A Questão de Olivença é uma “Questão Lusófona”?

É certo que Olivença está hoje tornada numa cidade de fala castelhana. Como se diz, existe ali apenas uma mão-cheia de idosos que ainda compreendem o português e um escasso grupo de neofalantes.

A estratégia de Madrid de menorizar e combater a utilização da língua nos três concelhos oliventinos conseguiu efetivamente fazê-la desaparecer numa parcela de território que à luz do Direito Internacional e dos Tratados Internacionais assinados por Portugal e Espanha é, ainda, portuguesa.

Mas a colonização (via corrente migratória) ou aculturação (via despromoção do uso do português) não é fonte de direito. Devemos então nós, portugueses, lusófonos e membros do MIL, deixar esquecer a Questão Oliventina e abrir mão para Espanha dessa parcela do nosso território?

Não defendo – naturalmente – uma “invasão” militar ou pacífica (tipo “Marcha Verde”) para Olivença, mas uma recuperação do tema nos fóruns internacionais que resolva de vez esta questão:

1. Reconhecendo a soberania de Espanha no território, em troca de concessões como o ensino obrigatório da língua e história portuguesas (cumprindo determinações recentes do Conselho da Europa);

ou

2. Reservando ao território um estatuto especial de “co-soberania”, atribuindo a Portugal e Espanha direitos iguais, mas administração efetiva a Espanha.

ou

3. Atribuindo ao território um estatuto de “Cidade Livre”, semi-independente, com soberania partilhada, no modelo andorrino.

O que Portugal e os Lusófonos não devem fazer é deixar cair a questão. Se não formos capazes de manter viva esta questão, como poderemos realizar algum esforço consistente e produtivo na defesa da Língua Portuguesa da Galiza contra as tentativas de assimilação que agora Madrid e os Espanholistas lançam sobre ela e que são ua reedição do processo de Substituição Linguística que Madrid realizou com tanto sucesso na década de 50, em Olivença?

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Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono | Etiquetas: | 12 comentários

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12 thoughts on “A Questão de Olivença é uma “Questão Lusófona”?

  1. Otus scops

    são boas soluções, provisórias ou de transição (bastante diplomáticas e de bom-senso), mas deve definir-se à priori se os Portugueses querem ou não, de forma inequívoca, lutar por esta NOSSA terra irredenta.
    um admirador deste site.

  2. Fenix

    Não concordo com nenhuma delas.Para mim e com Portugues olivença é territorio portugues.Acupado ilegamente por castela segundo direito internacional que castela desrespeita.E por isso os colonatos castelhanos são ilegais assim como qualquer direito a propriédade dos mesmo.Qualquer cidadão que viva em olivença e queira manter as suas terras ou propriedades tem ser cidadão portugues.Como se faz isso fazendo manisfestações a nivel nacional fazendo ver que nos os portugues sabemos que olivença é nossa e queremos a de volta como fizemos por timor.Virá apinião publica contra o nosso proprio governo mas temos de der frimes e não podemos vender outra vez a nossa alma como em outro tempo o fizemos.

    • António Pena

      Nem mais nem menos.Olivença volta para o seu devido lugar,e o assunto fica arrumado…
      Chama-se OLIVENÇA não olivenza.
      Espanha que fique com o que lhe pertence…se é que as coisas estão definidas…
      há que perguntar aos vascos,catalães,etc…

  3. Otus scops

    apesar de Fénix ter razão, a forma de Olivença deixar de ser Olivenza é complicada e muito delicada. como podemos exigir que nos seja devolvida? com guerra? manifestações? como comentei anteriormente é necessário esta questão primeiro tornar-se num desígnio nacional. mas espero que a educação e o pleno emprego sejam os primeiros desígnios da nação, antes de Olivença.

  4. Fenix

    Apesar eu não ser das pessoas mais nacionalistas no proprio termo da palavra. Mas digo Olivença é Portugal e como Portugues qualquer selução passa por todos Portugues porque o nosso pais não está completo por COBARDIA DO NOSSOS VARIOS GOVERNANTES MAS TAMBÈM PELA NOSSO LAXATISMOS MORAL E SEMPRE DEIXA ANDAR DE NOS TODOS PORTUGUES.

  5. Guga

    Eu sou brasileiro e pelo que pude compreender do tema em discussão, Olivença é território português, reconhecido pela Espanha em um tratado internacional ratificado por ambas as partes.
    Mas a minha dúvida é: O que pensam os moradores da região? Eles se consideram portugueses ou espanhóis? Acredito ser essa a unica pergunta que realmente valha a pena. Alguém se habilita?

  6. Fenix

    para Guga:O territorio é Portugues ocupado ilegalmente por “espanha” como tal quem lá vive e queira continuar a ser espamhol so tem que de lá sair porque são clandestinos e são colonos é simples não á direito a qualquer referendo porque “espanha” fez um genosidio cultural e etinico na região também onde proibio o proprio Portugues como lingua ao longo de dos anos.

  7. utauta

    Questão de direito internacional?
    Questão moral?
    Questão de honra nacional; não ser espoliado sem nada fazer?
    Questão da opinião dos habitantes, mas quais os autóctones de origem portuguesa ou colonos?
    Questão da vontade nacional? dos politicos não me parece, até agora nem lembrar querem com medo que o país acorde.
    Espanha reclama Gibraltar, no mesmo ou mais direito poderiamos fazer o mesmo. Até pedir em nome da alinça luso-britânica que RU não cede a Espanha sem esta fazer o mesmo e devolver Olivença.
    Enfim no mundo casos semelhantes existem, Marrocos po exemplo reclama de Espanha Ceuta e outros pequenos territórios, mas mais casos existem.

  8. Fenix

    O reino unido também tem culpas no caso de olivença.Era o minimo que eles podiam fazer devolver gibraltar a “espanha” em troca “espanha” devolver olivença a Portuga e já agora que “espanha” devolva tambem as suas provincias no norte de africa norte africa a marrocos.Aprendão como os casos de macau e hong kong aprendão a devolver o que não é deles .Apesar de Macau eu pensar que podia ser diferente desde quando se devolve uma prenda.

  9. Guga:
    Os moradores de hoje são um misto de migrantes da Extremadura espanhola e de descendentes de portugueses, que – sem o ensino da língua nas escolas e com a proibição do seu uso na administração pública – a praticamente esqueceram.
    A questão de Gibraltar é aqui muito relevante… Assim como a de Ceuta e Melilla! Sinais contrários do… mesmo fenómeno!
    Temperado apenas pela pífia vontade de sucessivos governos portugueses.

  10. Guga

    Compreendo. Realmente é uma questão de difícil solução, já que provavelmente os habitantes da região se consideram “espanhóis”. Porém não penso em chamar de invasores pessoas que vivem a gerações nessas terras. Existe alguma proposta de solução para essa questão? Principalmente da parte do governo português?

  11. não, nada oficial ou público pelo menos…
    para mim, qualquer uma das 3 opções supra seria aceitável para todas as partes.
    manter como está é que não pode ser: porque é uma violação clara do direito internacional e desprestigia os dois países.
    E deixa que a Lusofonia continue a desaparecer em Olivença e como diz o poeta “a minha pátria é a língua portuguesa” e só isso de facto, importa, não vãos e ocos “patrioteirismos” que defendam uma pura e simples (e impossível) regresso dos concelhos de Olivença a Portugal.

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