O Brasil vai recomeçar a construção do reator nuclear Angra III

A empresa brasileira Electronuclear arrancou recentemente com os trabalhos de construção de um terceiro reator para a Central Nuclear de Angra dos Reis. Este terceiro reator estava no papel desde há 24 anos, mas somente agora, por impulso do governo federal é que a sua construção começou.

O custo total da construção de Angra III deverá ascender a mais de 4,9 biliões de dólares. A construção deverá terminar em 2015. Uma vez construído, o novo reator será capaz de produzir até 1405 megawatts de energia elétrica.

Além de Angra III, o Brasil pretende também construir 8 novas centrais nucleares durante os próximos vinte anos.

O nuclear entra assim como uma fonte estrategicamente importante de energia, fornecendo uma parcela mais importante dos consumos crescentes de um país em desenvolvimento acelerado e sustentado. Atualmente, 85% da energia brasileira é de origem hidroelétrica e apenas 5% de origem nuclear, um desiquilíbrio que este ambicioso plano irá alterar significativamente.

Temos as nossas reservas quanto à Energia Nuclear, mas somos defensores moderados e cuidadosos da adopção do Nuclear Civil… Sem dúvida que as consequências de um acidente nuclear são tremendas e que mesmo os sistemas mais seguros e redundantes podem falhar… mas num país de necessidades energéticas crescentes – como o ,Brasil – e desde que se assegurem o cumprimento estrito de todas as medidas de segurança, teremos o direito de negar o recurso à Energia Nuclear e ao baixo custo por watt e nulas emissões de CO2 que implica? O maior risco do Nuclear nao reside na construção de novas (e modernas) centrais…. reside na sua militarização e, sobretudo, nas dezenas de reatores nucleares obsoletos (alguns com mais de 40 anos) que ainda hoje estão em funcionamento um pouco por todo o mundo.

Fonte:
http://www.nuclearpowerdaily.com/reports/Work_starts_on_Brazils_third_nuclear_reactor_999.html

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Categories: Ciência e Tecnologia, Ecologia, Economia | Etiquetas: | 44 comentários

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44 thoughts on “O Brasil vai recomeçar a construção do reator nuclear Angra III

  1. bom saber que taç projeto finalmente vai sair do papel já estava na hora

  2. sim, mas com reticências… ficaria por exemplo mais descansado se fosse um EPR (apesar dos problemas na Finlândia)

  3. É a certeza de progresso passa por “ENERGIA”, os índios são manipuláveis…daí( eu querer ) q as ONGs q lá estão se retirem…estão criando chifres em cabeça de cavalo…cabelo em garrafas…p ontem.

  4. O comentário acima refere-se a hiodrelétrica na amazônia,qto a angra III ,td leva a crer q a mesma será trasada pela justiça…ATRASADA…a quem isso interessa?

  5. Fred

    Olá Clavis, como sempre um artigo muito bom!

    Só um acréscimo, a energia termonuclear tem participação menor que 2% do total e hidroelétrica de cerca de 71%.

    Mesmo com a AIII a participação Termonuclear não vai atingir 3%. Mesmo com essas 8 futuras novas termonucleares a participação não passará dos 5 % do total da geração.

    A grosso modo estamos (o Brasil) assim:

    Capacidade de geração atual ~ 111 mil MegaWatts.
    Em construção ~ 17 mil MW
    Autorizadas, mas não iniciadas ~ 20 mil MW (próximos 5 anos)

    Observe que estamos perigosamente sem faixa de segurança, pois a demanda atual está em cerca de 109 mil MW contra os 111 Mil MW da geração total autorizada.
    Esse é um dos gargalos para o crescimento ser sustentável.

    Por isso que dos 17 mil MW em construção 5 mil MW são em usinas termoelétricas de emergência e dos 20 mil MW autorizados e que ainda não iniciaram sua construção 14 mil MW são oriundos das UTE.
    Essas UTE só são despachadas para poupar a água armazenada nos reservatórios nos periódos de secas dos reservatórios ou aumentar a capacidade de geração rapidamente em casos emergenciais, como crescimentos da demanda superiores a geração das demais fontes.

    Os 3 mil MW de geração mínima da futura Belo Monte (na época da seca da região, que coincide com a época da cheia no sudeste) e os 10 mil MW na época da cheia (quando no sudeste é época da seca) fazem muita diferença para não se despachar as termoelétricas.

    Abraço 😉

    Fred

  6. Odin

    O uso de energia nuclear não agrada a todos, incomoda principalmente aos ecologistas, mas o Brasil tem que correr atrás do seu desenvolvimento.

    • Fenix

      E com todo respeito é uma maneira errada desenvolvimento veijam como está o rio ganges na india peluido por falta de redes de tratamentos de água dos esgotos e ect.A china em desenvolvimento também o mais peluido do mundo por falta de qualquer respeito pelo sere humano pensando so apenas no lucro facil.Não é isso eu quero para Portugal assim como também não quero para Brazil ou para outros,porque vivenmos no mesmo planeta haja coragem de por um impostos em cada produto de qualquer origem consuante o seu co2 produzido na sua produção e deslucação assim com o epacto nas redes fluviais.Veriamos as coisa a mudar para melhor.

    • Odin

      Obrigado pelo respeito! 🙂 Realmente, você tem razão. Desenvolvimento a qualquer preço, acaba em desastre. O problema é que já foi gasto muito dinheiro, e quem começou a construção das usinas foram governos do Regime Militar. Mas, também com respeito, não peço para que vocês concordem, peço apenas para que entendam o pensamento do governo brasileiro. Não acho o atual governo seja tão bom assim como parece ao mundo, mas ele quer aproveitar a “brecha” do enfraquecimento econômico dos EUA para tentar fortalecer o Brasil. Eu mesmo quero que o Brasil tenha domínio do uso da energia nuclear sem depender de potências estrangeiras, principalmente para uso científico, medicinal, mas não militar. Agora, se o risco ao meio ambiente for tão grande assim, é falta de bom senso construir usinas numa cidade como Angra. Não sou muito conhecedor do assunto, mas acho que esse tipo de usina tem que ser em locais desertos, afastados da civilização, da flora e da fauna.
      E, prefiro mil vezes o governo gastando com engenharia aeroespacial, com projetos e construção de foguetões espaciais, spaceshuttles, satélites e na exploração científica do espaço sideral, do quer mexer com energia nuclear.

  7. um sistema elétrico perto da ruptura é perigosíssimo… as falhas em cascata são assim quase certas e podem ter consequências apocalípticas a nível nacional… aqui na Europa estamos (redes elétricas) todos interligados. Não existe algo de semelhante no Brasil, com os países vizinhos, que possa suprir em emergência tais lacunas?

    • Fred

      É verdade!

      Sim com o Paraguai nos vende 95% de sua produção em Itaipu.

      O Brasil está inclusive com um projeto para construir algumas linhas de transmissão no Paraguai para que possam usar sua parte da energia em Itaipu.

      Estamos também interligados com a Argentina, Venezuela (fornece para Roraima) e o Uruguai.

      A grosso modo importamos cerca de 8 mil MW (sendo 5 do Paraguai)

      Veja, não estamos ainda perto da ruptura, estamos na verdade sem reservas de geração para um crescimento “chinês”. 😉

      Crescendo dentro dos 5, 6% tudo fica como está, crescendo mais que isso repetidamente o Operador nacional será obrigado a despachar as UTE mesmo com os reservatórios cheios.
      Ai sim, ficaremos vuneráveis ao colapso caso aconteça longas ou graves secas nos reservatórios.
      Acredito que tudo está sendo feito para evitar o retorno dos problemas do início deste milenio. O famigerado racionamento!

    • Odin

      O problema é que a democracia na América do Sul não é sólida como é na Europa. Não temos como prever que tipo de governos vão estar nos vizinhos no futuro e, se vão colaborar para suprir as lacunas em emergência.

  8. Fenix

    Aquilo que penso de uma central nuclear em Portugal é o mesmo que penso em relação ao Brazil.Sim,mas so em ultimo recurso em primeiro lugar tem que haver uma maior efeciencia electrica nas casas,escritorios e empresas em geral e efeciencia nas redes destribuição. Á energias renovaveis que podem ter potencial como o aproveitamento das ondas do mar da energia sol do vento e o hidrogenio.Em soma á tanto ainda para explorar e para fazer que é um erro partir para uma selução nuclear que não é segura e que pode ser pouco rentavel na causa e efeito.

  9. é verdade, na falta de uma rede regional de confiança, há que construir capacidade em excesso. Nesse sentido, o Nuclear pode ser crítico, já que o Solar e o Hidrico estão sujeitos a variações sempre imprevisíveis. É um dos argumentos que me faz inclinar (marginalmente) a favor do Nuclear, de resto.

  10. Odin

    Enfim, há sim opções melhores. A hidrografia brasileira é excelente, exploração de energia solar, as energias renováveis e limpas. Agora, sem a intenção de fugir do tema, mas dou a mesma sugestão ao Brasil e à Portugal. Quanto menos um país depender de favores de outros países, melhor para tal país. E área de energia, é um dos principais.

  11. Fenix

    Concordo que um país seja independente a nivel energetico,mas não defendo que o seja a qualquer preço. Em portugal uma central nuclear so se fosse nas ilhas desertas ou selvagens no resto do territorio nunca.Mas mesmo nesses sitos acho pouco provavel fazer por questões da vida selvagem.E acho que deviamos fazer uma petição para as centrais castelhanas seijam afastadas da nossa fronteira o mais possivel.

  12. Fred

    Bem, vamos lá

    Tudo ótimo, meio ambiente e tal. Só gostaria de esclarecer uns pontos.

    Eólico – nunca geraremos mais que 5% da nossa demanda, não temos suficientes áreas com constâncias de ventos que permitam uma geração superior a 20 000 MW. Hoje geramos 1 mil MW e nos próximo anos chegaremos a 3 mil MW. E isso apesar do preço proibitivo do Kwh da geração eólica.

    Undielétrica, é uma fonte promissora pois pode ser implantada em rios e no mar, a tecnologia ainda em desenvolvimento, outorgada a construção de uma usina de ensaio de tecnologia 50kw

    Solar, de longe a mais cara, custo proibitivo para o padrão brasileiro com kw superior aos 45 centavos, já operando, também com 50 kw.

    Termos

    Carvão, não temos grandes reservas, o kw mais caro das termos, uns 1 mil MW de produção.

    Termos a óleo, ai já temos grandes reservas, o Kw ainda é caro mas já cabe no bolso.

