Monthly Archives: Março 2010

Face Oculta: Porque mudaram os arguidos de telemóvel?

Um dos detalhes mais graves em relação ao caso Face Oculta é a intrigante mudança de telemóveis por parte de suspeitos como Armando Vara feita a meio do processo. A troca terá ocorrido para iludir as escutas e foi feita precisamente no momento em que o DIAP de Aveiro comunicou ao PGR que havia aberto uma certidão a José Sócrates. As escutas decorriam desde finais de 2008, mas, de súbito e no mesmo dia em que o processo chega à Procuradoria Vara e outros trocam de telemóveis. Se isto é coincidência, então eu sou turcomano. E juro que não sou. Ainda mais intrigante é que a 24 de junho quem entrega a certidão em mãos ao procurador-geral da República é o próprio procurador-distrital de Coimbra, Braga Themido. Ora se enquanto a certidão esteve nas suas mãos esta esteve longe da imprensa, e se deixou de o estar nesse mesmo dia (tendo em conta a estranha mudança de telemóvel de vários arguidos) então a conclusão é lógica (ainda que incerta): O PGR ou alguém do seu gabinete vendeu a informação aos jornais.

A troca dos números de telemóvel decorreu da suspeição por parte dos arguidos de que estariam a ser escutados, como reconhece a própria Polícia Judiciária, como escreve o SOL: “Resulta das intercepções das comunicações de e para os telemóveis utilizados pelos suspeitos Manuel Godinho, Armando Vara e Paulo Penedos que, pelo menos desde 29 de Junho, aqueles assumiram como fortemente provável, senão mesmo certo, que os telemóveis por si utilizados, ou pelo menos alguns deles, estariam interceptados.” Ironicamente, o facto de alguns destes arguidos terem trocado apenas o cartão e não o telemóvel propriamente dito, por cartões pré-pagos (comprados em qualquer loja e logo, impossíveis de identificar) e por terem optado pela manutenção do mesmo telemóvel, permitiu que pelo IMEI deste fosse possível identificar novamente os novos números de telefone. Assim, a “dica” foi dada por alguém sem conhecimentos técnicos, o que exclui a própria Judiciária como fonte e reforça a tese de que a origem do “sopro” tenha vindo de um Jurista, estreitamente ligado aos mais altos escalões da PGR… E se a PGR deu ao processo a maior confidencialidade, se proibiu qualquer cópia às certidões, se tudo foi entregue em mãos… Caramba, sei que parece circunstancial, mas não há indícios de que a fuga ocorreu no próprio gabinete de Pinto Monteiro? E se tal gravíssimo facto teve mesmo lugar, não se impõe uma demissão imediata?

Não falarei das supostas ligações de Pinto Monteiro ao GOL que correm por aí, nem do “teor socialista” dos seus comunicados, mas o processo da fuga de informação que pode ter comprometido seriamente o bom sucesso das investigações não pode ficar-se pelo tradicional “ataque aos mais fracos”, que neste caso as Felícia Cabrita e Ana Paula Azevedo, do semanário “Sol” que foram formadas arguidas no inquérito instaurado pelo procurador geral da República à divulgação de notícias sobre escutas telefónicas efetuadas no caso Face Oculta.

Fontes:

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=163933&dossier=Caso%20Face%20Oculta
http://aeiou.expresso.pt/jornalistas-do-sol-constituidas-arguidas=f569244

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Quids S18: Que navio é este? (nome exato)

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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SETG: Um teste real à teoria da Panspermia

A hipótese da “Panspermia“, apela a muitos desde há bastante tempo… Alguns investigadores acreditam, por exemplo, que a vida que um dia ainda haveremos de encontrar em Marte pode ter sido levada da Terra por intermédio de meteoritos interplanetários. Sim, com efeito, se uma grande erupção vulcânica ou um impacto meteorítico conseguiu levar até à Terra vários meteoritos marcianos (tendo eu 118 gramas de um, o Dhofar 119 aqui na sala ao lado) então a viagem inversa, de Terra para Marte, também deverá ter tido lugar, várias vezes. É claro que é também possível que ambos os planetas tenham sido “infetados por vida” a partir de uma terceira fonte… Talvez Vénus, quando não era o inferno que é hoje.

A ser assim, poderá existir mais vida baseada no ADN além da Terra… É verdade que já se encontraram aminoácidos complexos entre as estrelas e que estes estão também presentes nos cometas.

O teste à teoria da Panspermia pode ser realizado numa futura missão marciana através de um projeto intitulado
Search for Extraterrestrial Genomes” (SETG), que uma vez colocado num rover no Planeta Vermelho poderá procurar no solo e no gelo vestígios da presença da ADN. O detetor procura sequências de ADN que identificou como serem mais prováveis de encontrar em Marte e na Terra, mais especificamente no gene 16S ribossómico, que tem algumas regiões que não mudaram ao longo de milhões de anos e que são comuns a mais de cem mil espécies terrestres. O detetor será brevemente testado na Argentina, na cratera do vulcão Copahue, um dos ambientes terrestres mais parecidos com Marte e procurará reconhecer o ADN das bactérias extremófilas que aqui conseguem sobreviver e que têm o dito gene 16S.

Fonte:
http://www.space.com/searchforlife/dna-life-mars-am-100216.html

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Notícia da “Ciência Hoje”: “MIL propõe a criação da Agência Lusófona para o Espaço

“Depois de investigadores da Universidade do Minho (UM) terem anunciado uma proposta de criação da Agência Espacial Luso-Brasileira, o Movimento Internacional Lusófono (MIL) apoiou a iniciativa e lançou outro desafio ainda mais ambicioso: uma concertação de esforços dos países de língua portuguesa para a criação de uma Agência Lusófona para o Espaço, com delegação em todos estes países.

