Joan Laporta: “Ter um Estado próprio não é uma utopia. A Catalunha morre, estão a matá-la”

Raramente (nunca?) falo por aqui do que disseram líderes desportivos. Especialmente de Futebol… Mas vou abrir uma honrosa excepção para as declarações de Joan Laporta, o presidente do Barcelona que prepara a sua candidatura às eleições autonómicas na Catalunha. Laporta vai apresentar-se nas listas do
“Reagrupament”, um partido independentista catalão, um partido nacionalista que defende a formação de um exército e uma diplomacias próprias e o reconhecimento de duas línguas oficiais, o catalão e o aragonês, retirando ao castelhano esse papel.

O partido de Laporta tem, contudo, apenas 1,4% dos votos nas sondagens…. O novo partido é o resultado de uma cisão na Esquerda Republicana (ERC), acusado por muitos por ter feito demasiadas cedências a Madrid na negociação do Estatuto da Catalunha. E ainda que as sondagens sejam desanimadoras, Laporta acredita que potencialmente pode recolher uma parcela muito significativa dos 30 a 40% de defensores da independência catalã.

Laporta é muito popular na Catalunha e pode cativar o voto de muitos que como ele acreditam que “ter um Estado próprio não é uma utopia. A Catalunha morre, estão a matá-la”, referindo-se indiretamente ao Estatuto. A independência da Catalunha, o seu apoio e concretização por meios pacíficos são deveres históricos de Portugal. Se em 1640, os Tercios espanhóis não tivessem sido desviados para reprimir a revolução catalã em vez da portuguesa, hoje, estaríamos tão colonizados por castelhanos como a Galiza ou a Catalunha e, a par do Estatuto da Catalunha, falaríamos igualmente do “Estatuto de Portugal”. É, pois, dever de reciprocidade, defender que os povos e nacionalidades ibéricas busquem a sua sobrevivência longe das aspirações assimiladoras de Madrid e Castela e que encontrem as energias anímicas bastantes para sacudir o jugo da língua castelhana e do centralismo cinzento e cultural e economicamente opressivo de Madrid. Assim, em nome de todos os lusófonos da Península, junto a minha voz a galegos e oliventinos e clamo: Viva Catalunha!

Fonte:
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1526593&seccao=Europa

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: , | 14 comentários

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14 thoughts on “Joan Laporta: “Ter um Estado próprio não é uma utopia. A Catalunha morre, estão a matá-la”

  1. joão tavares

    Pessoalmente , acho que estariamos todos bem melhor sw Portugal fosse uma região autonomica de Espanha , eu penso assim e muitos portugueses tambem , um dia é isso que irá acontecer !!!!

    • Otus scops

      espero que nunca tal suceda!
      joão tavares deve andar distraído, Espanha é uma artificialidade com os dias contados, existem pelo menos duas nações querem sair e v.exa. quer (como recentes sondagens indicam) o que cerca de 1/3 de portugueses querem (ou dizem que querem), integrar-se em Espanha… ridículo para um estado-nação que segue a todo o vapor para o IX sec. de existência. quando Espanha se formou, mais ou menos como é actualmente – queda de Granada em 1492, já Portugal tinha 3 séculos de história e já navegava no Indico!!!
      isto é o pensamento (boa palavra…) típico de quem espera que sejam os outros a resolver-nos os problemas. estes “nuestros hermanos” são tão bonzinhos que assim que nós nos entregarmos ficaremos ricos. que fábula.
      o problema é nacional e é aqui que tem de ser resolvido. para me entregar a alguém prefiro os Ingleses ou os Alemães. com esses ainda aprendo alguma coisa, agora Espanhois?
      e venham os 1000 anos da nacionalidade! viva Portugal!

  2. HSMW

    E sobre as bandeiras em Valença Clavis?

  3. ah! Valença!… sim, muito haveria a falar…
    mas de facto são protestos, não desejos iberistas genuínos.
    mas o Estado central deve atentar a eles: há aqui um protesto popular muito genuíno.

