O Desemprego: o grande problema do nosso tempo

O problema do Desemprego não é um dos problemas da nossa sociedade, nem sequer um dos mais graves. É O PROBLEMA da nossa sociedade, o “nó górdio” que tudo ata e que tudo soltará se alguma vez for encarado com coragem e frontalidade, tudo desatará. Sem Emprego condigno não há estabilidade social, criminalidade em níveis aceitáveis, geração de riqueza, estabilidade social, independência económica, orçamentos equilibrados e velhices seguras.

Existem atualmente em Portugal um número crescente de pessoas que não recebe qualquer apoio do Estado na sua condição de desempregado. Estima-se que este número já ultrapassará os 170 mil desempregados. Basicamente, estas pessoas provêm de dois grupos: jovens que nunca trabalharam mais de 6 meses e que, logo, não têm os dias mínimos de descontos e desempregados de longa duração, com mais de 40 anos que as empresas se recusam a contratar – contra toda a lógica, já que recusam a sua experiência e maturidade – em clara discriminação e violação da Lei.

O subsídio de desemprego deve ser alargado, nem que seja à custa da redução da prestação mensal já paga aqueles afortunados que o recebem, quer à custa do aumento da contribuição social das empresas que nunca recrutam empregados com mais de 40 anos. Mas sobretudo, a carga fiscal que as empresas pagam por cada novo funcionário com mais de 40 anos deve ser severamente reduzida como forma de combater esta forma de desemprego crónica que exclui definitivamente centenas de milhar de pessoas do Mercado de Trabalho. Este mecanismo deve ser reforçado com a imposição de quotas que determinem uma percentagem de novos empregados com mais de 40 anos. Estas medidas são essenciais para manter as famílias – quase sempre com menores – que dependem destas pessoas e necessárias porque os gestores portugueses são ineptos e não percebem que estas pessoas estão no auge das suas capacidades e não no declínio como ditam os gurus e os “manuais de gestão” que tão acriticamente devoram…

Fonte:
http://dn.sapo.pt/bolsa/emprego/interior.aspx?content_id=1461202

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Categories: Economia, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | 6 comentários

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6 thoughts on “O Desemprego: o grande problema do nosso tempo

  1. Se uma sociedade começa a ter tão altos ´ndices de desemprego , a econômia vai entrar em colapso, e vai ocorrer o fechamento de microempresa/empredsários..daí a ajuda financeira do estado nesse momento com o bolsa sálario, e mt outros mecanismos ; é a educação profissional dessas pessoas p recoloca-las no mercado ..uma visao humanista e de empatia tbm ajuda.

  2. MTG

    Caro amigo gosto do que escreve mas discordo com as soluções apresentadas. Não que estejam erradas mas porque não resolvem os problemas; apenas poderiam adiá-los.

    Olhemos para o futuro, para soluções com novas formas de pensar e analisar a situação:

    http://www.zeitgeistmovie.com/
    http://www.thevenusproject.com/

  3. a partir de um certo patamar de desemprego (40%? 50%?) a Economia desaba toda, porque deixa de haver consumidores suficientes para manter o fluxo económico.
    a questão é saber onde este se encontra e o que fazer para corrigir o problema, sem “inventar” empregos economicamente insustentáveis no Estado…

  4. Fenix

    Isto já não estava grande coisa ainda vieram com as leis para melhor despedirem.Esta cambada de empresarios e gestores da tanga que nos temos despediram ao seio belo prazer.O problema são as leis do trabalho e a cima de tudo os muito maus empresarios que temos e gestores.

  5. e se ao menos essas leis fossem acompanhadas por um aumento da fiscalização do Ministério do Trabalho e por formas de agilizar a contratação (por exemplo, com incentivos fiscais à contratação), mas não… avançam sempre na via da flexibilização, stritcus sensu.

  6. Fenix

    Facilitaram onde não deviam nas leis do trabalho até acho que foi o maior acto criminos que estado Portugues fez sobre os seus cidadaos.Pois tudo indica que sabiam que a crise ai vinha e os levantamentos estratégicos de pessoas vips e do proprio estado atestas minha tese no caso do BPN.Eles sabiam a verdade e facilitaram os despidimentos para assim poderem despedir ao seu belo prazer e assim poderem salvar o maior numero de empresas.Não á control do ministerio do trabalho porque o estado é convivente com isto tudo.Perde-se uma oportunidade de acabar com muitas empresas e empresarios e gestores que estão a mais no nosso pequeno mercado e assim abrir o caminho para as realmente viaveis e solidas e que podiam dar mais emprego e melhores ordenados..

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