Daily Archives: 2010/02/13

Obama começa finalmente a avançar contra os Megabancos. Os tais que eram “grande demais para falhar”

Obama finalmente parece ter despertado da sua modorra quanto a ações contra o setor financeiro que com os seus desmandos e comportamentos irresponsáveis afundou a economia mundial em 2008: Os EUA irão assim limitar a dimensão e a área de ação dos Bancos dos EUA, o que irá obrigar Bancos com o JP Morgan e a Goldman Sachs a venderem empresas que controlam noutros setores.

A medida vai ter impacto nestes “Bancos Grandes Demais para Falhar”, que foram salvos da falência com dinheiro dos contribuintes e que findo o momento da crise se apressaram a distribuir parte desse dinheiro na forma de bónus a gestores. O impacto representará para a JP Morgan uma perda que este estima ser superior a 13 mil milhões de dólares nos Bancos JP Morgan, Goldman Sachs, Morgan Stanley, Crédit Suisse, UBS e Deutsche Bank. Todos estes acumulavam atividades especulativas e de exóticas “engenharia financeira” com atividades de retalho convencionais, criando as condições para novo colapso.

A separação entre Banca de Investimento e Banca da Retalho, desejada por Obama nada de original, já que é no essencial a resposta de Roosevelt à crise semelhante da década de Trinta e, se hoje, voltamos a falar desta separação foi apenas porque os lobbistas conseguiram inverter estas regulações do New Deal, nos mandatos presidenciais de Clinton e Bush. E passa apenas pela reposição de uma separação saudável para as instituições financeiras e a prazo, para as economias mundiais… Mas é apenas o primeiro passo, já que não prevê que os Megabancos se dividam nos Bancos que têm comprado incansavelmente nas últimas décadas, chegando à escala atual, tornando-se imensos geradores de desemprego (cada fusão leva a novos desempregados) e de risco sistémico de falha global. Agora após a separação, falta conjugar um novo advérbio: a divisão…

Fonte:
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1419284

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Portugal vai participar no desenvolvimento do novo cargueiro militar da Embraer: o KC-390

Embraer KC-390 (http://www.defesabr.com)

Embraer KC-390 (http://www.defesabr.com)

Fontes do Ministério da Defesa português confirmaram o interesse em participar no desenvolvimento do avião de transporte militar Embraer KC-390 que foi alvo recentemente de uma apresentação de projeto em Lisboa, no âmbito de uma busca por parceiros que a empresa brasileira está a fazer em Portugal.

O projeto poderia servir de alavanca para o estabelecimento de um cluster aeroespacial em Portugal, abrindo assim caminho para que Portugal seja um dos clientes do aparelho, já que apesar das palavras pouco animadoras de Basílio Horta: “as coisas não estão ligadas, nem se devem ligar”, a verdade é que após o cancelamento da presença de Portugal no A400M e a inevitável substituição a prazo dos C-130H esta opção seria muito interessante, quer para a industria nacional, quer para suprir essa necessidade a prazo da FAP.

O projeto KC-390 assenta num contrato de 930 milhões de euros entre a Embraer e o governo brasileiro que assegura o financiamento estatal para o arranque do projeto, mas precisa de encontrar outros parceiros para reforçar a sua plena viabilidade financeira, de forma a cumprir o calendário e colocar no ar o primeiro protótipo até 2012 e as primeiras entregas até 2015.

A Embraer procura em Portugal parceiros capazes de construir segmentos de fuselagem, usinados e materiais compósitos, assim como serviços de engenharia e de software que fornecerão a fábrica que a empresa está a construir em Évora e que deverá estar terminada já em 2012, gerando 500 postos de trabalho altamente qualificados. A empresa espera construir em Portugal uma grande parte da fuselagem do aparelho, o que deverá representar mais 3000 postos de trabalho no país, já a partir deste ano de 2010, especialmente se Portugal se assumir como cliente do aparelho, podendo inclusivamente o país surgir como o local de montagem final do aparelho.

A OGMA, de Alverca e já detida maioritariamente pela Embraer em 65% poderá participar no desenvolvimento do aparelho, mas submete a sua participação há existência de “incentivos públicos aos custos de desenvolvimento”. Além das OGMA, a Embraer já identificou 16 empresas portuguesas e estabeleceu contactos preliminares com 8. O projeto é estratégico para Basílio Horta, presidente da AICEP (Associação para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) já que “além do arranque do cluster aeronáutico, em Portugal, é uma oportunidade de cooperação estratégica com os países da CPLP. Onde está o Brasil, está a nossa agência. O Brasil é a prioridade das prioridades, a par de Angola”, logo o projeto poderá assumir-se como um elemento vital de união entre os países lusófonos.

No mundo, já existem vários interessados no novo avião brasileiro, como o Chile e a Polónia, mas o mercado global para um avião de transporte militar de 20 toneladas de carga é estimado pela construtora em mais de 695 aparelhos, em 77 países que usam atualmente aviões a carecerem de substituição e que agora dispõem apenas das alternativas pouco apelativas apresentadas pelo infiável C-130J e pelo caro e atrasado A400M e seria um erro de proporções babilónicas se Portugal não aproveitasse esta oportunidade para estabelecer um cluster aeronáutico viável e de futuro e sair da sua humilhante posição de consumidor passivo de equipamentos militares fabricados noutros países. O projeto permitiria também solidificar as relações com os países da CPLP e com o Brasil, criando no processo uma importante fonte de exportações e de geração de emprego de qualidade e altamente qualificado. É, pois, um projeto estratégico, e de interesse vital para o nosso país.

Fontes:

http://aeiou.expresso.pt/portugal-ja-tem-18-fornecedores-para-o-aviao-da-embraer=f560638
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1420138

http://www.oje.pt/noticias/negocios/ministerio-da-defesa-quer-participar-no-desenvolvimento-do-kc-390
http://aeiou.expresso.pt/embraer-pode-criar-autoeuropa-dos-avioes-em-evora=f560432

Categories: Brasil, DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Economia, Lusofonia, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 19 comentários

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