Daily Archives: 2010/01/29

O Brasil e o Futuro: Resposta a Comentário de Ralph Teixeira

Bandeira do Brasil

Bandeira do Brasil (http://www.quatrocantos.com)

Resposta a Comentário de Ralph Teixeira de 2009/12/31

“Passei por uma verdadeira maratona, quase 1 hora e meia lendo todos os textos postados por estas bandas.
Li todos os zilhares de comentários, vi muitos comentários positivos, tantos outros negativos a respeito do Brasil como futura potência.
Acho que discutir recursos naturais é um campo árido, não há muito o que se discutir a este respeito, tampouco tem muito do que dizer a respeito dos índices sociais de desenvolvimento humano e de distribuição de renda.
São pontos pacíficos e carecem de modificação, ninguém aqui nega o fato de termos índices alarmantes a respeito da distribuição de renda, dentre outros aspectos.”

Em termos de riquezas naturais, o Brasil é efetivamente um país absolutamente ímpar: detêm as maiores reservas de terras agrícolas do mundo e é já líder nas exportações de muitos alimentos. Num mundo em constante explosão demográfica, a auto-suficiência alimentar e a produção de excedentes do Brasil serão vantagens estratégicas decisivas. Esta riqueza alimentar será brevemente reforçada por um setor petrolífero florescente que já hoje torna o país auto-suficiente e que a breve prazo lhe permitirá exportar um produto que agora que já se passou o Pico Petrolífero será cada vez mais valioso.

O grande problema do Brasil é a sua má distribuição desta riqueza, sem dúvida. A riqueza é cada vez maior e a sua origem, mais diversificada. Falta ainda ao Brasil uma classe média suficientemente numerosa, culta e civicamente ativa para formar o núcleo de uma sociedade democrática que combata a influência dominante da plutocracia. Para isso é preciso manter uma aposta continuada e intensa num ensino público de qualidade, capaz de criar esse estrato social que esteve na base da prosperidade europeia e norte-americana nas décadas de 50-70 e que a presente plutocracia ameaça fazer desaparecer.

“Mas fico pasmo com a quantidade de brasileiros descrentes das conquistas que já tivemos, mesmo com todos os problemas de corrupção, que hoje em dia acredito serem mais sérios até do que a violência (porque a violência anda lado a lado com a corrupção, sem uma polícia corrupta, um senado corrupto, empresas corruptas, não haveria distorções sociais tão discrepantes como a que se vê na atualidade, tampouco espaço para a criação de um poder paralelo ao estado que encontrou um campo vasto e absolutamente intocado pelo estado para atuar, provas da ineficiência deste poder paralelo tem sido as últimas operações da Polícia, que tem demostrado acertividade e combatido com 100% de eficiência a pseudo organização criminosa que se encontrava em várias favelas no Rio de Janeiro).
Vejo sim com preocupação a corrupção acima de tudo, porque esta congela o Brasil num patamar de subdesenvolvimento, esta faz com que poucos políticos furtem dos cofres públicas somas aviltosas, estuprando os bolsos das classes pagantes de impostos do País.
Mentem as pessoas que dizem que a honestidade não é um bastião do País, mentem, porque não enxergam que não fossem as pessoas honestas o país não teria o arcabouço financeiro que possui, de tantos pagantes do imposto de renda apenas 1 milhão foram pegos na malha fina e desses boa parte por questões de despesas médicas, cuja análise é digna de críticas.
Precisamos sim como sociedade parar de reclamar como imbecis repetidores de mantras frasais e agir como cidadãos de bem, procurando justiça sob todas as ferramentas que possuímos.
E o começo te tudo não parte apenas do Voto, mas da educação. Há que se educar nossos filhos de acordo com os paradigmas da honestidade e do bom caratismo, da honraria. Quantos pais, quantos são os mesmos que tanto reclamam de um Brasil desonesto que não educam seus filhos? Enviam-nos para as escolas sem o menor respeito ao professor, à instituição em que estudam, tampouco ao Hino do País?”

