Daily Archives: 2010/03/28

Seti: Será que devíamos começar a escutar os E.T. por outras formas?

Desde 1960 que se escutam as ondas de rádio que nos chegam do Espaço exterior em busca de sinais de vida inteligente. Até agora, em vão, porque ainda nada foi ouvido.

Esse silêncio pode ter várias explicações. Desde logo, pode simplesmente não haver ninguém a emitir. Por outro lado, pode não haver vida inteligente além da Terra (se é que esta existe mesmo aqui, o que é duvidoso). É também possível que essas civilizações tinham emitido os seus sinais quando ninguém na Terra tinha tecnologia para escutar. É também possível que estas civilizações estejam a tentar comunicar connosco através de formas completamente diferentes, como pelo envio de bactérias (com genoma) pelo Espaço fora ou através de partículas mais ou menos exóticas, desde quarks, a neutrinos ou através da elusiva – mas certamente existente – Matéria Negra.

Por outro lado, a Terra que foi uma fonte intensa de radiação eletromagnética para o Espaço, desde as emissões dos Jogos Olímpicos de Berlim, está agora, gradualmente, a emudecer… Com efeito, não somente as antenas de telemóveis são hoje muito mais eficientes e emitem cada vez menos energia que passa a atmosfera e segue para o Espaço, como até a transição da televisão analógica para a televisão digital terrestre está também a diminuir para menos de 20% a intensidade dos sinais de televisão. Em consequência, a Terra que seria no seu setor da galáxia um dos pontos mais “quentes” está a ficar cada vez mais discreta… Dentro de alguns anos, qualquer civilização extraterrestre que facilmente nos encontrava no firmamento devido às nossas abundantes emissões, deixará de o poder fazer e, consequentemente, não tentará enviar também para nós as suas tentativas de estabelecimento de comunicação.

Fontes:
http://www.physicsworld.com
http://www.spaceref.com/news/viewpr.rss.spacewire.html?pid=30299

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Categories: Ciência e Tecnologia, SpaceNewsPt | 4 comentários

A “Economia Verde” será boa para… o Emprego? Parece que não…

Um dos motes da campanha de Barack Obama, nos EUA, e de muitos outros políticos pelo mundo fora tem sido que uma das formas de recuperar Emprego é o investimento público e privado na construção de uma “economia verde”. De facto, no que concerne à geração de Emprego, a “Economia Verde” é essencialmente a única resposta de Obama.

Mas parece haver um exagero na convicção de que a transformação das economias dos países desenvolvidos em “economias verdes” é a principal resposta contra o Desemprego. Isso mesmo revela um estudo da Universidade Rey Juan Carlos, de Madrid, que revela que, em Espanha, e mesmo depois de fortes políticas públicas de subsídios diretos e indiretos à produção de “energia verde”, por cada emprego aqui criado, se perdem 2,2 na dita “economia tradicional”. Na prática, o estudo revela que os 50227 empregos criados no setor renovável desde 2002, estiveram na direta razão da perda de emprego a 110500 espanhóis.

O estudo revela também que este desequilíbrio ainda é mais severo se o limitarmos unicamente ao setor energético, com a perda de 5,28 empregos por cada um gerado na produção de energia “verde” e até de 8,99 na área do fabrico de painéis fotovoltaicos!

O estudo conclui que se queremos renovar o Emprego, temos que pensar muito para além da necessária (por imperativos ecológicos e climáticas) “revolução verde” que temos que fazer nas nossas economias. De facto, uma política de Emprego séria e consistente não pode até passar por este setor económico, e é até contraproducente, como se observa neste estudo da universidade madrilhena onde a destruição de postos de trabalho pela “economia verde” é a conclusão mais espantosa. O estudo também revela que o Estado espanhol investiu em cada posto de trabalho na “economia verde” mais de um milhão e meio de euros, em subsídios de vários tipos. De sublinhar que esta política de subsídios foi apontada como exemplar por Obama, mas se haver então o conhecimento destas conclusões… Sendo a principal a de que a solução para o problema do Desemprego crónico não é a “economia verde”, que serve outros propósitos e objetivos.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/energias-renovaveis-destroem-2-empregos-por-cada-1-que-criam=f569314

Categories: Ecologia, Economia, Portugal | Deixe um comentário

Nove Boas Razões para votar em Fernando Nobre

Dr. Fernando Nobre (http://mediaserver.rr.pt)

A candidatura de Fernando Nobre é muito mais do que uma “pedrada no charco” de uma democracia representativa adormecida e colonizada pela partidocracia. Ela é também um choque de consciência a um dos partidos que mais cresceu nas últimas eleições e que capitalizou muitos votos como “transformador do sistema político-partidário”: o Bloco de Esquerda.

1. O namoro descarado de Manuel Alegre ao Bloco de Esquerda, buscando ali o apoio que lhe fugia no seu próprio partido, acabou por surtir efeitos e levar o Bloco a cumprir a inóspita caminhada de acompanhar lado-a-lado um candidato que numa negociata no Altis vendeu o seu silêncio a Sócrates em troca do apoio do aparelho do PS. Manuel Alegre que assim conseguira capitalizar os votos daqueles que estavam desiludidos com o imobilismo e o suave cheiro a corrupção que rodeia o bi-partido, vê assim – com esta negociata – fugir uma parte significativa destes votos.

Perante esta verdadeira “asfixia democrática”, este bloqueio da vida de Portugal e dos portugueses entre as várias “alternativas” da partidocracia, a aparição de um candidato verdadeiramente apartidário e independente como Fernando Nobre pode ser decisiva para revigorar o sistema democrático português.

