Daily Archives: 2010/03/13

A China vai colocar os seus primeiros astronautas na Lua antes de 2020

Tudo indica que a China vai colocar os seus primeiros astronautas na Lua antes de 2020. Tal sucesso irá inevitavelmente desencadear uma nova Corrida Espacial, comparável apenas aquela que na década de 60 colocou soviéticos e norte-americanos na mira do mesmo destino. É claro que agora – de forma bem diferente à década de 60 – a vantagem não é norte-americana, graças ao cancelamento do regresso à Lua recentemente decidido por Obama…

Não há dúvidas de que o programa Constellation sofria de vários problemas de concepção e que provavelmente era um erro colossal, logo desde o início, mas descartar todo o esforço em investimento em troca de praticamente nada irá revelar-se um erro muito brevemente… E de forma especialmente flagrante em 2020 quando a primeira bandeira chinesa for cravada no regolito lunar.

A China não é hoje uma potencia espacial comparável aos EUA… Em termos de exploração científica do Espaço, de número de satélites comerciais, científicos e militares em órbita e ate devido ao envelhecido mais ainda extraordinário Space Shuttle, os EUA, hoje, ainda estão num patamar de desenvolvimento tecnológico muito superior. Mas se a China provar que consegue colocar astronautas na Lua muito antes dos EUA o golpe psicológico e publicitário terá consequências tremendas.

Paradoxalmente, apesar desta potencia, o programa espacial chinês ainda é uma fração do norte-americano. É um programa financeiramente modesto, com objetivos de curto prazo modestos e relativamente baratos, como o rover que vão colocar na Lua em 2012. É claro que entre 2012 e 2020 vão apenas oito anos e colocar um rover na Lua, sem o reenviar de volta para Terra é muito diferente de enviar (e devolver) astronautas para a Lua… Sendo uma ditadura, com um férreo controlo dos meios de comunicação, um eventual desastre lunar poderia ter o impacto negativo abafado, mas como programa espacial chinês tem como principal objetivo não a produção de Ciência mas a afirmação internacional e local do prestígio chinês e do partido comunista, um falhanço lunar poderia ter um grande impacto.

A China não pode dar-se ao luxo de suportar um desastre na sua primeira missão humana à Lua devido ao caráter propangadísticos que carateriza o seu programa espacial, onde uma presença na Lua seria fundamental para a afirmação da China como superpotência.

A confirmar-se a presença da China na Lua antes do regresso dos EUA, tal prende-se muito mais com os erros que Bush fez do que ao mérito da China ou ao demérito de Obama. Sem os erros que resultaram na patética reedição do Apollo chamada Constellation, com os mais de 10 biliões de dólares já gastos e agora atirados para o lixo, os EUA talvez pudessem manter um plano de regresso à Lua mais realizável. Curiosamente, note-se que todo o orçamento anual chinês para o Espaço é de pouco mais de um bilião de dólares, um décimo do custo do Constellation!

A China já provou que é capaz de conseguir fazer os seus passos por custos baixos e seguindo uma lógica de passos pequenos e seguros… Enfim, a única potencia espacial que pode chegar à Lua antes da China não são os EUA, mas… A Índia que enviou a primeira sonda lunar em 2008 e que já afirmou planear colocar o seu primeiro astronauta na Lua em 2016, quatro anos antes da data chinesa! De facto, a data indiana é praticamente impossível já que a Índia ainda nem sequer colocou um astronauta em órbita nem ensaiou acostagens (como a China fará em 2011-2012), mas que o objetivo está traçado, está.

Fonte:
http://www.moondaily.com/reports/US_lunar_pull-out_leaves_China_shooting_for_moon_999.html

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Nanium: A nova encarnação da Qimonda

Nanium (http://www.jornaldenegocios.pt)

Nanium (www.jornaldenegocios.pt)

A antiga Qimonda, a empresa que outrora chegou a ser o maior exportador português, já funciona novamente, mas agora sob a designação “Nanium”.

A Nanium resulta da aplicação do plano de insolvência da Qimonda Portugal, que foi aprovado pelos credores em 25 de novembro de 2009, que agora compõem a estrutura acionista da empresa, a saber o BES, o BCP e o Estado.

A Nanium irá dedicar-se ao fabrico de semicondutores (como a Qimonda original) e, sobretudo, ao fabrico de produtos elétricos e eletrónicos e além da prestação de serviços de investigação e desenvolvimento na área da tecnologia.

O nascimento da Nanium é um sucesso único no universo das antigas subsidiárias da multinacional alemã Qimonda, que fecharam em todos os países onde se encontravam instaladas, com a única excepção de Portugal. Foi assim possível manter as instalações em Vila do Conde e salvar mais de 200 postos de trabalho altamente qualificados, infelizmente apenas um décimo da antiga força de trabalho da Qimonda.

A própria Nanium, ainda que seja uma pálida sombra da Qimonda original, tem vários aspectos muito positivos: desde logo porque todas as filiais da Qimonda e mesmo a casa-mãe e as instalações da mesma na própria Alemanha, fecharam e apenas em Portugal houve um desfecho diferente. Isso deve-se em grande medida ao esforço do governo – e importa dizê-lo, apesar de todas as críticas que aqui temos derramado sobre Sócrates – e essa recuperação fez-se numa empresa que opera numa área fundamental para a economia portuguesa. Importa dizer quando este deve ser dito, e bem na mesma proporção, quando tal for o caso. E este é o caso.

Fonte:

http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1422873

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Sobre a resistência da economia chinesa à recessão global

http://www.economiabr.defesabr.com

Apesar da ascensão recente da economia chinesa e – sobretudo – da sua resiliência à recessão global, a China continua a ser apenas a terceira economia do mundo. A segunda posição continua a ser preenchida pelo Japão. A China contudo reduziu muito a vantagem japonesa, graças ao seu crescimento de 8,7% em 2009 e ao abrandamento das exportações nipónicas que levou a uma queda de 5% do PIB deste país asiático.

É certo que a China conseguiu resistir à Recessão global devido a um programa massivo de investimento de dinheiros públicos na economia real de forma a compensar com o aumento do consumo interno o decréscimo agudo das exportações. A China tem reservas para suportar tal política durante pelo menos cinco anos e no limite, se conseguir criar uma classe média, poderá até tornar-se praticamente independente das exportações para manter uma economia saudável. Mas para tal é preciso que os níveis salariais dos chineses aumentem bastante… E hoje em dia, na China, um gestor ainda ganha 18 vezes mais que um dos seus subordinados, sinal de que ainda falta muito para ver nascer essa classe média chinesa. E resta a questão fundamental: o modelo de desenvolvimento chinês – baseado em baixos salários – resistirá a uma elevação dos salários?

Fonte:
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1422846

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