Lost S06E03: “What Kate does” Comentários

1. O episódio decorre no Universo Paralelo em que o voo 815 nunca se chegou a despenhar sobre a Ilha. Este episódio centrado em Kate não deixou pistas sobre é como é que o enredo de Lost se vai tornar a entrançar neste Universo, já que até ao momento – e salvo erro – no universo introduzido em “LA X” não há vestígios da trama habitual em Lost, apenas de um enredo meramente policial, além dos olhares de reconhecimento difuso que trocam os personagens, como Jack para Desmond ou agora Kate de novo para Jack.

2. No Hospital onde Kate leva a Claire – já em trabalho de parto – aparece Ethan Goodspeed. Como neste universo paralelo, a diferença está fundamentalmente na ausência da queda do voo da Oceanic, então Ethan deverá continuar a trabalhar para os Outros. Como o internamento de Claire é casual, então será que é de novo a “Ilha” a manipular o curso da vida no mundo exterior, como fizera com Michael impedindo o seu suicídio? De qualquer modo, Ethan aparece como obstreta, o que é compatível com a sua história na Ilha, entre os Outros.

3. De volta à Ilha, em 2007, regressa a ação ao Templo coberto de hieróglifos. Com palavras soltas, sem encadeamento frásico ou alinhamento como ocorre nos hieróglifos egípcios, por erro da produção da série ou por intencional referencia a um “proto-egipcio”, mais primitivo e logo, mais remoto. As palavras parecem referir a “vida longa”, “ressurreição”, “elevação”, etc. Todos conceitos diretamente relacionados com as caraterísticas curativas da fonte.

4. Sawyer queixa-se de que Sayid apesar do seu passado como torturador foi salvo. E de facto, a Ilha – até na escolha dos novos Outros pela via da “lista” de Jacob parecia escolher os moralmente “limpos” e rejeitar ou até eliminar os moralmente impuros. Mas Sayid é salvo… A um preço ver-se-á depois. Dogen, o líder dos Outros submete Sayid a uma série de testes cruéis. Não é clara a razão para tal. Sayid porta-se como seria de esperar, expressando sofrimento, mas Dogen conclui algo: que Sayid está infetado. Por algo na fonte, algo que o salvou, mas que terá também “possuído” o seu corpo. Exatamente, como sucedeu com o grupo dos franceses. Vírus que pode ser morto ou controlado pelo preparado vegetal que Dogen mói manualmente. Sendo este provavelmente, nanomáquinas capazes de reparar corpos muito danificados, mas que perante um dado composto químico (presente na planta que forma o interior da pílula) se autodestroem, conforme a sua programação. A pílula contudo, se for tomada por quem não esteja infetado, é letal. Dogen afirma que “há uma escuridão a crescer dentro dele” (Sayid), o mesmo fenómeno que sucedeu a Bem tornando-o naquilo que ele é hoje: um sacana sem coração capaz de sacrificar a filha e matar Jacob. O mesmo terá também acontecido a Claire, explicando assim a sua alteração comportamental que a levou a abandonar o filho, Aaron. A minha tese é de que essa “escuridão” é a mesma que levou à extinção da civilização (“Um”) que construiu as ruínas da Ilha: uma epidemia viral, um vírus criado por engenharia genética para recuperar vítimas de ferimentos muito graves, mas que fugiu ao controlo e que se tornou assassino, ao suprimir a “moralidade” nas suas vítimas. O foco da infeção é a fonte do Templo, já que foi aqui que Claire (presumivelmente) terá desaparecido, os franceses do grupo de Rousseau ficaram infetados (após terem entrado no recinto do Templo), Sayid e Bem, após terem sido mergulhados na fonte para serem curados, etc.

5. Quando Jack pergunta a Dogen de onde veio ele, este responde que “foi trazido para aqui, como toda a gente”. Trazido por Jacob que manipula os acontecimentos para trazer para a Ilha sangue novo, desde balões, a navios e até aviões…

6. Claire reaparece na forma de uma nova “Rousseau”: constrói armadilhas defensivas ao seu estilo. Além de já não se importar com mais ninguém, além de si própria, o vírus que a infetou (e contra o qual os Outros tomavam na Temporada 3 um antídoto) torna-a também anti-social, como a Rousseau, aparentemente.

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Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 4 comentários

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4 thoughts on “Lost S06E03: “What Kate does” Comentários

  1. A tua teoria sobre o vírus é extremamente plausível, realmente o Ben Linus só se tornou no que é após ter sido salvo pela fonte milagrosa, na altura disseram que ele se tornaria outra pessoa. Só há ma coisa que não entendo, se essa suposta pílula mata a escuridão, porque não a deram aos outros que lá mergulharam, como o Ben?? Mas tudo aponta que a ilha seja mesmo o último resquício de uma antiga civilização perdida, tecnologicamente mais avançada que nós que habitou a terra num passado longínquo.

  2. o problema com a tese é que Lindelof na Temporada 1, num podcast, garantiu que o Monstro não era um aglomerado de nanomáquinas.
    é pena porque a tese de que o virus tornava as pessoas que passassem pela fonte em “monstros” É SEDUTORA…
    é claro que pode ter mudado de opinião…

  3. Não vejo o que possa ser em alternativa, já que assume diversas formas, seria a teoria mais adequada. A não ser que sejam seres de realidades paralelas. Alguma falha espacio-temporal, devido as características energéticas da ilha os condicionou nesta realidade, uma vez que esta sexta season parece estar focada numa realidade paralela. Talvez tenhamos alguma explicação tipo String theory.

  4. sim… bem possível… os Universos paralelos são decididamente parte da trama de Lost…

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