Monthly Archives: Janeiro 2010

Foram escolhidos os três finalistas do programa “New Frontiers” da NASA: Lua, Vénus ou um Asteroide

Vénus: um dos destinos prováveis do New Frontiers da NASA (http://pacificempire.org.nz)

A NASA selecionou três projetos candidatos. A escolha final será realizada até meados de 2011 e deverá determinar o destino da próxima missão ao Espaço exterior da agencia espacial norte-americana.

Na final está uma missão para estudar a atmosfera e a crosta de Vénus; uma missão para recolher e trazer para a Terra uma amostra de um asteroide e uma terceira missão para colocar um missão na Lua capaz de recolher amostras do Pólo Sul e regressar a Terra.

Os trabalhos de seleção começaram em 2010 e o lançamento da missão vencedora deve ocorrer antes do final de 2018. A missão deverá custar menos de 650 milhões de dólares.

1. A missão venusiana SAGE ou “Surface and Atmosphere Geochemical Explorer” pretende lançar uma sonda que desça através da densa atmosfera marciana, recolhendo dados sobre a sua composição. Esta sonda aterrará depois na superfície, recolhendo mais dados, desta feita do solo venusiano.

2. A missão a um asteróide será a “Origins Spectral Interpretation Resource Identification Security Regolith Explorer” ou Osiris-Rex, que terá como principal objetivo o estudo local e recolha de material de um asteróide para análise em Terra.

3. A Missão “MoonRise” ou “Lunar South Pole-Aitken Basin Sample Return Mission” quer colocar um Lander no pólo sul lunar e trazer para Terra amostras.

As três propostas fazem parte de um grupo de propostas mais numeroso que foram entregues à NASA a 31 de julho de 2009 no âmbito do programa “New Frontiers”. Este programa da NASA tem como objetivo explorar o Sistema Solar com missões frequentes e de custo médio. A primeira missão deste programa foi lançada em 2006 e chegará a Plutão em 2015 e depois partirá a caminho da Cintura de Kuiper, para estudar os cometas que se estimam serem aqui abundantes. A segunda missão, é a Juno que irá orbitar Júpiter pela primeira vez e que será lançada em agosto de 2011.

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/Venus_Asteroids_And_Moon_To_Compete_For_Next_New_Frontiers_Mission_999.html

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Hoax: “Novos modelos de radares”

Provavelmente já receberam uma mensagem de corrente, em correio eletrónico, alertando para a instalação de radares ocultos em rails de auto-estradas da Brisa. A mensagem surge acompanhada de fotografias do supostos radares e como em tantos casos idênticos… É falsa.

A mensagem foi detectada pela primeira vez no Brasil, ainda que a origem exata das fotografias não seja clara, algumas das fotografias da versão brasileira original foi removidas na versão portuguesa porque exibiam matrículas (antigas) brasileiras. Essa “edição” indica que quem fez a adaptação sabia muito bem o que estava a fazer…

A mensagem alertava para a presença da câmaras ocultas em rails de proteção, que seriam ativadas por radares de velocidade. A versão original lista até vinte locais específicos onde estariam esses sistemas de deteção de excesso de velocidade, mas em Portugal e no Brasil, a lei é taxativa: tem que existir sinalização bem visível que alerte para a presença destes radares, pelo que qualquer tipo de provas assim recolhida seria ilegal.

Resta assim a questão de saber que fotografias são aquelas… Bem, são mesmo radares de velocidade camuflados nos rails, de facto. Estes radares terão sido utilizados na Alemanha e na Suíça, mas não de forma operacional, apenas experimental. Em Portugal, temos radares de velocidade em carros da GNR, mas os radares fixos têm que estar anunciados por sinalética específica. Logo… Estamos perante mais um “hoax” ou mito urbano.


Mensagem brasileira original:

Novos modelos de radares

Motoristas fiquem atentos nos brinquedinhos novos da CET que podem gerar diversas multas são tão pequenos que podem passar despercebidos, conforme as fotos, embutidos em guard-rails e muros de concreto.

Não sou contra a instalação de novos radares, desde não haja safadeza nas novas instalações de pequenos radares sem sinalização ou como nas saídas das pistas expressas das marginas para as pistas locais onde se diminui a velocidade de 90 km para 70 km e num intervalo de 300 metros já tem um radar te esperando para multar por excesso de velocidade.

RadarRADARES02

Não podemos concordar com esta política de instalar novos radares sem as devidas sinalizações com intuito de arrecadar milhões com multas sem repassar nada desta verba para os cidadãos com melhorias nas ruas esburacadas, em sinalizações de placas e faixas, investimentos que ajudam o nosso transporte, já que pagamos todas as taxas e poder dizer que temos o luxo de passear com nossos automóveis em vias seguras,“bem conservadas” com pixe bem aplicado nos asfaltos e não dar aquela enganada que fazem na aplicação que na primeira chuva leva a aplicação do asfalto.

As principais avenidas e corredores de ônibus devem ter pistas de concreto que obtém maior durabilidade evitando diversas manutenções e lavagem do dinheiro público.

É direito do cidadão saber quanto é arrecadado e aonde são investidos esses milhões, alguém pode nos esclarecer?

A você motorista segue os endereços de radares em SP:

1) Av. Rio Branco x Av. Duque de Caxias;
2) Av. Brasil x Rua. Veneza;
3) Rua Tabapuã x Rua Dr. Renato Paes Barros;
4) Av. Do Estado x Av. Santos Dumont;
5) Rua Jeroaquara x Rua Clélia;
6) Rua Bom Pastor x Rua dos Patriotas;
7) Av. Francisco Matarazzo x Av. Antártica;
8 ) Av. Diógenes Rua de Lima x Av. São Gualter;
9) Av. São João x Av. Ipiranga;
10) Av. Brasil x Rua Colômbia;
11) Rua Dr. Plínio Barreto x Rua Rocha;

12) Rua Rui Barbosa x Rua Conselheiro Carrão;
13) Av. Eusébio Matoso x Rua Bento Frias;
14) Rua Taquari x Rua Catarina Braida;
15) Av. Santo Amaro x Av.Dr. Hélio Pellegrino;
16) Av. Afrânio Peixoto x Rua Alvarenga;
17) Rua Antonio de Barros, altura da Rua Aguapei;
18) Av. Esc. Politécnica, Altura da Ci. Alb. Cavalcanti;
19) Rua Boa Vista, Altura da Rua São Bento;
20) Av. Esc. Politécnica x Rua Waldemar Roberto. 

Atenção também onde há muros!!!

O primeiro é o abaixo indicado:

Novo radar, de pequena dimensão, embutido numa das vigas do muro de cimento, numa altura de 2,50 a 3,00m., do Laboratório Roche. No começo da pista local da marginal Pinheiros sentido Santo Amaro, + ou – 300 m . de quem vem da Castelo Branco e + ou – 200 m do fim de ponte que vem da Marginal Tietê.
Na expressa tem 1 antigo logo depois. 

