Daily Archives: 2009/12/26

Os “Bancos demasiado grandes para falirem” têm direito à existência?

“O governador do Banco de Inglaterra] tem razão: os bancos demasiado grandes para falirem também são demasiado grandes para existirem. Para existirem, terão de adoptar o modelo de gestão das empresas públicas, o qual pressupõe uma regulação apertada.”
Joseph Stiglitz, Prémio Nóbel da Economia em 2001, “Diário Económico”, 18-12-2009

Muito bem. E agora, senhor Nobel e senhor Governador? Para quando a imposição de leis efetivas que ressuscitem as leis anti-trust e que as apliquem ao setor bancário? Todos sabemos que nos últimos 20 anos se assistiu em todo o mundo a um fenómeno de concentração bancária, com bancos comprando bancos nacionais e estrangeiros que acabou por criar aquelas estruturas ciclópicas que são hoje os grandes Bancos internacionais como o Bank of America com os seus notabilíssimos Total assets de 2.25 triliões de dólares em 2009! Bancos assim, colocam como reféns os Estados onde estão sediados e onde estendem as suas operações, pois se falirem (por erros da sua gestão privada e independente) forçam a que as Finanças Públicas acorram em sua salvaguarda, injetando neles dinheiros públicos, de forma a bloquear um “efeito cascata” como aquele que as falências bancárias em 1929 criaram, na altura, perante a passividade liberal-irresponsável dos governos da época. Perante a iminência da falência de um grande Banco de Retalho (de Investimento já é outra coisa…) os Governos têm o dever de intervir de forma a impedir que surja uma onda de choque que abale toda a Economia: Um Banco falido, faz desaparecer todas as poupanças que nele estão residentes e impede a concessão de empréstimos que financiem a normal atividade empresarial e do próprio Estado. Na iminência de um colapso, há assim que intervir. Os dogmas neoliberais que hoje formam o essencial do “Pensamento Único” advogam que os Estados devem limitar ao máximo possível a sua intervenção nas economias, e a Administração Bush e depois dela a Obama, optaram por seguir esses ditames (apesar do colossal fracasso das políticas económicas defendidas pelos teorizados deste sistema) e intervindo ao mínimo no sistema financeiro escolheram por entregarem 700 biliões de dólares de dinheiros dos impostos nas mãos dos mesmos banqueiros que criaram a Crise. Sem contrapartidas. Sem exigirem a demissão dos gestores incompetentes, sem exigirem a reintrodução desse dinheiro na economia real ou sem os forçarem a estabelecerem moratórias de dívidas para casos dramáticos como aqueles que levam os Bancos a encerrarem empresas cujo controlo detêm ou a expulsarem de suas casas famílias que não podem continuar a pagar os aumentos sucessivos de juros.

A solução para o problema dos megabancos é clara. É a mesma que em 1974 – por ordem do Departamento de Tesouro dos EUA – levou à separação da megaempresa telefónica AT&T em sete empresas menores: quebrar estes megabancos, norte-americanos e não só, em Bancos menores, mais próximos dos seus investidores e emprestadores e menos distante em longínquas e virtuais torres de cristal virtual. A cisão destes Bancos é assim indispensável para que os fatores que levaram à eclosão desta pesada recessão global sejam corrigidos. O tempo dos belos discursos à La Obama, já terminou, é agora o tempo de agir… Os legisladores de todos os países do mundo ainda estão a tempo – porque os momentos de crise são os ideias para quebrar estruturas doentes – para intervirem e corrigirem a causa da Recessão atual: forçando a cisão destas gigantescas organizações financeiras, em organizações menores, de caráter regional e local, fazendo regressar uma escala humana ao setor financeiro e possibilitando novas intervenções de capitais públicos, se estas forem novamente necessárias.

Ao ritmo de fusões que vínhamos assistindo nos últimos anos (e que a recessão apenas atrasou, por virtude da falta de liquidez) não faltaria muito tempo para que tivéssemos apenas um megabanco por continente e, anos, depois, um único em todo o globo… Esta caminha autofágica tem que parar, para bem de todos (porque estas “sinergias” implicariam ondas de desemprego sucessivas) e da solidez das economias do globo.

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Portugal em 2010 já terá mais de 15% de desempregados. Ou mais. Muito mais.

