Oito comentários ao último documentário de Michael Moore: “Capitalism, a love story”

O último filme de Michael Moore merece uma reflexão… Trata-se de uma visão crítica do Capitalismo, atualizada após o colapso financeiro de Wall Street de 2008 e a consequente recessão global que se lhe seguiu e que cobrou miséria, fome e desemprego em todo o mundo.

Não deixaremos aqui uma resenha extensa de todos os pontos abordados no filme, mas apenas os mais importantes, recolhidos em notas que fizemos numa sala que teria talvez menos de 30 espetadores, graças ao écran luminoso e teclado extensível deste velho (e não muito fiável) qtek 9100…

1. Prisões Privadas
Existem já hoje várias prisões privadas nos EUA. Estas prisões foram construídas e são exploradas por empresas privadas em regime de concessão durante extensos períodos de tempo. Neste modelo, assume-se a tese de que os privados conseguem gerir de forma economicamente mais rentável uma prisão do que o Estado. A tese é uma derivação direta e acrítica das teses neoliberais e como Moore demonstra está inquinada desde a sua mais fundamental base: como impedir que estas concessionárias subornem juizes que enviem para as prisões inocentes, em troca de “prémios” financeiros por cada novo detido? E como impedir que as empresas gestoras da prisão não estendam arbitrariamente, mas com fins comerciais as penas que cumprem os “criminosos” que são colocados à sua guarda? M. Moore dá exemplos destas contradições e arrasa com um modelo que insidiosamente se começa a introduzir também em Portugal, pela mão dos nossos neoliberais de serviço, no seio do bipartido PS-PSD…

2. Seguros de Vida empresariais
Nos EUA – e provavelmente em muitos outros países – as grandes empresas estão a fazer seguros de vida secretos aos seus empregados. Os próprios não têm conhecimento da sua existência, nem as suas famílias e sobretudo, desconhecem que em caso de virem a falecer ainda jovens, as empresas que os empregam podem encaixar vários milhões de dólares. Os patrões tornam-se assim diretos beneficiários com a morte dos seus empregados, sendo então grandes interessados em criar condições para que estes morram prematuramente e que possam encaixar milhões quando as famílias – frequentemente – com crianças menores empobreçam com a morte súbita de um dos progenitores! Se isto não é o “grau zero” de ética corporativa, então não sei o que seja…

3. Plutocracia
O filme de Michael Moore faz referencia a um memorando interno enviado pelo Citybank a uma restrita lista dos seus melhores clientes e onde o Banco referia que o sistema democrático dos EUA estava a transformar-se numa Plutocracia, isto é, num regime político onde o essencial da autoridade e do exercício de poder está nas mãos de um pequeno grupo de indivíduos extremamente abastados. O documento admite que atualmente 1% da população dos EUA tinha tanta riqueza concentrada como 95%, num tom congratulatório, evidente tendo em conta o tipo de audiência para este memorando… Mas o memorando também apontava para um risco de instabilidade: o de as massas cada vez mais empobrecidas, com empregos com menos condições e mais escasso se rebelarem contra este estado de coisas…

4. Os produtos financeiros opacos
Sem dúvida que no epicentro direto da atual recessão global se encontram os produtos financeiros que ninguém compreende na totalidade e que tendo sido completamente “virtualizados” e desligados da economia real se tornaram, de facto, imprevisíveis. Os Derivados, os Futuros, muitos Fundos de Investimento são opacos no sentido em que não se compreende claramente de que são compostos. E não é preciso ir muito longe: fale com o seu Banco, pergunte-lhes por Fundos de Investimento e depois faça a “pergunta proibida”: mas qual é a composição exata destes fundos? A maioria começará a gaguejar e – no máximo – derramarão sobre si uma torrente de palavras ocas e genéricas. Cuidado, assim, ao comprar um produto deste género certifique-se de que o vendedor sabe pelo menos o que lhe está a vender antes de comprar. Foi precisamente a falta deste cuidado que esteve na base da presente recessão global… Que 2010 não fará mais do que agravar, aliás, com novas e grandes falências bancárias iminentes nos Estados Unidos.