    Termos a gás, temos boas reservas e estão sendo construidos gasodutos interligando as regiões produtoras e consumidoras, utiliza-se ainda o gás boliviano poupando nossas reservas, o KW é o mais barato dos combustíveis fósseis, ainda é caro, mas é melhor que o óleo.

    Todas as termos juntas geram 25 mil kw no Brasil.

    Termonuclear, a mais barata das termoelétricas, temos a sexta reserva mundial comprovada, falta mapear toda região norte, expectativa de ter a 2 reserva mundial. 2 usinas com 2,5 mil MW operando e mais 1,3 mil KW em construção.

    Hidroelétrica, é de longe nossa matriz energética (70%), por isso nosso kw mais caro (SP) está em 28 centavos de Real (sem os impostos).

    Concluindo, só vejo a nuclear como contraponto a hidroelétrica, as demais termos como emergêncial, e as demais como complementos pontuais para as regiões onde possam ser aplicadas.

    Ia esquecendo, hoje a demanda brasileira anual gira em torno dos 440 GWh e a prevista para 2050 será superior aos 700 GWh, ou seja quase o dobro da atual.

    Abraço

    FRED

    • Pegasus

      Me desculpe desde ja Fred, mas tenho que discordar dos seus dados tão frios e definitivos, porque as coisas simplismente não são assim, falta ao Brasil investimento nos recursos citados por voce para aumentar sua eficiencia.

      Todas as energias mencionadas podem ser melhoradas e o Brasil não esta fazendo nada para isso, simplismente vai na direção que o mundo aponta como correta.

      Continuo colocando que tem que haver investimento no desenvolvimento da energia do hidrogenio, e não é uma visão puramente ecologica, mas sim um forma de obtenção de energia realmente valida, como ja mencionei em outros comentarios, como aumentar a eficiencia das fontes que ja estão gerando. Dou como exemplo a possibilidade de aproveitamento da energia das hidreletricas geradas a noite e que,por estar com a maioria das fontes de consumo inativas, poderia ser usada pra quebrar a agua e armazenar o hidrogenio para ser usado das mais variadas formas e oxigenio, avidamente absorvido pela industria e poderia ser vendido a preço mais barato, baixando o preço do produto final.
      As possibilidades são tantas que não caberia coloca-las aqui por encher demais, mas reintero que a visão acima é demasiada simplista pra ser levada totalmente a termo e sem alternativas viaveis.

    • Fenix

      A energia nuclear não é uma alternativa viável. Não só pelos problemas dos resíduos, mas também porque seria mais uma solução a prazo, visto que as reservas de urânio existentes nas jazidas de todo o mundo só duram mais 30 anos ao ritmo de consumo actual. Portanto daqui a 15 anos o problema voltaria: Aumento do preço do urânio, crise.

    • Fred

      Fenix, acho que você está um pouco equivocado.

      O mundo hoje tem por volta de 5,5 milhões de toneladas de urânio conhecidas o que daria para mais de um século de fornecimento de energia na demanda atual.

      As não conhecidas espera se que alcance um número superior a 10 milhões de toneladas.

      o Brasil possui 309 mil toneladas confirmadas, e estima-se que as não confirmadas somem mais 500 mil toneladas, passando o Brasil para o segundo do ranking. (por enquanto só 25% do territorio brasileiro foi pesquisado)

      Quanto ao resíduos, as novas gerações de usinas conseguem um aproveitamento quase que total do combustível e os resíduos estão por enquanto confinados dentro das próprias usinas.

      O kilograma do urânio hoje está por volta dos $ 130,00, tão baixo que várias minas européias de baixo rendimento interromperam sua produção.

      Abraço

      Fred

  13. Fenix

    Nesses 440gwh quanto é gasto por falta de efeciência energetica? Nas casas, nas empresas, nos hospitais, em climatização no geral, uso de electrodumesticos pouco efecientes, nas rua em eluminação publica pouco efeciente na agriculura ect.Talvez 340gwh…As empresas de energia so querem vender quanto mais melhor.Os governos em vez tomarem medidas para essa efeciência energetica tão borrifando pois ganham imposto com todo isto. Mas a sociedade civil é pobre com poucos recursos e pouco educada para tal para uma tal mudança.Sim, mas aculpa não é deles é dos politicos deste modelo de capitalismo dos pibs.Enquanto devia ser dos fib felicidade interna bruta.

    • Fred

      Olá Fenix, a falta de eficiência energética existe sim, é um fato e um fato grave. Não posso escrever sobre Portugal ou Europa, e peço desculpas pela minha ignorância.

      No Brasil pós racionamento o desperdício caiu para próximo dos 10% e a estimativa hoje gira em torno dos 4,5 GWh ano. O Maior vilão (cerca de 60% do desperdício) nesse caso são as longas linhas de transmissão, que infelizmente são um mal necessário.

      Esses dados são medidos pelo Operador Nacional do Sistema, ONS.

      Sobre as medidas, algumas linhas novas estão planejadas para operar em corrente contínua, mas abaixo dos 240 KV, não compensa financeiramente a conversão.

      Os leilões públicos para geração de energia são por menor preço, o último (Belo monte) conseguiu algo como R$ 78,00 por MWh, ou 0,078 milésimos de Real por por KWh.

      Realmente nosso imposto é alto, cerca de 40% do valor da conta de energia.

      Os governos investiram maciçamente nos últimos 12 anos sobre o disperdício de energia, principalmente durante o racionamento, o maior problema é o preço, tudo que é barato é difícil de poupar.