Foram incluídos dois de faixa de pedestres:
1) Av.João Pedro Cardoso em frente ao nº 300 (nos dois sentidos)- Que liga a Tamoios c/ Pedro Bueno);
2) Av. Pedro Bueno, em frente ao nº. 130l (sentido Jab.), 300 metros antes da Lombada Eletrônica;

Veja a lista de locais onde funcionarão radares do tipo LAP, que lêem placas flagram infratores do rodízio:

1) Marginal Tietê, sentido Ayrton Senna, nas proximidades do estádio do Canindé;
2) Avenida dos Bandeirantes, sentido marginal, na altura da Rua Alberti Willo;
3) Marginal Tietê, sentido Castello Branco, após a Ponte Atílio Fontana;
4) Avenida Indianópolis, sentido Ibirapuera, próximo à Alameda dos Sorimãs;
5) Avenida Sena Madureira, sentido Vila Mariana, na altura do nº 1.265;
6) Avenida 23 de Maio, sentido Centro, próximo ao Viaduto Pedroso;
7) Marginal Pinheiros, sentido Interlagos, pista expressa, antes da Ponte do Jaguaré;
8 ) Avenida Alcântara Machado, em ambos os sentidos, na altura da Rua Placidina;
9) Avenida das Nações Unidas no sentido Castello Branco, na altura do nº 7.163.

Fonte:
http://revistaautoesporte.globo.com/Revista/Autoesporte/0,,EMI24774-10138,00.html

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Portugal e a mineração das águas profundas na sua ZEE

Sistema de mineração em águas profundas

Sistema de mineração em águas profundas (http://www.ihcmerwede.com)

Portugal tem que começar a encarar a sua Zona Económica Exclusiva e, sobretudo, dos seus fundos oceânicos como um recursos fundamental para a sua sobrevivência a longo prazo. No momento em que começam a surgir em vários países projetos de exploração de recursos minerais subaquáticos (por exemplo na Nova Guiné), Portugal não pode ficar parado, desprezando esse imenso recurso. Assim a decisão do ministério da Ciência e Tecnologia de lançar um projeto à escala nacional de “Ciências do Mar Profundo” é de importância estratégica e uma boa decisão, cujos reflexos podem vir a revelar-se cruciais para a sobrevivência de Portugal no futuro próximo.

O projeto visa a investigação dos recursos biológicos e minerais das águas portuguesas e será inútil se não for integrado numa estrutura que potência a transição dos saberes adquiridos para o meio empresarial… É assim importante que o governo da república e que o governo regional estabeleçam mecanismos que promovam o empreendedorismo nacional para que estes recursos sejam explorados de forma sustentável, mas decidida antes que os grandes “tubarões” da exploração de minérios apareçam a explorar estes recursos submersos.

O Mar profundo tem condições para se tornar num dos eixos centrais ao desenvolvimento do país nas próximas décadas e tornar o país num dos maiores fornecedores de minérios na União Europeia. Algo estratégico num mundo onde as grandes minas de ferro e cobre se encontram a algumas décadas do esgotamento…

Fonte:
http://www.publico.clix.pt/Ci%EAncias/cientistas-embarcam-em-projecto-nacional-para-estudar-o-fundo-do-mar_1417073

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Um par de ladrões de telemóveis foram fotografados pela câmara do dito e… presos

Android Lookout

Android Lookout (http://pplware.sapo.pt)

Já se sabe que um ladrão não é – supostamente – um tipo muito inteligente. Mas dois ladrões, de Portland (EUA), batem os recordes… Dois tipos terão roubado dois Motorola Android, entre outros artigos, de uma loja de eletrónica. Ora um deles tinha instalada uma aplicação gratuita chamada “Lookout” a qual faz automaticamente um backup para o site na Internet de todas as fotografias tiradas com o telemóvel.

Quando os dois ladroes estavam a experimentar a câmara do telemóvel acabado de roubar, zás, as suas fotos acabaram na Internet e pouco depois estavam nas mãos da polícia que, já os conhecendo, haveria de os deter pouco depois.

Moral da história: Se roubar um telemóvel correndo Android… veja bem que aplicações estão instaladas nele antes de o começar a usar.

Fonte:

http://www.engadget.com/2010/01/12/android-photo-backup-app-reveals-burglars-identities-stupidity/
http://pplware.sapo.pt/2010/01/13/lookout-o-seu-smartphone-sempre-seguro/

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O Brasil e o Futuro: Resposta a Comentário de Ralph Teixeira

Bandeira do Brasil

Bandeira do Brasil (http://www.quatrocantos.com)

Resposta a Comentário de Ralph Teixeira de 2009/12/31

“Passei por uma verdadeira maratona, quase 1 hora e meia lendo todos os textos postados por estas bandas.
Li todos os zilhares de comentários, vi muitos comentários positivos, tantos outros negativos a respeito do Brasil como futura potência.
Acho que discutir recursos naturais é um campo árido, não há muito o que se discutir a este respeito, tampouco tem muito do que dizer a respeito dos índices sociais de desenvolvimento humano e de distribuição de renda.
São pontos pacíficos e carecem de modificação, ninguém aqui nega o fato de termos índices alarmantes a respeito da distribuição de renda, dentre outros aspectos.”

Em termos de riquezas naturais, o Brasil é efetivamente um país absolutamente ímpar: detêm as maiores reservas de terras agrícolas do mundo e é já líder nas exportações de muitos alimentos. Num mundo em constante explosão demográfica, a auto-suficiência alimentar e a produção de excedentes do Brasil serão vantagens estratégicas decisivas. Esta riqueza alimentar será brevemente reforçada por um setor petrolífero florescente que já hoje torna o país auto-suficiente e que a breve prazo lhe permitirá exportar um produto que agora que já se passou o Pico Petrolífero será cada vez mais valioso.

O grande problema do Brasil é a sua má distribuição desta riqueza, sem dúvida. A riqueza é cada vez maior e a sua origem, mais diversificada. Falta ainda ao Brasil uma classe média suficientemente numerosa, culta e civicamente ativa para formar o núcleo de uma sociedade democrática que combata a influência dominante da plutocracia. Para isso é preciso manter uma aposta continuada e intensa num ensino público de qualidade, capaz de criar esse estrato social que esteve na base da prosperidade europeia e norte-americana nas décadas de 50-70 e que a presente plutocracia ameaça fazer desaparecer.

“Mas fico pasmo com a quantidade de brasileiros descrentes das conquistas que já tivemos, mesmo com todos os problemas de corrupção, que hoje em dia acredito serem mais sérios até do que a violência (porque a violência anda lado a lado com a corrupção, sem uma polícia corrupta, um senado corrupto, empresas corruptas, não haveria distorções sociais tão discrepantes como a que se vê na atualidade, tampouco espaço para a criação de um poder paralelo ao estado que encontrou um campo vasto e absolutamente intocado pelo estado para atuar, provas da ineficiência deste poder paralelo tem sido as últimas operações da Polícia, que tem demostrado acertividade e combatido com 100% de eficiência a pseudo organização criminosa que se encontrava em várias favelas no Rio de Janeiro).
Vejo sim com preocupação a corrupção acima de tudo, porque esta congela o Brasil num patamar de subdesenvolvimento, esta faz com que poucos políticos furtem dos cofres públicas somas aviltosas, estuprando os bolsos das classes pagantes de impostos do País.
Mentem as pessoas que dizem que a honestidade não é um bastião do País, mentem, porque não enxergam que não fossem as pessoas honestas o país não teria o arcabouço financeiro que possui, de tantos pagantes do imposto de renda apenas 1 milhão foram pegos na malha fina e desses boa parte por questões de despesas médicas, cuja análise é digna de críticas.
Precisamos sim como sociedade parar de reclamar como imbecis repetidores de mantras frasais e agir como cidadãos de bem, procurando justiça sob todas as ferramentas que possuímos.
E o começo te tudo não parte apenas do Voto, mas da educação. Há que se educar nossos filhos de acordo com os paradigmas da honestidade e do bom caratismo, da honraria. Quantos pais, quantos são os mesmos que tanto reclamam de um Brasil desonesto que não educam seus filhos? Enviam-nos para as escolas sem o menor respeito ao professor, à instituição em que estudam, tampouco ao Hino do País?”

A corrupção é o cancro de todos os países onde os níveis de civismo e de Justiça não são particularmente elevados. Esse é o combate que todos temos que travar e que deve começar em duas frentes: na Escola e na Família. Um e outro vetor são fundamentais para propagar pela via do exemplo e da formação cívica os mesmos elevados padrões de civismo e de baixa corrupção que encontramos no norte da Europa. E fundamental, para combater a corrupção é proibir qualquer contribuição aos aparelhos partidários, tornando-os inteiramente dependentes do orçamento de Estado e limitando severamente tectos de despesas em campanha eleitoral.

“Eu, trabalhei anos como professor, sei bem o que significa a má educação do Brasileiro. Os pais esperam da escola uma educação digna de primeiro mundo, mas não oferecem a seus próprios filhos nenhum nível de educação moral, há que se comentar um super protencionismo aos filhos, como se fossem bibelôs frágeis por demais e absolutamente quebradíssos.
Convido, pois então, estes mesmos que tanto reclamam a pararem de reclamar e passarem a agir, serem educadores de seus lares, de seus filhos, netos, bisnetos, seus sobrinhos, porque não há como haver atenção às aulas, aos professor se não entenderem o significado da palavra RESPEITO.
Como podemos nos projetar para o futuro se nossa sociedade não se respeita como nação, como povo, como língua, como cultura?
E conhecendo profundamente o significado de respeito, há que se comentar, a corrupção naturalmente diminui, o arcabouço jurídico passa a funcionar com decência e a partir daí deixamos o limiar histórico da subserviência servil aos Países “Europeus” + “EUA”.”

Concordo em absoluto. O aspecto tecnicista do sistema educativo é hoje dominante de uma forma quase asfixiante, quando na verdade devia ser a educação cívica a vertente principal de qualquer sistema de ensino. É certo que não podemos depender dos pais para que ensinem aos filhos as bases de conhecimento técnico e científico que devemos plantar em todas as crianças, e é igualmente certo que o exemplo de uma adequada conduta moral é muito mais eficaz quando é transmitido pelos pais, do que quando é derramado sobre as crianças em doses massivas de palavras e teoria, mas a Escola deve oferecer às crianças fundamentos de Morał e de vida em comunidade, sem teorias ocas, mas sempre com exemplos concretos e reais que se exerçam tanto quanto possível na vida e na ação das próprias crianças.

“Acho interessante o conceito de união dos países falantes da língua portuguesa, apesar de não entender no que exatamente um país como o Brasil “lucraria” com isto, culturalmente podemos ser deficitários, sem dúvida, mas há uma camada ávida por conhecimento, seja na elite ou o cidadão médio, e com a implementação vasta da Internet este conhecimento se notabiliza por ser de muito fácil acesso.
Conheci alguns poucos lusitanos residentes de Portugal, conheço alguns por cá, e não tenho nem o que dizer a respeito, na minha visão são tão brasileiros quanto eu, de origem franco-turca.”

– o grande desafio que o Brasil ainda tem que cumprir é o da batalha pela Educação e pela qualificação profissional das suas gentes. É pela via de uma educação cientifica e matemática que seja pública e logo tendenciosamente gratuita que será possível criar uma camada populacional ilustrada e civicamente consciente.

“As diferenças culturais acredito que ocorram com maior força mesmo em Portugal, onde parece que há um certo sentimento xenófobo, acometendo toda a Europa diga-se de passagem.”

– essa tendência xenófoba atravessa de facto toda a Europa, e é especialmente aguda em momentos de desemprego. É claro que os imigrantes brasileiros em Portugal e na Europa continuam a preencher os postos de trabalho que ficam vagos e logo, não se pode dizer que “retirem” postos de trabalho a portugueses ou europeus, estatisticamente… Mas essa é a opinião (infundada) de alguns. Minoritária, mas real. À medida que o desenvolvimento do Brasil se consolidar, assim como a redução da pobreza, os seus imigrantes serão cada vez menos numerosos e mais qualificados, e isso irá fazer reverter estas correntes de opinião negativas.

“E existe um espírito de subserviência do Português aos países do Bloco Europeu mais ricos, não diria subserviência, mais apropriado seria “espírito combalido” por se sentir inferior, sejam pelos números econômicos, seja por qualquer outro fator comparativo utilizado na UE.”

– esse sentimento foi alimentado por gerações de políticos, formados e “treinados” em Paris, primeiro e, depois, em Bruxelas. O espírito existe ainda hoje em muitos portugueses, e foi até reforçado recentemente pela crise em Portugal e pelo desvio dos níveis de crescimento económico da Europa nos últimos anos. Mas é transitório e será vencido quando sairmos do atoleiro presente… Algo em que a refocagem na Lusofonia e na CPLP terá papel central, é nossa convicção.

Fonte:
http://movv.org/2007/01/31/o-brasil-a-terceira-superpotencia-mundial-do-seculo-xxi-resposta-a-comentario-do-ultramar/#comment-106560

Categories: Brasil, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Quids S18: Que navio de guerra é este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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O PAK-FA (Sukhoi T-50) realiza o seu primeiro voo

Finalmente, depois de muitos adiamentos, o primeiro PAK-FA realizou o seu primeiro voo. O voo terá demorado pouco mais de 47 minutos e teve lugar a 10 de janeiro de 2010 a partir do aerodromo de testes da KnAAPO de Komsomolsk-on-Amur sendo pilotado pelo piloto de testes Sergei Bogdan.

O teste terá cumprido os objetivos, tendo o avião “comportado de forma excelente”, sendo avaliado o controlo em voo do aparelho, o desempenho dos motores e dos sistemas primários. O trem de aterragem foi também recolhido e elevado em voo.

Os motores usados neste protótipo são ainda as turbinas NPO Saturn 117, uma variante das 117S do SU-35 e SU-27M.

O avião tem vários materiais compósitos e aerodinâmica avançada de forma a reduzir a sua assinatura ao radar, garantido-lhe caraterísticas stealth avançadas e comparáveis às do F-22A Raptor, quer ao radar, quer na gama dos infravermelhos. O PAK-FA tem ainda um radar AESA da Tikhomirov NIIP.

Este voo significa que a Rússia está novamente a caminho da superioridade tecnológica, perdida com a aparição do F-22A Raptor dos EUA e que agora que a tecnologia na base dos SU-30MK está acessível à Índia e à China, pode tornar a ambicionar uma liderança tecnológica em relação a estes parceiros (“aspas” no caso chinês…), algo que só pode ser realizado se o PAK-FA conseguir efetivamente sair da fase embrionária onde ainda se encontra e chegar às linhas de produção, a partir de 2012, recebendo então a designação oficial de T-50.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2010/01/29/337795/pictures.html

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Ben Bernanke e a necessidade de aumentar a regulação do setor financeiro

É cada vez mais evidente que o setor financeira não é regido por gestores com a maturidade suficiente para se autoregularem, ao contrário do que acreditavam os dogmáticos do neoliberalismo. É tanto assim que
Até o presidente da Reserva Federal americana, Ben Bernanke, defendeu recentemente que se devia aumentar a regulação do sistema financeiro para evitar os excessos especulativos que quase arruinaram a economia mundial e que ainda hoje arrastam a maioria dos países do mundo para uma recessão só comparável à de 1929.