5. Um modelo alternativo de gestão: as cooperativas de trabalhadores
Após derramar uma tão intensa (e bem fundamentada) crítica ao sistema capitalista contemporâneo, Michael Moore, apresenta uma das várias alternativas, na forma de algumas das empresas cooperativas, bem sucedidas, que hoje existem nos Estados Unidos, estas empresas são geridas pelos seus próprios trabalhadores, que têm direito de voto no conselho de administração e que dividem entre si os lucros anualmente gerados pelo seu próprio trabalho. O modelo em si mesmo tem demonstrado a capacidade suficiente para funcionar em empresas de várias áreas de atividade, como, por exemplo com a Isthmus, uma empresa especializada em desenvolver e construir robots industriais. O conceito em si mesmo, é de facto muito interessante: resolve o problema crónico da má distribuição dos rendimentos do trabalho entre executivos e trabalhadores, ao estabelecer salários iguais e distribuição parietária de lucros, motiva todos, porque todos recebem a sua parte nos lucros gerados ou dos prejuízos resultantes de erros de gestão, votados em conjunto. O sistema instala também os mecanismos democráticos no derradeiro campo onde a democracia ainda não conseguiu penetrar: a atividade empresarial. É de certa forma paradoxal que precisamente naquele local onde a maior parte de nós passa o uma parte maioritária do seu dia (desperto) seja precisamente onde as práticas democráticas ainda não penetraram… Com as vantagens de controlo e monitorização que a Democracia oferece! Por exemplo: os desmandos dos gestores financeiros que arrastaram o mundo para a recessão teriam sido permitidos se tivessem sido levados a votos pelos seus trabalhadores? Os investimentos ruinosos (e criminosos) da dupla Oliveira e Costa-Dias Loureiro? A gestão fraudulenta da Enron e Arthur Andersen?

6. A crise do sistema educativo nos EUA
O documentário aponta claramente na direção onde reside a maior parcela de responsabilidade pelo declínio dos EUA: a crise na Educação. Esta crise responde em primeiro lugar pelo recuo da maior potencia (ainda) mundial em todas as estatísticas internacionais nesta área. O ensino dos EUA está hoje profundamente doente… Nas faculdades privadas, o dinheiro é cada vez mais o fator principal para obter uma licenciatura, nas públicas, já não é raro ver o exemplo da Caltech (na Califórnia) replicado noutras universidades públicas estaduais: aumentos de propinas de 30% até aos 600 dólares mensais e a presença de um número crescente de estudantes estrangeiros que pelas suas “extra fees” são ainda mais rentáveis para a Universidade mas que ocupam um número crescente de lugares nas salas de aula. Tudo isto é agravado por uma erosão dramática das profissões ligadas à Informática (ainda o principal símbolo do domínio tecnológico dos EUA no mundo), em que a maioria dos alunos fogem a este curso e os melhores talentos em matemática preferem carreiras no setor financeiro a carreiras científicas ou em informática. As primeiras são recompensadas com remunerações muito inferiores ao que se cobra nos meios empresariais e as segundas são cada vez pior remuneradas e forçam a horários desumanos e quase sempre a horas extraordinárias não remuneradas. Como se não bastasse, o sistema de ensino privado norte-americano baseia-se muito nos chamados “empréstimos de ensino” que agora também começaram a aparecer em Portugal e na Europa e que a troco do pagamento por empréstimo bancário da sua formação superior colocam reféns do seu pagamento milhões de jovens que dedicam os seus primeiros anos de trabalho à amortização dessa dívida!

