Daily Archives: 2010/07/20

Sobre o “governo económico europeu”

Steffen Kampeter (http://www.merkur-online.de)

Steffen Kampeter (http://www.merkur-online.de)

Um dos temas que mais tem estado sobre a mesa das chancelarias europeias é a instauração (por meios não democráticos) do chamado “governo económico europeu”. Nem todos contudo – nos mais altos escalões – estão de acordo com uma medida que tem sido muito impulsionada pela ultraliberal Comissão Barroso. Mas nem todos concordam. Por exemplo, Steffen Kampeter, nada mais nada menos que o vice-ministro das Finanças alemão, declinou essa ideia defendendo em seu lugar uma consolidação financeira em todo o continente.

A Europa continua contudo na expectativa de que a bancarrota de um país da União poderia destruir a moeda única. Perante tal situação, muitos (sobretudo na Alemanha) acreditam que em tal circunstância esse país devia ser expulso do euro. É claro que tal saída teria consequências políticas tremendas para o edifício europeu e destruiria grande parte do trabalho de integração das últimas décadas. Sobretudo, demonstraria que a construção comum europeia nas suas várias vertentes, cultural, social, científica e política era afinal bem menos importante que a económica. Em suma: será o princípio do fim da União Europeia.

Embora seja altamente questionável (e alguns já o fizeram, como o prémio Nobel da economia) que a aplicação de tanta contenção orçamental num momento em que apenas se estavam a dar os primeiros sinais de recuperação da atividade económica, é certo que a Europa tem vivido acima das suas possibilidades. Embriagados por décadas de crédito barato e pelo “escudo do euro” quase todos os países europeus (e não apenas os PIIGS) viveram muito acima das suas possibilidades e agora há que inverter curso e repor o sempre saudável equilibrio entre Rendimentos e Despesas que deve presidir a qualquer governação. Para tal será inevitável reduzir alguns dos apoios sociais mais dispensáveis e desviar recursos para áreas como a promoção da inovação, a investigação científica e a Educação. Só pela via da inovação poderá a Europa inverter este rumo descendente que agora a carateriza e que já tornou economias como as do Brasil, China e Índia nas locomotivas da economia mundial? funcionando hoje já a um ritmo superior aos da recessão de 2008, enquanto os EUA ainda estão 10% abaixo desse valor e a Europa a 20%.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/sair-do-euro-nao-e-uma-opcao-politica=f586650

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Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 1 Comentário

Quids S20: Em que missão foi tirada esta fotografia?

Regras:

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Fernando Nobre: “Querem fazer-nos crer que o liberalismo selvagem é o único sistema possível”

Fernando Nobre (http://www.ionline.pt)

Fernando Nobre (http://www.ionline.pt)

“Querem fazer-nos crer que o liberalismo selvagem é o único sistema possível; que o sistema que se baseia essencialmente na especulação financeira sem rosto e de ganância pura é o único sistema possível para o futuro da Humanidade. É o deus Finança, é o novo mundo da especulação, das leis do mercado, de uma globalização apenas financeira enquanto se põe de parte aquela globalização que efectivamente interessa, a globalização dos valores, da ética, da cultura e da tolerância”
Fernando Nobre
Gritos contra a Indiferença

Querem fazer-nos crer, mas não é. O (falsamente) aparente sucesso da globalização neoliberal no levantamento dos PIBs de muitos países – especialmente na Ásia – mascarou o insucesso de um processo desumano e obteve esse seu “sucesso” muito à custa da desumanização da vida económica. Como diz o Dr. Fernando Nobre, esta Economia ergeu-se contra o Homem, nao por si e levou-nos a todos até ao ponto de pré-colapso onde se encontra hoje o sistema económico e financeiro.

Mas o sistema neoliberal nao é eterno. Trata-se de uma invenção recente e atravessa atualmente uma tremenda crise em solução à vista. Todo o sistema dependia essencialmente de dois fatores: abundância de credito barato e mao-de-obra barata no Oriente. Com o colapso de muitos Estados, esmagados por dívidas galopantes que resultam de desequilíbrios crónicos das balanças de pagamentos e com a aparição de sinais de revolta na China contra as condições subhumanas que as multinacionais impõem aos trabalhadores locais, o sistema está a sossobrar. Estamos assim à beira de pelo menos uma década de grande crise e de convulsões sociais constantes, após a qual um novo sistema económico surgirá. E que sistema será este? Obviamente e em resultado da natural reposição de equilíbrios perdidos, será um sistema oposto em muitos termos do atual: irá favorecer o Local contra o Global, com entidades políticas e económicas de pequena e média escala, democratizado a todos os níveis e profundamente distribuído e descentralizado. Será dominado por padrões éticos e ambientes a todos os níveis, desde o consumo e passando pelo gestor e pelo produtor. Será, sobretudo, e nas palavras do candidato presidencial um “sistema da cultura e da tolerância”, onde a produção de bens culturais será sobremaneira mais importante do que a bens tangíveis e palpáveis e onde o sagrado valor da “tolerância” será determinante para pacificar um mundo caraterizado por uma “cultura global de matrix anglosaxónica” que tudo tenta coloniazar, gerando no processo violentos anticorpos que se manifestam de múltiplas formas, mas onde o Terrorismo Islâmico é talvez a mais conhecida.

www.fernandonobre.org

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Municipalismo, Desenvolvimento do Interior e Dr. Fernando Nobre

Dr. Fernando Nobre (http://www.cm-lagos.pt)

Dr. Fernando Nobre (http://www.cm-lagos.pt)

Um dos pontos mais importantes da Declaração de Princípios e Objetivos do MIL é e será a defesa incondicional de uma “descentralização municipalista”. E sem dúvida que o crescente ermamento económico e demográfico do nosso interior e a doentia concentração de todas as atividades sociais, culturais e económicas no Litoral é um dos mais graves desequilíbrios do Portugal contemporâneo.