A corrupção é o cancro de todos os países onde os níveis de civismo e de Justiça não são particularmente elevados. Esse é o combate que todos temos que travar e que deve começar em duas frentes: na Escola e na Família. Um e outro vetor são fundamentais para propagar pela via do exemplo e da formação cívica os mesmos elevados padrões de civismo e de baixa corrupção que encontramos no norte da Europa. E fundamental, para combater a corrupção é proibir qualquer contribuição aos aparelhos partidários, tornando-os inteiramente dependentes do orçamento de Estado e limitando severamente tectos de despesas em campanha eleitoral.

“Eu, trabalhei anos como professor, sei bem o que significa a má educação do Brasileiro. Os pais esperam da escola uma educação digna de primeiro mundo, mas não oferecem a seus próprios filhos nenhum nível de educação moral, há que se comentar um super protencionismo aos filhos, como se fossem bibelôs frágeis por demais e absolutamente quebradíssos.
Convido, pois então, estes mesmos que tanto reclamam a pararem de reclamar e passarem a agir, serem educadores de seus lares, de seus filhos, netos, bisnetos, seus sobrinhos, porque não há como haver atenção às aulas, aos professor se não entenderem o significado da palavra RESPEITO.
Como podemos nos projetar para o futuro se nossa sociedade não se respeita como nação, como povo, como língua, como cultura?
E conhecendo profundamente o significado de respeito, há que se comentar, a corrupção naturalmente diminui, o arcabouço jurídico passa a funcionar com decência e a partir daí deixamos o limiar histórico da subserviência servil aos Países “Europeus” + “EUA”.”

Concordo em absoluto. O aspecto tecnicista do sistema educativo é hoje dominante de uma forma quase asfixiante, quando na verdade devia ser a educação cívica a vertente principal de qualquer sistema de ensino. É certo que não podemos depender dos pais para que ensinem aos filhos as bases de conhecimento técnico e científico que devemos plantar em todas as crianças, e é igualmente certo que o exemplo de uma adequada conduta moral é muito mais eficaz quando é transmitido pelos pais, do que quando é derramado sobre as crianças em doses massivas de palavras e teoria, mas a Escola deve oferecer às crianças fundamentos de Morał e de vida em comunidade, sem teorias ocas, mas sempre com exemplos concretos e reais que se exerçam tanto quanto possível na vida e na ação das próprias crianças.

“Acho interessante o conceito de união dos países falantes da língua portuguesa, apesar de não entender no que exatamente um país como o Brasil “lucraria” com isto, culturalmente podemos ser deficitários, sem dúvida, mas há uma camada ávida por conhecimento, seja na elite ou o cidadão médio, e com a implementação vasta da Internet este conhecimento se notabiliza por ser de muito fácil acesso.
Conheci alguns poucos lusitanos residentes de Portugal, conheço alguns por cá, e não tenho nem o que dizer a respeito, na minha visão são tão brasileiros quanto eu, de origem franco-turca.”

– o grande desafio que o Brasil ainda tem que cumprir é o da batalha pela Educação e pela qualificação profissional das suas gentes. É pela via de uma educação cientifica e matemática que seja pública e logo tendenciosamente gratuita que será possível criar uma camada populacional ilustrada e civicamente consciente.

“As diferenças culturais acredito que ocorram com maior força mesmo em Portugal, onde parece que há um certo sentimento xenófobo, acometendo toda a Europa diga-se de passagem.”

– essa tendência xenófoba atravessa de facto toda a Europa, e é especialmente aguda em momentos de desemprego. É claro que os imigrantes brasileiros em Portugal e na Europa continuam a preencher os postos de trabalho que ficam vagos e logo, não se pode dizer que “retirem” postos de trabalho a portugueses ou europeus, estatisticamente… Mas essa é a opinião (infundada) de alguns. Minoritária, mas real. À medida que o desenvolvimento do Brasil se consolidar, assim como a redução da pobreza, os seus imigrantes serão cada vez menos numerosos e mais qualificados, e isso irá fazer reverter estas correntes de opinião negativas.

