Daily Archives: 2010/02/17

Fernando Nobre “Temos 40% de pobres” (III Congresso Nacional de Economistas)

Recentemente, falando no III Congresso de Economistas, Fernando Nobre, da AMI, classificou como “completamente intolerável” a posição dos dirigentes das associações de empresários que se declararam contra qualquer aumento do salário mínimo.

Fernando Nobre questionou a plateia formada por empresários e economistas sobre se algum conseguiria viver com 450 euros por mês e questionou os números oficiais que dizem que em Portugal existem “apenas” 18% de pobres, acreditando que o número real será mais próximo de 40%.

O problema estrutural do país é assenta nos baixos rendimentos dos jovens e no desemprego crónico da população ativa com mais de 40 anos. Fenómenos gritantemente contraditórios com as remunerações acima da média (no quadro europeu) dos gestores nacionais. Há que encetar a batalha da redistribuição dos rendimentos, como forma de recriar a classe média que se está agora a perder e de travar as vagas migratórias que levam hoje cem licenciados por dia a buscarem no estrangeiro soluções para as suas vidas. Com a saída deste tremendo capital humano, o país perde todo o investimento que nele aplicou, durante os longos anos em que foram formados pelo sistema de ensino público e o país deixa sair os seus elementos mais empreendedores e dinâmicos.

Fernando Nobre aludiu igualmente aos gestores que se auto-atribuem “prémios de gestão” generosos no mesmo momento em que as suas empresas atravessam crises e despedem funcionários.

O final da intervenção do presidente da AMI foi direcionado para os jovens que estavam presentes na assistência: “Não se deixem acomodar. Sejam críticos, exigentes. A vossa geração será a primeira com menos do que os vossos pais”, o que não é já um simples exercício de adivinhação, mas uma realidade concreta e presente nos dias de hoje. Quantos jovens adiam hoje indefinidamente a saída de casa dos pais e a constituição de família até bem para além dos trinta anos apenas porque não conseguem encontrar empregos estáveis e mais bem remunerados do que o salário mínimo? Quanta da nossa declinante demografia não encontra aqui as raízes do problema? Dizem-nos os economistas que não é possível aumentar o salário mínimo devido às pressões da China nem à baixa produtividade dos portugueses. Mas a solução não é estagná-lo ou até reduzi-lo, a solução é agir de forma dupla contra o “dumping” laboral e ambiental chinês, reaplicando taxas aduaneiras que reponham a sã competição e parem com a desindustrialização do mundo a favor da China e re-localizando as nossas economias. E o problema da baixa produtividade tem que ser atacado no cerne: nos gestores e nos métodos de gestão, não nos baixos salários que não farão mais do que camuflar esse problema…

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 9 comentários

Quids S18: Que planeta é este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S18 | 5 comentários

Lost S06E03: “What Kate does” Comentários

1. O episódio decorre no Universo Paralelo em que o voo 815 nunca se chegou a despenhar sobre a Ilha. Este episódio centrado em Kate não deixou pistas sobre é como é que o enredo de Lost se vai tornar a entrançar neste Universo, já que até ao momento – e salvo erro – no universo introduzido em “LA X” não há vestígios da trama habitual em Lost, apenas de um enredo meramente policial, além dos olhares de reconhecimento difuso que trocam os personagens, como Jack para Desmond ou agora Kate de novo para Jack.

2. No Hospital onde Kate leva a Claire – já em trabalho de parto – aparece Ethan Goodspeed. Como neste universo paralelo, a diferença está fundamentalmente na ausência da queda do voo da Oceanic, então Ethan deverá continuar a trabalhar para os Outros. Como o internamento de Claire é casual, então será que é de novo a “Ilha” a manipular o curso da vida no mundo exterior, como fizera com Michael impedindo o seu suicídio? De qualquer modo, Ethan aparece como obstreta, o que é compatível com a sua história na Ilha, entre os Outros.

3. De volta à Ilha, em 2007, regressa a ação ao Templo coberto de hieróglifos. Com palavras soltas, sem encadeamento frásico ou alinhamento como ocorre nos hieróglifos egípcios, por erro da produção da série ou por intencional referencia a um “proto-egipcio”, mais primitivo e logo, mais remoto. As palavras parecem referir a “vida longa”, “ressurreição”, “elevação”, etc. Todos conceitos diretamente relacionados com as caraterísticas curativas da fonte.

