Em defesa de uma Agência Espacial Lusófona

Pode parecer do domínio dos sonhos e das ambições irrealizáveis, mas a este também pertencia a gesta dos Descobrimentos e Expansão e se esta não tivesse sido concretizada, nas estaríamos agora a falar sobre o ambicioso, mas realizável, projeto de dois físicos da Universidade do Minho: a criação de uma Agência Espacial luso-brasileira.

Segundo Joaquim Carneiro, diretor da Agência de Energia da Universidade: “O Brasil é um verdadeiro tecnólogo no domínio aeroespacial e Portugal, por seu turno, é membro da Agência Espacial Europeia, mas não tem conseguido liderar projetos. Uma articulação entre os dois países poderá potenciar ambas as valências”. Joaquim Carneiro deslocou-se recentemente ao Brasil, em companhia do pró-reitor Vasco Teixeira, multiplicando-se em vários contactos com empresas e entidades académicas brasileiras no sentido de alavancar este projeto de uma agência espacial lusófona.

Recordemo-nos que o MIL: Movimento Internacional Lusófono teve ocasião de emitir um comunicado em apoio desta iniciativa, noticiado na imprensa especializada do género (como o jornal Ciência Hoje), e que chegou às mãos das principais entidades e instituições ligadas à exploração do Espaço e ao meio académico português e brasileiro.

Falta a Portugal – como indica o professor Joaquim Carneiro – uma verdadeira política espacial, capaz de potenciar o crescimento económico, a multiplicação de saberes e emprego que pode existir no setor aeroespacial. Por isso defendemos a elaboração por parte das entidades portuguesas associadas ao setor de um “Manifesto Português para o Espaço” que delineie os contornos da presença, estratégia e investimentos públicos e privados na área aeroespacial. No passado, Portugal soube liderar o mundo na exploração da Terra, nada obsta a que no presente não saibamos honrar a memória dos nossos antepassados, procurando também cumprir um papel mais ativo nas novas fronteiras que hoje se deparam ao Homem.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/brasil-investigadores-da-universidade-do-minho-propoe-criacao-da-agencia-espacial-luso-brasileira=f568093

Categories: Brasil, SpaceNewsPt | 12 comentários

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12 thoughts on “Em defesa de uma Agência Espacial Lusófona

  1. António

    “Em defesa de uma Agência Espacial Lusófona”
    “Portugal, por seu turno, é membro da Agência Espacial Europeia, mas não tem conseguido liderar projectos”

    perfeito disparate!! quer dizer, estamos na ESA, uma das principais agências espaciais do mundo e vamos juntar-nos ao Brasil!?!?! como não conseguimos liderar projectos na ESA fazemos birra e viramos as costas…

    Sim, devemos ter projectos em comum com o Brasil, mas nunca esquecendo que a ESA deve ser prioridade… e essa coisa dos descobrimentos já chateia, como se agora com os nossos parcos recursos e com 10 milhões de habitantes fossemos liderar a exploração espacial. Aja paciência para nacionalismos e saudosismos bacocos.

  2. ..saudosimos bacoco= a babacas …tá certo, Sds.

  3. Guga

    Nossa que comentarista mais mal-humorado…

  4. é verdade… sinal que a questão é mais importante do que alguns poderiam crer, ou não seria tão geradora de reações emotivas…

  5. Fenix

    Eu sou afavor de uma agencia espacial Lusofuna.Porque a união europeia não tem futuro á demasiadas divisões.

  6. Guga

    Ainda acredito na União Europeia. Apesar de todas as idiossincrasias existentes, e de tantas animosidades regionais, creio se tratar de um caminho sem volta. Agora, a aproximação social, econômica e cultural deveria ser tratada com muito mais atenção da parte dos dirigentes de ambas as nações. Infelizmente fala-se muito pouco de Portugal aqui no Brasil. Portugal deveria aproveitar as facilidades existentes, culturais e linguisticas para entrar em um mercado de quase 200 milhões de consumidores e para isso deveria ao meu ver se distanciar um pouco dos mandamentos da união européia, mas rompimento, ao meu ver, seria sem dúvida um exagero.

    • Fenix

      Olhe para UE deste prisma os ingleses não gostão dos franceses nem alemães os alemão não gostam dos holandeses nem ingleses nem dos franceses e muito menos dos polacos.Os franceses não gostam dos ingleses nem dos alemães.Os gregos detestão os turcos para não falar nos balcan…Temos portugal e espanha que tb não morrem de amores uns pelos outros.Não acham que UE é um altentico barril de polvora pronto a esplodir basta cada vez haver mais desigualdade que vai tudo pelo ar.

  7. é um saco de gatos sem qualquer “coesão nacional”. Uma estrutura artificial e burocrática que é presa por fios muito finos, economicistas e da banda do estéril interesse momentâneo, e por isso, fadada a morrer a prazo na primeira crise realmente grave.
    é, contudo, uma boa ideia: uma moeda única, uma entidade transnacional, um objetivo e uma casa comum…
    mas muito mal aplicada e com agentes muito egoístas (alemães, ingleses, franceses, etc).
    Os conceitos são bons, os seus agentes péssimos.
    E por isso acredito que reformatar a CPLP no mesmo modelo poderia funcionar, onde a UE, falhou: porque há de facto, uma “alma lusófona”, não há no seu seio “povos do norte” (alemães, flamengos, nórdicos, ingleses, etc) e ninguém é demasiado mais forte do que os demais…

  8. Fenix

    Concordo UE que tenha algumas boas ideias.E que eurobrucratas estão a ser corrupidos pelo grande capital em proveito proprio do grande capital e deles eurodeputados.Tão a transformar a UE uma novo imperio romano com Cesar e cenadores e bruxebactistelas um antro de poder como foi a antiga roma.So não vê quem não quer.Ainda tou para ver andarem atrás de quem é contra ela UE.E comdenarem a morte pessoas por serem contra a UE.

  9. Viriato Hermenico

    Não seria possível existir a Agência Espacial Lusófona sem que Portugal tenha que sair da ESA?
    Sim, sei que alguns de vocês não gostam da UE, mas querem sair até da ESA?!?!?!

    • Otus scops

      alto aí, eu gosto da UE!!! 🙂

      discordo da saída da ESA (AEE em português) por parte de Portugal caso venha existir uma AAEL (Agência Aero Espacial Lusófona).

      é um centro de excelência único, ao nível da NASA, logo é um privilegio qualquer cientista, europeu ou não (e há lá montes deles não europeus – a ciência não tem nacionalidade) poder trabalhar nestes centros de conhecimento.
      Portugal está no ESO http://www.eso.org/public/ e no CERN http://www.cern.ch que são coisas diferentes, logo a AAEL seria mais um organismo que passaria a integrar.

    • Viriato Hermenico

      Sobre o CERN, até o Brasil quer participar, apesar de ser europeu.
      http://www.malagrino.com.br/vivaciencia/01_news_004.asp
      Quanto a uma agência espacial comum para os países de língua portuguesa, ainda que comece na forma proposta pelos investigadores da Universidade do Minho, como “Luso-Brasileira”, é interessante, e vale a pena os governos estudarem, analisarem. Não é algo urgente, como se os países dependessem da agência proposta para sua sobrevivência. Mas a exploração científica e comercial do espaço é algo que compensa para países como os lusófonos trabalharem juntos. Mas nem por isso é necessário Portugal sair da ESA. A França, por exemplo, tem o “Centre National d’Études Spatiales” (CNES) e é um país membro da ESA. Exatamente, seria mais um organismo que passaria a integrar.

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