Daily Archives: 2010/01/22

Governo alemão: O “Googlepólio” está aí.

Foi a própria ministra alemã da Justiça, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger que declarou que a Google se está a tornar num “monopólio gigante” e que o Estado alemão irá agir contra a multinacional se esta não parar de compilar dados sobre os seus utilizadores.

A ministra alemã exprimiu igualmente a mesma preocupação que por aqui já publicitámos: a Google está a ficar demasiada omnisciente e omnipresente, uma tendência que ainda aumentou mais recentemente com a aparição do Google Books e – sobretudo – do Google Earth, sendo que o último destes foi já alvo de vários processos judiciais por violação das mais básicas regras de privacidade.

A questão está em saber o que é que a Google sabe exatamente sobre cada um de nós, para além que nos deixa ver na nossa “Google Account” e, acima de tudo, o que faz com eles… É claro que a Google faz tudo isto na cobertura de gigantescas lacunas legais, fruto do laxismo dos legisladores. Aproveitando estes desfasamentos, a multinacional continua aumentando paulatinamente o seu poder, prolongando-o a praticamente todas as vertentes da atividade cibernética, desde o Office (GoogleDocs), ao correio eletrónico (Gmail), navegação na Internet (Chrome), Georeferenciação (Google Maps), Busca Local (Google Earth), etc, etc. Praticamente, em tudo o que fazemos está a ser feito na Google e oferecendo dados pessoais à multinacional, que depois os utiliza (supostamente) para nos apresentar publicidade direcionada. Ou para mais… Não se sabe, já que a empresa não dá aos seus utilizadores os dados que possui sobre eles próprios.

Fonte:
http://www.publico.clix.pt/Tecnologia/alemanha-receia-monopolio-gigante-da-google_1417205

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Categories: Economia, Informática, Portugal | Etiquetas: | Deixe um comentário

Quids S17: Que filme é este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S17 | 11 comentários

Resposta a comentário de Deltóide Latejante ao “Oito comentários ao último documentário de Michael Moore: “Capitalism, a love story”

“Sendo que não vi o referido filme, vamos lá ver, e começando pelo fim… concordo totalmente. Quanto aos restantes pontos, “nem por isso, ou talvez, sim””

– ora bem! O principal do meu comentário é precisamente a sua conclusão! 🙂

“1) Não há prova científica inequívoca económica de que o Estado seja melhor gestor que os privados, nem o seu inverso e há bastos casos de sucesso de uns e outros em áreas que não eram esperadas. No ponto particular das prisões, o mesmo sucede. Hoje, a maioria dos fornecimentos nas prisões portuguesas são já feitos por empresas externas. O que ainda vai sendo exclusivamente de gestão pública é a segurança e o fornecimento de recursos humanos e não me parece que seja um modelo de gestão longe do ideal. No caso limite americano o único risco em que se incorre é o de estes recursos humanos não serem os ideais ou não estarem preparados face ao desejado, o que poderá sempre ocorrer (ou não). É uma situação que a meu ver pode e deve ser estudada e avaliada, e nada melhor que fazer experiências pontuais para ter noção da sua viabilidade.
Quanto ao receio do submundo dos juizes/polícias/gestão prisional, seria simplicíssimo de resolver. Bastava, assim num repente, que nem toda a gestão fosse privada (por exemplo 50% das “vagas”) e que os detidos fossem encaminhados preferencialmente para os privados, sendo que estes não poderiam ultrapassar os seus números clausus. Dois coelhos de uma vez: garantia-se um fluxo fixo de “negócio” para os privados, fomentando a sua entrada na área e acabavam-se com potenciais incentivos de outro género que envolvessem juizes corruptíveis (já agora, tinham de ser corrompidos muitos, mas mesmo muitos juizes para chegarem a gerar negócio…).”

– bem, ainda que possa reconhecer nessa proposta mista algumas virtualidades, é me difícil conviver com esta “coceira” que me dá o conhecimento de que é uma empresa privada que exerce (por concessão) um dos maiores poderes do Estado de Direito: o de cercear a liberdade individual e bloquear os direitos cívicos de alguém, condenado ou não. O documentário de Moore alude a alguns exemplos de juizes que recebiam dinheiro para colocarem jovens menores num centro de correção e pergunto: nesse modelo misto esse risco não existiria? Não poderiam deter todos os que quisessem, mas continuariam a poder receber “prémios” por cada novo detido.

“2) Concordo total e plenamente com os tais seguros. Em especial num país como os Estados Unidos, onde uma morte no trabalho tem normalmente implicações gravosas para a entidade patronal, quer a nível reputacional, quer a nível de potenciais indemnizações compensatórias às famílias. E não esquecer que é um país em que se um patrão fomentar condições propensas a acidentes, isso dá direito a cadeia. Cadeia. Choldra. EUA, não é Portugal. Há coisas que lá funcionam… e a Lei é uma delas.”

– mas é ético uma empresa receber 3 milhões de dólares porque um seu trabalhador morreu antes dos 35 anos? A Empresa não deve gerar lucro com a sua atividade comercial e não com a morte prematura dos seus colaboradores? E ainda que possa financiar estes seguros, não tem a obrigação moral de distribuir esse prémio de seguro pelos menores que o falecido deixou atrás de si ou de pelo menos resgatar a família das dívidas de saúde que tantas vezes o falecido deixou atrás de si?

“3) Bem, palermas há em todo o lado e o City não é decerto excepção. No entanto, e apesar de isso ser claramente um documento comercial, de passa-a-mão-pelo-lombo de alguns milionários e de promoção junto destes, também eles palermas, não deixa de levantar questões sociais no que se refere à excessiva concentração da riqueza. Paradoxal, se acharmos que é somente um documento de “afirmação dos ricos sobre os pobres”, não? Aliás, a única situação que não é paradoxal é ser um documento comercial de alerta para a responsabilidade social dos mais beneficiados…”

– mas o tom do documento não é de preocupação pela excessiva concentração de riqueza ou de poder… Pelo contrário o tom é de “felicitações” e quase que apela à instauração de um “estado policial” que protege esta plutocracia das revoltas de massas que (corretamente) antecipa como inevitáveis… Do que vi do texto, o tom de alerta existe, mas não em relação à estabilidade da sociedade, mas quanto ao risco que esta instabilidade pode dar às fortunas dos plutocratas.

“4) Não querendo colocar tudo no mesmo saco, sim, havia (e há) produtos a rodar de mão em mão, entre bancos, que benza-os Deus. Por outro lado, não podemos ser simplistas. Exemplos: havia derivados sobre condições meteorológicas. Não faz sentido pois não? Faz, porque eram os que podiam ser comprados por agricultores como seguros contra intempéries… houve a questão dos futuros, por exemplo do petróleo. Não faz sentido, pois não? Faz sim se eu tiver uma frota de camionagem e quiser garantir que daqui a 9 meses, continuo a comprar o combustível ao mesmo preço e não ao sabor do preço do mercado e dos gostos fiscais dos estados. No que se falhou foi na regulação, e nos excessos a que a pressão para os resultados $$ levou. Os produtos chamados de tóxicos, não chegaram a ser vendidos no retalho e apenas alguns bancos tiveram bombas, ou melhor, bombinhas, a rebentar nas suas mãos.
Portugal, aqui, pode até ser exemplo. Alguém que se dê ao trabalho de ver um prospecto de um fundo de investimento e os seus relatórios regulares, pode ter informação acerca de rentabilidades passadas, perspectivas (adocicadas sempre, mas já se sabe…) e até mesmo a composição do fundo (que acções, obrigações, que empresas, estados/países, derivados). Garanto que isto existe em 90% dos casos e muitas das vezes pode ser acedido até por pessoas que não sejam clientes. Sobre a inabilidade dos comerciais para responder a essa emblemática questão, é a meu ver mais por falta de formação/capacidade do que por intuitos ínvios e retorcidos…”

– tenho sérias dúvidas sobre a verdadeira utilidade económica destas ferramentas. O mercado de Ações foi inventado no século XVII como forma de captar capital para atividades industriais e comerciais concretas, existentes na Economia Real. Atualmente, existem múltiplas “ferramentas financeiras” que são opacas a um tal grau que os seus próprios agentes as deixaram de conseguir compreender. Os Mercados financeiros (ações e obrigações) até que conseguem cumprir esse propósito inicial, de municiar as empresas com o capital de que carecem para os seus projetos, mas logo que a acao ou obrigação passa de mãos, perdem a função e tornam-se naquela anomalia perigosa que são hoje as Bolsas. Não nego que um agricultor que especule em Futuros pode ser compensado assim dos seus prejuízos, mas para ser um especulador bem sucedido tem que dedicar a esta atividade um tempo que só pode retirar à sua atividade de agricultor, em prejuízo evidente desta. Este aliás é o cerne do trauma da Economia moderna: cada vez mais capital é desviado das atividades produtivas para os setores especulativos e isso ainda que engrandeça as Cities de todo o mundo, cria Desemprego, déficites comerciais crónicos e desindustrializações massivas em torno destas fátuas “ilhas de prosperidade”.

“5) Também acredito que o modelo cooperativo seja um modelo viável em condições muito especiais como seja o de empresas médias (nem grandes nem pequenas), mas gera outro problema crítico: o dos incentivos ao disparate. Se nas empresas gigantes são as administrações que têm o incentivo a hipotecar o futuro à custa dos bónus presentes, numa estrutura em que os bónus sejam paritários, este incentivo à distorção é alargado e ampliado. Será que se o Oliveira e Costa distribuísse pelos empregados todos o resultado dos “desmandos”, estes não seriam também parte interessada em que os “desmandos” fossem efectuados?”

A cooperativa é adequada a empresas de pequena ou média escala, mas não a grandes. Aliás, sendo um admirador do “Small is Beautiful” de E. F. Schumacher defendo como ele a divisão das grandes (e ineficientes) empresas em várias empresas, menos, locais e de escala mais humana. Uma cooperativa de trabalhadores – porque imbuída dos mesmos princípios que a democracia – pode assim como a democracia impedir erros crassos cometidos por um pequeno grupo de pessoas tão obcecadas com objetivos de curto prazo ou com flutuações accionistas que perde a visão de longo prazo e toma decisões que ameaçam toda a organização. Um mecanismo de contrapeso democrático no seio das organizações (determinado pela sua transformação em cooperativas de produção) poderia bloquear erros de gestão tão graves como aqueles que o setor financeiro atravessou em 2008.

“6) O problema do sistema educativo americano não está relacionado com propinas ou acesso à educação. Está, como o nosso, ligado à descaracterização e perda de qualidade intrínseca deste. O conhecimento técnico e geral de um português e americano médios são constrangedores. E aí é que reside o problema. A sociedade ocidental que não promove o esforço e trabalho está a deixar-se ficar para trás e é por isso que nas universidades americanas há cada vez mais indianos e chineses, que ainda vêm de culturas com valores diametralmente opostos. É a obesidade física e mental a tomar conta das nações. Nós temos como exemplo análogo o geralmente bom desempenho escolar dos filhos de emigrantes de certos países de leste, que até em matérias como a história de Portugal, batem frequentemente os filhos dos cidadãos nacionais… Um país afirma-se pela sua capacidade de trabalho e sacrifício. O resto são feijões…”

– que no atual sistema de Ensino é escassa. Tudo foi reorientado para que se aumentassem artificialmente os números de aprovação, não melhorando a qualidade do Ensino, mas pela via do estéril facilitismo. E as maiores lacunas encontram-se naquele que devia ser o cerne de todo o saber: o ensino científico e matemático. De facto, sigo por Agostinho da Silva neste domínio (como noutros, de resto) na sua defesa de um sistema de ensino simplificado ao máximo que reuniria no primário e no secundário apenas três disciplinar obrigatórias: o português, para que todos se soubessem exprimir decentemente na sua língua materna; a matemática, para que todos tivessem as bases de qualquer conhecimento científico e as Artes, para que todos soubessem como expressar os seus sentimentos. Este Triário seria complementado com tutorias e estágios nas demais especialidades onde os alunos manifestassem especial curiosidade ou vocação. De permeio, todo o sistema seria transformado, introduzindo níveis de exigência e estímulos de recompensa inéditos.

“7) Muito ainda se estudará e dirá sobre “A crise”. O que é certo é que se esteve à beira do verdadeiro colapso do sistema. E não estou a falar do sistema financeiro mas sim económico e social. No momento de aperto foi tomada a decisão a meu ver correcta. Nos grandes momentos há que tomar decisões extremas. O que foi incorrecto foi não serem exigidas contrapartidas nem serem executados algumas posições de força que provavelmente na altura pareceram impossíveis de impor sem piorar a situação (como a entrada no capital das instituições). Nos EUA, avessos a Estado na economia isso seria muito malvisto pelo cidadão comum, eventualmente como uma ingerência numa área que não é a do Estado. No caso português, exceptuando o caso do BPN e até certa maneira do BPP, o Estado não teve de arcar com nenhum custo com o salvamento da banca (terá até tido lucro porque, não esquecer, as garantias que foram dadas a alguns bancos, são pagas por estes últimos ao Estado).
Os Bancos Centrais estiveram bem no estancar da crise. Veremos agora se estarão no estabilizar e reestruturar da Finança.”

– na altura, existiam nos EUA, as condições necessárias para acorrer à Banca, impondo mecanismos de retorno e de contrapartidas mínimos. A cegueira neoliberal de Bush e dos seus acessores impediram que tal sucedesse e a paralisante “ânsia pelo diálogo” de Obama perpetuou essa incapacidade, apesar de toda a verborreia que este tem declamado recentemente.

“Quanto ao megaluxo de alguns… “sempre assim foi e assim será” e como já muitas vezes foi confirmado e reconfirmado, a opulência é inversamente proporcional à situação económica: o melhor sistema de redução da pobreza e das diferenças de rendimento, é tão simplesmente o crescimento económico!”

– Mas ao crescimento económico corresponde sempre um idêntico crescimento na distribuição da riqueza assim gerada… E esta desproporção é hoje bem visível na China, por exemplo, e é a prazo a fonte de perturbações sociais que irão colocar em risco a estabilidade de todo o sistema capitalista. Se o sistema não se souber renovar (como o tem sabido fazer), estes desequilíbrios irão criar uma situação insustentável a curto prazo, com legiões de desempregados de longa duração, com famílias e filhos menores, sem perspetivas de Emprego, que inevitavelmente se oporão aos detentores do Poder Económico e Político, num confronto de proporções bíblicas e contornos terminais para a civilização em que atualmente vivemos.

Fonte:
http://movv.org/2009/12/30/oito-comentarios-ao-ultimo-documentario-de-michael-moore-capitalism-a-love-story/#comment-106557

Categories: Economia | 6 comentários

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