Daily Archives: 2009/11/24

Sobre a imigração em Portugal e os seus reflexos na demografia

Já há muito tempo que dizemos e escrevemos que o discurso mais ou menos “nacionalista bacoco” que considera que Portugal deve fechar as portas a toda a imigração é estúpido. Com isto, não quero dizer que todos aqueles que o mantêm sejam estúpidos, mas que o seu discurso o é, porque escamoteia um factor essencial para a sociedade portuguesa que é o da nossa anémica demografia. Com efeito, é o próprio Instituto Nacional de Estatística (INE) que admite que o “crescimento efectivo da população em Portugal está muito dependente da imigração” e que “a pequena subida registada em 2008 face a 2007 relaciona-se com o abrandamento do número de estrangeiros residentes”. Ou seja, não há condições para crermos que as pífias medidas de incentivo à natalidade propagandeadas pelo Governo PS em 2007 e 2008 estiveram na base desta suposta recuperação demográfica já que “No crescimento natural, a diferença será muito pequena e no crescimento efectivo a diferença tem a ver com o abrandamento da imigração”.

Portugal continua assim no rumo da evaporação demográfica a que apenas a imigração pode dar satisfação provisória. A fecundidade de 1,3 de crianças por mulher (confirmada pelo INE) é estável desde 2007 e deverá descer ainda mais em 2009, devido à recessão (que adia a decisão de terem filhos a muitos casais) e aos números de desemprego reais (que há muito já bateram o número de 600 mil pessoas). Isto significa que o desequilibro entre ativos e pessoas fora do setor produtivo irá agravar-se nos próximos anos, que o sistema de reformas será cada vez mais ameaçado e que será cada vez mais difícil no futuro próximo encontrar pessoas em idade ativa para preencher os postos de trabalhado que forem surgindo… Após uma economia em que os jovens são subremunerados e precarizados de forma crónica, teremos um oposto em que serão preciosos e bem remunerados, mas esmagados sob cargas fiscais tremendas para sustentarem uma desproporção crescente de idosos… Solução? Começar já a investir em políticas demográficas realmente eficazes e duradouras e ir preenchendo o tempo (longo) em que estas demoram a ser eficazes com correntes migratórias saudáveis e de qualidade.

Fonte:
http://www.publico.clix.pt/Sociedade/crescimento-da-populacao-em-portugal-esta-muito-dependente-da-imigracao_1409230

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Categories: Lusofonia, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 18 comentários

Quids S17: Que cena histórica está aqui representada?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S17 | 6 comentários

Sobre a metade de azeite que importamos e da reorientação da economia

Portugal tem desde a Idade Média como exportação tradicional o azeite. Certo? Errado. Quase metade do azeite consumido em Portugal é importado de Espanha. Com efeito, a cada ano quase 50 mil toneladas de azeite espanhol atravessam a fronteira, totalizando mais de 285 milhões de euros à nosso crónico défice comercial. A produção tem subido mas a federação de produtores FENAZEITE diz que ao ritmo atual ainda faltam uns bons quatro anos para atingir a auto-suficiência. É claro que este é um “wishful thinking“, supondo que nada se radical se altera no mercado, que os espanhóis não incrementam ainda mais a sua conhecida táctica de “dumping” comercial e que o governo não decide vender a Bruxelas a troco de subsídios como os que premiaram a destruição da nossa frota pesqueira (a favor da espanhola) ou o arranque de vinha (a favor da produção francesa). Portugal tem que regressar aos princípios fisiocráticos que determinavam que era na riqueza produzida nos campos que residia a riqueza e prosperidade das nações, e nas produções em que os nossos solos são especialmente favoráveis, como os frutos secos, as hortaliças, os vegetais, a vinha, o azeite ou a madeira, devem acontecer uma verdadeira aposta estratégica, desviando o país do rumo para uma estéril e improdutiva “economia de Serviços” delineada no apogeu do funesto “Cavaquismo” dos anos 90 e que nos custou a evaporação da maioria da malha industrial e a secundarização do setor agrícola.

Há atualmente uma alta dos preços da maioria dos bens alimentares. Esta tendência, com a continuada explosão demográfica, é para ficar e num país que importa dois terços dos alimentos que consome, pode representar a bancarrota ou a prosperidade, consoante nos tornemos em importadores ou exportadores. Ao contrário do que é propalado, temos bons solos, mas estão hoje selvaticamente ocupados por construções imobiliárias de baixa ou nula qualidade. Redesenhemos a esquadria da nossa geografia humana, redistribuindo a população pelo interior quase ermado e economicamente desertificado, priorizaremos a agricultura sobre o setor terciário, dominado pela Banca e pelos Seguros, que nada produzem além de escândalos financeiros, honorários faraónicos e lucros babilónicos. Tornemo-nos auto-suficientes onde tal for economicamente possível, exportemos aquilo que for exportável (como o azeite, cuja metade do consumo hoje importamos) e importemos de nações amigas – como o Brasil – aquilo que não é rentável produzir internamente.

Em suma, reorientemos o país para a Produção e deixemos o Consumo a quem o pode pagar, aderindo aos princípios da frugalidade e da razoabilidade da “pegada de consumo” que a Banca nos fez crer como essenciais a uma “vida feliz”, mas que na verdade apenas serviu para criar défices externos cumulativos e incomportáveis em torno de um crescimento não-sustentado para o setor financeiro, que a prazo, e pela via do crédito malparado o há também fazer sucumbir.

Fonte:

http://aeiou.expresso.pt/azeite-metade-do-que-portugal-consome-vem-de-espanha=f546293

Categories: Agricultura, Economia, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 15 comentários

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