A recente declaração do Dr. Fernando Nobre prometendo exercer uma “magistratura de influência” para se opor ao subdesenvolvimento do interior do país surge como atual, oportuna e profundamente relevante para o apoio que o MIL escolheu lhe consagrar.

As declarações do candidato presidencial foram produzidas em Viseu, durante um encontro com o núcleo local de voluntários onde afirmou “conhecer bem o interior despovoado” acrescentando que o essencial do trabalho de “reordenamento do território e o desenvolvimento integrado” esteja ainda por fazer.

Nobre acredita que uma parte essencial dos deveres presidenciais é o estabelecimento de uma ligação direta entre os cidadãos e o Presidente da República e que essa ligação só poderá ser criada com uma constante presença no interior do país, batendo-se pela manutenção aqui de serviços essenciais às populações: nomeadamente aqueles que se referem “à saúde, à educação, à eletricidade, aos correios, não abandonem certas partes do território nacional votando-as à desertificação”. E por este apoio ao interior do país e a uma municipalização da nossa sociedade, o Dr. Fernando Nobre, mostra mais uma razão para merecer o nosso apoio pessoal e o do MIL: Movimento Internacional Lusófono, que fez da regionalização municipalista uma das suas causas de eleição.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/pr-fernando-nobre-promete-exercer-magistratura-de-influencia-para-desenvolver-interior=f572175

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O crescimento explosivo e contínuo da economia chinesa tem um reverso

O crescimento explosivo e contínuo da economia chinesa tem um reverso. Um bom exemplo são as fábricas que a Dell mantêm na China e onde turnos de dez horas são regra, trabalhando quase sempre de pé a troco de aproximadamente 107 euros. Recentemente, uma empresa chinesa chamada Foxconn que fabrica para a Apple, Nokia, Genius e outras multinacionais foi notícia internacional pelas piores razões: doze dos seus trabalhadores tinham cometido suicídio em resultado de péssimas condições de trabalho e de crescentes e inumanas pressões de “produtividade”. em todas as fábricas da Honda, os trabalhadores fizeram greve protestando contra os turnos de 12 horas e os ordenados de apenas 179 euros.

Um pouco por toda a China, os trabalhadores começam a tomar consciência dos seus direitos e a despertar de uma passividade que permitiu toda a espécie de abusos por parte do seu patronato e das corporações multinacionais.

A China contudo tem um grande problema para resolver: a desigualdade na distribuicao de rendimentos. A nova camada social de 100 milhões de pessoas que é inédita na China e que tem padrões de consumo semelhantes a qualquer outra classe média ocidental é muito invejada pelos restantes 1300 milhões e a próspera e florescente elite de milionários ainda mais… e não está fora de equação que estas greves e ondas de suicídios e de ataques tresloucados a escolas possam criar uma onda imparável que ameace a prazo a própria sobrevivencia da unidade da China e do regime comunista.

Durante quanto mais tempo irá permitir esta classe numerosa de trabalhadores fabris tratada como escravos pela elite corporativa antes de revoltar contra ela e o governo que tolera a manutenção desta situacao? Quanto mais tempo serão permitidos turnos de trabalho de 10 horas seguidas em que não se pode falar com o colega do lado, se dorme em beliches num barracão ao lado da fábrica e há apenas autorização para ir à casa de banho de 2 em 2 horas? São estas as condições laborais da Foxconn que emprega quase um milhao de chineses e fabrica produtos para a Genius, Apple e Microsoft, entre muitas outras multinacionais norte-americanas.

Noutras empresas – onde têm ocorrido vagas de greves – como é o caso das fábricas da Honda na China a administração ofereceu aumentos de 24% para acabar com elas, sinal de que a época de trabalhadores doceis e subremunerados está a acabar… se este movimento se instalar, então é de esperar que as empresas multinacionais (entre as quais se contam agora algumas chinesas) busquem em África os países de mao-de-obra barata que na China já não conseguem recrutar… isso a prazo pode significar duas coisas: o aumento do preço de muitos bens manufaturados (nesta fase de transição para África) e o incremento do PIB de muitos países africanos…

A China atravessa contudo um outro problema que tem toda a potencialidade para ser ainda mais grave: a explosão da Bolha do Imobiliário. A construção delirante registada em inúmeras cidades do sul da China produziu um incremento perigoso do valor das habitações. O governo de Pequim reconheceu finalmente a gravidade do problema (recordemo-nos que foi a destinação da bolha especulativa imobiliária do subprime que esteve na origem da presente recessão global) e lançou uma série de medidas para a combater como o aumento de impostos sobre o imobiliário. O problema é tão sério que um tal de Li Daokui, membro do governo de Pequim declarou ao Finantial Times que “O problema do mercado imobiliário na China é agora muito mais fundamental e muito maior do que o problema do mercado imobiliário nos EUA e no Reino Unido antes da crise financeira”,

Uma China em fase de transição para uma economia de consumidores e com trabalhadores que começam a despertar para os seus direitos conseguirá manter a sua unidade nacional e a autoridade do Estado se tiver que enfrentar simultaneamente uma crise financeira e um declínio abrupto do crescimento como aquele que o estouro da bolha imobiliária especulativa criou em 2008 na Europa e nos EUA? É altamente duvidoso…

Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/china-a-fabrica-do-mundo-tambem-quer-ter-carro-e-casa-propria_1440718

Categories: China, Economia | 5 comentários

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