E se… Portugal saísse do Euro?

Euro (http://www.suapesquisa.com)

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Se Portugal saísse do Euro isso seria efetivamente um “drama” para Portugal e para a nossa economia? Não há duvida de que ao ser uma das moedas mais fortes do mundo o euro permite importar a baixos preços e esse facto está na direta razão da galopante dívida externa portuguesa e dos crónicos défices comerciais lusos. A força cambial do euro é assim uma das fontes para as presentes dificuldades de Portugal.

O facto de Portugal usar uma das mais fortes moedas do mundo e de ter um tecido empresarial pouco competitivo, problemas de competitividade, inovação e produtividade significa que as nossas empresas são obrigadas a competir num mercado global cada vez mais desregulado e onde os nossos adversários não hesitam em recorrer à arma cambial (como no caso do muito desvalorizado yuan, a moeda chinesa) provocando a avalanche de falências e o crescendo de desemprego atual.

Se não estivéssemos colados ao euro poderíamos responder de forma rápida à crise económica, alterando o valor cambial da moeda própria que já não temos e ajustando de forma mais adequada a nossa situação periférica e as dificuldades estruturais da nossa economia aos desafios da Globalização.

Em teoria, a pertença a um espaço económico comum, delimitado pela moeda comum, deveria ser correspondida por uma rede de solidariedade capaz de compensar as economias mais fracas pelas desvantagens da integração monetária. As hesitações, a lentidão da reação e a fraqueza da mesma demonstraram que esta Europa não tem a devida solidariedade. Perante um ataque avassalador e concertado dos Especuladores (e das agências de Rating) os países do euro não se souberam juntar em torno dos seus membros mais fracos e – bem pelo contrário – deixaram quase cair a Grécia, Irlanda, a Itália e Portugal.

Portugal tem agora uma moeda exageradamente forte, de cujo controlo prescindiu quando aderiu (graça a algumas “engenharias financeiras)… Em troca, prometeram-nos que a solidariedade europeia haveria de compensar esta perda de independência, em caso de necessidade. Ora, o que sucedeu à Grécia, as longas hesitações alemãs e uma pífia liderança barrosiana provaram-nos que esta troca foi falsa: que a Europa não só não é solidária, como não nos ajudará se precisarmos.

Perante este fracasso rotundo e aparentemente insanável da Europa só resta a Portugal uma saída: deixar o euro e recuperar a sua independência monetária.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/e-se-saissemos-do-euro=f579264

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: , | 10 comentários

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10 thoughts on “E se… Portugal saísse do Euro?

  1. Rui Montenegro

    Mais tarde ou mais cedo penso que isso será inevitavel. A não ser que em nome da moeda única ,Portugal seja obrigado a tocar niveis de endividamento incomportáveis.
    Neste momento estamos “acorrentados” e reféns de Bruxelas. Não interessa se os Portugueses estejam a viver no limiar da pobreza, não interessa se as medidas propostas e aprovadas por estes “mandaretes” de Bruxelas irão gerar o caos económico e social. O que interessa , isso sim, é cumprir, nem que isso implique a morte lenta deste País.
    Continuo a pensar que estamos a “jogar um campeonato” que não é o nosso e sempre vivemos na ilusão da grandeza (Estádios de futebol, TGV , Aeroportos, Travessias do Tejo ,Festanças , Corrupção etc.etc.etc…) Isto não é um governo e os que lhe antecederam também não o foram. Foram,isso sim, uma cambada de oportunistas e megalomanos de trazer por casa que nos conduziram alegremente a esta desgraça.
    Vá lá, vão todos em fila indiana bater palmas e votar nestes chulos porque agora já não há nada a perder!

  2. e vão mesmo… lá em janeiro, todo o rebanho, de escravos sabiamente docilizados irá lá votar – de novo – nos mesmos tipos de sempre ou ficar em casa a ver Bola e Novelas.
    E depois admiram-se que este país não vá para a frente…
    tenho dias em que tenho pouca paciência para Portugal e para os portugueses, hoje, de facto é um deles… enfim.

  3. rui felix

    “…Se não estivéssemos colados ao euro poderíamos responder de forma rápida à crise económica, alterando o valor cambial da moeda própria que já não temos e ajustando de forma mais adequada a nossa situação periférica e as dificuldades estruturais da nossa economia aos desafios da Globalização…”

    A culpa não é do euro , a culpa é da desorganização e do chico-espertismo que comanda este pais , em portugal ( como na grécia ) só se safam aqueles que são espertos , aqueles que se ” montam ” no sistema , ou seja , só se governam bem aqueles que entram para o estado ou para uma empresa publica , todos os outros , na sua maioria , nada mais têm que fazer se não trabalhar até morrer para alimentar os senhores do sistema .
    Bem sei que existem excelentes funcionários publicos , gente muito trabalhadora e zelosa , mas tambem sei que estes não passam de uma minoria pois uma grande parte só lá está para nada fazer e tudo poder comer , o mesmo digo dos politicos , funcionários de empresas publicas ou municipais , ou seja , os senhores do sistema .
    A culpa da nossa crise , portuguesa , e até mesma a grega ,não é do euro nem dos chineses , a culpa é do chico-espertismo que abafou todo um tecido produtivo e industrial , desde a metalurgia , passando pela agricultura , pescas etc etc… Hoje compensa mais em termos monetários não produzir , hoje compensa viver do sistema , “trabalhar” num destes ministerios , autarquias , empresas publicas , estár lá durante umas cinco horas diarias em vez de trabalhar numa fabrica textil , num campo agricula , numa frota pesqueira , ou seja , na produção de riqueza .
    Sei de gente que vendeu o seu taxi , fechou a sua actividade para trabalhar numa camara municipal , para alem de trabalharem menos horas , passaram a ter mais regalias sociais e mais cedo iam para a reforma , sei de gente que fechou a sua actividade comercial de arquitectura para trabalhar no centro de controlo de trafego aereo, passou assim a ganhar , quase o triplo do que ganhava antes , a trabalhar bem menos horas diárias ( seis horas diarias com três horas de descanso e horario para refeição ) e obtenção de regalias que nunca tiveram antes, sei de gente que abriu falencia do seu pequeno estabelecimento comercial e foi trabalhar para o metropolitano de lisboa , passou a ganhar bem mais , cerca de mil e quinhentos euros mensais como metorista , a trabalhar bem menos e mais regalias sociais , outros casos poderia eu mencionár , ou seja , para quê trabalhar ? para quê produzir ? para quê nos chatearmo-nos com produção , rendas , IRC etc etc ? trabalhar no sistema é que é bom , cansa menos e dá mais algum dinheirito bem como prestigio social !!!!
    Um juiz ganha entre três mil a sete mil euros mensais entre outras regalais mas nada produz e ainda por cima é um intocavel , um tenente coronel ganha perto de três mil euros mensais entre outras regalias e nada produz e é intocavel no seu posto de ” trabalho ” , quanto a mim já me decedi , EU NÃO TRABALHO PARA ESTA GENTE , EU NÃO ALIMENTO ESTA GENTE , EU NÃO PRODUZO , o destino da nossa nação é a banca rota ,tal como a grecia , o nosso falso irmão gemeo !!!

  4. diretamente, não. Mas entrámos no euro impreparados e cedo demais e sem que houvessem regras claras quanto à adesão e à solidariedade europeia que se viu agora ser tardia e pouco entusiasta.
    a bancarrota… a prazo é inevitável, concordo, a menos que haja uma retenção brutal nos nossos padrões de consumo e (sobretudo) nos do Estado. Mas disso… nem sombra, apenas a certeza de um aumento brutal da carga fiscal.

  5. Rui Montenegro

    O Estado ,só se fôr de sitio! Estes tipos já perderam toda a noção da realidade e continuam a aproveitar-se deste povo imbecilizado para, por entre visitas papais e glorificações massivas do outro Jesus ( o do Benfica )atirarem cá para fora com mais medidas de austeridade.
    O pessoal andava todo contente aos pulos no Marques de Pombal, na euforia clubistica, e nem se aprecebeu que mesmo ali ao lado o aldrabão do Sócrates e seus pares “cozinhavam” mais uma dezena de propostas para “entalar” ainda mais oe Portugueses, esses mesmos, esses que andavam aos “berros”no Marques de Pombal!
    Que tristeza de pessoal, que vergonha que tenho de nós.

  6. rui felix

    Sinceramente , não vejo as pessoas preocupadas com a situação do pais , a maioria dos portugueses vivem as suas vidas despreocupados , esta gente só vai acordar no dia em que não receberem a sua prestação social mensal ,pois o o estado não tem dinheiro , esta gente só vai acordar no dia em que tiverem doentes e no hospital não houver médicos para os atender pois o estado não tem dinheiro para pagar aos mesmo , esta gente só vai acordar no dia a que forem ao banco levantarem o seu dinheiro e o banco estarem fechados por falta de liquidez , esta gente só vai acordar ao irem á bomba de gasolina para abastecerem o seu automovel e virem esta fechada pois o pais não tem dinheiro para comprar combostiveis . Se este dia um dia acontecer , então ai sim , esta gentinha distraida vai acordar , então neste dia vão perguntar a alguem o que está a acontecer á sua vida e á vida dos seus , ficarão desesperados e virão para a rua chorar , mas ai será tarde demais , seremos a ” argentina ” da europa !!!

  7. sim… certas fontes dão como certo um colapso económico global em 2011, por virtude de todas estas contenções orçamentais nos países Ocidentais (aqueles que precisamente mais consomem no mundo e logo, que mais importam)…
    vamos ver…

  8. Fenix

    A união europeia e os seus fatoches são os maiores culpados desta realidade que hoje vivemos não são os gorvernos de cada pais.Porque quem dita as leis é a união europeia e o seu parlamento de direita neoliberal.Eles estão a forçar ao maximo a entrada de um neo liberaismos selvagem em todos os paìs da união europeia isso bem claro.Para quem ver.Nunca podemos esquecer que muito destes individamento foi errado foi por culpa dos fundos europeios a que o estado teve de pagar a sua parte.Ouve premeditação em cada medida para levar cada paìs a um beco sem saida para liberlizar como fosse esse o unico caminho.Se senhor socrates não fosse ele o primeiro ministro teriamos hoje em Portugal esse capitalismos salvagem que a direita quer.Antes a bacarrota e a fome a uma economia selvagem dos chicos espertos filhinos do papai.Eu garato que não morria a fome e mesmo sem casa nem trabalho continuava a viver.Duvido é que muitos de voces tivessem tal vontade de viver nessa dificuldades pois é ai que vê o melhor e pior do ser humano.Tenho dito.

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