Seti: Será que devíamos começar a escutar os E.T. por outras formas?

Desde 1960 que se escutam as ondas de rádio que nos chegam do Espaço exterior em busca de sinais de vida inteligente. Até agora, em vão, porque ainda nada foi ouvido.

Esse silêncio pode ter várias explicações. Desde logo, pode simplesmente não haver ninguém a emitir. Por outro lado, pode não haver vida inteligente além da Terra (se é que esta existe mesmo aqui, o que é duvidoso). É também possível que essas civilizações tinham emitido os seus sinais quando ninguém na Terra tinha tecnologia para escutar. É também possível que estas civilizações estejam a tentar comunicar connosco através de formas completamente diferentes, como pelo envio de bactérias (com genoma) pelo Espaço fora ou através de partículas mais ou menos exóticas, desde quarks, a neutrinos ou através da elusiva – mas certamente existente – Matéria Negra.

Por outro lado, a Terra que foi uma fonte intensa de radiação eletromagnética para o Espaço, desde as emissões dos Jogos Olímpicos de Berlim, está agora, gradualmente, a emudecer… Com efeito, não somente as antenas de telemóveis são hoje muito mais eficientes e emitem cada vez menos energia que passa a atmosfera e segue para o Espaço, como até a transição da televisão analógica para a televisão digital terrestre está também a diminuir para menos de 20% a intensidade dos sinais de televisão. Em consequência, a Terra que seria no seu setor da galáxia um dos pontos mais “quentes” está a ficar cada vez mais discreta… Dentro de alguns anos, qualquer civilização extraterrestre que facilmente nos encontrava no firmamento devido às nossas abundantes emissões, deixará de o poder fazer e, consequentemente, não tentará enviar também para nós as suas tentativas de estabelecimento de comunicação.

Fontes:
http://www.physicsworld.com
http://www.spaceref.com/news/viewpr.rss.spacewire.html?pid=30299

Categories: Ciência e Tecnologia, SpaceNewsPt | 4 comentários

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4 thoughts on “Seti: Será que devíamos começar a escutar os E.T. por outras formas?

  1. Otus scops

    o angustiante “silêncio” pode ser, hipoteticamente, por três razões:
    1. INTELIGIBILIDADE; as transmissões não serem decifradas. apesar de se designar por silêncio o SETI capta imensas ondas rádio, “ruido de fundo” que emana constantemente dessa infinitude designada Universo. o problema é que podemos não conseguir descodifica-las, seja parte do código ou o todo.
    2. QUALIDADE; devido ao movimento dos ininterrupto dos corpos celestes emissores e receptores, influências gravíticas, absorção, etc, causa fenómenos de fraccionamento e desvio (distorção) das ondas, diminui a relação sinal-ruído e aumenta a dificuldade de reconhecer sinais de vida inteligente.
    3. IMPOSSIBILIDADE; a Equação de Drake explica:
    “O contributo do astrónomo Frank Drake viria a ficar famoso pois concebeu uma pequena e simples equação que pudesse estimar, de modo razoável, quantas civilizações existiriam presentemente na nossa galáxia, … se resultado de tal equação fosse apenas 1, pois indicaria que (provavelmente) existiríamos apenas nós em toda a Via Láctea. Frank Drake concluiu que pelo menos deveriam existir 10!” excerto da palestra do honorabilíssimo Prof. Rui Agostinho da FCUL/OAL/CAAUL (http://www.oal.ul.pt/caaul/index.html)
    podem procurar mais na net sobre este tema, aconselho este link: http://teknospace.no.sapo.pt/drake.htm ; a imensidão do Universo pode impedir simplesmente qualquer contacto com outras civilizações…
    desafio também todos os que lerem este post a instalarem o software no BOINC (http://boinc.berkeley.edu/) e disponibilizarem as seus computadores para ajudarem o processamento dos mais variados projectos existentes em Berkley.
    pessoalmente tenho os seguintes:
    – controle malária
    – climateprediction.net
    – SETI

  2. Otus scops

    provavelmente deveríamos mudar a forma de “escutar os E.T.” mas como?
    com que meios e já agora fundos? o SETI está depauperado, ainda não sei como fechou.
    andamos a derreter dinheiro em armas, inutilidades que só causam dor, atraso, pobreza (a muitos, riqueza a alguns), em vez de investirmos em conhecimento.
    utopia.

  3. o SETI agora já não recebe fundos do governo federal, mas de particulares, e é isso que o tem mantido este tempo todo. Paul Allen, um dos fundadores da MS, é um dos seus maiores financiadores, p.ex.
    a equação de drake tem muitas variáveis… basta mexer no valor de uma para ficarmos com milhões de civilizações na nossa galáxia ou… uma (a nossa).
    eu tenho o boinc em todo o lado, claro!
    menos no emprego que isso já valeu a um sysop o despedimento:
    http://www.9news.com/news/watercooler/article.aspx?storyid=128098&catid=337

    • Otus scops

      exactamente, como qualquer equação “variando a variável” obtemos resultados diferentes.
      Drake foi sensato, nas variáveis fundamentais , [“n(e) é o número médio de planetas que potencialmente permitem o desenvolvimento de vida por estrela que tem planetas” (distância correcta à estrela, massa equilibrada do planeta) e “f(l) é a fracção dos planetas com potencial para a vida que realmente desenvolvem vida” (constituição geológica e história dos impactos, estabilidade da estrela)] utilizou os valores que a estatística apurou nas observações astronómicas. até agora ainda não foi observado nenhum planeta que reúna os requisitos para desenvolver vida como nós a conhecemos e concebemos. logo a possibilidade de vida inteligente é baixa, mas o Universo “é tão grande” que ainda nos vai surpreender.
      quanto ao P.Allen não sabia que apoiava o SETI com essa convicção, ainda bem, pois o dinheirinho que tem ganho da forma infame (minha opinião) como a MS tem feito ao menos que sirva para coisas boas e bonitas.
      quanto à notícia do professor despedido, “…the program also bogged down the district’s system and interfered with technology use in classrooms. (…) it will take more than $1 million to fix the problem, including removal of the SETI software” acho isto uma grande treta, uma mistificação. um exagero do género do avião que “embateu no Pentágono” naquele dia infeliz de 2001…

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