Rui Martins, membro da Comissão Executiva do MIL explicou ao Ciência Hoje que o projecto apresentado pela UM seria importante na medida em que as sinergias resultantes da colaboração entre entidades portuguesas e brasileiras ligadas à exploração do espaço e à tecnologia aeroespecial serviriam como “plataforma de promoção do desenvolvimento espacial e tecnológico destes países”.

Este membro do MIL acredita que estas sinergias seriam um alicerce fundamental para o ensino tecnológico, não somente em Portugal e no Brasil, mas também nos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) e Timor, “nomeadamente para estágios universitários e finalistas de cursos tecnológicos”. Poderiam ainda  “reduzir custos nos programas já existentes (AEB e ESA) , sem os suprimir” e  potenciariam “a geração de novos conhecimentos e tecnologias entre Portugal e o Brasil”.

Embora apoie a proposta da UM, o MIL acredita que esse empreendimento deve ser alargado aos restantes países lusófonos, “na medida das possibilidades de cada um”, admitindo, porém, que no campo aeroespacial Portugal e o Brasil estão “mais avançados”.

Rui Martins sublinhou que um ‘protocolo lusófono de investigação espacial’ que fosse o preâmbulo de uma Agência Espacial Lusófona” iria incrementar o intercâmbio de conhecimentos, experiências e projectos nas áreas científica e aeroespacial e permitiria incentivar a captação de recursos nas diversas áreas científicas que a exploração espacial requer, desde a robótica, passando pela química e pela informática.

Além disso , “propiciaria o incremento das relações entre empresas e entidades académicas de todos os países da CPLP”, sendo que “todas estas actividades cruzadas (empresariais e académicas) poderiam ser promovidas por esta nova entidade: a Agência Espacial Lusófona”, explicou Rui Martins.

Movimento Internacional Lusófono

O MIL é um movimento cultural e cívico que conta com três mil adesões, de todo o espaço lusófono. Surgiu em 2008, depois das comemorações do centenário de Agostinho da Silva (2006), quando algumas das pessoas que estiveram envolvidas nesse programa de comemorações, na companhia de outras que entretanto se juntaram, consideraram que era necessário concretizar algumas das ideias deste filósofo luso-brasileiro, nomeadamente a criação de uma Comunidade Lusófona.

MIL pretende criar uma Comunidade Lusófona, tal como  ambicionava Agostinho da Silva
MIL pretende criar uma Comunidade Lusófona, tal como ambicionava Agostinho da Silva











Deste modo, o MIL defende essencialmente o reforço dos laços entre os países lusófonos, não só no plano cultural, mas também social, económico e político. Neste âmbito, já desenvolveu inúmeras iniciativas, desde debates públicos, recolhas de livros ou a criação do Prémio Personalidade Lusófona do Ano, cujo vencedor do ano 2009 foi Lauro Moreira, embaixador do Brasil na CPLP.

Além da proposta da Agência Lusófona para o Espaço, este movimento já apresentou outras, tais como a “Força Lusófona de Manutenção de Paz”, o “Passaporte Lusófono”, o “Canal Lusófono de Televisão” e o “Banco de Desenvolvimento Lusófono”.”

Citado de:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=40840&op=all#cont

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O Eurofighter Typhoon terá hipóteses de vencer o MMRCA indiano?

EADS Eurofighter Typhoon (www.military.cz)

EADS Eurofighter Typhoon (www.military.cz)

O consórcio Eurofighter está bater-se por um contrato de 10,4 biliões de dólares no concurso indiano “medium multi-role combat aircraft” (MMRCA). Um Typhoon da Luftwaffe esteve recentemente presente num espetáculo aéreo na Índia, mostrando as suas capacidades, como forma de reforçar as suas possibilidades no MMRCA, onde está presente como candidato desde 2007

Existem sinais contraditórios quanto à possibilidade de sucesso do Typhoon no MMRCA… Por um lado, os indianos parecem acreditar que o desempenho do avião está claramente acima dos requisitos, mas por outro, não parecem muito satisfeitos com o preço do caça europeu. O embaixador indiano na Itália, Arif Shahid Khan, terá dito recentemente que o Eurofighter estava a liderar o concurso. Em competição no MMRCA estão também o Rafale, o JAS 39 Super Gripen IN, o F/A-18E/F-IN Super Hornet, o F-16IL e o MiG-35 russo.

Até ao momento apenas a Áustria e a Arábia Saudita compraram Typhoons, além de Espanha, Itália, Reino Unido e Alemanha, países que fazem parte do consórcio construtor.

Um ponto essencial para a vitória do Typhoon no concurso indiano pode acabar por ser o seu motor… Com efeito, a EUROJET Turbo GmbH já admitiu estar disposta a transferir a construção dos motores do aparelho para a Índia e este poderia ser também utilizado para o caça indiano Tejas, sendo esta vantagem provavelmente tão importante como a aparente superioridade técnica do aparelho sobre os seus oponentes no MMRCA… Resta saber se estas duas grandes vantagens serão suficientes para compensar o alto preço do Typhoon, especialmente contra o Gripen e o Super Hornet.

Fonte:

http://www.defpro.com/daily/details/508/

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A evolução dos limites da Galiza no transcurso da História

Palestra de José Manuel Barbosa, na Sociedade de Geografia de Lisboa, a 19 de março de 2010:
O nome da Galiza não se corresponde com o mesmo território segundo a etapa histórica da que estejamos a falar e é por isso pelo que os limites da mesma também não são os mesmos.
O Paradigma galeguista, como contraposição ao Paradigma castelhanista põe sobre a mesa uma narração dos factos no que a Galiza existe como ente protagonista da Idade Média e ainda de outras épocas. Nós tentaremos desvendar aquelas chaves que até agora não levam sido publicitadas porque a Galiza não tinha possibilidade de as expor como sim tem sido possível com a Catalunha e o País Basco dentro do contexto do Reino da Espanha porque nesses países sim há um poder autocentrado que não só permite, mas impulsiona o estudo da própria História como elemento fulcral na (re-)construção nacional, apesar do castelhanismo ideológico que procura deformar a realidade passada dos povos e nações da península Ibérica.