“E existe um espírito de subserviência do Português aos países do Bloco Europeu mais ricos, não diria subserviência, mais apropriado seria “espírito combalido” por se sentir inferior, sejam pelos números econômicos, seja por qualquer outro fator comparativo utilizado na UE.”

– esse sentimento foi alimentado por gerações de políticos, formados e “treinados” em Paris, primeiro e, depois, em Bruxelas. O espírito existe ainda hoje em muitos portugueses, e foi até reforçado recentemente pela crise em Portugal e pelo desvio dos níveis de crescimento económico da Europa nos últimos anos. Mas é transitório e será vencido quando sairmos do atoleiro presente… Algo em que a refocagem na Lusofonia e na CPLP terá papel central, é nossa convicção.

Fonte:
http://movv.org/2007/01/31/o-brasil-a-terceira-superpotencia-mundial-do-seculo-xxi-resposta-a-comentario-do-ultramar/#comment-106560

Categories: Brasil, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Quids S18: Que navio de guerra é este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S18 | 5 comentários

O PAK-FA (Sukhoi T-50) realiza o seu primeiro voo

Finalmente, depois de muitos adiamentos, o primeiro PAK-FA realizou o seu primeiro voo. O voo terá demorado pouco mais de 47 minutos e teve lugar a 10 de janeiro de 2010 a partir do aerodromo de testes da KnAAPO de Komsomolsk-on-Amur sendo pilotado pelo piloto de testes Sergei Bogdan.

O teste terá cumprido os objetivos, tendo o avião “comportado de forma excelente”, sendo avaliado o controlo em voo do aparelho, o desempenho dos motores e dos sistemas primários. O trem de aterragem foi também recolhido e elevado em voo.

Os motores usados neste protótipo são ainda as turbinas NPO Saturn 117, uma variante das 117S do SU-35 e SU-27M.

O avião tem vários materiais compósitos e aerodinâmica avançada de forma a reduzir a sua assinatura ao radar, garantido-lhe caraterísticas stealth avançadas e comparáveis às do F-22A Raptor, quer ao radar, quer na gama dos infravermelhos. O PAK-FA tem ainda um radar AESA da Tikhomirov NIIP.

Este voo significa que a Rússia está novamente a caminho da superioridade tecnológica, perdida com a aparição do F-22A Raptor dos EUA e que agora que a tecnologia na base dos SU-30MK está acessível à Índia e à China, pode tornar a ambicionar uma liderança tecnológica em relação a estes parceiros (“aspas” no caso chinês…), algo que só pode ser realizado se o PAK-FA conseguir efetivamente sair da fase embrionária onde ainda se encontra e chegar às linhas de produção, a partir de 2012, recebendo então a designação oficial de T-50.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2010/01/29/337795/pictures.html

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Ben Bernanke e a necessidade de aumentar a regulação do setor financeiro

É cada vez mais evidente que o setor financeira não é regido por gestores com a maturidade suficiente para se autoregularem, ao contrário do que acreditavam os dogmáticos do neoliberalismo. É tanto assim que
Até o presidente da Reserva Federal americana, Ben Bernanke, defendeu recentemente que se devia aumentar a regulação do sistema financeiro para evitar os excessos especulativos que quase arruinaram a economia mundial e que ainda hoje arrastam a maioria dos países do mundo para uma recessão só comparável à de 1929.

A especulação desenfreada tem que ser travada – para benefício do próprio sistema financeiro – quer através de acordos multinacionais de regulação, fiscalização e punição das atividades financeiras, quer através do retorno gradual – mas decidido – das taxas de juro a valores pré-crise, que dissuadam a contração de empréstimos para compras de ações ou fundos de investimento.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/banca-reserva-federal-defende-mais-regulacao-e-possivel-aumento-de-juros-para-lutar-contra-especulacao=f555730

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