7. No auge do quase colapso financeiro de 2008 deram-se 700 biliões a troco de nada
O sétimo e último que queria sublinhar no documentário de Michael Moore é algo sobre o qual já escrevi varias vezes, em vários fóruns: quando o governo dos EUA e tantos outros pelo mundo fora decidiram entregar biliões de dólares nas mãos dos financeiros que tinham levado os seus bancos – tantas vezes centenários – não impuseram nenhuma contrapartida. Em consequência, apenas poucas semanas depois já surgiam notícias que davam conta de reuniões de gestores da AIG em resorts de megaluxo, do pagamento de bónus milionários a gestores de bancos antes falidos, etc, etc. E grande responsabilidade desta situação cabe a Obama: a decisão de passar um cheque em branco coube à Administração Bush e aos seus membros que tinham vindo da Banca de Investimentos (e que cumpriam a sua agenda privada), mas Obama participou, anuiu e executou esta política. E além de belos discursos eloquentes, não fez ainda rigorosamente nada para travar estes desmandos com dinheiros públicos nem – sequer – para forçar os Bancos a reintroduzirem esse dinheiro na economia real quer criando moratórias de dívida para as famílias ameaçadas de despejo porque os empréstimos das suas casas duplicaram de um ano para o outro, nem para as empresas que abrem falência em catadupa por falta de empréstimos bancários. Para além de belas palavras, nada foi feito para levar a Banca a reintroduzir uma parte desses 700 biliões na Economia real, e sabe-se hoje que uma parte de Leão destes recursos (que não podem ser mobilizados uma segunda vez) foram canalizados para… O Mercado de Ações!

8. O filme de Michael Moore deve fazer-nos pensar e agir.
A atual recessão mundial – que está muito longe de ter terminado – devia fazer-nos refletir a todos sobre o modelo de economia e sociedade que queremos ter e queremos legar aos nossos filhos. Até ao momento, e mesmo depois da crise económica mais grave desde 1929, os dogmas neoliberais da Escola de Chicago continuam a dominar e a desregulação do setor financeiros é ainda quase absoluta: em consequência os desequilíbrios na distribuição de riqueza são cada vez maiores, mesmo na Europa onde o “Estado Social” tinha conseguido aplacar os seus efeitos mais perversos. Moore parece ser mais radical do que nós na “receita” que propõe para sair da recessão: uma socialização das economias… Os modelos de empresas cooperativas são sem dúvida muito interessantes, mas não são a única alternativa a um modelo organizacional esgotado e injusto ao mais alto grau porque concentra os direitos e regalias numa elite de “gestores” à custa da quase-escravização dos “colaboradores”. Entre o oito e o oitenta há muitas matizes… Falta Moral, Justiça (célere) e Democracia nas organizações onde a maioria de nós passa a maior parte do seu tempo. Todos estes fatores devem ser introduzidos na forma como desenhamos e gerimos as organizações privadas e públicas que geram o essencial da riqueza e onde a maioria de nós passa a sua vida. O documentário de Michael Moore põe a nu a necessidade urgente de uma reforma do capitalismo. Não suprimindo-o ou substituindo por modelos “pseudo-utópicos” falhados como o sovietismo ou estalinismo (não confundir com “comunismo”) mas buscando novas formas de organização das empresas e do trabalho.

Anúncios
Categories: Economia, Política Internacional | Etiquetas: , | 5 comentários

Navegação de artigos

5 thoughts on “Oito comentários ao último documentário de Michael Moore: “Capitalism, a love story”

  1. Deltóide Latejante

    Sendo que não vi o referido filme, vamos lá ver, e começando pelo fim… 8) concordo totalmente. Quanto aos restantes pontos, “nem por isso, ou talvez, sim” 🙂

    1) Não há prova científica inequívoca económica de que o Estado seja melhor gestor que os privados, nem o seu inverso e há bastos casos de sucesso de uns e outros em áreas que não eram esperadas. No ponto particular das prisões, o mesmo sucede. Hoje, a maioria dos fornecimentos nas prisões portuguesas são já feitos por empresas externas. O que ainda vai sendo exclusivamente de gestão pública é a segurança e o fornecimento de recursos humanos e não me parece que seja um modelo de gestão longe do ideal. No caso limite americano o único risco em que se incorre é o de estes recursos humanos não serem os ideais ou não estarem preparados face ao desejado, o que poderá sempre ocorrer (ou não). É uma situação que a meu ver pode e deve ser estudada e avaliada, e nada melhor que fazer experiências pontuais para ter noção da sua viabilidade.
    Quanto ao receio do submundo dos juízes/polícias/gestão prisional, seria simplicíssimo de resolver. Bastava, assim num repente, que nem toda a gestão fosse privada (por exemplo 50% das “vagas”) e que os detidos fossem encaminhados preferencialmente para os privados, sendo que estes não poderiam ultrapassar os seus números clausus. Dois coelhos de uma vez: garantia-se um fluxo fixo de “negócio” para os privados, fomentando a sua entrada na área e acabavam-se com potenciais incentivos de outro género que envolvessem juízes corruptíveis (já agora, tinham de ser corrompidos muitos, mas mesmo muitos juízes para chegarem a gerar negócio…).