      Sobre o FIB não possuo conhecimentos para discurtir, mas creio que para prover bem estar e segurança a população é preciso dinheiro e o modelo capitalista de maior consumo igual a mais impostos que é igual a mais serviços e investimentos, funciona ou pelo menos tem melhorado. Não consigo enxergar onde está o erro em se arrecadar impostos, acho necessário e imprescindívil.

      Sobre o problema brasileiro de crescimento de infraestrutura e de energia, não consigo enxergar qual solução adotar para o complemento da Matriz hidroéletrica exceto a termonuclear.
      A partir da metada deste século, para manter o crescimento da nação e permitir a erradicação estatística da miséria no país, a energia nuclear é imprescindível para o Brasil.

      Até lá, caso as metas sejam atingidas, o Brasil terá incorporado a sociedade e ao consumo entre 35 a 45 milhões de brasileiros (hoje existe cerca de 30 milhões de miseráveis ou em condições análogas). E para tanto é preciso infraestrutura e energia.

      Forte Abraço

      Fred

  14. Fenix

    Acha que se todos ou cause todos os paises do mundo se forem por centrais nuclear dá para um seculo?!E os residos vão estar enterrados durante 1000anos a ande?! Acho que tentam vender o nuclear sempre sem os seus anus.Se almentarem ao preço por 1kh mais o tratamento e armazenamento dos residos por 1000amos o preço almenta para a estratofera.Os dados são reais do meu anterior comentario são dados conhecidos hoje não ficção…

  15. Fred

    Pegasus, não tem por que pedir desculpas, meus textos são meios assim mesmo, estou tentando melhorar, mas o hábito…

    Os dados realmente são frios, eu sei, mas como você mesmo falou não dá pra se estender muito aqui, O espaço é do Rui, não nosso. 😉

    Veja, hoje não há tecnologia viável financeiramente para o aproveitamente do hidrogênio para fabricação de energia. Não duvido que no futuro exista, apenas no futuro próximo não há.
    As pesquisas sobre o hidrogênio hoje no Brasil são feitas a partir do etanol(creio ser pelo custo de separação, mas não tenho certeza não é muito a minha praia, vou tentar pesquisar sobre o assunto).

    Quais medidas você acha que seriam melhores? Nossa eficiência hoje não é desprezível, vide o preço do Kwh como comprovação. (hoje pago 36 centavos incluindo impostos por KWh no meu apertamento, 🙂 )

    Permita-me discordar de você, sobre o Brasil seguir o mundo, isto não é verdade, na verdade andamos na contramão do mundo em matéria de energia. ( e pra falar a verdade não sei que alma se salvou do purgatório por isso)

    O Brasil tem hoje sua Matriz energética em Hidroenergia, quem no mundo tem uma porcentagem tão alta? Não estou falando em números absolutos e sim porcentagem. Nosso custo do KWh é um dos mais baixos do mundo.

    Quando a Argentina começou com o desenvolvimento do etanol como combustível, na década de 70, (sim a Argentina foi a pioneira, quem diria) o governo achou interessante e começamos o nosso programa, quando o petróleo caiu para 20 dólares o Barril, a Argentina abandonou as pesquisas o Brasil não, sendo praticamente cruscificado por isso, hoje não importamos mais petróleo crude, com petróleo acima de 35 dólares, o etanol é financeiramente viável, como você pode comprovar no posto perto de sua residência.

    Claro que precisamos de mais investimento, quem não precisa?

    Mas como você colocará no mercado os trinta e poucos milhões miseráveis que ainda temos? Como escrevi antes para o Fenix.
    Não estou falando dos pobres, só dos miseráveis, eles vão precisar comer, vestir, tomar banho, estudar, etc. Como vamos produzir produtos e serviços para uso deles?
    Infelizmente custo é fundamental.

    Forte Abraço

    Fred

    • Fred

      cruscificado, de onde eu tirei isso? mil desculpas, Crucificado! Desculpem os demais erros escrevi na pressa para assitir o Jogo! 😉

    • Pegasus

      Caro Fred, entendo seu ponto de vista, ainda baseado em numero e não na real tecnologia vigente, quero ainda mencionar que essa grande porcentagem energetica do Brasil em hidreletricidade, se deve em grande parte a Itaipu, vale mencionar tambem que metade de Itaipu é paraguaia que nos vende seus 95% excedentes, ja que so ocupam 5% da metade que lhes cabe, isso por contrato firmado, porque na construção de Itaipu so entraram com a agua.
      Pois bem, esse contrato acaba em 2023 e o Paraguai podera comercializar sua parte com quem pagar mais, e ja que a Argentina ja esta de olho desde agora, o preço da energia no Brasil vai subir muito, com certeza.

      Quanto a energia do hidrogenio ser para o futuro, so posso achar que voce se refere aos reatores de fusão, que realmente são uma promessa pra daqui a uns 50 anos, se so isso. No caso que me referia, era a utilização do hidrogenio em celulas combustiveis, tecnologia plenamente conhecida e complemento que o hidrogenio viria da energia desperdiçada pelas hidroeletricas a noite, quando tem muito de sua capacidade ociosa.Nesse aspecto, o hidrogenio seria um complemento e não uma solução a parte.

