Embraer: Uma empresa de futuro com… desafios

A Embraer é hoje um dos quatro maiores construtores aeronáuticos do mundo. A empresa, que na década de 70 uma empresa pública, ineficiente e deficitária transformou-se hoje num dos maiores jogadores neste competitivo mercado. A empresa brasileira concorre – quase ombro a ombro com a Bombardier e enfrenta mano a mano – em alguns segmentos – gigantes como a Boeing e a Airbus.

Esta sucesso da Embraer advém em muito de um bom exercício continuado de gestão, excelentes engenheiros e um nível salarial baixo – quando comparado com os seus concorrentes norte-americanos e europeus.

A Embraer tem um especial sucesso com os seus jatos médios 170, 175, 190 e 195 e os seus aviões são já utilizados por mais de cinquenta empresas diferentes, um pouco por todo o mundo, dominando aqui no segmento comercial médio.

A empresa investiu recentemente mais de 1,5 biliões de dólares numa nova geração de jatos privados, onde terá que enfrentar novos concorrentes, entre os quais se conta o maior fabricante atual dessa gama, a Cessna. Nem tudo, contudo, são rosas para a empresa brasileira… A China está rapidamente a adquirir através de contratos muito bem negociados com europeus e russos a tecnologia que ainda há menos de dez anos mal dominava, e muito avançada e engenhosa Sukhoi russa acabou de entrar no lucrativo mercado dos jatos corporativos com o Superjet 100, abrindo concorrência direta com o fabricante brasileiro. A recessão global está também a afetar a Embraer, tendo o seu novo E-Jet sofrido já uma redução de produção para apenas 8 aparelhos mensais e a empresa teve recentemente que despedir pessoal para se poder manter rentável e se adaptar à redução das encomendas.

Apesar destas dificuldades, a resiliência de uma empresa lusófona que no passado soube sobreviver a várias crises bem graves e a sua potencialidade criativa bem expressa pela nova geração de E-Jets e do novo projeto de um transportador militar auguram à empresa brasileira um brilhante futuro… Tão bom quanto o possível num mundo tão incerto e mutável como o atual.

Fonte:
http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_generic.jsp?channel=awst&id=news/awst/2010/05/10/AW_05_10_2010_p52-222834.xml

Categories: Brasil, DefenseNewsPt, Economia | 21 comentários

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21 thoughts on “Embraer: Uma empresa de futuro com… desafios

  1. Otus scops

    três comentários:
    1. quanto à chinesa Comac só quem não tiver preocupações com segurança lhes dará importância, a Sukhoi (empresas russo/soviéticas) nunca foram boas construtoras de aviões comerciais mas podemos dar o benefício da dúvida mas a Mitsubishi e o futuro Kawasaki YPX podem pressionar ainda mais este mercado.
    2. concorrente mais perigoso, a famigerada Bombardier (para nós portugueses) e a série CS podem arrumar com a Embraer
    3. não considero (ainda) a Embraer lusófona
    sugestão de navegação (a infografia é excelente):
    http://www.defesanet.com.br/emb1/engine.htm

  2. A EMBRAER é mt Lusófona, é BRASILeira…dqqui a pouco vai estar nos nove países da CPLP…é sem imperialismo.

  3. ah! a Bombardier! Fujões!
    A Embraer é lusófona, porque é uma empresa de um país de expressão portuguesa… mas compreendo, também só a sentiria plenamente “lusófona” se tivesse capitais portugueses e angolanos (pelo menos), além de fábricas e engenheiros destes e doutros países falantes da nossa língua.

  4. Pegasus

    Senhora, quanto a ser precionada, qualquer empresa de nivel internacional hoje é, talvez pra ganhar alguma vantagem ela tenha que começar a investir numa area muito negligenciada no Brasil, a fabricação de turbinas, com esse tecnologia totalmente nacional e com materia prima local, seria um trunfo economico a favol da empresa brasileira.

    Vai uma dica ao governo brasileiro para dar subsidios a empresas que queiram desenvolver essa tecnologia no Brasil.

