de novos Bancos pela fusão dos já existentes nem para dividir aqueles que sendo já demasiado grandes são “grandes demais para falir” e que têm – pela sua escala – de ser salvos com dinheiros públicos de forma a não arrastarem na sua queda toda a demais economia.
7. Os Banqueiros do FED recebem ainda mais poder do que aquele que tinham em 2008… e que usaram tão mal. É que sendo o FED uma associação de grandes Bancos, agora com este pacote, o FED pode “regular” competidores, isto é, todos os Bancos que (médios ou pequenos) não fazem parte deste clube, criando condições de concorrência desleal e levando a prazo a uma concentração ainda maior do sistema financeiro.
8. Os Bancos continuam a poder manter grandes operações no setor especulativo… o regresso ao rigor da Lei Glass-Steagall dos anos 1930 e que foi completamente desmantelada entre Reagan e Clinton, e que era desejada por muitos especialistas como forma de devolver robustez ao sistema, simplesmente não aconteceu…
9. Não foi determinado nenhum limite para os prémios dos gestores bancários, nem uma ligação direta com o desempenho do Banco ou com o merecimento (ou não) do mesmo.
10. Embora seja criada uma entidade para regular o setor dos Seguros, a legislação de regulação continua a ser da competência dos Estados, mais permeáveis ao poder dos lobbies, e logo, nada de substancial é feito para impedir a aparição de “novas AIGs”.

Todas estas falhas do Pacote de Regulação Financeira encontram uma fonte comum nos 500 milhões de dólares que os políticos norte-americanos recebem por ano dos Lobbies das empresas financeiras. Isso e a conhecida (agora) tibieza de Obama e a sua pulsão gutérrica para perder tempo, foco e objetivos na busca de consensos que acabam por esvaziar as metas iniciais e anular os feitos que se esperavam do seu alcançamento. Foram estas as razões pela qual a Reforma da Saúde de Obama foi um Flop, satisfazendo apenas as Seguradoras e os Lobbies e agora, a Reforma Financeira aparece com um sabor semelhante: a meio copo cheio.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/reforma-de-wall-street-soube-a-pouco=f597124

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O Canadá vai comprar 65 Lockheed Martin F-35 Lightning II

Após algumas hesitações, o Canadá acabou por optar adquirir 65 aviões Lockheed Martin F-35 Lightning II para substituir a sua frota de aparelhos CF-18. No total, este país da América do Norte deverá gastar mais de 6.6 biliões de euros neste investimento no projeto “Joint Strike Fighter” (JSF) onde o país tinha já aplicado 168 milhões de dólares.

A opção canadiana pelo F-35 é assim natural e expectável: não só o Canadá é membro do consórcio internacional JSF desde o primeiro momento, como existem já 87 empresas canadianas com contratos assinados para construírem partes do avião.

Como está a suceder um pouco por todo o Ocidente a substituição do CF-18 vai implicar uma redução da capacidade operacional com a substituição dos 80 aviões deste tipo por apenas 65 F-35s.

Os primeiros aviões deverão ser começar a ser entregues a partir de 2016 e apesar do seu número ser claramente inferior aos dos aparelhos que virão substituir (como de resto está a suceder por todo o mundo) o facto dos F-35 virem a serem parcialmente construídos no Canadá dará a este país Emprego qualificado durante pelo menos 5 anos e devolverá à Força Aérea deste país da América do Norte o nível de operacionalidade que possuía na década de oitenta.

Fonte:
http://www.defpro.com/daily/details/617/

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