Daily Archives: 2010/07/03

A formação de poupanças em Portugal e a Lei das Rendas

Eu ainda sou do tempo (devo mesmo estar a ficar velho para escrever isto…) em que a taxa de Poupança dos portugueses era das mais altas da Europa e também do tempo em que apenas se ia ao Banco (ou melhor, à “Caixa”) para pedir dinheiro para comprar casa… mas esse “tempo” já passou à muito. Submersos por muito agressivas campanhas de marketing e por décadas de “dinheiro barato” os portugueses gastaram o que tinham e o que não tinham. Muitos viajaram com crédito, compraram ecrãs gigantes de plasma e cometeram outras loucuras sem dinheiro para as ter, acreditando sempre que o crédito seria sempre barato e que o desemprego nunca lhes bateria à porta. Por culpa deles e da Banca, as invejáveis taxas de poupança da década de 80 dissolveram-se o recurso ao endividamento externo passou a ser a principal forma de financiamento da banca portuguesa.

Agora, para quebrar esta espiral assassina do endividamento externa importa avançar em duas frentes: reduzindo os padrões de consumo, o que está a ser feito, quer pela via do crescimento explosivo do Desemprego, da contenção salarial e do aumento dos Spreads (todos “últimos e involuntários recursos”, que cobram um preço elevadíssimo a muitas famílias), mas há algo que ainda não se fez. E isso foram as medidas governamentais que realmente apelem à formação interna de poupanças.

Não é preciso ser um génio em Economia para perceber que nas famílias portuguesas a parcela de leão das despesas mensais é devorada pelo crédito à habitação. Uma solução para este desequilíbrio poderia ser incentivar o Arrendamento (reduzindo taxas sobre os Senhorios, criando isenções fiscais aos Inquilinos, etc) e desencorajando o Empréstimo para Habitação (aumentando taxas e criando novos impostos). Cada empréstimo de habitação cedido em Portugal recorre a mais de 80% de dinheiro estrangeiro e logo, para o Endividamento do país. E se a Constituição consagra (e muito bem) o Direito à Habitação, este direito não tem necessariamente que ser cumprido pela via da Compra, podendo o arrendamento ser uma forma perfeitamente aceitável de o realizar, como de resto sucede em larga maioria em muitos países pelo mundo fora.

Quem perderia? A Banca que tem no crédito à habitação a sua maior e mais rentável fonte de rendimento. Quem ganharia? Portugal… que reduziria o endividamento externo e interno (das famílias) e que forçaria a Banca a emprestar mais à Indústria e aos Serviços para compensar as suas perdas, criando-se assim mais riqueza e Emprego.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/a-poupanca-passa-pela-lei-das-rendas=f583946

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Categories: Economia, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | 1 Comentário

Proibindo Sacos de Plástico

Tartaruga comendo um saco de plástico (http://www.eupodiatamatando.com)

Tartaruga comendo um saco de plástico (http://www.eupodiatamatando.com)

Existe em vários países no mundo um impulso para proibir completamente a utilização de sacos de compras em plástico. Nos Estados Unidos algumas municipalidades já passaram leis nesse sentido, sendo o caso de São Francisco e de cidades da Carolina do Norte. Em continuidade, há quem esteja a realizar pressões no Governo da California e no próprio Congresso para legislar a nível federal ou estadual neste sentido.

A lei que se tenta fazer aprovar na California determina que além da proibição de sacos plásticos, também se irá impor um preço mínimo aos sacos de papel.

Em Portugal, alguns supermercados começaram a cobrar pelos sacos de plástico (caso do Pingo Doce e do A C Santos), mas apenas valores irrisórios e as grandes superfícies continuam a cedê-los de forma gratuita. Talvez por isso se vejam ainda tantos sacos de plástico nas praias, nos campos e em qualquer lixeira (oficial ou oficiosa)

Os seus críticos (ligados ao poderoso Lobby da Indústria Química) alegam que isto terá custos superiores a um bilião de dólares (no caso dos sacos de papel) e que o sistema burocrático para fazer aplicar a lei nunca custará menos de um milhão de dólares por ano. Mas limpar estes sacos da paisagem custa – só na California – mais de 25 milhões de dólares! E qual é o custo financeiro, ecológico, em emissões de carbono e consumo de petróleo que implicam os 19 bilioes de sacos de plásticos consumidos na California todos os anos? Quantos terão o mesmo destino em Portugal? Aumentar o preço dos sacos plasticos e cobrar por eles parece fazer parte da solução deste problema, assim como a Educação Cívica à população, mas uma proibição pura e simples não produz efeitos mais imediatos?

Fonte:
http://consumerist.com/2010/06/should-plastic-shopping-bags-be-banned.html

Categories: Ecologia | 3 comentários

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