O nome da Galiza não se corresponde com o mesmo território segundo a etapa histórica da que estejamos a falar e é por isso pelo que os limites da mesma também não são os mesmos.O Paradigma galeguista, como contraposição ao Paradigma castelhanista põe sobre a mesa uma narração dos factos no que a Galiza existe como ente protagonista da Idade Média e ainda de outras épocas. Nós tentaremos desvendar aquelas chaves que até agora não levam sido publicitadas porque a Galiza não tinha possibilidade de as expor como sim tem sido possível com a Catalunha e o País Basco dentro do contexto do Reino da Espanha porque nesses países sim há um poder autocentrado que não só permite, mas impulsiona o estudo da própria História como elemento fulcral na (re-)construção nacional, apesar do castelhanismo ideológico que procura deformar a realidade passada dos povos e nações da península Ibérica.

ÁUDIO (De melhor qualidade) em:
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As Pandur II da República Checa

Como saberão (até pelos posts publicados aqui no Quintus), os Pandur II representam para o Exército Português um autêntico “salto quântico” em termos de capacidades e poder operacional, quando comparadas com as vetustas “Chaimites” e M113 que ainda equipam as forças mecanizadas do Exército.

Além de Portugal, a República Checa também assinou em janeiro de 2006 um contrato com a Steyr-Daimler-Puch Spezialfahrzeug GmbH austríaca no sentido desta lhe fornecer 199 APCs Pandur II. Os veículos deveriam começar a ser entregues entre 2007 e 2012, sendo os Pandur II fabricados na Áustria e na República Checa. O negócio esteve ameaçado pela crise financeira que devastou a Europa de Leste e à qual a República Checa não escapou. Apesar disso os checos conseguiram salvar o programa dos seus obsoletos OT-33, diminuindo contudo o número total de Pandur II a construir em fevereiro de 2009.

Fonte:

http://www.defenseindustrydaily.com/czechs-to-buy-199-pandur-ii-apcs-for-1-billion-01810/

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O USS Freedom (LCS 1) foi enviado para sua primeira missão

USS Freedom (www.naval.com.br)

USS Freedom (www.naval.com.br)

O primeiro “Littoral Combat Ship”, o USS Freedom (LCS 1), foi enviado para sua primeira missão. A colocação acontece dois anos antes do calendário inicial, o que é muito raro, num meio onde os atrasos e deslizes orçamentais consequentes são comuns.

O primeiro LCS1 foi concebido e construído pela divisão naval da Lockheed Martin, empresa que agora concorre à construção de mais navios da mesma classe, prometendo manter a lógica de baixo custo unitário por navio e rapidez de construção. Em teoria, os EUA, vão construir mais 55 navios deste tipo, especialmente concebidos para operaram em águas costeiras.

Fonte:

http://www.defpro.com/news/details/13218/

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A recessão global já não está só a falir bancos. Começa também a falir países

A recessão global já não está só a falir bancos. Começa também a falir países. No processo, aqueles “sinais” de que falavam os economistas do sistema e que dariam indicação de que “a retoma está aí” são falsos. Se assim não fosse não teríamos agora países como a Grécia e a patinarem à beira da falência? Se a Grécia não conseguir cumprir as obrigações da sua dívida e entrar em bancarrota esse será o maior desastre financeiro de sempre na EU e o contágio – por intermédio do factor pânico nos mercados financeiros – não tardará a alastrar-se a Portugal, Espanha e Itália (os tais PIGS). Tal colapso forçaria estes países a aumentarem violentamente os seus impostos, reduzirem as suas despesas e a saírem do Euro.

Na China, o dito “motor da Economia mundial” começam também a surgir preocupações… Perante indícios de uma bolha especulativa provocada pelos biliões de dólares que o governo injetou na economia para compensar o declínio nas exportações, Pequim está agora a refrear a concessão de empréstimos. Na Índia, o panorama é semelhante e até no Brasil um movimento idêntico percorre o setor financeiro. Os bancos centrais estão a parar com a “impressão de dinheiro” e consequentemente menos “dinheiro vivo” aflui aos Mercados.

Estes indícios podem indicar que o tempo da recuperação da economia mundial ainda não chegou e que 2010 será economicamente ainda mais difícil do que se previa em finais do ano passado. A tímida recuperação de 2009 pode assim ter-se baseado apenas na transitória injeção de capital público nas economias que agora perdeu o fôlego. A situação parece especialmente frágil no Ocidente, tendo países como a Índia e o Brasil economias que reencontraram nos seus mercados internos um porto relativamente seguro de águas tranquilas. Especialmente grave é ainda a situação nos EUA onde a recuperação do PIB é muito transitória num horizonte de elevado desemprego e de grandes dificuldades da maioria das famílias americanas. O Japão continua asfixiado numa longa deflação. Todos os países desenvolvidos correm agora o risco de repetirem os erros dos EUA em 1937 e do Japão em 1997: uma política monetária demasiado conservadora que leve de novo as economias para a recessão. É verdade que os Governos do G-7 parecem ter percebido que é ainda demasiado cedo para retirar os incentivos.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/novos-perigos-para-a-economia-mundial=f566289

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O Embraer KC-390 e o cluster aeronáutico português

Embraer KC-390 (http://www.aereo.jor.br)

Embraer KC-390 (http://www.aereo.jor.br)

“Além do arranque do cluster aeronáutico, em Portugal, é uma oportunidade de cooperação estratégica com os países da CPLP. Onde está o Brasil, está a nossa agência. O Brasil é a prioridade das prioridades, a par de Angola”, sublinhou, Basílio Horta, presidente da AICEP (Associação para o Investimento e Comércio Externo de Portugal).”

