Fernando Nobre: “os pagamentos a governos devem ser reduzidos, se a nação não quiser ir à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública”

28 de Julho de 2010 - Apresentação de João Ermida como Mandatário Nacional de Fernando Nobre.

28 de Julho de 2010 - Apresentação de João Ermida como Mandatário Nacional de Fernando Nobre

Embora as televisões tenham aplicado um Silenciamento criminoso a praticamente todos os mais importantes atos da Campanha Presidencial do Dr. Fernando Nobre, a verdade é que a Imprensa tem cumprido de forma muito mais imparcial a sua missão de informar o público. Isto mesmo aconteceu com o jantar no Mercado da Ribeira que reuniu mais de 500 apoiantes (Alegre ainda não logrou reunir mais que 120) e, mais recentemente, com o anúncio do seu mandatário nacional, João Ermida: nenhuma reportagem televisiva cobriu este importante evento da campanha presidencial… o Sistema (e os seus candidatos) estão claramente a jogar à defesa.

O economista João Ermida é, nas palavras de Nobre “a simbiose perfeita entre humanismo e economia”, um “profundo conhecedor do mundo financeiro” e um “homem solidário” capaz de fazer “a simbiose perfeita entre humanismo e economia”.

No discurso de apresentação do seu mandatário nacional, Fernando Nobre reforçou a ideia central da sua campanha de que a sua candidatura era isenta, da cidadania e desligada da influência dos partidos.

Este mandatário nacional é uma escolha muito judiciosa porque sendo um economista de renome nacional e internacional indiscutível traz à campanha um contributo fundamental para enriquecer e fortalecer a vertente económica do discurso do candidato.

Abordando precisamente essa temática de natureza económica, Fernando Nobre citou o romano Marcus Tullius Cícero: “o orçamento nacional deve ser equilibrado, as dívidas públicas devem ser reduzidas, a arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada” e acrescentando que “os pagamentos a governos devem ser reduzidos, se a nação não quiser ir à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública”.

Este discurso de Nobre distancia-o em certa medida de um tipo de discurso que é comum encontrar mais à Esquerda e (paradoxalmente) no… nazismo. Segundo este o desequilíbrio orçamental era um mero artificialismo virtual, sem reflexo no mundo real e que para controlar, bastaria imprimir mais “papel-moeda”. Nobre alinha aqui com aqueles que (como eu e Marco Túlio…) acreditam que o orçamento de um Estado deve ser equilibrado, em que as despesas acompanham as receitas e ataca a “voracidade fiscal” que explicou em grande medida o suposto equilíbrio das contas públicas dos primeiros anos do Socretismo e que agora, com o PEC, regressou em força, ameaçando a própria retoma e criando mais milhares de desempregados. Ao afirmar que a via Fiscal não é a solução para o desequilíbrio orçamental, Nobre sugere que a única solução é então a mais racional: a redução da Despesa… algo que o atual governo nunca fez, aumentando-a até este ano. O candidato sugere até como reduzir essa despesa… atacando na subsídiodependencia de muitos, algo que conhece bem em muitos grupos sociais, em função do seu trabalho como presidente da AMI.

Fonte:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=180178

Categories: Fernando Nobre, Política Nacional, Portugal | 13 comentários

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13 thoughts on “Fernando Nobre: “os pagamentos a governos devem ser reduzidos, se a nação não quiser ir à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública”

  1. Otus scops

    “…atacando na subsídiodependencia de muitos, algo que conhece bem em muitos grupos sociais, em função do seu trabalho como presidente da AMI.” o quê??? o Dias Loureiro e restante quadrilha do grupo SLN recorrem à AMI??? as empresas de construção civil também??? os tipos da CAP (esse pedante do Rosado Fernades é o paradigma da hipocrisia e incompetência) , dos subsídios da formação profissional (exº UGT – Torres Couto, Rui Oliveira e Costa e demais malfeitores), as famosas “parcerias” publico-privadas (saúde, estradas, infaestruturas diversas – tudo monopólios naturais), os banqueiros em geral, presidentes de câmaras municipais, etc, etc, etc, tem recorrido à AMI??? francamente ò De La Vieter…

  2. Fenix

    Senhor Otus scops que o senhor não goste do homem tudo bem.Mas que culpa tem o senhor fernado nobre e a AMI que lei dos mesenas não seija uma boa lei… Se a lei primite que pessoas “idonias” até a data das duações as possam o fazer para fugirm ao impostos…Não tera de haver uma melhor ficalisação por parte de quem de direito…Aculpa nunca é de quem recebe a culpa é de quem faz más leis ou não faz comprir.Se o senhor a exemplo dias loureiro é até a data da duaçao pessoa idonia faz duação se forem pessoas nograt não pode fazer.Mas quem atesta tal veracidade são as finanças ou a justiça. No direiro em Portugal ésse sempre inocente até ser julgado e culpado.

    • Otus scops

      sr. Fénix
      começo por enaltecer a sua enorme capacidade de tolerância ao permitir-me que não goste de Fernando Nobre. obrigado.
      quanto ao seu comentário perdoe-me as minhas limtações mas entendi o que quis dizer com o mecenato, fugas ao fisco, doações, etc.
      agradeço a igualmente a sua lição sobre a presunção de inocência, grande aquisição constitucional do 25 de Abril, condição essa que os mais ricos e poderosos em Portugal raramente perdem, durante e após os julgamentos. essa crença nas financas e nos tribunais ou é inocência ou alheamento da realidade…

      • Fenix

        O problema é que justiça não é igual para todos. Ricos e pobres devem ter e lhes dar as mesma condições no direito a serem bem defendidos em tribunal e escolherem so os melhores.Presunção de inocência essa deve continuar porque faz parte da nossa base do direito gernanico e não saxonico.Presunção de inocência não é o problema pois nos estados unidos onde o direito tem base saxonica, onde se é sempre culpado a ser inocente á muita gente pobre nas prisões inocentemente que tem o mesmo problema de não ter dinheiro para ter um bom defensor. A meu ver o liberalismo dos defensor na procura de uma maior independencia da justiça em relação ao estado levou a outro problema a desigualdade da justiça que vai contra ao direito de uma justiça igual para todos.