Portugal está definitivamente tristemente encarreirado para chegar a uma taxa superior a 15% de desemprego já durante o próximo ano. Sabe-se que a Economia terá – na melhor das hipóteses – um crescimento anémico de 0,6% em 2009 e todos os modelos económicos concordam em que o desemprego só começa a cair quando uma economia se encontra consistentemente a crescer mais de 2% ao ano. Sendo assim, e na iminência do esgotamento de uma série de ajudas extraordinárias definidas pelo executivo em 2008, como as ajudas às empresas e programas de formação profissional e estágios no Estado, estaremos certamente perante um agravamento sério do Desemprego.

Atualmente, e segundo os números cronicamente incompletos do INE, haverá em Portugal uma taxa de desemprego de 9,8%, um número que não conta com mais de 200 mil desempregados já fora das estatísticas e de qualquer subsídio estatal, que o Governo efetivamente já esqueceu e que irá crescer até ao dobro no próximo ano se os números do desemprego não começarem a descer de forma inesperada… Se estes desempregados “invisíveis” forem contabilizados estaremos assim em 2010 numa taxa superior aos 20%, ou seja, numa taxa efetiva, nunca antes registada em Portugal? E isto em maré de endividamento do Estado acima de todos os limites razoáveis, e logo, impedindo o Governo de lançar ou renovar medidas de combate ao desemprego como novos estágios, ações de formação ou recrutamentos na função pública! Não é esta situação iminente motivo suficiente para parar com toda as obras faraónicas em curso (TGV e Aeroporto) já que pouco efeito terão nos níveis internos de Emprego (fundamente, trata-se de mão-de-obra migrante) e apostar seriamente em modelos inovadores e flexíveis de redução de impostos sobre o Trabalho nas empresas que contemplem mecanismos que as forcem a recrutar pessoal em troco de reduções fiscais muito significativas?

Fontes:
http://aeiou.expresso.pt/desemprego-pode-subir-ate-aos-15-em-2010=f554077

http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=1132330

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A Índia e a Rússia ultimam novos acordos no âmbito do PAK-FA

Sukhoi T-50 (PAK-FA) em http://warfare.ru

A Índia e a Rússia estão a assinar vários contratos no âmbito do programa PAK-FA que segundo, Alexander Klementiev, da Sukhoi, está “a correr muito bem”. Estes contratos surgem numa altura em que aparecem em vários meios de comunicação indianos referência à insatisfação dos engenheiros indianos quanto ao acesso ao programa PAK-FA. Aparentemente, a Sukhoi não estaria a transferir tecnologia para a Índia com a atitude esperada pelos indianos e os acordos agora a serem assinados tratariam precisamente destas questões.

Os primeiros acordos entre a Índia e a Rússia quanto ao novo caça PAK-FA foram assinados em Moscovo, já em 2007 e não foram fáceis porque os indianos queriam um avião de dois lugares capaz de incorporar armas e aviónica ocidental, enquanto que os russos queriam um avião monoplace… Ambos concordavam contudo de que teriam que ter motores de jato vetorial e caraterísticas furtivas. Estas diferenças, explicam porque é que o primeiro protótipo indiano vai voar apenas em 2017, enquanto se acredita que o primeiro voo de um PAK-FA russo esteja a apenas alguns meses de distância. De qualquer forma, os primeiros PAK-FA indianos serão exatamente iguais aos russos, com diferenças apenas no software, o que vai reduzir em muito o trabalho de desenvolvimento indiano (a cargo da HAL) já que o trabalho de modificação do caça para uso pela força aérea indiana será muito menor que o esperado em 2007.

A Sukhoi tem atualmente 3 (ou 4, segundo outras fontes) PAK-FA quase terminados para testes estáticos e um outro aparelho que deverá realizar o seu primeiro voo no final do corrente ano de 2009 ou nos primeiros meses de 2010.

Fontes:
http://www.flightglobal.com/articles/2009/12/11/335995/russia-india-to-advance-deal-on-pak-fa-fighter-variant.html
http://www.defence.pk/forums/india-defence/41211-russia-india-advance-deal-pak-fa-fighter-variant-flightglobal.html

http://www.india-defence.com/reports/4254
http://www.strategypage.com/militaryforums/6-62035.aspx

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