4. Sawyer queixa-se de que Sayid apesar do seu passado como torturador foi salvo. E de facto, a Ilha – até na escolha dos novos Outros pela via da “lista” de Jacob parecia escolher os moralmente “limpos” e rejeitar ou até eliminar os moralmente impuros. Mas Sayid é salvo… A um preço ver-se-á depois. Dogen, o líder dos Outros submete Sayid a uma série de testes cruéis. Não é clara a razão para tal. Sayid porta-se como seria de esperar, expressando sofrimento, mas Dogen conclui algo: que Sayid está infetado. Por algo na fonte, algo que o salvou, mas que terá também “possuído” o seu corpo. Exatamente, como sucedeu com o grupo dos franceses. Vírus que pode ser morto ou controlado pelo preparado vegetal que Dogen mói manualmente. Sendo este provavelmente, nanomáquinas capazes de reparar corpos muito danificados, mas que perante um dado composto químico (presente na planta que forma o interior da pílula) se autodestroem, conforme a sua programação. A pílula contudo, se for tomada por quem não esteja infetado, é letal. Dogen afirma que “há uma escuridão a crescer dentro dele” (Sayid), o mesmo fenómeno que sucedeu a Bem tornando-o naquilo que ele é hoje: um sacana sem coração capaz de sacrificar a filha e matar Jacob. O mesmo terá também acontecido a Claire, explicando assim a sua alteração comportamental que a levou a abandonar o filho, Aaron. A minha tese é de que essa “escuridão” é a mesma que levou à extinção da civilização (“Um”) que construiu as ruínas da Ilha: uma epidemia viral, um vírus criado por engenharia genética para recuperar vítimas de ferimentos muito graves, mas que fugiu ao controlo e que se tornou assassino, ao suprimir a “moralidade” nas suas vítimas. O foco da infeção é a fonte do Templo, já que foi aqui que Claire (presumivelmente) terá desaparecido, os franceses do grupo de Rousseau ficaram infetados (após terem entrado no recinto do Templo), Sayid e Bem, após terem sido mergulhados na fonte para serem curados, etc.

5. Quando Jack pergunta a Dogen de onde veio ele, este responde que “foi trazido para aqui, como toda a gente”. Trazido por Jacob que manipula os acontecimentos para trazer para a Ilha sangue novo, desde balões, a navios e até aviões…

6. Claire reaparece na forma de uma nova “Rousseau”: constrói armadilhas defensivas ao seu estilo. Além de já não se importar com mais ninguém, além de si própria, o vírus que a infetou (e contra o qual os Outros tomavam na Temporada 3 um antídoto) torna-a também anti-social, como a Rousseau, aparentemente.

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | 4 comentários

Solução Global para a Corrupção: Acabar com os Off-Shores

Os Off-shores são uma anomalia económica que pouco mais uso tem além de dar cobertura a fugas ao fisco e a operações ligadas ao narcotráfico ou ao tráfico de armas. Concordamos assim – ao mais alto grau – com o presidente do Conselho de Prevenção da Corrupção, Oliveira Martins, que defendeu recentemente a necessidade de combater os “Off-shores”

Sem Paraísos Fiscais não pode haver corrupção em larga escala. Se em todo o mundo, por virtude de algum consensual milagre acordado internacionalmente, todos os Off-shores fossem encerrados, a corrupção galopante que tanta riqueza desvia das populações sofreria um sério e irreversível revez.

Não precisamos de leis abstratas e dificilmente aplicáveis para polícias e tribunais já sobrecarregados contra o “enriquecimento ilícito”. O que precisamos é de ação contra o meio que a corrupção requer para prosperar: os Off-shores. E estes só podem terminar de forma uniforme, consensual e universal. Se um dado grupo de países encerrar os seus Off-shores e outros os mantiverem a funcionar, isso não fará mais do que transferir essas verbas provenientes de corrupção de uns para outros. É assim preciso estabelecer um pacto mundial, em sede da ONU, contra os Off-shores e acabar com todos, em simultâneo.

Fonte:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1475736

Categories: Economia, Política Internacional | 2 comentários

A Índia está a trabalhar em lasers e num veículo espacial capaz de destruir satélites em órbita.

O veículo está a ser desenvolvida no âmbito do programa indiano de mísseis balísticos da “Defence Research and Development Organisation” do Ministério da Defesa indiano. O veículo utilizará lasers para orientar até ao satélite alvo, destruindo-o pela força do impacto.

Recordemo-nos que em 2007, a China realizou um teste de uma arma semelhante que deixou muitos destroços orbitais numa órbita muito povoada e que se suspeita que pelo menos um satélite de comunicações foi destruído em consequência. Se a Índia começar também a fazer testes com armas anti-satélite, e criar ainda mais destroços orbitais haverá ainda mais satélites destruídos a troco de uma muito duvidosa capacidade para “cegar” eventuais países com os quais a Índia entre em conflito, em que a China surge muito claramente como o principal alvo, já que o Paquistão não tem satélites espiões ativos e a Índia tem um longo conflito pendente com Pequim.

Fonte:
http://www.space.com/news/india-antisatellite-plans-100111.html

Categories: DefenseNewsPt, SpaceNewsPt | Etiquetas: | 11 comentários

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