José Eduardo dos Santos sobre a CPLP

Não concordamos com a forma como José Eduardo dos Santos e a sua família geriram Angola nas últimas décadas. Mas quando o presidente angolano afirma que a CPLP pode “transformar-se numa força poderosa e dinâmica” acrescentando ainda que a Comunidade pode “contribuir para a paz e segurança e acelerar o crescimento e o desenvolvimento” é impossível não estar com Eduardo dos Santos… Falta agora que os países membros da Comunidade acordem em atribuir-lhe mais meios e competências, acordando em tornar uma organização mais operativa e ambiciosa e não apenas o “armazém” de diplomatas em fim de carreira, isto apesar do mérito de alguns destes, como Lauro Moreira, Prémio Lusófono de 2009.

Na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, em que a presidência da CPLP transita de Portugal para Angola, a grande promessa lusófona de África e o país que pela riqueza do seu território e pela relativamente elevada instrução da sua população mais condições tem (a par com Cabo Verde) de se tornar numa efetiva “Média Potencia” mundial.

O presidente angolano referiu também que há necessidade de existir no seio da CPLP “respeito pela diversidade, porque é aí que a CPLP encontra a base da unidade” e da força potencial demonstrada pelo interesse de adesão de países tão diversos como a Indonésia ou a Ucrânia. É também evidente que aquilo que liga os países da Comunidade é muito mais profundo do que a “simples” língua e que se prende com a Cultura dos povos, com as suas semelhanças e laços históricos do que a simples adopção de uma dada língua como “língua oficial”. Uma observação que tem que ser tida em conta para avaliar se um país que coleciona línguas “oficiais” (castelhano, francês e agora, português) tem efetivamente condições culturais e históricas para aderir à CPLP.

Fonte:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=179543

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Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: , | 3 comentários

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3 thoughts on “José Eduardo dos Santos sobre a CPLP

  1. Teseu

    Angola é um “player” na CPLP, que falta potencializar. Estes têm aproveitado muito bem a africa lusofana. Lembro os acordos das Sonangol em São Tomé. Agora querem intervir na Guiné (têm a expriência do Congo, que lhes correu muito bem).
    Portugal, Brasil e Angola, são uma tríade com larga capacidade de intervenção mundial (basta ver como podem defender os interesses mútuos nas superestruturas internacionais – Nato, CEE, União Africana ou a dos Estados Sul-Americanos – a que cada uma das nações pertence). Falta a almejada força de paz, que arrancará certamente na Guiné. Até Timor quer participar (vide ultimas declarações de Xanana)!

  2. que falta legitimizar, sobretudo! quanto melhor não seria este grande país com plena democracia e sem a galopantes corrupção que a caracteriza?
    Esse triângulo tem todas as condições para servir de farol à demais Lusofonia.
    E se houver vontade e inteligência suficiente, a crise da Guiné pode ser usada como alavanca decisiva para aprofundar a CPLP, a sua força de ação e prestígio!
    Veremos agora se as há, estando aqui Timor na clara vanguarda, ao contrário do nosso tíbio governo…

  3. Não quero assumir o papel de colocar água fria nas expectativas de ninguém. Mas as declarações de José Eduardo Santos tem tanto valor ético e moral quanto as que têm um Mugabe por exemplo.
    Claro que o homem não é destituído de inteligência, se o profere tais palavras é porque divisa na CPLP um grande potencial para os negócios da família e da “nomenklatura” do MPLA.

    Cordiais saudações a todos,

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