Basílio Horta, referia-se à possibilidade da Embraer construir partes do seu novo cargueiro militar KC-390 nas suas instalações de Évora. Assim, a declaração de que “o Brasil é a prioridade das prioridades, a par de Angola” é plenamente consistente com a prioridade lusófona para a política externa portuguesa defendida pelo MIL e com o seu comunicado em defesa de uma maior cooperação entre os países da CPLP nos domínios aeroespaciais e oceanográficos.

Existem diversos projetos aeronáuticos hoje em curso no Brasil e – a prazo – em Portugal. No Brasil, o caça selecionado pelo F-X2 será construído parcialmente no Brasil, provavelmente pela Embraer, e o cargueiro KC-390 deverá também entrar em produção nos próximos dez anos. Um e outro projetos são também necessários a médio prazo para Portugal e com a presença da Embraer no nosso solo seria no mínimo estúpido se não aproveitássemos essas sinergias e optássemos pelos mesmos aparelhos, determinando sempre uma percentagem local de montagem ou construção. E esperemos então que não o sejamos.
Fonte:

http://aeiou.expresso.pt/portugal-ja-tem-18-fornecedores-para-o-aviao-da-embraer=f560638

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Quids S18: Em que país foi tirada esta fotografia?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Votem no Quintus no concurso mundial BestOfBlogs

Talvez saibam que a Deutsche Welle Global Media organiza todos os anos um prestigiado concurso de blogs, o BOBs (BestOfBlogs). Se gostam do Quintus  votem clicando nesta ligação externa:

http://www.thebobs.com/index.php?w=1157108392143575VRNXAIRT

Obrigado!

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O módulo “Tranquilidade” foi instalado na ISS

Os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) conseguiram instalar o “módulo-janela” na ISS. O novo módulo tem o nome de “Tranquilidade” e será o último grande componente a ser somado à ISS.

O “Tranquilidade” é basicamente uma cupola com seis janelas laterais e uma sétima ao topo, ao centro. O módulo oferecerá aos astronautas na ISS uma visão panorâmica da Terra e do Espaço. Apesar de ser a última adição à ISS, a sua colocação na Estação não foi isenta de problemas… Parafusos encravados dificultaram seriamente a operação de instalação do módulo, aparentemente porque em terra foram apertados demasiado. Só com o braço robótico da ISS é que foi possível soltar os parafusos e instalar finalmente o “Tranquility”. Comunicações intermitentes também afetaram toda a operação de instalação do módulo, mas agora a principal missão do Space Shuttle Endeavour está cumprida e a ISS recebeu uma importante adição que irá modificar profundamente a sua capacidade de observação do globo.

Fonte:
http://www1.voanews.com/english/news/International-Space-Stations-Room-with-a-View-in-Place-84419302.html

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Mais atrasos e aumentos de custos com o F-35 Lightning II

O F-35 conheceu novos atrasos, dilatando ainda mais os custos do programa mais dispendioso da atualidade. Os últimos planos incluem a compra de 2456 aparelhos a um custo total que será superior a 246 biliões de dólares, um valor estapafúrdio que prova que a intenção original de criar um aparelho “económico” que beneficiasse das economias de escala resultantes da partilha de tecnologia furtiva se gorou. Com efeito, desde 2002, mais de 100 biliões de dólares já foram somados ao preço original. Em suma, atualmente, cada F-35 deverá custar perto de cem milhões de dólares… Dificilmente um “caça económico”, portanto, já que tem um preço quase triplo ao Gripen NG!

E em cima disto tudo, o Pentágono admitiu agora um deslize de mais de um ano de todo o programa. Ou seja, os Marines já não vão receber os seus primeiros F-35 em 2012, mas, na melhor das hipóteses, apenas em 2013… A Leste nada de novo, em suma. Ou melhor, a Ocidente nada bom de novo.

Fonte:
http://defensetech.org/2010/02/18/f-35-delayed-again/

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Quids S18: Que foguetão é este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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O Brasil vai decidir em finais de março de 2010 quem será o vencedor do programa F-X2

O Brasil vai decidir finalmente quem será o vencedor do programa F-X2 no final de março, declarou o chefe de Estado Maior da Força Aérea Brasileira, o General Juniti Saito. A decisão – admitiu o General – será mais “política e estratégica”, proveniente do próprio Lula da Silva a partir da avaliação técnica feita pela FAB, sobre as propostas dos três finalistas: Boeing, Dassault e Saab.

Sendo que a decisão está assim na mesa de Lula da Silva e como este já deixou bem clara a sua preferência pelo Rafale, sobretudo devido à transferência de tecnologia que os franceses garantem, já que isso a prazo garante ao Brasil a tecnologia necessária para que um dia possa fabricar os seus próprios aviões de 5ª geração.

Apesar de Lula já ter provavelmente “falado demais”, o certo é que perante a preferência da FAB pelo Gripen NG e por uma renovada ofensiva da Boeing que chegou a sugerir que tal opção aumentaria as hipóteses da Embraer ganhar com o Super Tucano um concurso por aviões de ataque ligeiro na USAF a Dassault parece ter descido o preço dos seus aparelhos pelo menos dois biliões de dólares de 8,2 biliões para 6,2 biliões de dólares e ainda mais 4 biliões de dólares em manutenção. Tal descida deixa ainda o Rafale a 2 biliões de dólares de vantagem, mas permite distanciar-se do Super Hornet, com os 5,7 biliões mais 1,9 biliões de dólares em manutenção.

