Daily Archives: 2010/02/02

Os fornos solares da “Sun OK”: Uma empresa portuguesa

Em época de Alterações Climáticas e de escassez energética as soluções de “tecnologia intermédia” antevistas pelo economista alemão E. F. Schumacher na década de setenta começam finalmente a surgir como opção.

Uma destas soluções é o forno solar, desenvolvido por uma empresa portuguesa e que depois de um arranque comercial frio, está a começar a aquecer e a ser exportado em números significativos. O forno solar foi concebido em função das necessidades de países em vias de Desenvolvimento, onde o fornecimento de energia ou é escasso, ou irregular, mas a luz solar abundante e constante ao longo do ano.

O forno solar já terá vendido mais de mil unidades durante este ano e é o produto de um trabalho de investigação de Manuel Collares Pereira, no Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI) para uma rede ibero-americana. A ideia então era criar um forno que não gastasse combustível e que pudesse chegar rapidamente a campos de refugiados, poupando o abate e recolha de madeira nestes locais.

A empresa que iniciou a produção do forno solar era a SunCo, apoiada pela API Capital desde 2001. Em 2005, a empresa teve que encerrar, devido às baixas vendas, mas em 2008, a empresa seria recuperada em 2008 pela mão de Nuno de Oliveira Martins. O clima económico e mental era propício a tal ressurgimento, com um incremento das preocupações com as Alterações Climáticas.

A nova empresa recebeu o nome de “Sun OK” e estava agora refocada para o mercado do lazer, apontando baterias para os mercados dos países desenvolvidos, isto é, para clientes que têm moradias com jardim, onde o forno pode ser instalado e usado na sua máxima eficiência.

Além de económico e ecológico, o forno permite a cozinhar a temperaturas baixas e homogéneas, sem queimar os alimentos, o que produz alimentos com sabores de elevada qualidade (na opinião dos especialistas). O forno é, contudo, lento. Isto é, demora a cozinhar pelo menos o dobro do tempo de um forno normal, mas quem puder esperar, recolhendo a poupança energética e a devida redução da fatura de carbono.

O mercado dos países em vias de desenvolvimento não está esquecido e a “Sun OK” já tem parcerias firmadas com a empresas da África do Sul, de Angola, Guiné Conakri, Senegal e do Quénia, países onde será comercializada uma versão simplificada e mais económica do forno solar.

O forno solar da “Sun OK” custa 199 euros, mas das mais de mil unidades vendidas, apenas cem o foram em Portugal, isto apesar de uma redução em 30% do IVA aplicável ao aparelho, isto indica uma diminuta capacidade para divulgar a proposta em Portugal, um apoio governamental insuficiente (por exemplo comprando e ofertando fornos solares a países da CPLP) e uma inadequada preocupação ambiental por parte de muitos portugueses abastados, com vivendas ajardinadas e que ainda não se equiparam com este forno ou com outro de caraterísticas semelhantes.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/forno-solar-portugues-aposta-na-exportacao=f550262

Categories: Ciência e Tecnologia, Ecologia, Portugal | 7 comentários

Quids S18: De quem é esta bandeira?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S18 | 4 comentários

A nova “Estratégia para o Espaço” de Barack Obama

Resumo da nova estratégia para o Espaço, delineada por Barack Obama:

1. Os abastecimentos e substituição de astronautas na Estação Espacial Internacional (ISS) serão da responsabilidade de voo comerciais, muito provavelmente a cápsula Dragon com os seus lançadores Falcon 9.

2. A NASA vai focar os seus esforços e recursos no desenvolvimento de um lançador pesado não sendo ainda claro se este será o Ares V Lite ou um veículo desenvolvido a partir do atual Space Shuttle. Um ou outro deverá estar pronto antes de 2018.

3. A estratégia de Obama apela também a parceiros para prosseguir com o seu programa lunar. Neste campo, a Europa, o Japão e o Canadá, deverão representar um papel central tendo em conta a experiência de cooperação passada assim como o envio de varias missões robóticas bem sucedidas para a Lua. Assim, a NASA deixa de estar sozinha no desenvolvimento de um Lunar Lander e de uma base lunar modular para – segundo o documento de Obama – passar a poder contar com estes parceiros.

4. O orçamento da NASA para 2011 será aumentado em um bilião de dólares em relação ao ano anterior.

Estes são os quatro pontos essenciais de uma “estratégia para o Espaço” que custou a ser conhecida e que continua a ser muito lacunar… Obama nunca expressou em campanha um grande interesse pelo Espaço e o longo hiato que a NASA teve de atravessar (quase um ano) antes de ser nomeado o novo administrador indica que a agência não está nas prioridades do novo presidente norte-americano… Isso explica porque é que esta estratégia é parcial e deixa ainda por responder algumas questões fundamentais:
A. A ISS vai continuar a funcionar depois de 2020?
B. O Space Shuttle realizará o seu último voo em
2011?
C. A NASA não vai trabalhar no sentido de enviar uma missão tripulada a um asteroide?
D. A NASA vai manter um esforço de exploração a Marte e, ultimamente, enviar uma missão humana para o Planeta Vermelho?

São quatro perguntas que ainda não têm resposta e ao fim de um ano de mandato, já era tempo… O Espaço – durante tanto tempo a maior bandeira do estatuto de superpotência dos EUA – não está claramente na lista de prioridades de Obama. Até certo ponto, tal baixa prioridade até pode ser compreensível, já que os EUA continuam imersos na maior recessão desde 1929 e que as causas fundamentais desta continuam – no essencial – todas presentes. O Desemprego, o Aquecimento Global e a Crise no Afeganistão são outros três enormes problemas que Obama tem que enfrentar e onde – como na Reforma do Sistema de Saúde – tem encontrado um apoio muito tíbio e incerto nos seus pares Democratas no Congresso… De sublinhar, contudo, que um verdadeiro e ambicioso programa lunar ou marciano poderia resolver boa parte destes problemas: um novo “programa Apollo”, orientado para a Lua ou para Marte poderia gerar Emprego, Riqueza, Moral e Prestígio onde todos estes hoje faltam.

De qualquer forma, agora parece haver uma “visão obâmica para o Espaço”. Imprecisa, pouco ambiciosa, mas… Existente.

Fonte:
http://www.examiner.com/x-21670-Houston-Space-News-Examiner~y2009m12d17-More-possible-details-of-Obama-space-plan-for-NASA-emerges?cid=channel-rss-News

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Laurence R. Young da NASA na Escola Secundária Luís de Camões e de uma (inexistente) estratégia portuguesa para o Espaço

Laurence R. Young da NASA (http://web.mit.edu)

Laurence R. Young da NASA (http://web.mit.edu)

Numa notícia que passou praticamente desapercebida nos meios de comunicação portugueses, o professor Laurence R. Young da NASA e um dos maiores peritos mundiais em astromedicina do mundo visitou recentemente Portugal e fez uma apresentação na Escola Secundária Luís de Camões, em Lisboa. A visita enquadrou-se no âmbito do programa do MIT em Portugal intitulado “MIT Professors Visit Schools” em parceria com o programa governamental “Ciência Viva”. A visita cumpre o objetivo do “Ciência Viva”, que é o de promover o ensino e o interesse pela Ciência e pela investigação científica em Portugal.

A comunicação do professor norte-americano no Liceu de Luís de Camões tinha o título “Indo a Marte com Gravidade Artificial”. Nesta, o foco foram os riscos psicológicos que as tripulações humanas terão que vencer para chegar – e para regressar – do Planeta Vermelho.

Young mencionou vários perigos, desde a exposição à radiação, perda de massa óssea, um risco elevado de cancro e problemas psicológicos vários. Nesta exposição, o professor estabeleceu paralelismos com as navegações portuguesas, que colocavam na sua época uma série de desafios de não muito diversa gravidade.

A comunicação foi extremamente bem acolhida, estando a lotação do auditoria esgotada e havendo centenas de jovens de pé, o que demonstra o elevado grau de interesse dos estudantes portugueses no Espaço, diametralmente oposta ao desinteresse crónico de vários governos sucessivos pelo apelo à aventura e à descoberta que o Espaço hoje representa.

A exposição tinha como objetivo motivar os estudantes para a exploração do Espaço e para carreiras científicas, tendo deixado aqui sementes numerosas que esperemos que venham a desenvolver-se, como admitiria o próprio cientista da NASA: “O entusiasmo, conhecimento, e nível de interesse dos estudantes da Escola Secundária de Camões foi fantástico. Tornou clara a tese de que o instinto da exploração continua a ser uma motivação para a educação científica em todo o mundo”.

Portugal não tem contudo sabido estar à altura do espírito de aventura dos seus antepassados e sucessivos governos têm esquecido que um dos seus deveres é o de delinearem e seguirem uma estratégia consiste e profunda de exploração cientifica e comercial do Espaço, a última grande fronteira e potencialmente uma das vias mais promissoras para o desenvolvimento a prazo da nossa economia, preenchendo no imaginário e no campo dos grandes objetivos estratégicos o espaço que em Quinhentos esteve ocupado pelos descobrimentos e expansão no grande Mar Oceano, cumprindo assim o importante aspecto motivacional que o Portugal de hoje parece ter perdido e que urge reencontrar para sairmos desta “morte lenta” em que estamos atolados desde finais da década de setenta.

Fontes:
http://www.marsdaily.com/reports/Portuguese_Students_Get_A_Glimpse_Into_Future_Mars_Missions_999.html
http://web.mit.edu/aeroastro/www/people/lry/

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