2. Ademais as caraterísticas pessoais de Fernando Nobre, expressas enquanto dirigente da AMI, de excelso negociador, de diplomata consagrado e de mediador experimentado podem revelar-se cruciais para um exercício da função presidencial de elevada qualidade. Fernando Nobre tem também demonstrado uma verticalidade ética e um experiência de vida e um conhecimento dos problemas que hoje mais afligem o globo que lhe confere um conhecimento de causa que pode revelar-se crucial na resolução de crises internacionais onde um Presidente da República pode ter um papel de mediador que tem sido descartado por vários presidentes.

3. Dirão os mais céticos – em coro com os partidocratas – que Fernando Nobre não tem experiência política. Mas Ramalho Eanes – provavelmente o melhor Presidente da República que já tivemos – também não a tinha quando ascendeu ao cargo e isso não o impediu de cumprir com excelência o seu dever. E além do mais o facto de ser verdadeiramente apartidário e independente, livre do repressor enfeudamento a grupos políticos ou a interesses partidários ou pseudo-partidários dá-lhe uma liberdade que poucos presidentes puderem usufruir não sendo raros os momentos em presidentes como Mário Soares ou Cavaco Silva foram acusados de estarem a servir os interesses dos respetivos partidos que os elegeram.

4. Existe, é certo, uma certa aparência de “ingenuidade política” na conduta de Fernando Nobre. Tal acusação tem-lhe sido atirada por certa Esquerda mais ou menos radical que não esqueceu ainda o seu apoio a Durão Barroso mas se existir “ingenuidade” essa de facto será não uma desvantagem, mas uma vantagem para o candidato já que resulta da sua ausência do circo governativo que em rotativismo tanto tem feito para destruir este nosso Portugal. E se querem confundir ingenuidade com desligamento do partidarismo, então excelente. Fernando Nobre é de facto um verdadeiro candidato suprapartidário, livre das peias partidárias e sem necessidade de falsos mascaramentos “suprapartidários” como aqueles com que nos logram os candidatos partidários que o bi-partido PS-PSD tem enfiado em Belém, ano após ano.

5. Fernando Nobre tem um espaço político próprio. O acordo mais ou menos secreto (todos o conhecem…) negociado no Altis entre Sócrates e Alegre que seria selado no patético “abraço de apoio” entre os dois nas Legislativas, em Coimbra. Quem votar Alegre, vai agora não mais votar em protesto contra Sócrates ou as políticas do seu governo, mas, agora, a favor do mesmo, após a selagem deste acordo. O espaço de protesto “à Esquerda”, antes preenchido por Alegre, está agora disponível para Fernando Nobre ocupar…

6. Muitos daqueles que se habituaram a ver Fernando Nobre a navegar na área da chamada “Esquerda” espantaram-se ao ver o candidato presidencial escolher como local de lançamento da sua candidatura o Padrão dos Descobrimentos, um dos ícones do Salazarismo em Portugal. A escolha poderá não ter ser das mais judiciosas e aberto desnecessariamente o flanco aos seus críticos, mas não tem – de longe – a carga ideológica que alguns lhe querem reconhecer. A escolha do Padrão dos Descobrimentos não tem essa carga, mas é uma forma que Fernando Nobre encontrou para proclamar a sua aspiração a regenerar o país e a democracia sem nunca perder de vista os valores representados pela Portugalidade e a capacidade que os portugueses demonstraram nos idos de Quinhentos.

7. Há também quem queira ver em Fernando Nobre um “monárquico tímido” ou encapotado. Um dos argumentos mais fortes a favor deste argumento encontra-se no facto de Nobre ser o presidente da Assembleia Geral do Instituto de D. Duarte Nuno de Bragança. Não existem, contudo, textos ou declarações de Fernando Nobre que permitam afirmar de forma absolutamente categórica o seu “cripto-monarquismo”. Terá já dito ser um “simpatizante” da causa monárquica, mas isso não é o mesmo que dizer que é um apoiante da reinstauração da monarquia. De longe. Insistir nesta tecla, é apenas uma forma torpe e cobarde de diminuir a grandeza da fibra ética e inteletual do candidato, uma forma de “baixa política” que querendo criar uma imagem de inconsistência política em Nobre, pretende tão somente diminuir as suas possibilidades de disputar nas urnas com a devida justiça pelos votos dos eleitores.

8. Embora tenha apoiados politicamente pessoas posicionadas ao centro-direita (como Durão Barroso e António Capucho) a candidatura de Nobre posiciona-se claramente à Esquerda. É aqui que recolherá certamente o essencial dos sufrágios, mas estando desvinculada do cristalizado quadro partidário português, esta candidatura reúne boas condições para se constituir como a primeira candidatura para ser a primeira a erguer até à Presidência da República o primeiro candidato externo à Partidocracia, num sinal de inovação a uma situação estagnada e bloqueada que hoje paralisa a nossa democracia.

9. A candidatura de Fernando Nobre não vem dividir a Esquerda. Bem pelo contrário, ao oferecer mais uma alternativa à Esquerda, irá necessariamente aumentar o número de votantes, reduzir a abstenção à Esquerda (sociologicamente maioritária em Portugal) e logo aumentar as possibilidades de haver uma segunda volta, onde essa maioria sociológica possa determinar quem será o vencedor.

E eis nove boas razoes para votar em Fernando Nobre…

Categories: Fernando Nobre, Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

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