O esforço francês é compreensível… Ao fim ao cabo a Dassault ainda não ganhou nenhum contrato de exportação e se o seu Rafale ganhasse o F-X2 o exemplo poderia cativar outros interessados, como a Índia que está a avaliar também o aparelho francês.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Brazil_to_make_fighter_jet_decision_by_end_of_March_general_999.html

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O Brasil e China adiaram o seu quarto lançamento de satélites conjunto um ano, de meados de 2010 para meados de 2011.

CBERS-3 (www.inpe.br)

CBERS-3 (www.inpe.br)

O Brasil e China adiaram o seu quarto lançamento de satélites conjunto um ano, de meados de 2010 para meados de 2011.

A decisão de adiar resultou de uma reunião entre as duas partes e foi confirmada por Thyrso Villela, o diretor do departamento de satélites, aplicações e desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira.

O satélite em questão é o CBERS-3 e é o mais recente produto de uma parceria entre a China e o Brasil datando de 1988 e que corre no âmbito da construção, lançamento e operação de satélites de observação da Terra, em inglês “China-Brazil Earth Resources Satellite (CBERS)“. O objetivo desta família de satélites é o de reunir informação sobre o ambiente, poluição, a agricultura e o desenvolvimento urbano nos territórios da China e do Brasil.

O programa CBERS é atualmente o maior programa de parceria no domínio espacial em que o Brasil está empenhado tendo já resultado no lançamento de três satélites (em 1999, 2003 e 2007). O ultimo satélite lançado foi o CBERS-2B, colocado em órbita em setembro de 2007, que estará operacional até meados de 2012, altura em que o CBERS-3 assumirá essa missão.

Os primeiros três satélites CBERS foram construídos em 70% pela China, mas os seguintes, o CBERS-3 e o CBERS-4 serão construídos em 50% por cada um dos parceiros, já que o Brasil já adquiriu o know-how técnico suficiente para cumprir uma parcela mais intensa do trabalho de construção dos satélites, naquela que a mais visível vantagem da parceria sino-brasileira.

O projeto CBERS demonstra assim as vantagens de um programa de cooperação cientifica e espacial entre dois países em desenvolvimento, assim como as vantagens da as partilha de conhecimentos e informações daí resultantes.

O sistema CBERS tem um retorno imediato para a sociedade dos dois países, muito superior ao investimento realizado, e não somente no domínio da aquisição de conhecimentos e da manutenção de postos de trabalho altamente qualificados mas também nos domínios da prevenção de desastres naturais, previsões meteorológicas e monitorização da desflorestação.

Os satélites CBERS já produziram mais de um milhão de fotografias que podem ser livremente acedidas a partir da Internet de forma completamente gratuita.

Fonte:
Xinhua News Agency

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Quids S18: Que edifício é este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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A Grécia, o Subprime, as “engenharias financeiras” e cumplicidades orçamentais

Segundo um artigo do jornal New York Times foram táticas idênticas aquelas que levaram à crise dos subprime nos EUA que arrastaram a Grécia para pré-bancarrota. Ao que parece, vários governos gregos – durante mais de dez anos – andaram metidos com Especuladores de Wall Street magicando formas de dar a volta às fiscalizações orçamentais de Bruxelas. Entre os seus mais cúmplices neste logro sistemático e de enormes proporções esteve o banco de investimento Goldman Sachs que terá ajudado o governo grego a arriar marteladas nos seus orçamentos para levar de vencida os fiscais de Bruxelas. No total, alega o Wall Street, uma dívida de vários milhares de milhões de euros terá sido escondida ao longo de mais de dez anos.

Este episódio, haveria de redundar na quase bancarrota grega, e na subida dos spreads de dívida soberana e em última instância no aumento do spread dos empréstimos dos cidadãos de todos os países do sul da Europa. Mas antes do mais devia servir de lição: um Estado não deve ser um cliente de um Banco de Investimentos e os Bancos de Investimentos devem ser severamente regulamentados de forma a não aparecerem como cúmplices na bancarrota de Estados. Ah, sim e já agora… O que andou a fazer o “independente” Banco central grego? Ou seria tão cego e servil como o nosso Vitinho Constâncio, o homem que “não sabe de nada e não viu nada”?

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/divida-taticas-de-wall-street-agravam-crise-da-grecia-nyt=f565465

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Quids S18: Que sistema é este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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História do motor nuclear de foguete NERVA

Motor nuclear NERVA em (www.nre.ufl.edu)

O motor nuclear de foguete NERVA baseava-se na motor nuclear de foguete anterior Kiwi. O plano inicial da NASA era utilizar um NERVA num dos andares superiores do Saturno V, no começo da década de setenta e devia permitir ao foguetão o envio de cargas pesadas para missões interplanetárias, até Marte e Vénus. A incorporação do NERVA no Saturno V seria missão do “Marshall Space Flight Center” da NASA.

O programa encontrou graves obstáculos, desde um subfinanciamento crónico a uma impopularidade crescente contra o nuclear na década de 60 e 70. Tecnicamente houve também dificuldades em alcançar os níveis de desempenho teoricamente possíveis, já que nunca um NERVA conseguiu alcançar os mesmos desempenhos dos motor químicos da época.

Os motores nucleares NERVA eram o elemento fundamental da missão tripulada a Marte que Wernher von Braun pensava lançar depois do programa Apollo, mas que a escassez de verbas levou ao cancelamento.