    2) Concordo total e plenamente com os tais seguros. Em especial num país como os Estados Unidos, onde uma morte no trabalho tem normalmente implicações gravosas para a entidade patronal, quer a nível reputacional, quer a nível de potenciais indemnizações compensatórias às famílias. E não esquecer que é um país em que se um patrão fomentar condições propensas a acidentes, isso dá direito a cadeia. Cadeia. Choldra. EUA, não é Portugal. Há coisas que lá funcionam… e a Lei é uma delas.

    3) Bem, palermas há em todo o lado e o City não é decerto excepção. No entanto, e apesar de isso ser claramente um documento comercial, de passa-a-mão-pelo-lombo de alguns milionários e de promoção junto destes, também eles palermas, não deixa de levantar questões sociais no que se refere à excessiva concentração da riqueza. Paradoxal, se acharmos que é somente um documento de “afirmação dos ricos sobre os pobres”, não? Aliás, a única situação que não é paradoxal é ser um documento comercial de alerta para a responsabilidade social dos mais beneficiados…

    4) Não querendo colocar tudo no mesmo saco, sim, havia (e há) produtos a rodar de mão em mão, entre bancos, que benza-os Deus. Por outro lado, não podemos ser simplistas. Exemplos: havia derivados sobre condições meteorológicas. Não faz sentido pois não? Faz, porque eram os que podiam ser comprados por agricultores como seguros contra intempéries… houve a questão dos futuros, por exemplo do petróleo. Não faz sentido, pois não? Faz sim se eu tiver uma frota de camionagem e quiser garantir que daqui a 9 meses, continuo a comprar o combustível ao mesmo preço e não ao sabor do preço do mercado e dos gostos fiscais dos estados. No que se falhou foi na regulação, e nos excessos a que a pressão para os resultados $$ levou. Os produtos chamados de tóxicos, não chegaram a ser vendidos no retalho e apenas alguns bancos tiveram bombas, ou melhor, bombinhas, a rebentar nas suas mãos.
    Portugal, aqui, pode até ser exemplo. Alguém que se dê ao trabalho de ver um prospecto de um fundo de investimento e os seus relatórios regulares, pode ter informação acerca de rentabilidades passadas, perspectivas (adocicadas sempre, mas já se sabe…) e até mesmo a composição do fundo (que acções, obrigações, que empresas, estados/países, derivados). Garanto que isto existe em 90% dos casos e muitas das vezes pode ser acedido até por pessoas que não sejam clientes. Sobre a inabilidade dos comerciais para responder a essa emblemática questão, é a meu ver mais por falta de formação/capacidade do que por intuitos ínvios e retorcidos…

    5) Também acredito que o modelo cooperativo seja um modelo viável em condições muito especiais como seja o de empresas médias (nem grandes nem pequenas), mas gera outro problema crítico: o dos incentivos ao disparate. Se nas empresas gigantes são as administrações que têm o incentivo a hipotecar o futuro à custa dos bónus presentes, numa estrutura em que os bónus sejam paritários, este incentivo à distorção é alargado e ampliado. Será que se o Oliveira e Costa distribuísse pelos empregados todos o resultado dos “desmandos”, estes não seriam também parte interessada em que os “desmandos” fossem efectuados?

