Daily Archives: 2010/01/11

Avatar: Uma breve análise crítica do filme de James Cameron

O último filme de James Cameron, o muito badalado “Avatar” levanta uma série de questões interessantes… em termos cinematográficos pode não ser (de longe) o melhor filme de sempre, especialmente devido ao seu argumento fracamente construído e pouco original. Mas em termos de espetáculo e entretenimento puro (a especialidade Cameron, sejamos claros) é um filme absolutamente notável e plenamente merecedor de comentários.

1. A ação do filme passa-se em 2154 num planeta selva chamado “Pandora” que será um satélite de um gigante gasoso no sistema de Alfa de Centauro, a 4,4 anos-luz da Terra. Enfim, 4,4 ou 4,2… Já que Alfa é um sistema triplo, com duas estrelas Alfa de Centauro A e Alfa de Centauro B rodando em torno de um centro gravitacional comum o que faz com que nesta rotação as estrelas possam estar mais próximo de nós, a 4,2 anos-luz. Uma qualquer viagem humana a Alfa tentaria chegar no momento de maior aproximação, exatamente como se faz hoje com as missões que se enviam a Marte e não quando o afastamento é maior, a 4,4 anos. Aqui encontramos pois o primeiro erro astronómico em “Pandora”.

2. Pandora é um satélite muito húmido, e logo, próximo da sua estrela. Não há muito tempo atrás, e como Pandora orbita um gigante gasoso, esperava-se que todos os Sistemas Planetários tivessem uma distribuição idêntica à do Sistema Solar, mas desde então foram detetados dezenas de planetas gigantes em órbitas muito próximas da sua estrela, pelo que em termos estritamente astronómicos um satélite como Pandora parece plausível. Mas os planetas gigantes parecem ter uma propensão a serem grandes emissores de radiação e serem geradores de grandes ondas gravitacionais que provocam terremotos frequentes e de grande amplitude nas suas luas. Isso mesmo é observável em Saturno e em Júpiter e tais perturbações (muito mais intensas que na Terra) podem prejudicar o lento e gradual desenvolvimento da vida até ao nível em que esta nos é apresentada no filme de James Cameron.

3. A razão da presença dos humanos em Pandora é um mineral “unobtanium” (ou seja, “impossível-de-obter”) que tem propriedades de super-condução à temperatura ambiente, uma espécie de graal da Física que revolucionaria a tecnologia, de facto… No filme, esta super-condução afeta os engenhos que o Homem coloca em Pandora, mas as ligações wireless que ligam as personagens aos seus “avatares” resistem a esses intensos campos magnéticos e tal não é muito provável…

4. Os corpos artificiais que dão nome ao filme, os “avatares” têm no filme, ADN humano e da raça nativa, os Na’vi. Ou seja, são híbridos humano-alienígena. Ora isso, em termo de biologia não parece possível, pelo menos à luz do conhecimento atual… Existem mais semelhanças genéticas entre um ser humano e uma bactéria do que entre um Homem e qualquer alienígena que possa existir, pelo que dificilmente poderia existir a necessária compatibilidade ou semelhança genética para criar um qualquer tipo de híbrido.

5. O gigantismo parece ser a nota dominante em Pandora, com dragões voadores gigantes, árvores altíssimas e os Na’vi, muito mais altos do que qualquer ser humano. Esse traço é compatível com a revelação – feita a dado ponto no filme – de que a gravidade em Pandora é mais baixa do que a da Terra.

6. Os Na’vi são demasiado humanos… Apesar da sua pele azul e de outras excentricidades no seu rosto, são muito semelhantes a um ser humano para uma criatura que se desenvolveu de forma independente no satélite em Alfa de Centauro.

7. A maioria do armamento utilizado pelos terrestres em Pandora é demasiado ao nível da nossa tecnologia atual: helicópteros, aviões convertíveis tipo Osprey e armas, tudo poderá estar ao serviço, na Terra, daqui a menos de 20 anos e seria de esperar que uma civilização do século XXII fosse mais diferente do que a nossa… Caramba, se têm tecnologia para realizarem viagens interestelares, porque é que a tecnologia de Defesa se mantêm no século XXI?

Fontes:
http://defensetech.org/2009/12/21/defense-tech-in-avatar/
http://www.space.com/entertainment/091221-avatar-science.html http://nasawatch.com/archives/2009/12/how-will-we-tra.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfa_Centauri
http://en.wikipedia.org/wiki/Extrasolar_planet#Systems
http://www.avatarmovie.com/

Anúncios
Categories: Ciência e Tecnologia, Filmes, SpaceNewsPt | Etiquetas: | 14 comentários

Quids S17: Qual é o nome deste chimpanzé?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S17 | 4 comentários

Portugal aguenta o TGV e o Novo Aeroporto?

A quase bancarrota grega deveria estar a fazer refletir os líderes portugueses. A crise financeira de Atenas vai ter um impacto direto e quase imediato em Portugal porque Portugal é apresentado juntamente com Espanha e a Grécia como “os homens doentes” da Europa, a mesma expressão que era usada para descrever a decadente autocracia turca no começo do século XX. A situação na Grécia devia ter feito parar todos os projetos megalómanos que o governo PS lançou para satisfazer os seus lobbies internos na Mota Engil (por via de financiamentos partidários e do lobbying de Jorge Coelho) já que estes dependem fortemente de empréstimos no estrangeiro e que a situação na Grécia já fez disparar a classificação de risco de todos os países do Sul da Europa e, logo, a partir de agora, qualquer obra megalómana será muito mais cara, do que era no ano passado! Mas não, tudo está na mesma, como se a satisfação dos lobbies fosse mais importante que o futuro do país!

Estas obras megalómanas, de retorno duvidoso, ou mesmo certamente negativo, deviam ser riscadas do mapa.

Portugal não tem dinheiro – nem nos privados, nem no Estado – para grandes obras “hidráulicas” no melhor sentido babilónico ou egípcio do termo. E pior: não precisamos delas. O TGV é uma obra estúpida ao mais alto grau: não só não vai utilizar nem tecnologia nem desenvolvida, nem construída em Portugal, porque a venda da Sorefame aos venais canadianos da Bombardier desbaratou a nossa indústria ferroviária. Faria imensamente muito mais sentido desenvolver o sempre embrionário Pendular, capaz de velocidades superiores aos 140 Km/h, nunca alcançadas devido ao estado da via. Renove-se a via, aumente-se a ferrovia e o número de pendulares e obtenha-se praticamente o mesmo retorno do TGV a uma fração do seu custo! Quanto aeroporto… Ele será realmente necessário? Se as companhias aéreas se assumem como responsáveis pela sua parcela das emissões e a prometem reduzir pela via da substituição de aviões, se o preço do petróleo irá novamente disparar para a estratosfera logo que a recessão der mostras claras de recuperação, então, será que os cenários que sustentaram a construção do novo aeroporto se mantêm realistas? Não seria mais razoável – para um país já aquém dos limites do envidivamento – para com obras faraónicas e optar por expandir até ao limite a Portela e tornar o aeroporto de Alverca num aeroporto dedicado a voos “Low Cost”?

Se calhar, sim: O desenvolvimento do Alfa Pendular contra o babilonicamente caro TGV e a opção Portela+Alverca fazem mesmo mais sentido neste clima de sobre-endividamento da República. Ou não. Se a satisfação de ávidos lobbies coelhónicos for mais importante que o bem da República, claro.

Fontes:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u627306.shtml

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1444590

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: , | 18 comentários

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade