A Rússia está a avaliar o envio de uma missão para desviar Apophis

A Rússia está a avaliar o envio de uma nave espacial para um asteroide com a missão de afastá-lo de uma trajetória que o pode levar a impactar na Terra. Esta opção foi colocada pelo mais alto responsável da agência espacial russa, Anatoly Perminov, em finais de dezembro de 2009.

O asteróide em causa é Apophis – que já foi referido várias vezes aqui no Quintus – e os russos tencionam convidar a NASA, a ESA e a agencia espacial chinesa, logo que o projeto estiver delineado.

Apophis tem perto de 270 metros de diâmetro e foi descoberto apenas em 2004 tendo uma probabilidade de colidir com a Terra de 1 para 37 em 2029, entretanto revista muito em baixa, mas ainda provável nesse e noutros encontros subsequentes. Perminov, contudo, não parece informado desta atualização, já que mencionou que “teria sido contatado por um cientista que lhe disse que Apophis estava muito próximo e podia chocar com o planeta. Não me lembro bem, mas parece que pode chocar com a Terra por volta de 2032”. Esta declaração parece indicar que Perminov se limitou a produzir uma declaração bombástica e não particularmente fundamentada, talvez apenas para ouvidos russos e para cativar mais financiamentos federais…

Concordo com Perminov quando afirma que “a vida das pessoas está em risco. Devemos consumir varias centenas de milhões de dólares e construir um sistema que seja capaz de impedir uma colisão”. Mas o caso de Apophis é mal construído, já que as estatísticas mais recentes mencionam uma probabilidade inferior a um em 320 mil, de suceder um impacto cataclísmico. Contudo, ainda que Apophis possa não ser hoje a ameaça que já foi, deveria existir um “case study” capaz de demonstrar a viabilidade da tecnologia e manter um sistema internacional de alerta e resposta contra ameaças idênticas, e neste sentido, as declarações de Perminov, ainda que parecem mais mediáticas que científicas, são animadoras, neste sentido…

As estratégias para combater um asteroide são basicamente três:
1. Enviar uma sonda para orbitar um asteroide e assim alterar a sua órbita
2. Enviar uma sonda para colidir e alterar o seu momentum
3. Destruir um asteroide com armas nucleares

Perminov, na mesma declaração, excluiu a terceira hipótese, apontando antes para o envio de uma sonda capaz de o ir desviando lentamente de forma a afastá-lo da Terra, sem o destruir. Algo que de qualquer forma, iria criar mais meteoritos, que, por sua vez, pudessem representar novas ameaças…

Pode ser uma declaração mais mediática, do que concreta, mas é feita pelo mais alto responsável da segunda maior agência espacial do mundo e refere-se precisamente a uma necessidade que é imperativa para criar um sistema capaz de reagir a uma ameaça: um sistema que possa responder à ameaça por um meteorito que possa em causa a civilização ou mesmo toda a vida existente sobre a Terra. Se tal sistema surgir na Rússia, a que depois se juntem outros países, pouco importa, desde que se comece…

Fonte:
http://news.discovery.com/space/incoming-asteroid-spacecraft-russia.html

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