    6) O problema do sistema educativo americano não está relacionado com propinas ou acesso à educação. Está, como o nosso, ligado à descaracterização e perda de qualidade intrínseca deste. O conhecimento técnico e geral de um português e americano médios são constrangedores. E aí é que reside o problema. A sociedade ocidental que não promove o esforço e trabalho está a deixar-se ficar para trás e é por isso que nas universidades americanas há cada vez mais indianos e chineses, que ainda vêm de culturas com valores diametralmente opostos. É a obesidade física e mental a tomar conta das nações. Nós temos como exemplo análogo o geralmente bom desempenho escolar dos filhos de emigrantes de certos países de leste, que até em matérias como a história de Portugal, batem frequentemente os filhos dos cidadãos nacionais… Um país afirma-se pela sua capacidade de trabalho e sacrifício. O resto são feijões…

    7) Muito ainda se estudará e dirá sobre “A crise”. O que é certo é que se esteve à beira do verdadeiro colapso do sistema. E não estou a falar do sistema financeiro mas sim económico e social. No momento de aperto foi tomada a decisão a meu ver correcta. Nos grandes momentos há que tomar decisões extremas. O que foi incorrecto foi não serem exigidas contrapartidas nem serem executados algumas posições de força que provavelmente na altura pareceram impossíveis de impor sem piorar a situação (como a entrada no capital das instituições). Nos EUA, avessos a Estado na economia isso seria muito mal-visto pelo cidadão comum, eventualmente como uma ingerência numa área que não é a do Estado. No caso português, exceptuando o caso do BPN e até certa maneira do BPP, o Estado não teve de arcar com nenhum custo com o salvamento da banca (terá até tido lucro porque, não esquecer, as garantias que foram dadas a alguns bancos, são pagas por estes últimos ao Estado).
    Os Bancos Centrais estiveram bem no estancar da crise. Veremos agora se estarão no estabilizar e reestruturar da Finança.
    Quanto ao mega-luxo de alguns… “sempre assim foi e assim será” e como já muitas vezes foi confirmado e reconfirmado, a opulência é inversamente proporcional à situação económica: o melhor sistema de redução da pobreza e das diferenças de rendimento, é tão simplesmente o crescimento económico!

  2. DL:
    O teu comentário merece uma resposta num artigo dedicado…
    que brevemente aparecerá por aqui!

  3. Pegasus

    Senhores e senhoras, por favor, sei que o debate é importante mas…é quase como se estivessemos discutindo sobre o que o “papai” fez, os americanos fazem o que querem, como querem, dizem que são um país livre pra isso e quem não gostou, que faça alguma coisa.
    Precisamos é começar a substituir o dolar como moeda de referencia, de forma gradual é claro, e tratar de nossas vidas, esta mais do que claro que os “novos romanos” excederam sua capacidade logica e que o poder a muito os corrompeu colocando o mundo em risco, não so de forma belica mas de forma economica.
    Sei que não sera facil, mas aos poucos, os paises do mundo tem que começar a soltar as amarras dos americanos , que, antes de “puxar o mundo”, agora são uma “ancora” no mesmo, o mundo é mutavel e minha fé esta nisso.

  4. quando o dólar for substituído pelo Euro (como é inevitável e desejo de muitos) a economia dos EUA – fortemente monetarizada – será seriamente afetada. O efeito de dominó poderá ser ainda mais grave que a recessão de 29…
    por mim, preferia a “invenção” de uma moeda internacional de troca., transnacional, e neutral…

  5. Bokaido

    Antes de mais, bom Ano!

    Como não gosto nada do senhor Michael Moore, em documentários anteriores expôs muitos factos mal fundamentados e de forma bastante parcial, vou vou passar bem sem ver o seu novo trabalho.
    De resto, tudo o que aqui se menciona já é há muito conhecido de muitos de nós, o capitalismo levado ao extremo torna-se um veneno para a sociedade e para os estados.
    Pessoalmente, sou a favor de um estado forte e que controle os principais serviços do pais. De cada vez que se privatiza algo são sempre os mesmos, os que têm capital neste país, a aproveitar para multiplicar dinheiro às custas de todos nós (estou agora a lembrar-me da saúde, por exemplo).

    No nosso País, embora de uma forma menos gritante na sua introdução, o capitalismo tem também feito muitos estragos. Basta ver a estrutura actual da nossa economia. O nosso actual Presidente, acérrimo apoiante da globalização, deverá estar muito satisfeito com a obra que deixou, tentou orientar o país para o capitalismo mas esqueceu-se que era necessário criar condições para um desenvolvimento económico sustentável, a única forma de sermos competitivos. Agora somos um país de serviços e importamos muito mais do que conseguimos exportar. E a dívida externa a crescer…

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Create a free website or blog at WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

%d bloggers like this: