Sobre o envio de Força Lusófona de Manutenção de Paz no âmbito da CPLP para a Guiné-Bissau

Militares guineenses (http://www.stratfor.com)

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O país que ainda hoje atravessa a maior crise social, política e económica de toda a Lusofonia é a Guiné-Bissau. Este país está envolto numa corrupção absolutamente descontrolada. Em Bissau os militares caminham lado a lado com as máfias da droga colombianas, são pagos por elas e protegem ilhas inteiras que estas máfias utilizam e encerram o aeroporto de Bissau sempre que chegam grandes carregamentos de droga. Na Guiné Bissau, o Exército tornou-se num bando de mercenários dos barões da droga e está em fase terminal.

Na última cimeira da CPLP, em Luanda, o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, invocou a necessidade de a Comunidade contribuir para a devolução da Guiné ao Estado de Direito através do envio de uma força militar de intervenção. Em resposta, o secretário executivo da CPLP respondeu que concordava, mas que esta força só poderia ser convocada após o recebimento de um pedido explícito das autoridades guineenses.

Domingos Pereira acrescentou ainda que o envio dessa força lusófona de manutenção de paz “corresponde àquilo que vínhamos a dizer desde abril de 2009”. O problema é que na situação atual em Bissau, onde diversos grupos militares se combatem mutuamente servindo os interesses nem sempre coincidentes de diferentes máfias colombianas, não existem condições para que o Governo possa pedir à CPLP o envio de qualquer força militar. Enviar forças sem o apelo expresso de um governo da Comunidade também é eticamente complexo, a menos que haja um mandato do Conselho de Segurança ou que os países da CPLP acordem mutuamente e unanimemente que esse tipo de intervenção. Sem uma, nem outra condição a intervenção está fora de questão… a menos que alguém em Bissau tenha tanta coragem como aquela que é necessária ou que… saia do país (por exemplo, para Cabo Verde) e faça a partir daqui este apelo por uma Força Lusófona de Manutenção de Paz como aquela a cuja criação apela o MIL: Movimento Internacional Lusófono.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/cplp-envio-de-tropas-para-a-guine-bissau-esta-condicionado-a-pedido-explicito-das-autoridades-guineenses-secretario-executivo=f596719

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional | Etiquetas: , | 4 comentários

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4 thoughts on “Sobre o envio de Força Lusófona de Manutenção de Paz no âmbito da CPLP para a Guiné-Bissau

  1. Fred

    Sem dúvida nenhuma é urgente uma intervenção!

    Mas como seria legalizada e operacionalizada?

    Como o Brasil participaria? Já que, salvo engano, só realiza peacekeeping e não faz peacemaking, o que aparente ser o caso!

    uma verdadeira sinuca de bico para a CPLP!!!

    Abraço

  2. Odin

    Se eles pedirem, então é a oportunidade da CPLP mostrar que tem real utilidade.

  3. Eu acredito que a CPLP tem condições e competência para ajudar a pacificar o país e restabelecer ao menos o mínimo de um estado de direito, pelo menos um lugar onde a máfia não tenha tanta liberdade, mas para isso necessitara da cooperação do próprio governo da Guiné-Bissau e de outros países da comunidade internacional, eu acredito que a comunidade lusófona pode ajudar esse país

  4. sem dúvida. ao que parece lá acabaram por pedir (e deve ter sido bem difícil…) esperemos agora que a força tenha também um mandato e os meios adequados para poder intervir com eficácia.

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