      Ja energia nuclear, teve avanços significativo no tratamento e reaproveitamento dos residuos, inclusive com instalação de geradores de energia no proprio “lixo” nuclear e que as reservas de material fissil não se restringem apenas ao Uranio, mas sim o Torio de reservas naturais e o Plutonio reaproveitado dos residuos.

      Houve um topico aqui sobre o reaproveitamento de “lixo” nuclear e tambem a construção de usinas nucleares pequenas, mais controlaveis de iniciativa privada.

      Cabe menção que os canadenses estão muito na frente no desenvolvimento de geração de energia por celulas de combustiveis a hidrogenio.

  16. 🙂 as gralhas são muito resilientes, e Fred, no quadro que traças, o recurso ao nuclear parece mesmo inevitável…

    • Odin

      A meu ver, Clavis, não compensa desistir de um projeto que foi tão caro ao país. Se não tivesse sido construída nenhuma usina, tudo bem, nem tocavamos nesse tipo de energia. Mas já começou, tem duas funcionando. Não vale a pena voltar atrás agora. Apenas que tomem cuidado onde vão construir essas usinas, que não aconteça um acidente nuclear no Brasil como aconteceu na Ucrânia.

  17. mais um argumento importante, sim.
    aliás um dos melhores argumentos contra uma central em Portugal é esse: não teríamos escala para o tornar realmente independente do processamento de combustível e detritos que teríamos que fazer em Espanha…

    • Fred

      Clavis e Odin, claro que segurança é fundamental, maior até que a escala de produção. E a escala realmente é um problema, bem como a dependência externa. Acho (quem sou eu para achar algo) que em Portugal não compensaria mesmo, talvez num futuro com novas tecnologias a demanda compense o custo e ai quem sabe? Mas acho que portugal deve liquidar as outras alternativas antes de partir para o nuclear.

      O política energética do Brasil é fazer em 50 anos o complemento a hidroeletricidade com energia Termonucleares, em virtude de nossa matriz está fadada, para o bem ou para o mal, a ser uma matriz hidroelétrica que necessariamente precisa de complemento.

      Itapu representa hoje 15% da nossa matriz hidroelétrica, importantissima, sem sobra de dúvida! O Paraguai nos vende 5 500 MW Mês e a parte brasileira 6 300 MW. Sobre a compra pela Argentina, não há linha de transmissão entre Itaipu e a Argentina que não seja brasileira. Obviamente se forem construir uma, será para uso paraguaio, permitindo indústrias e serviços no próprio Paraguai e não para vender. Creio haver um processo deste em aprovação no congresso em Brasília, um financiamento brasileiro para implantação de linhas de transmissão para permitir o uso da energia pelo Paraguai.

      Não Pegasus, referia-me a células mesmo, o Brasil também faz pesquisas em células de hidrogênio, utilizando principalmente o Etanol e gás natural como fonte de combustível, o problema mesmo é custo, a tecnologia atual ainda não permite uma escala de fornecimento comercial com custos assimiláveis pela população. (salvo usos militares, que já tem um problema enorme com o transporte e amarzenamento do combustível)

      Lembro de uma discurssão sobre isso com o Clavis, sobre o AIP para os Subs, não conseguir convencê-lo, mas pelo menos criei a semente da dúvida! 😉

      E mesmo nos países onde o KWh custa o dobro do nosso ainda não está aplicável comercialmente em larga escala. (existem uma série de problemas como, dissipação térmica, emissão de CO2, custo da extração, transporte e armazenamento que ainda não foram solucionados para escala comercial)

      Existem testes e pesquisas em andamento, lembro de um na PUC RJ, com células (membrana+eletrodos) de 3 e 9 Kwh, salvo engando, lá utilizam gás como combustível.

      Acredito que mesmo nos próximos 20 ou 30 anos a tecnologia ainda não alcançará a maturidade necessária para uso comercial amplo, uma pena, será uma ótima alternativa, inclusive substituindo todas as demais!

      Bem quem viver, verá!

      Forte Abraço

  18. Fenix

    Em um passo revolucionário que pode levar a marginalizada energia solar para todo lugar, pesquisadores ultrapassaram uma grande barreira para energia solar em larga escala: armazenar energia para quando o Sol não esteja brilhando, assim como as plantas fazem na fotossíntese. Imagem: O novo catalisador em ação. Crédito Daniel Nocera/MIT/Divulgação.

    Até o momento a energia solar só foi utilizada de dia, pois armazená-la é proibitivamente caro e extremamente ineficiente. Com esta descoberta,os pesquisadores do Massachussets Institute of Technology (MIT) chegaram a um processo simples, barato e altamente eficiente de armazenar energia solar.

    A nova descoberta requer apenas materiais abundantes e atóxicos, portando pode destravar a fonte mais potente de energia limpa do mundo: o Sol. O trabalho foi publicado na edição de 31 de julho da revista Science.

    “A energia solar sempre foi uma solução distante e limitada. Agora nós podemos pensar seriamente sobre energia solar ilimitada em breve.” Disse Daniel Nocera, um dos autores da pesquisa.

    Daniel e Matthew Kanan se inspiraram na fotossíntese para criar o processo sem precedentes que permitirá que a energia solar divida as moléculas da água em gás hidrogênio e oxigênio. Em seguida estes elementos podem ser recombinados em uma célula de combustível criando eletricidade limpa para a sua casa ou veículos, para ser usada de dia ou de noite.

    O componente chave para a descoberta é um novo catalisador que produz oxigênio através da água, outro catalisador produz o valioso gás hidrogênio. O novo catalisador consiste de metal de cobalto, fosfato e de um eletrodo imerso na água. Quando a eletricidade – vinda de células fotovoltaicas, turbina eólica ou qualquer outra fonte – atravessa o eletrodo, o cobalto e o fosfato – formam uma fina película e gás oxigênio é produzido.

    Combinando outro catalisador como a platina é possível produzir gás hidrogênio a partir da água, imitando a reação gerada pela fotossíntese nas plantas. O catalisador funciona em temperatura ambiente em água de pH neutro, um experimento simples de ser recriado. “É por isso que eu sei que funcionará [na prática]. É muito simples de implementar”, disse Daniel.

    Um pulo gigantesco para a energia limpa

    A luz solar possui mais potencial do que qualquer outra forma de gerar energia, para resolver os problemas energéticos mundiais, segundo Daniel. Em uma hora há luz solar suficiente para gerar energia para o planeta todo durante um ano.

    Um dos principais cientistas da fotossíntese do mundo, James Barber, que não estava envolvido na pesquisa, disse que a descoberta é um “salto gigantesco” em direção à geração de energia limpa, livre de poluentes em larga escala.

    “Essa é uma descoberta importantíssima com enormes implicações para a prosperidade futura da humanidade”, disse James, professor de bioquímica do Imperial College London. “A importância da descoberta deles não é exagerada, pois abre a porta para o desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de energia, reduzindo nossa dependência de combustíveis fósseis”.

    Daniel espera que em dez anos seja possível que residências possam usar células fotovoltaicas para armazenar energia através de células de combustível e abastecer as suas casas. Eletricidade vinda de uma fonte central poderá se tornar coisa do passado

  19. Fenix

    Até os dias de hoje, início do século XXI, ainda não é possível controlar a reação de fusão nuclear para aplicações pacíficas, como já é realizado como a fissão nuclear. Um dos fatores que pesam contra o seu uso é a falta de uma maneira para se controlar temperaturas altíssimas (cerca de 100 milhões de graus Celsius). Está bomba está apta para destruir ao equivalente ao EUA e o Canadá. Fonte: Livro RSE.

  20. Fenix

    possibilidade de criar armas empregando reações de fusão só foram levadas a sério a partir da descoberta da fissão nuclear. Quase imediatamente os físicos em todo mundo se deram conta que as altas temperaturas geradas pelas explosões de fissão poderiam ser usadas como ignitoras de reações de fusão. Tokutaro Hagiwara na Universidade de Kyoto propôs esta idéia num discurso em maio de 1941.

    Enquanto trabalhava na pesquisa da bomba atômica, meses depois, em setembro de 1941, Enrico Fermi considerou com Edward Teller se uma reação de fissão poderia dar partida a uma reação de fusão, produzindo deutério. Depois de estudar o caso, Teller concluiu que não era possível e embora se pense que tenha abandonado o assunto, Teller começou a pensar mais profundamente sobre bombas de fusão. A produção de uma bomba de hidrogênio levou a se pensar numa grande fonte de energia que pudesse ser controlada. Mas, otimismo à parte dos cientistas da década de 50, que pensavam na fusão como alternativa definitiva para a fissão, pouco se conseguiu para o uso prático se não fosse necessário dominar os detalhes de todo um novo campo da ciência -a física do plasma. Entender isto, equivale a poder controlar o Sol. A fusão nuclear, tal como ocorre no interior do sol, acontece quando os núcleos de dois átomos se juntam, produzindo energia nesse processo. A fusão nuclear pode produzir energia calorífica 1.750 vezes maior do que a necessária para provocá-la. E a fusão não apresenta os perigos de radiação da fissão.

    A dificuldade em duplicar a fusão nuclear é construir um aparelho que possa manter um “plasma” de núcleos fusáveis numa área bastante pequena, em temperaturas suficientemente elevadas (cerca de 100 milhões °C) para que ocorra a fusão. Observa Science Year de 1972: “As usinas de energia de fusão provavelmente usarão o lítio e duas formas de hidrogênio — o deutério e o trítio — como combustível. A água do mar possui suficiente deutério para satisfazer as necessidades durante 3 bilhões de anos e o lítio no quilômetro superior da crosta poderia satisfazê-las por 15 milhões de anos.”

    Em 31.10.1952 os EUA testaram a primeira bomba de hidrogênio, conhecida como “Mike” com potência aproximada de 1.000 vezes superior à bomba de Hiroshima. O atol de Elugelab no Pacífico, sobre o qual foi detonada, desapareceu completamente numa cratera de mais de 500 m de profundidade e mais de 2 km de extensão. Nove meses depois, em agosto de 1953, a URSS testou um dispositivo similar de menor potência.

    “Ante as ameaças à paz e na ausência de um controle efetivo dos armamentos, o governo dos EUA deve prosseguir suas pesquisas, para um futuro desenvolvimento destes vastos recursos de energia para a defesa do mundo livre.” -Gordon Dean, presidente da Comissão de Energia Atômica.

    Reatores de Fusão
    Os projetos de reator de fusão foram baseados em um Projeto Tokamak para o sistema de contenção magnética, o reator toroidal seria um aparelho maciço com cerca de 10 m de altura e 30 m de diâmetro. O Tokamak (Câmara Magnética Toroidal) é um potente eletroimã que através do seu campo magnético mantem a reação de fusão, sob a forma de plasma, contida em seu interior, sem tocar o material das paredes.

    O projeto de um reator de fusão enfrenta muitos problemas técnicos, a começar pelas enormes diferenças de temperatura e fluxo de nêutrons em distâncias muito pequenas. Temperaturas de 100 milhões °C e fluxo de nêutrons de 1013 nêutrons/cm2 /s. Mas a apenas 2 m de distância, onde estão os magnetos supercondutores, o fluxo e a temperatura devem ser quase nulos.

    Se for conseguido o aproveitamento da reação de uma bomba de hidrogênio para gerar energia por FUSÃO, o problema dos rejeitos radioativos (lixo) dos reatores nucleares, que permanece, por muitos anos, radioativos, deixará de existir porque o produto final do processo de fusão será o inócuo gás He. Por outro lado, será minimizado o problema de perda de calor em virtude da alta eficiência térmica prevista (40% a 60%, contra 39%).

    O reator de fusão pretende basear-se na reação deutério-trítio (isótopos pesados do H2) que é a mais fácil. Poderá haver também a reação deutério-deutério ou deutério-isótopos do He. O trítio é obtido com o uso do Li-6.

    São duas as dificuldades até agora encontradas:

    1) As temperaturas são extremamente altas, da ordem de centenas de milhões de graus e todos os átomos se desintegram formando plasma.

    A primeira dificuldade é obter essas temperaturas para ignição. Na bomba de hidrogênio usa-se uma pequena bomba de fissão para a ignição inicial. A bomba de hidrogênio Mark 17 levou à construção de mais bombas de diferentes tamanhos. A Mark 17 foi a maior de todas já construída.

    São bombas limpas, sem resíduo radioativo, a não ser a pequena bomba de fissão usada para ignição. Pensa-se, agora, usar o raio laser para a produção da necessária temperatura de ignição.

    Essas pesquisas foram realizadas em Michigan e tiveram os primeiros resultados positivos.

    2) A segunda dificuldade é encapsular o plasma para a produção de energia. Não há metal conhecido ou liga metálica fabricada pelo homem que suporte temperaturas desta ordem.

    Tem havido pesquisas, há muito tempo nos Estados Unidos, Rússia e Inglaterra e todas com grandes dificuldades e problemas até que em 1958 estes países resolveram abrir suas pesquisas e cooperar na solução do problema comum.

    Os soviéticos anunciaram, em 1969, o Projeto Tokamak. O custo previsto, em 1990, era de 0,25 centavo de dólar/KWh que também seria o custo de energia produzida, nessa época, pelos reatores regeneradores.

    Mas nenhum ainda atingiu ainda o ponto de equilíbrio em que a quantidade de energia gerada exceda a quantidade aplicada no reator.

    Na opinião dos técnicos o reator de fusão será a solução a longo prazo para os problemas de eliminação da poluição atômica e térmica, para obtenção de combustível mais barato e energia a baixo preço.

    Em agosto de 2001 foi noticiado que os cientistas do DIII-D (National Fusion Facilicity-San Diego) “estão prestes a conseguir dobrar a pressão do reator Tokamak para obter as condições necessárias para alcançar e manter uma reação de fusão nuclear”.

    Edward Teller, ao invés de considerar as usinas nucleares como vizinhos amigáveis, observou: “Um reator nuclear com branda infiltração pode colocar seu veneno radioativo sob uma camada estável de inversão e concentrá-lo em algumas centenas de milhas quadradas duma forma verdadeiramente mortífera. É por isso que a terra não é lugar para os reatores nucleares.”

    Fonte: http://www.energiatomica.hpg.ig.com.br

    FUSÃO NUCLEAR

    O Sol, um reator de fusão natural

    Na Fusão Nuclear, dois ou mais núcleos atômicos se juntam e formam um outro núcleo de maior número atômico. A fusão nuclear requer muita energia para acontecer, e geralmente libera muito mais energia que consome. Quando ocorre com elementos mais leves que o ferro e o níquel (que possuem as maiores forças de coesão nuclear de todos os átomos, sendo portanto mais estáveis) ela geralmente libera energia, e com elementos mais pesados ela consome.

    O Sol, um reator de fusão naturalO principal tipo de fusão que ocorre no interior das estrelas é o de Hidrogênio em Hélio, onde quatro prótons se fundem em uma partícula alfa (um núcleo de hélio), liberando dois pósitrons, dois neutrinos e energia. Mas dentro desse processo ocorrem várias reações individuais, que variam de acordo com a massa da estrela. Para estrelas do tamanho do sol ou menores, a cadeia próton-próton é a reação dominante. Em estrelas mais pesadas, predomina o ciclo CNO.

    Vale ressaltar que há conservação de energia, e, portanto, pode-se calcular a massa dos quatro prótons e o núcleo de hélio, e subtrair a soma das massas das partículas iniciais daquela do produto desta reação nuclear para calcular a massa/energia emitida.

    Utilizando a equação E=mc2, pode-se calcular a energia liberada, oriunda da diferença de massa. Uma vez que o valor do “c” é muito grande ( aprox. 3 . 108 m/s ), mesmo uma massa muito pequena corresponde a uma enorme quantidade de energia. É este fato que levou muitos engenheiros e cientistas a iniciar projetos para o desenvolvimento de reatores de fusão para gerar eletricidade. ( Por exemplo, a fusão de poucos cm3 de deutério, um isótopo de hidrogênio, produziria uma energia equivalente àquela produzida pela queima de 20 toneladas de carvão ).