A especulação desenfreada tem que ser travada – para benefício do próprio sistema financeiro – quer através de acordos multinacionais de regulação, fiscalização e punição das atividades financeiras, quer através do retorno gradual – mas decidido – das taxas de juro a valores pré-crise, que dissuadam a contração de empréstimos para compras de ações ou fundos de investimento.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/banca-reserva-federal-defende-mais-regulacao-e-possivel-aumento-de-juros-para-lutar-contra-especulacao=f555730

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A Rússia está a avaliar o envio de uma missão para desviar Apophis

A Rússia está a avaliar o envio de uma nave espacial para um asteroide com a missão de afastá-lo de uma trajetória que o pode levar a impactar na Terra. Esta opção foi colocada pelo mais alto responsável da agência espacial russa, Anatoly Perminov, em finais de dezembro de 2009.

O asteróide em causa é Apophis – que já foi referido várias vezes aqui no Quintus – e os russos tencionam convidar a NASA, a ESA e a agencia espacial chinesa, logo que o projeto estiver delineado.

Apophis tem perto de 270 metros de diâmetro e foi descoberto apenas em 2004 tendo uma probabilidade de colidir com a Terra de 1 para 37 em 2029, entretanto revista muito em baixa, mas ainda provável nesse e noutros encontros subsequentes. Perminov, contudo, não parece informado desta atualização, já que mencionou que “teria sido contatado por um cientista que lhe disse que Apophis estava muito próximo e podia chocar com o planeta. Não me lembro bem, mas parece que pode chocar com a Terra por volta de 2032”. Esta declaração parece indicar que Perminov se limitou a produzir uma declaração bombástica e não particularmente fundamentada, talvez apenas para ouvidos russos e para cativar mais financiamentos federais…

Concordo com Perminov quando afirma que “a vida das pessoas está em risco. Devemos consumir varias centenas de milhões de dólares e construir um sistema que seja capaz de impedir uma colisão”. Mas o caso de Apophis é mal construído, já que as estatísticas mais recentes mencionam uma probabilidade inferior a um em 320 mil, de suceder um impacto cataclísmico. Contudo, ainda que Apophis possa não ser hoje a ameaça que já foi, deveria existir um “case study” capaz de demonstrar a viabilidade da tecnologia e manter um sistema internacional de alerta e resposta contra ameaças idênticas, e neste sentido, as declarações de Perminov, ainda que parecem mais mediáticas que científicas, são animadoras, neste sentido…

As estratégias para combater um asteroide são basicamente três:
1. Enviar uma sonda para orbitar um asteroide e assim alterar a sua órbita
2. Enviar uma sonda para colidir e alterar o seu momentum
3. Destruir um asteroide com armas nucleares

Perminov, na mesma declaração, excluiu a terceira hipótese, apontando antes para o envio de uma sonda capaz de o ir desviando lentamente de forma a afastá-lo da Terra, sem o destruir. Algo que de qualquer forma, iria criar mais meteoritos, que, por sua vez, pudessem representar novas ameaças…

Pode ser uma declaração mais mediática, do que concreta, mas é feita pelo mais alto responsável da segunda maior agência espacial do mundo e refere-se precisamente a uma necessidade que é imperativa para criar um sistema capaz de reagir a uma ameaça: um sistema que possa responder à ameaça por um meteorito que possa em causa a civilização ou mesmo toda a vida existente sobre a Terra. Se tal sistema surgir na Rússia, a que depois se juntem outros países, pouco importa, desde que se comece…

Fonte:
http://news.discovery.com/space/incoming-asteroid-spacecraft-russia.html

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Quids S17: Que povo cunhou esta moeda?

Regras:

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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CoRoT-7b: o primeiro exoplaneta rochoso que… é um inferno

Um dos último exoplanetas descobertos, CoRoT-7b e que orbita em torno de uma estrela situada a mais de 480 anos-luz ainda que tenha um solo rochoso – o que é algo inédito até agora – tem temperaturas tão elevadas que provavelmente estará quase completamente coberto por vulcões. Assim, o primeiro exoplaneta rochoso jamais detetado não é um bom candidato à Vida, tal qual a conhecemos.

Este “inferno à escala planetária” é o produto da sua proximidade para com o seu sol, a apenas 2,5 milhões de Km, ou seja, sessenta vezes mais perto do que a Terra do nosso Sol. E portanto, os microorganismos não terão aqui as condições suficientes para se desenvolverem, já que para além da impossibilidade da presença de água líquida em tais temperaturas, as ondas gravitacionais que assolam o planeta (que não tendo oceanos, não as pode absorver) criarão tremores de terra e erupções vulcânicas praticamente permanentes.

Fonte:
http://www.space.com/scienceastronomy/100106-corot-7b-planet.html

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A China realizou um teste com um míssil capaz de destruir outros mísseis em pleno voo

Míssil Ar-Ar HQ-9

Míssil Ar-Ar HQ-9 (http://www.forte.jor.br)

A China realizou um teste com um míssil capaz de destruir outros mísseis em pleno voo.

O míssil testado teria sido lançado a partir do solo e seria baseado numa tecnologia de intercepção de mísseis adversários em “meio curso”, isto é, bem depois do seu lançamento e antes da fase descendente, de impacto no alvo.

O teste pode ter sido antecipado em função do anúncio de venda de mísseis a Taiwan, algo a que a China protestou violentamente, como sempre faz, quando este território que considera ser seu se procurar dotar de qualquer tipo de armamento defensivo… O que não tem impedido Pequim de instalar centenas de mísseis Terra-Terra ao longo da costa, todos apontando para Taiwan, claro.

Fonte:

http://www1.voanews.com/english/news/China-Says-Missile-Interception-Test-Successful-81219987.html

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Quids S18: Até onde foi esta cápsula?

Regras:

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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A Guerra contra os Houthis travada pelo Governo do Iémene e pela Arábia Saudita

Embora esteja atualmente no foco mediática a guerra que as forças governamentais iemenitas travam contra tribos mais ou menos ligadas aos sunitas radicais da al Qaeda, existe no Iémene um segundo conflito, paralelo e quase tão intenso como o primeiro e que opõe o Governo de Saana às tribos no norte que são apoiadas pelo Irão shiita desde 2004. O conflito nortenho tem o seu epicentro na província montanhosa de Saada habitados pelas tribos shiitas Houthi e recentemente viu a entrada em cena de um novo ator, a Arábia Saudita, que lançou operações militares na fronteira comum com o Iémene. Em novembro de 2009 os rebeldes Houthis tomaram o controlo de uma parcela de território saudita, que agora é alvo de operações terrestres e aéreas sauditas e internacionalizaram um conflito que já o era suficientemente com as interferências iranianas e com as “cover up operations” norte-americanas no Iémene…

É difícil saber se existe mesmo uma liderança da Al Qaeda na insurreição tribal iemenita. Parece certo que existe uma sua presença, mas a insurreição parece mais tribal do que estratégica como desejaria a Al Qaeda e parece haver aqui um certo exagero quanto à gravidade desta revolta. Não é impossível que o governo iemenita se deixe vencer pela insurreição, tal é a sua ineficácia e ineptitude militar, mas se tal ocorrer isso dever-se-á mais a essa fraqueza do que à força ou organização desta revolta tribal.