  4. Traidores sempre os houve. Vendem-se por um melhor ordenado… enfim, absolutamente deplorável. Um conselho. emigra e reune-te aos milhares de desempregados espanhois.
    Quanto a Valença, acredito que foi para chocar. O iberismo é sempre usado deste modo. Se há algo que une 99% dos portugueses, é uma aversão natural a espanha.

  5. joão tavares

    “…. O iberismo é sempre usado deste modo. Se há algo que une 99% dos portugueses, é uma aversão natural a espanha….”
    Eu cá não estaria assim tão certo disso .

  6. é isso: foi apenas um gesto de protesto.
    em todas as invasões, as populações raianas foram sempre das que mais resistiram ao invasor castelhano…
    e Portugal e os portugueses não esquecem tudo o que Espanha já fez contra nós… nem as suas eternas ambições anexadoras.
    e – espero – a opressão que Madrid / Castela ainda exerce sobre outros povos ibéricos, de galegos (irmãos lusófonos) a catalães (a cuja revolução de 1640 deve Portugal a independência)

  7. Carlos

    Portugal tem o dever e a obrigação de se manter independente.Portugal é Portugal, Espanha é Espanha.

    Força Portugal, que muito tem a se orgulhar de sua história e tradição.

  8. dever perante todos aqueles que morreram para manter Portugal livre das garras anexadoras de Castela-Madrid…
    E sem nunca esquecer os nossos irmãos ibéricos, galegos, catalães e bascos, irmãos de opressão e repressão cultural dessa Castela centrípeta:

  9. Tanta gente que morreu pela independência! Ainda andei à procura da legenda do Padrão da Batalha de Montes Claros, que é um excelente descritivo do sofrimento do povo português… mas para quê? Aos Vasconcelos apenas um melhor ordenado interessa…

  10. Otus scops

    gosto muito destes temas e por isso gostaria de especular um pouco sobre esta frase, sendo ela especulativa também:
    “Se em 1640, os Tercios espanhóis não tivessem sido desviados para reprimir a revolução catalã em vez da portuguesa, hoje, estaríamos tão colonizados por castelhanos… ”
    discordo duplamente. nem Castela conseguia conquistar-nos a Guerra da Restauração durou 28 anos e foram sempre rechaçados, nem conseguiam conquistar a Catalunha (Aragão) se a França não tivesse traído os seus compromissos com os catalães, tendo inclusive feito um tratado com os Habsburgos (Castela) dividindo o território, ficando com o actual Rosselló/Roussillon e entregando o resto de bandeja aos castelhanos.
    tenho dito.
    😉

  11. Fenix

    Espanha sinplesmente não insiste.Insiste castela leão galiza pais basco a catalunha e navarro asturias granada e estramadura. todos podem ser independentes.E com o meu maior apoio.Espanhol nunca mais vale ser Portugues pobre do que os ouvir a falar até dá insonias o castelano.

  12. Castela então tinha mais guerras em mais frentes e nunca exerceu sobre nós algo mais do que uma guerra de fronteira, sem intenção verdadeira de ocupar o território. A Catalunha continuava insubmissa (até 1652) e a guerra dos 30 anos durou até 1648, Espanha tinha mais que fazer…
    isso contudo, não retira nenhuj mérito a Portugal, que há beira da falência (como hoje) soube resistir aquela que era a maior potencia militar da época.

  13. Luís

    É de todo sentido moral, Portugal apoiar a independência da Catalunha, que é tanto nação como é Portugal.

    A Espanha é um estado artificial dominado pelos castelhanos, que é apenas uma questão de tempo de desmoronar.

    Fico pasmado como cerca 30 ou 40 % de portugueses queiram ser espanhois. SÃO TRAIDORES, VENDIDOS!, não são precisos aqui, vão para Espanha ! é um favor que faziam a Portugal e a Lusofonia.

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