O conceito de um motor nuclear de foguete ou “nuclear thermal rocket” nasceu da ideia de fazer passar um gás frio por um reator muito quente, aquecido por energia nuclear e fazer sair esse gás – tornado quente muito rapidamente – através de um cone de exaustão. Teoricamente, este processo deveria garantir níveis de propulsão muito superiores aos dos motores químicos convencionais.

Em 1953, o laboratório de Los Alamos arrancou com o projeto ROVER no âmbito do qual foram construídos vários reatores para testar o conceito do foguetão atómico. Na época, o programa fora concebido como uma alternativa para os mísseis intercontinentais que os EUA estavam então a construir, já que se temia que os foguetões químicos não tivessem a energia suficiente para dar a volta ao globo e chegar à União Soviética. Estes reatores de primeira geração eram os KIWI, a que se seguiram os Phoebus que deviam ser a base de futuras sondas interplanetárias, os Peewee-1 de menores dimensões e o Nuclear Furnace-1 que tinha já preocupações ecológicas de reduzir as emissões radioativas para a atmosfera.

Em 1961 o programa NERVA “Nuclear Engines for Rocket Vehicle Applications” substituiu o programa ROVER e começaram a construir-se os primeiros motores desse tipo. Na altura, o motor pensava-se que seria utilizado numa missão a Marte e era uma encomenda direta da NASA e pensava-se que poderia ser usado para missões ainda mais longínquas.

O programa NERVA estava sediado em Large, na Pensilvânia , onde eram construídos os pequenos reatores (inspirados nos pequenos reatores da US Navy), sendo estes depois testados no Nevada. No total, doze reatores foram construídos e testados, sempre com melhorias de desempenho e flexibilidade operacional. A maioria dos NERVA lançava o hidrogénio quente e radioativo diretamente para a atmosfera, mas a radiação era mínima e foi sendo reduzida design após design. O motor NERVA mais recente era duas vezes mais potente que o maior motor químico de sempre, o do Saturno V.

O NERVA foi cancelado em 1973 com o abandono das missões lunares e o adiamento “sine die” do programa marciano. Mas agora, surgem notícias de que a Rússia está a planear ressuscitar o seu próprio “programa NERVA”, abandonado também pela mesma época em que parou o programa da NASA, para uma série de missões robóticas a Marte… Estaremos assim perante o renascimento de uma forma de propulsão espacial que promete rendimentos 10 a 50 vezes superiores que a propulsão química usada atualmente?

Fontes:
http://www.fas.org/nuke/space/c02early.htmhttp://en.wikipedia.org/wiki/NERVA
http://www.aboutnuclear.org/view.cgi?fC=Space,History

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O biocarvão: uma promessa interessante para o problema das Alterações Climáticas

O biocarvão permite enterrar uma parte do carbono que, de outra forma, seria enviado para a atmosfera aquando da decomposição das plantas. Com efeito, todos os anos 120 biliões de toneladas de carbono atmosférico são absorvidos pela vegetação aquando do processo da fotosíntese, ou seja, seis vezes mais que o total das emissões do Homem… Metade deste carbono é emitido pela respiração das plantas, a outra metade fica na planta sob a forma de matéria orgânica e só é libertado na sua morte, pela via da sua decomposição.

A ideia por detrás do biocarvão consiste em pirolisar estes vegetais mortos e impedir assim o envio deste carbono para a atmosfera. O alvo primordial desta técnica são os restos agrícolas ou silvícolas que normalmente ficam abandonados no solo, decompondo-se e enviando CO2 para a atmosfera e que poderia ser recolhidos e enviados para fabricas de transformação, em cooperativas agrícolas e produzir assim carvão que depois seria usado na localidades em redor. Com efeito, os biocarvões e óleos assim produzidos poderiam ser uma interessante alternativa energética podendo substituir o consumo de combustíveis sólidos e assim, evitar também as emissões de CO2.

As fabricas de biocarvão seriam equipadas com sistemas de recuperação de gás metano e de óxido nitroso, ou seja, não se poderia usar o método convencional de produção de carvão. A pirólise contudo resolveria este problema e poderia até enriquecer os solos onde o processo decorresse. Estamos assim perante um método que se pode revestir de um papel crucial na resolução do problema vital que é o Aquecimento Global e que já deveria estar a merecer maior atenção por parte dos Estados…

Fonte:
Science & Vie, novembro de 2009

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Quids S18: Que míssil é este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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O dilema dos programadores (“coders”) com mais de 50 anos

Um interessante artigo publicado na revista InfoWorld dá conta de um fenómeno que de facto tem eco no círculo das nossas relações: há uma curiosa tendência para que quem tenha como profissão ser programador informático ser despedido antes de chegar aos 50 anos. Com efeito, a discriminação etária é neste campo mais violenta e absoluta do que em provavelmente qualquer outro. Tanto que esse facto (sim, quantos programadores com mais de 50 anos conhece você?) devia condicionar os jovens que ingressam hoje nos cursos de Engenharia Informática a pensarem duas vezes e a escolherem carreiras mais longas… Sim, que não os coloquem no desemprego crónico assim que soprarem a sua 50a vela.

Obviamente, trata-se de um problema de gestão, não com as pessoas que passam os 50 anos de idade. Ou melhor, de um problema de má gestão global, já que o problema não é nem português, nem brasileiro, mas mundial. É evidente que, desde o princípio da sua carreira um programador pode ser mais ou menos produtivo do que outro, e que isso nada tem que ver com a sua idade. É também evidente que com a velocidade com que se muda a moda das linguagens de programação, qualquer programador encontra várias durante a sua carreira, sendo forçado a aprender várias delas…

Por isso quando um gestor decide preferir um programador jovem sobre um mais maduro fá-lo por puro preconceito e porque – sobretudo – não tem qualquer capacidade técnica para distinguir um bom de um mau programador. Assim, prefere os mais jovens porque estes são mais descartáveis, dispostos a trabalharem longas horas e livres de dependências familiares, gerando no processo um maior número de linhas de código que não serão – necessariamente – as melhores. A experiência é assim neste campo profissional profundamente desprezada e subvalorizada e hipervalorizada a preferência pelas longas jornadas de trabalho e pela produção de longas resmas de código de qualidade duvidosa, mas massiva.

Fonte:

http://developers.slashdot.org/story/10/02/17/1642213/Logans-Run-Syndrome-In-Programming?from=rss

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Vídeos da Intervenção do Dr. Fernando Nobre no Encontro de Voluntários de 13 de março de 2010

Algumas frases do discurso de Fernando Nobre no Encontro de Voluntários do sul de Portugal de 13 de março de 2010

Onde o MIL esteve presente


Cidadão suprapartidário que eu sou, o que não quer dizer que não faço política, faço política há mais de 30 anos.

Eu não sou contra nenhum partido político ou contra os políticos

Tenho amigos em todos os quadrantes da vida política portuguesa. Falei com um amigo de cada partido depois de ter tomado a minha decisão

A democracia não se esgota nos partidos políticos, a democracia vai muito para além dos partidos e a cidadania é um pilar essencial de qualquer estrutura humana.

A minha candidatura não vai contra nenhuma pessoa em particular ou contra os partidos políticos ou contra os políticos.

É uma candidatura de Justiça Social.

É preciso um projeto de mobilização da sociedade portuguesa.

Eu que sou pai de 4 filhos estou particularmente preocupado com a nossa juventude. Já ouvi alguém dizer que faz parte de uma “geração traída” e sinto a minha responsabilidade como se alguma forma eu tivesse também traído essa geração.

Fico particularmente triste quando me apercebo que mais de cem licenciados por dia deixam o nosso país sem ideia de retorno.

Eu acredito em Portugal por isso é que o lema da minha candidatura é “Acreditar em Portugal”. Porque acreditamos que o nosso país pode ter um futuro.

O pilar do Estado a que me candidato tem funções importantíssimas e insubstituíveis.

O pilar da Economia que todos queremos que seja mais cidadã e que nos coloque como seres humanos.

Eu nunca vivi da política mas acredito que tenho os atributos necessárias e suficiente onde poderei criar os pontos de união.

Estar em Portugal é estar no mundo, não só o retângulo que temos com as ilhas dos Açores e a Madeira, mas também com os PALOPs e um mundo que corro há mais de 30 anos.

Eu não vou para Belém para viajar, para descansar, vou para mobilizar. Tenho força anímica suficiente para mobilizar Portugal.

Ao contrário dos comentadores e carpideiras eu tenho dignificado o nosso país.

Não aceito a ideia de nunca ter tido uma ideia política. Até dita por pessoas que dizem que lêem livros. Que leiam os livros que tenho escrito sobre Portugal.

A decisão a concorrer à Presidência da República é uma decisão unipessoal. É um cidadão que se candidata por imperativo de consciência e porque sinceramente acredito em Portugal.

Não podemos continuar a viver numa sociedade em que temos tantos idosos a viver tão mal. Em Portugal há mais de 300 mil idosos com reformas inferiores a 200 euros. Neste país onde a nossa juventude já não acredita que num pais com desigualdades tão profundas.

Não venham com flechas inúteis, de ser isto ou anti aquilo. O meu objetivo é unir os portugueses. Só quem não me conhece é que pode pensar que haja qualquer força que possa empurrar-me para um sítio onde eu não quero ir, serei Presidente da República porque eu quero ir e convosco será possível.

É uma candidatura que nasce da cidadania verdadeira, de vocês, de nenhum apoio partidário.

Quero ver se os portugueses são – como dizem – um povo de carneiros e se se vai bater e acreditar no seu futuro.

Vamos trabalhar para demonstrar que Portugal merece estar nos lugares cimeiros da humanidade, sendo um dos povos ímpares que marcou a humanidade.

O que interessa é mobilizar o país, dinamizar a nossa juventude, olhar para o mundo, na Lusofonia global.

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Stanley Kubrick e a “Conspiração Apollo/Moon Hoax”

Stanley Kubrick

Stanley Kubrick e a "Conspiração Apollo" (http://slamxhype.com)

Uma das Teorias da Conspiração mais fascinantes de sempre alega que as expedições lunares Apollo foram de facto realizadas em… Estúdio sobre a batuta do conhecido realizador Stanley Kubrick. A teoria diz que o realizador teria sido pago para tal pelo governo e que – para proteger a sua família – este teria escondido pistas de tal no seu filme “The Shining”.

A teoria é da lavra de Jay Weidner e baseia-se em que o protagonista principal do filme “The Shining”, Jack Torrance e o seu filho Danny representam vários aspectos distintos de Kubrick. Jack é o seu “lado prático” que faz um acordo com o gerente do Overlook Hotel (simbolizando a América ou o governo americano, já que está construído sobre ossos de índios) para o proteger durante o Inverno (a Guerra Fria).

A teoria parte de várias anomalias presentes ao longo do filme:

1. O quarto assombrado que no livro de Stephen King é o 217 e que no filme de Kubrick é o 237, 237 como as 237 mil milhas que separam a Terra da Lua. Este quatro representaria assim o local das filmagens ou como diz a dado ponto o personagem principal: “é como desenhos num livro, Danny. Não são reais”.

2. Os gémeos do filme (ausentes do livro) serão uma referencia às cápsulas Gemini (Gémeos…).

3. Os múltiplos ursos empalhados do filmes serão referencias ao urso soviético,

4. Quando Jack escreve na máquina de escrever: “All work and no play makes Jack a dull boy”, em ciclo obsessivo o “All” vale de facto por “A11”, isto é: Apollo 11, a primeira missão Apollo a alcançar a Lua. Teoricamente…

Stanley Kubrick teria mascarado todas estas pistas sobre o seu envolvimento na “Conspiração Apollo” da NASA, como forma de proteger-se a si mesmo e à sua família contra ameaças que teria recebido do governo norte-americano, que o teria ameaçado de morte. Como já escrevi no passado, não sou adepto da tese de que as missões Apollo foram forjadas. É possível que nem tudo tenha corrido como nos dizem e há também a possibilidade de que tenham corrido até demasiado bem e descoberto na Lua… Provas da presença alienígena… Com missões que correram mal e foram camufladas, com sucessos que não foram divulgados por motivos de segurança, etc. De permeio, pode haver efetivamente algumas fotografias falsas, adulteradas ou manipuladas que podem ter estado na base desta teoria da Conspiração. E que na variante que aqui apresentemos encontra no realizador Stanley Kubrick o coordenador de todas as filmagens e fotografias adulteradas no Programa Apollo.

Fonte:
http://news.discovery.com/space/faked-moon-landings-and-kubricks-the-shining.html

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O Nimrod MRA4: Uma resenha sumária

Em 1992, a RAF começou o programa “Replacement Maritime Patrol Aircraft” (RMPA) para substituir os seus Nimrod MR2. A BAE Systems propôs então modificar cada exemplar existente de Nimrod instalando novos motores e eletrónica criando assim o Nimrod 2000. Na época, a RAF considerou também propostas da Lockheed, o P-3 Orion e da Dassault com o Atlantic 3, mas em dezembro de 2006 a escolha haveria de recair no Nimrod 2000 então redesignado de Nimrod MRA4.

O Nimrod MRA4 tem motores Rolls Royce BR710, asas maiores e uma fuselagem completamente reconstruída com muita tecnologia proveniente dos Airbus civis assim como um cockpit de vidro desenvolvido para o Airbus A340.

Fonte:
Air Forces Monthly, dezembro de 2009

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A China vai colocar os seus primeiros astronautas na Lua antes de 2020

Tudo indica que a China vai colocar os seus primeiros astronautas na Lua antes de 2020. Tal sucesso irá inevitavelmente desencadear uma nova Corrida Espacial, comparável apenas aquela que na década de 60 colocou soviéticos e norte-americanos na mira do mesmo destino. É claro que agora – de forma bem diferente à década de 60 – a vantagem não é norte-americana, graças ao cancelamento do regresso à Lua recentemente decidido por Obama…

Não há dúvidas de que o programa Constellation sofria de vários problemas de concepção e que provavelmente era um erro colossal, logo desde o início, mas descartar todo o esforço em investimento em troca de praticamente nada irá revelar-se um erro muito brevemente… E de forma especialmente flagrante em 2020 quando a primeira bandeira chinesa for cravada no regolito lunar.

A China não é hoje uma potencia espacial comparável aos EUA… Em termos de exploração científica do Espaço, de número de satélites comerciais, científicos e militares em órbita e ate devido ao envelhecido mais ainda extraordinário Space Shuttle, os EUA, hoje, ainda estão num patamar de desenvolvimento tecnológico muito superior. Mas se a China provar que consegue colocar astronautas na Lua muito antes dos EUA o golpe psicológico e publicitário terá consequências tremendas.

Paradoxalmente, apesar desta potencia, o programa espacial chinês ainda é uma fração do norte-americano. É um programa financeiramente modesto, com objetivos de curto prazo modestos e relativamente baratos, como o rover que vão colocar na Lua em 2012. É claro que entre 2012 e 2020 vão apenas oito anos e colocar um rover na Lua, sem o reenviar de volta para Terra é muito diferente de enviar (e devolver) astronautas para a Lua… Sendo uma ditadura, com um férreo controlo dos meios de comunicação, um eventual desastre lunar poderia ter o impacto negativo abafado, mas como programa espacial chinês tem como principal objetivo não a produção de Ciência mas a afirmação internacional e local do prestígio chinês e do partido comunista, um falhanço lunar poderia ter um grande impacto.

A China não pode dar-se ao luxo de suportar um desastre na sua primeira missão humana à Lua devido ao caráter propangadísticos que carateriza o seu programa espacial, onde uma presença na Lua seria fundamental para a afirmação da China como superpotência.

A confirmar-se a presença da China na Lua antes do regresso dos EUA, tal prende-se muito mais com os erros que Bush fez do que ao mérito da China ou ao demérito de Obama. Sem os erros que resultaram na patética reedição do Apollo chamada Constellation, com os mais de 10 biliões de dólares já gastos e agora atirados para o lixo, os EUA talvez pudessem manter um plano de regresso à Lua mais realizável. Curiosamente, note-se que todo o orçamento anual chinês para o Espaço é de pouco mais de um bilião de dólares, um décimo do custo do Constellation!

A China já provou que é capaz de conseguir fazer os seus passos por custos baixos e seguindo uma lógica de passos pequenos e seguros… Enfim, a única potencia espacial que pode chegar à Lua antes da China não são os EUA, mas… A Índia que enviou a primeira sonda lunar em 2008 e que já afirmou planear colocar o seu primeiro astronauta na Lua em 2016, quatro anos antes da data chinesa! De facto, a data indiana é praticamente impossível já que a Índia ainda nem sequer colocou um astronauta em órbita nem ensaiou acostagens (como a China fará em 2011-2012), mas que o objetivo está traçado, está.

Fonte:
http://www.moondaily.com/reports/US_lunar_pull-out_leaves_China_shooting_for_moon_999.html

Categories: China, SpaceNewsPt | Etiquetas: | 6 comentários

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