Fonte:

http://www1.voanews.com/english/news/Yemen-Saudi-Arabia-Fight-Shiite-Rebels-in-Northern-Yemen-80441507.html

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2010 AL 30: O pequeno asteroide que… podia não o ser

AL 30

2010 AL 30 (news.discovery.com)

Existe no firmamento um objeto muito estranho… O objeto aproximou-se da Terra a uma distância de apenas um terço daquela que nos separa da Lua (130 mil Km), o que numa escala astronómica é mesmo muito perto… O objeto tem a designação 2010 AL30 e passou na sua aproximação máxima às 12:48 de 13 de janeiro. O objeto terá não mais de 15 metros de diâmetro, logo se se aproximasse demasiado da Terra seria consumido na atmosfera, caindo sobre nós apenas a sua poeira.

Mas não é só a sua aproximação que fez aqui notícia: alguns astrónomos acreditam que poderá tratar-se de um objeto artificial. Essa é a opinião dos astrónomos italianos Ernesto Guido and Giovanni Sostero que acreditam que o seu período orbital de quase exatamente um ano indica que se trata de um estádio de um motor de foguete utilizado e descartado num lançamento de um satélite. Existem dúvidas quanto a esta identificação, já que 2010 AL30 não se coaduna com órbitas úteis e a sua velocidade é relativamente elevada.

Outra questão muito importante que resulta desta notícia é o facto de termos sido capazes de detetar um asteroide com apenas 10 metros de diâmetro com alguns dias de antecedência. Esta é uma notícia animadora, já que isso quer dizer que somos atualmente capazes de detetar objetos deste tipo que no futuro possam colocar e assim podermos pelo menos preparmo-nos para esse impacto com alguns dias de antecedência. Se o objeto for maior e o aviso mais antecipado poder-se-á até preparar uma missão que possa desviar do rumo destrutivo um asteroide…

Fontes:

http://news.discovery.com/space/the-2010-al30-an-asteroid-or-man-made-object.html
http://www.topix.net/tech/space/2010/01/mystery-object-has-astronomers-stumped
http://www.spacedaily.com/reports/Unusual_Space_Object_Possibly_Man_Made_Approaches_Earth_999.html
http://ssd.jpl.nasa.gov/sbdb.cgi?sstr=2010%20AL30;orb=1
http://remanzacco.blogspot.com/

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Quids S18: Que avião é este? (variante)

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Sarkozy: a Google está a destruir o mercado publicitário francês sem pagar impostos

Quem sabe alguma coisa do mercado publicitário português, reconheceu-se nas acusações de Sarkozy segundo as quais a Google ter-se-ía apropriado de uma parcela significativa do mercado publicitário francês, sem pagar impostos. É também isto que a multinacional está a fazer em Portugal. Muitas empresas que comercializam publicidade na Internet viram a sua carteira de clientes reduzir-se para a multinacional norte-americana, tendo em consequência tido de despedir pessoal, já que estas – nacionais – pagam impostos e dão mais Emprego em Portugal do que a Google, que emprega pouco mais de dez vendedores entre nós…

Para combater esta apropriação é imperativo que os Estados que são desta forma expropriados em Emprego e Impostos ergam barreiras fiscais que forcem a Google a repor o equilíbrio e que restabeleça a perdida paridade de condições entre a Google e as empresas cuja existência está a ameaçar.

Fonte:

http://www.publico.clix.pt/Tecnologia/alemanha-receia-monopolio-gigante-da-google_1417205

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A União Europeia recusa o Orçamento de Estado Grego. Duas Vezes.

Já se sabe que a Grécia – país do Euro – está praticamente na Bancarrota. O último Orçamento grego deveria ter tranquilizado toda a gente. Supostamente. Mas não o fez. Bem, pelo contrário, o Eurostat, o gabinete de estatística da União Europeia veio declarar que o orçamento do governo grego não é fiável e que – pior – foi falsificado de forma a mascarar a gravidade da situação orçamental.

O Eurostat afirma que os dados financeiros enviados para a União Europeia foram adulterados pelo governo grego, através do gabinete de estatística nacional, que instrumentalizou.

Esta fraca fiabilidade, reforçada agora por estes indícios claros de falsificação, pode significar que o défice grego de 12,7% em 2009 pode de facto, ser ainda maior! A Europa quer que a Grécia reduza o seu défice para menos de 3% já em 2012, algo que agora parece ainda mais difícil…

Recordemo-nos de que as dificuldades orçamentais gregas começaram com os Jogos Olímpicos de Atenas e com o gigantesco défice orçamental que daí decorreu e cujo custo astronómico nunca chegou a ser verdadeiramente absorvido pelo país, criando assim as bases de um desequilíbrio orçamental crónico que está agora a arrastar para a lama os ratings de todos os países do sul da Europa, Portugal incluído, e levando agravamento das taxas de juro que estes pagam aos seus emprestadores. Que sirva de lição à classe de palhaços (como Gilberto Madaíl ou o presidente do Comité Olímpico Português) que querem trazer os Jogos Olímpicos ou o Mundial de Futebol para Portugal… Como se já não tivéssemos Estádios de futebol abandonados em número suficiente.

Fonte:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1468353

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Quids S18: Que projeto é este?

Regras:

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Israel estaria a preparar um ataque às instalações nucleares do Irão usando bases na Geórgia

Segundo algumas fontes, os Estados Unidos teriam cancelado uma grande remessa de armamento para a Geórgia, quando souberam que este país do Cáucaso estava a colaborar com Israel na preparação de um ataque aéreo ao Irão. A remessa (cancelada pelo próprio Obama) incluiria uma grande quantidade de armamento ligeiro, helicópteros e algum armamento pesado não identificado. Outra possível fonte deste cancelamento pode ter sido uma pressão russa, agora que o clima entre Putin e Obama é de “degelo”.

Mas a tese mais interessante é de facto aquela segundo a qual Israel estaria a preparar o uso de aeródromos junto a Tbilisi como ponto de apoio para um ataque aéreo às instalações nucleares do Irão. Isso explicaria aliás a presença de três “consultores” israelitas na Geórgia…

A ser verdade, isso implicaria a conivência turca, já que para chegar à Geórgia, os aviões israelitas teriam que atravessar a Anatólia e – o mais importante – implicaria igualmente que este plano israelita está em curso e que não será esta revelação que o irá parar… E de facto, posso admitir que prefiro um mundo em que Israel bombardeira as instalações nucleares do Irão, a um mundo em que o Irão dos Ayatollahs está armado com ogivas nucleares.

Fonte:
http://defensetech.org/2010/01/06/intel-us-shuts-down-arms-shipment-to-georgia/

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Portugal foi o segundo país na percentagem de energia de origem eólica consumida em 2009

Já o escrevi por aqui várias vezes: discordo em muito das políticas dos governos de Sócrates, mas se há área onde considero que está a ser feito um bom trabalho é na área energética. Sinal deste sucesso é um estudo da REN segundo o qual a percentagem de energia de origem eólica consumida em Portugal coloca o país no segundo lugar, em termos mundiais. Atualmente, apenas a Dinamarca está acima de Portugal, nesta escala e Espanha, foi ultrapassada por nós, em 2009.

O ano de 2009 foi aliás um ano notável para Portugal no que respeita ao consumo de eletricidade. Desde logo porque as importações desceram para menos de metade de 2008 e depois porque o total da produção eólica quase se equiparou à das centrais de Sines e de Tapada do Outeiro. Paralelamente, a hidroeletricidade também cresceu significativamente com um aumento de quase 25% e até na fotovoltaica, onde a produção subiu 315%.

Em finais de 2010, Portugal comprometeu-se a ter 45% de energia de fontes renováveis, algo que pode ser alcançado se tivermos em conta os 35,9% de 2009. Assim se mantenha o consumo estável e sejam licenciados todos os projetos eólicos que esperam agora por licenciamento. Uma aposta essencial para libertar Portugal da crónica dependência do petróleo e para cumprir as metas de Quioto.

Fonte:
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1416469

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Portugal está perto da bancarrota? Não está muito longe, parece… Mas há quem esteja bem pior

Muito se tem falado da dívida pública portuguesa. E com razão, claro. A questão saiu para o foco mediático (nos tempos em que não estão a falar de Ronaldo, claro) especialmente desde que a Grécia entrou em crise e se tornou no primeiro país da União Europeia a ameaçar entrar em Bancarrota.

A situação contudo, não parece ser assim tão grave. Pelo menos é o que pensa uma organização especializada nesta área, a “CMA DataVision” que ao estudar a situação de vários países no mundo identificou riscos sério de bancarrota num prazo de menos de cinco anos: Letónia, Lituânia, Roménia, Hungria, Bulgária, Estónia e dois países do reduto (suposto) da Zona Euro: Irlanda e Grécia. De sublinhar que a União Europeia já veio dizer que estes países é que deviam resolver estes problemas, já que não teria recursos para ajudar em caso de bancarrota. O mesmo discurso que produziu em 2008, no auge da crise financeira, aliás… Bela solidariedade europeia, é caso para dizer, incompreensível numa instituição que se intromete tanto nas nossas vidas, mas que continua paralisada por líderes ineptos (Fujão Barroso e um qualquer fuinha belga) e por uma PAC que devora ainda mais de 60% do seu orçamento.

Nesta lista de 63 países, Portugal está apenas em 41o lugar, muito aquém das perigosas posições ocupadas – por ordem – por Venezuela, Ucrânia, Argentina, Letónia e Islândia, sendo que os primeiros três países, têm um risco superior a 50% de virem a falir em menos de cinco anos!

Fontes:
http://aeiou.expresso.pt/portugal-esta-fora-do-risco-de-falencia=f554613 http://www.cmavision.com/news/view/cma-releases-sovereign-risk-report-for-q4-2009/

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T Pyxidis: A Supernova que pode destruir a vida na Terra… Daqui a 10 milhões de anos

Uma estrela anã branca está afinal mais perto da Terra do que se pensava… A estrela está perto da sua erupção regular e pode representar uma ameaça para o nosso planeta. A estrela é uma possível supernova e faz parte de um sistema binário chamado T Pyxidis estando situado na constelação de Pyxis, no hemisfério sul e está a 3260 anos luz. O que não é mau. Mas se a estrela se tornar numa supernova – como agora parece certo – a radiação gama resultante irá chegar ao nosso planeta e pelo seu efeito na atmosfera, destruir completamente a camada de ozono.

Felizmente, temos ainda… Dez milhões de anos para nos prepararmos para o colapso gravitacional da estrela que produzirá uma supernova de Tipo 1a, libertando no ato, dez milhões de vezes a energia de uma Nova.

Sabe-se que uma Supernova a menos de cem anos-luz da Terra terá nesta efeitos terminais sobre a vida no nosso planeta, mas acredita-se agora que mesmo a 7500 anos-luz tal fenómeno astronómico poderá ter efeitos devastadores havendo ainda a possibilidade de a estrela ser ainda mais instável do que se pensa atualmente de a explosão poder ocorrer muito mais cedo do que o antecipado.

Fonte:
http://www.space.com/scienceastronomy/100104-aas-close-supernova.html

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F-X2: Estado atual do programa: (Rafale F3, Gripen NG ou Super Hornet)

Existem notícias relativamente seguras segundo as quais a Força Aérea Brasileira (FAB) teria optado pelo Saab Gripen NG para o F-X2. Este é um indício de que o favoritismo do Dassault Rafale está em questão, ameaçado pelo elevado custo unitário de cada aparelho. A Dassault assume essa diferença, alegando que esta dá ao Brasil “uma opção de menor risco” e acrescentado que “o nosso produto pode ser mais caro que o sueco, mas é preciso ver que no longo prazo esse investimento trará menos riscos e, provavelmente, menos custos à FAB”. O caça francês mantêm aparentemente a preferência do ministério da Defesa, um apoio suportado pela tão almejada “independência tecnológica” que só a França parece ser capaz de assegurar. É claro que o Gripen é consideravelmente mais económico que o Rafale, em custo (metade do preço) e em manutenção. Além do mais, também oferece interessantes contrapartidas tecnológicas. Nestes pontos, a opção norte-americana, o Boeing F/A-18 está bem aquém do caça sueco assim como do francês.

Atualmente parece haver uma guerra de bastidores entre o governo (que favorece o Rafale F3) e a FAB (que favorece o Gripen NG) quanto a quem serão comprados os 36 caças. Ninguém parece estar a torcer pelo Super Hornet…

A preferência da FAB consta de um parecer com 390 paginas e divulgado no Folha de São Paulo e que apresentaria as preferências da FAB na seguinte ordem: Gripen NG, Super Hornet e, por fim, a preferência política, o Rafale.

Contra os suecos, corre também o facto do Gripen NG ainda não ser mais do que uma proposta… Ao contrário do Rafale F3 e do Super Hornet. Essa incerteza pode até anular a suposta vantagem financeira do Gripen, já que é difícil estimar com exatidão o custo de compra e manutenção de um avião que ainda não existe. A divulgação pública da preferência da FAB indica – que indignou Lula da Silva – terá servido como uma forma de pressão contra o Governo e, paradoxalmente, pode acabar por se virar contra o Gripen e afastá-lo de vez do concurso F-X2.

Esta luta “fratricida” entre a FAB e o Ministério da Defesa pode significar um novo adiamento da decisão do aparelho vencedor até – talvez – ao sucessor de Lula na presidência! Algo que já foi negado pelo próprio Lula, mas que fica sempre no campo das possibilidades… Neste aspecto, o adiamento seria uma boa notícia para adversários do Gripen, já que permitiriam ao Brasil “renegar” o acordo militar de cooperação com a França, assinado em 2009 e no âmbito da qual Lula chegou até a dizer que o Brasil estava disposto a negociar com a França a compra dos Rafales. Estes indícios têm sido reforçados várias vezes por declarações do ministro da Defesa e do próprio Lula da Silva que, recentemente, terá afirmado que o “preço dos 36 aviões-caças para renovar a frota da FAB (Força Aérea Brasileira) não é um fator determinante para sua escolha e que sua decisão vai levar em conta a soberania do país, inclusive a tecnológica.”

Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u676389.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u676636.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u676857.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u677070.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u679133.shtml

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Governo alemão: O “Googlepólio” está aí.

Foi a própria ministra alemã da Justiça, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger que declarou que a Google se está a tornar num “monopólio gigante” e que o Estado alemão irá agir contra a multinacional se esta não parar de compilar dados sobre os seus utilizadores.

A ministra alemã exprimiu igualmente a mesma preocupação que por aqui já publicitámos: a Google está a ficar demasiada omnisciente e omnipresente, uma tendência que ainda aumentou mais recentemente com a aparição do Google Books e – sobretudo – do Google Earth, sendo que o último destes foi já alvo de vários processos judiciais por violação das mais básicas regras de privacidade.

A questão está em saber o que é que a Google sabe exatamente sobre cada um de nós, para além que nos deixa ver na nossa “Google Account” e, acima de tudo, o que faz com eles… É claro que a Google faz tudo isto na cobertura de gigantescas lacunas legais, fruto do laxismo dos legisladores. Aproveitando estes desfasamentos, a multinacional continua aumentando paulatinamente o seu poder, prolongando-o a praticamente todas as vertentes da atividade cibernética, desde o Office (GoogleDocs), ao correio eletrónico (Gmail), navegação na Internet (Chrome), Georeferenciação (Google Maps), Busca Local (Google Earth), etc, etc. Praticamente, em tudo o que fazemos está a ser feito na Google e oferecendo dados pessoais à multinacional, que depois os utiliza (supostamente) para nos apresentar publicidade direcionada. Ou para mais… Não se sabe, já que a empresa não dá aos seus utilizadores os dados que possui sobre eles próprios.

Fonte:
http://www.publico.clix.pt/Tecnologia/alemanha-receia-monopolio-gigante-da-google_1417205

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Quids S17: Que filme é este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Resposta a comentário de Deltóide Latejante ao “Oito comentários ao último documentário de Michael Moore: “Capitalism, a love story”

“Sendo que não vi o referido filme, vamos lá ver, e começando pelo fim… concordo totalmente. Quanto aos restantes pontos, “nem por isso, ou talvez, sim””

– ora bem! O principal do meu comentário é precisamente a sua conclusão! 🙂

“1) Não há prova científica inequívoca económica de que o Estado seja melhor gestor que os privados, nem o seu inverso e há bastos casos de sucesso de uns e outros em áreas que não eram esperadas. No ponto particular das prisões, o mesmo sucede. Hoje, a maioria dos fornecimentos nas prisões portuguesas são já feitos por empresas externas. O que ainda vai sendo exclusivamente de gestão pública é a segurança e o fornecimento de recursos humanos e não me parece que seja um modelo de gestão longe do ideal. No caso limite americano o único risco em que se incorre é o de estes recursos humanos não serem os ideais ou não estarem preparados face ao desejado, o que poderá sempre ocorrer (ou não). É uma situação que a meu ver pode e deve ser estudada e avaliada, e nada melhor que fazer experiências pontuais para ter noção da sua viabilidade.
Quanto ao receio do submundo dos juizes/polícias/gestão prisional, seria simplicíssimo de resolver. Bastava, assim num repente, que nem toda a gestão fosse privada (por exemplo 50% das “vagas”) e que os detidos fossem encaminhados preferencialmente para os privados, sendo que estes não poderiam ultrapassar os seus números clausus. Dois coelhos de uma vez: garantia-se um fluxo fixo de “negócio” para os privados, fomentando a sua entrada na área e acabavam-se com potenciais incentivos de outro género que envolvessem juizes corruptíveis (já agora, tinham de ser corrompidos muitos, mas mesmo muitos juizes para chegarem a gerar negócio…).”

– bem, ainda que possa reconhecer nessa proposta mista algumas virtualidades, é me difícil conviver com esta “coceira” que me dá o conhecimento de que é uma empresa privada que exerce (por concessão) um dos maiores poderes do Estado de Direito: o de cercear a liberdade individual e bloquear os direitos cívicos de alguém, condenado ou não. O documentário de Moore alude a alguns exemplos de juizes que recebiam dinheiro para colocarem jovens menores num centro de correção e pergunto: nesse modelo misto esse risco não existiria? Não poderiam deter todos os que quisessem, mas continuariam a poder receber “prémios” por cada novo detido.

“2) Concordo total e plenamente com os tais seguros. Em especial num país como os Estados Unidos, onde uma morte no trabalho tem normalmente implicações gravosas para a entidade patronal, quer a nível reputacional, quer a nível de potenciais indemnizações compensatórias às famílias. E não esquecer que é um país em que se um patrão fomentar condições propensas a acidentes, isso dá direito a cadeia. Cadeia. Choldra. EUA, não é Portugal. Há coisas que lá funcionam… e a Lei é uma delas.”

– mas é ético uma empresa receber 3 milhões de dólares porque um seu trabalhador morreu antes dos 35 anos? A Empresa não deve gerar lucro com a sua atividade comercial e não com a morte prematura dos seus colaboradores? E ainda que possa financiar estes seguros, não tem a obrigação moral de distribuir esse prémio de seguro pelos menores que o falecido deixou atrás de si ou de pelo menos resgatar a família das dívidas de saúde que tantas vezes o falecido deixou atrás de si?

“3) Bem, palermas há em todo o lado e o City não é decerto excepção. No entanto, e apesar de isso ser claramente um documento comercial, de passa-a-mão-pelo-lombo de alguns milionários e de promoção junto destes, também eles palermas, não deixa de levantar questões sociais no que se refere à excessiva concentração da riqueza. Paradoxal, se acharmos que é somente um documento de “afirmação dos ricos sobre os pobres”, não? Aliás, a única situação que não é paradoxal é ser um documento comercial de alerta para a responsabilidade social dos mais beneficiados…”

– mas o tom do documento não é de preocupação pela excessiva concentração de riqueza ou de poder… Pelo contrário o tom é de “felicitações” e quase que apela à instauração de um “estado policial” que protege esta plutocracia das revoltas de massas que (corretamente) antecipa como inevitáveis… Do que vi do texto, o tom de alerta existe, mas não em relação à estabilidade da sociedade, mas quanto ao risco que esta instabilidade pode dar às fortunas dos plutocratas.

“4) Não querendo colocar tudo no mesmo saco, sim, havia (e há) produtos a rodar de mão em mão, entre bancos, que benza-os Deus. Por outro lado, não podemos ser simplistas. Exemplos: havia derivados sobre condições meteorológicas. Não faz sentido pois não? Faz, porque eram os que podiam ser comprados por agricultores como seguros contra intempéries… houve a questão dos futuros, por exemplo do petróleo. Não faz sentido, pois não? Faz sim se eu tiver uma frota de camionagem e quiser garantir que daqui a 9 meses, continuo a comprar o combustível ao mesmo preço e não ao sabor do preço do mercado e dos gostos fiscais dos estados. No que se falhou foi na regulação, e nos excessos a que a pressão para os resultados $$ levou. Os produtos chamados de tóxicos, não chegaram a ser vendidos no retalho e apenas alguns bancos tiveram bombas, ou melhor, bombinhas, a rebentar nas suas mãos.
Portugal, aqui, pode até ser exemplo. Alguém que se dê ao trabalho de ver um prospecto de um fundo de investimento e os seus relatórios regulares, pode ter informação acerca de rentabilidades passadas, perspectivas (adocicadas sempre, mas já se sabe…) e até mesmo a composição do fundo (que acções, obrigações, que empresas, estados/países, derivados). Garanto que isto existe em 90% dos casos e muitas das vezes pode ser acedido até por pessoas que não sejam clientes. Sobre a inabilidade dos comerciais para responder a essa emblemática questão, é a meu ver mais por falta de formação/capacidade do que por intuitos ínvios e retorcidos…”