  5. Existe uma turbina desenvolvida aqui, e tem-se q aplicar uns míseros milhoes na mesma viabiliza-la…+ como já se fala no scramjet..vai ficar difícil.

  6. e cuidado… a tecnologia aeronáutica que é realmente decisiva é de motores… é aqui que devia residir o essencial de qualquer aposta no desenvolvimento de uma indústria aeronáutica.

  7. ..é por isso q teveriamos trabalhar com + de uma tubina e/ou motores no caso do T26 p vendermos os mesmos p a venezuela…+ rápidos, maiores , enfim , melhores.

  8. e aproveitar o acordor (iminente?) com os franceses no contexto do Rafale para transferir o máximo de tecnologia nesse campo…

  9. ..com certeza…é q seja bem rápido.

  10. Pegasus

    Bom, ja foi dito pelo nosso ministro que a transferencia referida se dara por meio dos softwares e não no maquinario em geral, que custou bilhões de euros e não compensaria entregar a receita de “mão beijada” por um contrato de poucos bilhões a um país que, com ela, no futuro, poderia se tornar um competidor.

  11. sim, tenho seguido essa notícia.
    mas parece-me que é a construção (parcial) das fuselagens que está aqui também sobre a mesa…

  12. Eu quero saber se foi oficializado o acordo entre o BRASIL e Portugal p a construção do KC 390…q já causa certo incômodo a Boing..

  13. Odin

    EMBRAER, um orgulho para qualquer brasileiro que tenha sã consciência. Uma jóia da indústria brasileira.
    Eu lamento que o Brasil não tenha uma indústria brasileira de automóveis, não necessariamente estatal, mas propriedade de brasileiros, tal como a EMBRAER.
    Eu sou simpatizante da idéia de unir empresas brasileiras, portuguesas, angolanas, moçambicanas, de nações lusófonas em geral.
    Se eu fosse o Presidente do Brasil, uma das minhas propostas seria estimular a criação de industrias de capital comum de nacionalidades lusófonas, no ramo aeronautico, veículos automotores, aeroespacial, naval, computadores (software & hardware)… Já pensaram em carros ao mesmo tempo brasileiros, portugueses, angolanos… concorrendo no mercado mundial como americanos, japoneses, alemães, franceses… especializar mão de obra em todos os países.

    • Otus scops

      “Eu lamento que o Brasil não tenha uma indústria brasileira de automóveis(…)propriedade de brasileiros” ou “criação de industrias de capital comum de nacionalidades lusófonas”
      confuso não…

      “Já pensaram em carros ao mesmo tempo brasileiros, portugueses, angolanos”… não mas ia dar confusão “pá caramba”! 😀

  14. motores e turbinas! a tecnologia que falta ainda dominar para que a Embraer seja totalmente autónoma!
    e é pena que não sejas (ainda) Presidente!

  15. Otus scops

    pelo menos no Ocidente ninguém é autónomo, nem na aviação civil nem militar. se não for Rolls-Royce, é Pratt-Whitney ou General Electric, se não for nenhum destes há-de ser um qualquer consórcio entre eles.
    para que é necessária tanta independência???

  16. os russos são independentes e os chineses (tentam) sê-lo… a tecnologia de motores é aqui a chave verdadeira da tecnologia aeronáutica!

    • Otus scops

      e os resultados estão à vista:
      os Chineses caiem, os Russos (soviéticos) deixaram de cair tanto porque entretanto os aviões foram sendo desactivados ou caíram… eram motores ruidosos, poluentes, de difícil reparação e menos fiáveis em comparação com os concorrentes da altura ocidentais.
      sejamos honestos, a tecnologia de motores é de tal modo séria e específica que nem os gigantes aeronáuticos se preocupam em domina-la, deixaram para os especialistas.
      mas repito a pergunta: para que é necessária essa independência?

    • Otus scops

      isto http://cavok.com.br/blog/?p=15837#more-15837 e isto http://cavok.com.br/blog/?p=15819#more-15819 é que é vital para a Embraer.

      se resolverem estes assuntos algo me diz que a Embraer ainda vai abrir em Portugal uma fábrica de aviões completa, ou pelo menos os acabamentos.

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