Daily Archives: 2010/07/18

Causas da repressão chinesa no Xinjiang

Embora a propaganda do regime de Pequim tente vender a ideia de que a insurreição no Xinjiang teve “fontes externas”, mais especificamente na líder uigur Rebiya Kadeer, exilada nos Estados Unidos depois de ter estado numa prisão chinesa até 2005, há várias fontes fiáveis que apontam para origens estritamente internas, nomeadamente a causa imediata que pode ser localizada num ataque a trabalhadores uigures numa fábrica de brinquedos em Guangdong 10 dias antes de eclodirem protestos por toda esta região autónoma ocupada por Pequim.

A presença de trabalhadores uigures a mais de 5000 km de distância das suas casas serve aliás de ilustração cabal da política anti-uigur promovida pelo regime de Pequim: a criação de uma série de “ferramentas” que encoraja a migração de chineses de etnia Han para a região e o emprego em fábricas na China do sul de uigures desempregados, com especial enfoque nas mulheres desta etnia. A prioridade dada à deslocação de mulheres uigures para fora da sua região não é inocente: é parte de uma política intencional para ameaçar a continuidade étnica dos uigures, perpetuando uma política que tão “bons” resultados deu no Tibete. A lógica é simples: se viverem no sul da China, entre Hans, casarão com Hans e a prazo a identidade racial uigure será perdida a favor da maioria Han que predomina na China.

A língua uigir foi virtualmente eliminada do sistema escolar e milhares de livros em língua uigur e contendo segmentos de História desta nação da Ásia central foram literalmente queimados pelas autoridades de ocupação. Os ataques ao islamismo são também frequentes, com o internamento em “campos de reeducação” de vários líderes religiosos uigures, já que o Islão é precisamente um dos traços da identidade uigir que Pequim tenta suprimir. No Xinjiang a construção de mesquitas é severamente regulada e decorre atualmente na cidade velha de Kashgar a demolição de todos os seus eedifícios centenárias, substituindo-os por uma incarateristica “cidade nova”, povoada sobretudo por migrantes Han e expulsando do local mais de 200 mil uigures e demolindo 65 mil casas. Os líderes uigures classificam Kashgar como o “berço da cultura uigur”. Se algo sucedesse em Jerusalém ou no centro histórico de Roma, todo o mundo se ergueria em clamor de protesto, mas como este genocídio decorre na Ásia Central, em pleno território chinês, país que comete impunemente todo o tipo de atrocidades e violências de forma absolutamente impune, nenhum dos pífios líderes que nos governam tem coragem para levantar a voz.

Fonte:
Today’s Zaman, 7 julho 2010

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Fernando Nobre sobre o Tribunal Penal Internacional, do Protocolo de Quioto, da Convenção Antiminas e a Convenção sobre Bombas de Fragmentação

Fernando Nobre (http://www.ionline.pt)

Fernando Nobre (http://www.ionline.pt)

“…se obtenham uma efectiva implementação do Tribunal Penal Internacional, do Protocolo de Quioto, da Convenção Antiminas, da Convenção sobre Bombas de Fragmentação…
A Cidadania Global Solidária é provavelmente a última muralha contra o apocalipse (Jacques Atali) e corresponde por certo ao novo paradigma humano, tão ansiado e indispensável para os próximos tempos inquietantes que muitos de nós já vislumbramos.”

Humanidade, Fernando Nobre

Esta “cidadania global solidária” é efetivamente um dos pontos mais originais do pensamento político do candidato presidencial. Enforma o tipo de relações entre os Estados e os habitantes das diversas nações do mundo num laço comum que nunca existiu antes do mundo e que as Nações Unidas foram a última tentativa (gorada) de produzir. Não a confundindo com “globalização” e fusão de todos os Estados em entidades supranacionais não-democráticas para depois aí criar “moedas únicas” e como patamar intermédio para um governo global, dominado pelas multinacionais e pelos grandes grupos financeiros, a “cidadania global solidária” é antes o reconhecimento por parte do indivíduo de que faz parte de algo maior, de que o sofrimento do Outro é também o seu e que a Humanidade pressupõe solidariedade.

www.fernandonobre.org

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A ESA convida a China a aderir à ISS

É estranho que um país com um programa espacial tão ambicioso e dinâmico como a China não esteja presente naquele que é o maior programa comum de exploração do Espaço que a Estação Espacial Internacional Alpha (ISS). Mas tal ausência é um facto. Não permanente, esperemos…

Recentemente, a Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou que apoiaria a admissão da China ao programa internacional que mantêm a ISS. A declaração foi produzida pelo presidente da ESA em Pequim na “Global Lunar Conference”. Com efeito, a cooperação internacional no domínio da exploração do Espaço tem avançado lentamente, sendo particularmente notável o solipsismo chinês, que com raras excepções com a Rússia, permanece essencialmente isolado do resto do mundo. É por isso que a ESA está a tentar integrar na ISS a China e a Coreia do Sul (outro país com um progrma espacial ambicioso, mas nao particularmente bem sucedido)

Atualmente a ISS é operada pelos EUA, Rússia e ESA, como parceiros principais e outros 11 países como colaboradores com menor grau de investimento, como o Canadá, o Japão e o lusófono Brasil, país que recentemente enviou para a Alpha o seu primeiro astronauta.

No passado recente, a ESA ofereceu à China dados como a posição e frequência da sonda lunar SMART-1. Por seu lado, a China levará uma amostra biológica da ESA na sua missão orbital tripulada Shenzhou-VIII que será lancada em 2011. Estes sinais positivos podem prenunciar uma aceitação chinesa a este convite europeu tanto mais porque a presença na ISS da China lhe poderá dar o know-how de tecnologia (acoplagem e longas permanencias no Espaço) de que carece para a estação espacial que Pequim quer lançar em 2020.

Fonte:
http://english.people.com.cn/90001/90776/90883/7006722.html

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