– tenho sérias dúvidas sobre a verdadeira utilidade económica destas ferramentas. O mercado de Ações foi inventado no século XVII como forma de captar capital para atividades industriais e comerciais concretas, existentes na Economia Real. Atualmente, existem múltiplas “ferramentas financeiras” que são opacas a um tal grau que os seus próprios agentes as deixaram de conseguir compreender. Os Mercados financeiros (ações e obrigações) até que conseguem cumprir esse propósito inicial, de municiar as empresas com o capital de que carecem para os seus projetos, mas logo que a acao ou obrigação passa de mãos, perdem a função e tornam-se naquela anomalia perigosa que são hoje as Bolsas. Não nego que um agricultor que especule em Futuros pode ser compensado assim dos seus prejuízos, mas para ser um especulador bem sucedido tem que dedicar a esta atividade um tempo que só pode retirar à sua atividade de agricultor, em prejuízo evidente desta. Este aliás é o cerne do trauma da Economia moderna: cada vez mais capital é desviado das atividades produtivas para os setores especulativos e isso ainda que engrandeça as Cities de todo o mundo, cria Desemprego, déficites comerciais crónicos e desindustrializações massivas em torno destas fátuas “ilhas de prosperidade”.

“5) Também acredito que o modelo cooperativo seja um modelo viável em condições muito especiais como seja o de empresas médias (nem grandes nem pequenas), mas gera outro problema crítico: o dos incentivos ao disparate. Se nas empresas gigantes são as administrações que têm o incentivo a hipotecar o futuro à custa dos bónus presentes, numa estrutura em que os bónus sejam paritários, este incentivo à distorção é alargado e ampliado. Será que se o Oliveira e Costa distribuísse pelos empregados todos o resultado dos “desmandos”, estes não seriam também parte interessada em que os “desmandos” fossem efectuados?”

A cooperativa é adequada a empresas de pequena ou média escala, mas não a grandes. Aliás, sendo um admirador do “Small is Beautiful” de E. F. Schumacher defendo como ele a divisão das grandes (e ineficientes) empresas em várias empresas, menos, locais e de escala mais humana. Uma cooperativa de trabalhadores – porque imbuída dos mesmos princípios que a democracia – pode assim como a democracia impedir erros crassos cometidos por um pequeno grupo de pessoas tão obcecadas com objetivos de curto prazo ou com flutuações accionistas que perde a visão de longo prazo e toma decisões que ameaçam toda a organização. Um mecanismo de contrapeso democrático no seio das organizações (determinado pela sua transformação em cooperativas de produção) poderia bloquear erros de gestão tão graves como aqueles que o setor financeiro atravessou em 2008.

“6) O problema do sistema educativo americano não está relacionado com propinas ou acesso à educação. Está, como o nosso, ligado à descaracterização e perda de qualidade intrínseca deste. O conhecimento técnico e geral de um português e americano médios são constrangedores. E aí é que reside o problema. A sociedade ocidental que não promove o esforço e trabalho está a deixar-se ficar para trás e é por isso que nas universidades americanas há cada vez mais indianos e chineses, que ainda vêm de culturas com valores diametralmente opostos. É a obesidade física e mental a tomar conta das nações. Nós temos como exemplo análogo o geralmente bom desempenho escolar dos filhos de emigrantes de certos países de leste, que até em matérias como a história de Portugal, batem frequentemente os filhos dos cidadãos nacionais… Um país afirma-se pela sua capacidade de trabalho e sacrifício. O resto são feijões…”

– que no atual sistema de Ensino é escassa. Tudo foi reorientado para que se aumentassem artificialmente os números de aprovação, não melhorando a qualidade do Ensino, mas pela via do estéril facilitismo. E as maiores lacunas encontram-se naquele que devia ser o cerne de todo o saber: o ensino científico e matemático. De facto, sigo por Agostinho da Silva neste domínio (como noutros, de resto) na sua defesa de um sistema de ensino simplificado ao máximo que reuniria no primário e no secundário apenas três disciplinar obrigatórias: o português, para que todos se soubessem exprimir decentemente na sua língua materna; a matemática, para que todos tivessem as bases de qualquer conhecimento científico e as Artes, para que todos soubessem como expressar os seus sentimentos. Este Triário seria complementado com tutorias e estágios nas demais especialidades onde os alunos manifestassem especial curiosidade ou vocação. De permeio, todo o sistema seria transformado, introduzindo níveis de exigência e estímulos de recompensa inéditos.

“7) Muito ainda se estudará e dirá sobre “A crise”. O que é certo é que se esteve à beira do verdadeiro colapso do sistema. E não estou a falar do sistema financeiro mas sim económico e social. No momento de aperto foi tomada a decisão a meu ver correcta. Nos grandes momentos há que tomar decisões extremas. O que foi incorrecto foi não serem exigidas contrapartidas nem serem executados algumas posições de força que provavelmente na altura pareceram impossíveis de impor sem piorar a situação (como a entrada no capital das instituições). Nos EUA, avessos a Estado na economia isso seria muito malvisto pelo cidadão comum, eventualmente como uma ingerência numa área que não é a do Estado. No caso português, exceptuando o caso do BPN e até certa maneira do BPP, o Estado não teve de arcar com nenhum custo com o salvamento da banca (terá até tido lucro porque, não esquecer, as garantias que foram dadas a alguns bancos, são pagas por estes últimos ao Estado).
Os Bancos Centrais estiveram bem no estancar da crise. Veremos agora se estarão no estabilizar e reestruturar da Finança.”

– na altura, existiam nos EUA, as condições necessárias para acorrer à Banca, impondo mecanismos de retorno e de contrapartidas mínimos. A cegueira neoliberal de Bush e dos seus acessores impediram que tal sucedesse e a paralisante “ânsia pelo diálogo” de Obama perpetuou essa incapacidade, apesar de toda a verborreia que este tem declamado recentemente.

“Quanto ao megaluxo de alguns… “sempre assim foi e assim será” e como já muitas vezes foi confirmado e reconfirmado, a opulência é inversamente proporcional à situação económica: o melhor sistema de redução da pobreza e das diferenças de rendimento, é tão simplesmente o crescimento económico!”

– Mas ao crescimento económico corresponde sempre um idêntico crescimento na distribuição da riqueza assim gerada… E esta desproporção é hoje bem visível na China, por exemplo, e é a prazo a fonte de perturbações sociais que irão colocar em risco a estabilidade de todo o sistema capitalista. Se o sistema não se souber renovar (como o tem sabido fazer), estes desequilíbrios irão criar uma situação insustentável a curto prazo, com legiões de desempregados de longa duração, com famílias e filhos menores, sem perspetivas de Emprego, que inevitavelmente se oporão aos detentores do Poder Económico e Político, num confronto de proporções bíblicas e contornos terminais para a civilização em que atualmente vivemos.

Fonte:
http://movv.org/2009/12/30/oito-comentarios-ao-ultimo-documentario-de-michael-moore-capitalism-a-love-story/#comment-106557

Categories: Economia | 6 comentários

ExtraQuid: A que ponto conhece a presença portuguesa no Índico, no século XVII?

Cá vai um QUID EXTRA !

Ainda meio experimental, pelo que peço que sejam condescentes com eventuais anomalias mas…

valendo já os 3 pontos da regra!

NOTA: Usem os vossos nicknames habituais neste QuidExtra!

Regras:

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S17 | 17 comentários

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