    • Otus scops

      mais um belo momento de divulgação do Quintus!

      sou um acérrimo defensor da energia atómica (fusão nuclear) e do controlo demográfico.

      1. quando a Humanidade dominar esta tecnologia será a libertação da humanidade dos seus problemas energéticos e aí entraríamos numa nova Era.
      2. sem controlarmos o explosivo crescimento populacional não haverá Terra que nos chegue. podemos resolver o problema da energia ou outros até mas chegaremos a um limite insuportável. o filme Rapa Nui explica muito bem o nosso destino se continuarmos distraídos!

    • Odin

      Também sou a favor de pôr um freio no crescimento demográfico. A humanidade vai acabar com a Terra, se não segurar o crescimento populacional.

  21. Odin

    Mais uma vez eu peço desculpas aos iberistas, entre eles o falecido Saramago, ao Mário Soares [e ao Eng.José Sócrates*(brincadeira minha) :)] por minha sinceridade.

    Mas se o preço de construir uma central nuclear aí na vossa terra é depender de favores da Espanha, é melhor não construir mesmo. E Portugal tem urânio, não precisava importar. Proximidades com a Espanha, só com Olivença e com a Galiza. Quem avisa, amigo é! Uma curiosidade. Vocês não podem fazer parceria com outro país europeu, tem que ser só com a Espanha? O Brasil fez com a Alemanha no passado…

  22. Soares ainda não pifou, Odin! Estive com ele há pouco tempo e olha que me pareceu ainda muito para as curvas, hem! 😉
    E sim, para mim, a dependência do processamento do lixo nuclear de Espanha, é mesmo argumento decisivo para o não.
    Aí no Brasil, até pelos números apresentados pelo Fred, inclino-me para posição contrária.

    • Odin

      Bem, fico feliz pelo Mário Soares ainda não ter pifado, os circuitos ainda funcionam. Li uma anedota comum por aí com atenção e fiquei com medo. Os 12 passos pra transformar Portugal numa potência mundial.

      http://sorisomail.com/anedotas/2543.html

      Vocês têm mesmo a coragem de enviar o Alberto João Jardim e o José Sócrates pra ficarem aqui? Nos rendemos! Vocês venceram! Faremos a vossa vontade e abandonaremos o uso da energia nuclear. Não são necessárias medidas tão severas assim. 🙂 rsrsrsrsrsrsrsrs…

      p.s. Foi só uma brincadeira da minha parte, não tenho nada contra nem ao sr. Jardim e nem ao sr. Sócrates. E nem contra nenhum outro político português.

  23. Otus scops

    se o Brasil puder evitar a energia nuclear era muito bom para todos. ao contrário do que se afirma é uma energia cara pois os custos totais nunca são reflectidos no preço Kw/h. De Gaulle também dizia que a Era Nuclear iria trazer electricidade gratuita aos Franceses! mas a Areva não pensa assim, porque será?
    uma pergunta aí para a “galera”: o que tem feito o Brasil em termos de energias renováveis e no principal – eficiência energética???

  24. Fenix

    li noutro post que aqui não pos,que me tal maquina Z transformava diamantes em liquido e esse liquido de diamantes poderia ser usado na capusola desse “sol” reator de fusão o problema é manter estavel o liquilo e dar-lhe forma .Eu penso que a solução seria o vacu espacial para dar forma ao tal liquido.Um “sol” com 3 cm produs o equivalente 20 tenoladas de carvão.

  25. Fred

    Olá Otus, Energia nuclear barata não é, é que a alternativas são termoconvencionais, que são mais caras.

    Bem Renovável sem considerar a hidroelétrica:

    Tem a Eólica com seus atuais 1 mil MW e nos próximos anos chegará perto dos 3 mil MW

    Fotovoltaica tem 20 kw em operação e outorgada 5 MW (são experimentais)

    Tem uma Undielétrica experimental de 50 Kw (essa de maré acho que é no RJ)

    E a maior de todas a biomassa com seus quase 7 mil MW (ai entra bagaço de cana, casca de arroz, licor negro, biogás, etc)

    Pode checar aqui: http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/OperacaoCapacidadeBrasil.asp

    Forte Abraço

    • Otus scops

      olá Fred

      obrigado pelo link.
      realmente é impressionante a percentagem e capacidade da hidroeléctrica no Brasil. practicamente o dobro de todas as outras!
      podiam era massificar a solar (a eólica não sei se seria rentável).
      mas quanto à eficiência energética, há alguma linha política activa? tão importante como produzir é poupar.
      cumprimentos ao vizinho Barney 😉

      retribuo o abraço com outro mais forte que Itaipu

  26. calep

    Bem,eu acompanhei algumas notas postadas aqui como perguntas e respostas,de fato acho essa tecnologia fascinante,mas acredito que o Brasil so tem a ganhar com isso.de meu ponto de vista se esse projeto segue os mesmos padrões do reator tokamak seu nivel de contenção magnetica é absolutamente incrivel se aproximando dos 7 tesla,para nos é uma inovação muito grande,espero que a justiça não seja um incomodo dessa vez ,pois o Brasil ja se encontra muito atrasado em relação aos outros paises por causa disso.sou tecnólogo e me interesso muito por essa area,gostaria muito de saber mais sobre esse projeto,.se puder me responder agradeço.

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