        • Otus scops

          Fénix
          “O problema é que justiça não é igual para todos.” esse é O PROBLEMA! temos visto ao longo das últimas décadas o desfilar de vergonhas e descaramento dos ricos e poderosos, vem para a comunicação social dizer o que querem, fazem a festa, lançam os foguetes, apanham as canas e raramente algo lhes acontece.
          à cerca de um ano, no tribunal de S.João Novo, Porto um ladrão de galinhas foi a julgamento em poucos dias, esteve em prisão preventiva, foi algemado, transportado num carro celular rodeado de guardas prisionais. este é um exemplo paradigmático da desproporção de intenções da justiça entre ricos e não ricos.
          portanto o Dias Loureiro e quejandos conseguem quase sempre fazer com que o tribunal não consiga provar a culpa mas serei sempre livre de pensar que não são inocentes.

    • Otus scops

      a frase:
      “quanto ao seu comentário perdoe-me as minhas limtações mas entendi o que quis dizer com o mecenato, fugas ao fisco, doações, etc.” está errada!

      queria dizer:
      quanto ao seu comentário perdoe-me as minhas limtações mas NÃO entendi o que quis dizer com o mecenato, fugas ao fisco, doações, etc.

  3. não era a essa (real) subsídiodependencia de alguns que se referia Nobre, Otus… Note-se bem: defendo o uso de subsídios como forma de auxílio essencial em momentos de dificuldade temporária ou permanente (incapacidade), mas repugna-me (como a muitos) ver grupos familiares inteiros usando esses benefícios para fins que não os supostos e basta ter um olhar atento sobre a nossa realidade para constatar esses abusos.
    Os subsídios sociais devem ser um auxílio em momento de aperto ou para que a Sociedade no seu todo possa garantir uma vida digna a quem não tem condições para a ter.
    Não devem ser um estímulo à inatividade e ao abuso.
    Nesse respeito, p.ex. acredito muito mais em “subsídios ativos” que promovam a criação de Emprego efetivo e de Auto-emprego do que a concessão “bruta” de dinheiro vivo.

    • Otus scops

      CP
      se não era “a essa” qual era então???
      a mim o que me repugna são duas coisas:
      a gigantesca mentira que os poderosos criaram, afastando cinicamente as atenções sobre eles, culpando cobardementer os menos responsáveis e mais fracos pela crise e do insucesso que estamos a viver colectivamente. esta gente que domina a comunicação social, os políticos do bi-partido (como muito bem designas), a incompetente e exploradora classe “empresarial” seguem a cartilha à risca “uma mentira repetida muitas vezes transforma-se em verdade”. são estes os coveiros da pátria, por acções e omissões que destroem a coesão social e não alguns que recebem míseros subsídios que são o factoe de ruptura na economia.
      a outra causa do meu repúdio é o descarado aproveitamento dos patrões com a crise, não chegou terem vivido durante muito tempo desbaratando fundos comunitários e perdido oportunidades de negócio contínuamente por laxismo e incompetência, oferecem agora como contrapartidas salários globalmente mais baixos, condições contratuais bastante mais precárias exigindo que as pessoas aceitem trabalhar por “qualquer côdea”. anda tudo louco!
      não são nem foram os miseráveis do Rendimento Social de Inserção que afundam o país. são as reformas escandalosas e imerecidas (existem tantos exemplos), desses que governaram o país (sobretudo governaram-se) que causam injustiça social e desigualdades enormes entre os cidadãos. compreendo que as classes privilegiadas estejam interessadas em lançar o anátema sobre os desempregados e benificiários de RSI pois a economia que eles criaram e deixaram está a entrar em colapso, qualquer dia nem para “eles” há dinheiro.

      a frase “As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública…” é de um cabotinismo despudorado.
      The Show Must Go On!

    • Otus scops

      “É de temer que, após uma ligeira cirurgia plástica, ou alguma banha da cobra, os mentores políticos e financeiros de todo esse descalabro, passado o susto que levou os ainda estados a socializar os prejuízos com milhões de milhões de euros, queiram recomeçar o mesmo jogo de casino, de derivados, de Offshores e de outros produtos tóxicos”

      assim é que é: http://movv.org/2010/05/22/fernando-nobre-a-banha-da-cobra-dos-financeiros/

      se os lideres não se comportam à altura das responsabilidades nada podem exigir dos seguidores: O EXEMPLO VEM DE CIMA.

  4. Fenix

    Sim,sou afavor de subsidios para quem tem limitações incapacidades.Para quem realmente é pobre mas trabalha para quem não trabalha porque não quer zero.sou afavor de reformas dignas para quem trabalhou toda a vida ou teve a infelicidade de ficar limitado ou incapacitado.sou afavor de um tecto para as reformas maximas 2000 euros e 1000 euros por incapacidade temporaria ou premanente.Não sou afavor do trabalho subsidiario as empresas pois acho isso uma falacia…

  5. Iscariotes

    É um lírico à caça do voto dos descontentes. Felizmente não vai longe.

  6. será?
    e ainda que seja: pelo menos não é viciado-em-varandas-de-alumínio que marca viagens de Estado em função dos interesses turísticos da mulher e que lê livros e jornais.

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