Daily Archives: 2009/11/14

Além da Terra, onde mais haverá vida no nosso Sistema Solar? Marte? Europa? Enceladus? Titã? Todos eles?

Há cada vez mais locais no Sistema Solar com capacidade teórica para albergar formas de vida.

Marte e o satélite joviano Europa continuam a ser excelentes candidatos. Marte porque já possuiu água líquida num passado geologicamente muito recente. Há também suspeitas de que possa haver ainda lagos subterrâneos em vários locais… Europa, por sua vez, parece ter um oceano sob uma uma camada de gelo com alguns quilómetros de espessura.

Em Marte os melhores habitates parecem estar não há superfície mas a alguns centímetros ou metros de profundidades onde ainda existe uma hidrosfera. A sonda Phoenix Mars Lander encontrou água líquida na superfície, mas apenas durante um breve período de tempo, já que se congela ou evapora muito rapidamente. Por outro lado, os elevados níveis de radiação cósmica que se abatem sobre a superfície marciana também devem ser muito danosos ao saudável desenvolvimento de qualquer pequena criatura (micróbio, alga ou pequeno inseto ou verme) que possa existir em Marte e que se atreva a viajar pela superfície…

Embora não esteja tão próximo como Marte, outro bom candidato a albergar vida é o satélite joviano Europa, que se acredita ter um oceano salgado sob a sua crosta de gelo profunda de alguns quilómetros. E de facto, é difícil conceber um ambiente mais propicio do que este à presença de vida) calor, água líquida e protecção da radiação solar. É claro que este oceano ainda é meramente teórico e mesmo se existir (como tudo indica) o seu acesso não será fácil, já que se encontra sob alguns quilómetros de gelo.

A pesquisa por vida no Sistema Solar irá conhecer brevemente um salto qualitativo com o “Mars Science Laboratory” (MSL) da NASA que deverá ser lançado em finais de 2011 e que estará equipado com um laboratório de química orgânica capaz de detectar vida microbiana.

Enquanto isso, a Europa continua a desenvolver o seu primeiro rover marciano, o ExoMars, que dará um passo que o MSL da NASA não conseguirá dar: cavar no subsolo marciano também em busca de sinais de vida, e é relativamente provável que a encontre já que é precisamente no subsolo que há mais protecção contra a radiação solar e cósmica (Marte tem uma atmosfera de apenas 1% da da Terra) e onde parece haver gelo de água ou mesmo gotículas de água, como constatou o Mars Polar Lander.

O satélite joviano Europa terá assim que esperar para depois destas investigações marcianas… É que os seus oceanos com mais de três quilómetros de profundidade, além de estarem muito mais longe do que Marte, também não serão fáceis de explorar… Há rumores de que decorrem conversações entre a NASA e a ESA a propósito de uma missão conjunta a Europa, inicialmente apenas um orbitador, seguido depois de um Lander capaz de aterrar e perfurar o gelo até chegar ao oceano subterrâneo. Mas nada ainda está definido para uma missão que não será lançada antes de 2020 e sobretudo, não se sabe ainda como criar um Lander capaz de resistir a um ambiente ainda mais extremo do que Vénus (radiação, temperaturas baixas e falta de atmosfera) e ainda assim conseguir brocar gelo que pode ter até cinco quilómetros de profundidade, chegar a um oceano com 3 quilómetros de profundidade, etc, etc. Ou seja, até que pode haver vida em Europa, mas que ela está bem escondida, isso ninguém pode negar!

Fonte:
http://www.space.com/missionlaunches/091012-mm-mars-europa.html

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O SKYLON: um avião espacial britânico ainda em projeto

O Skylon em órbita (http://www.reactionengines.co.uk)

O Skylon em órbita (http://www.reactionengines.co.uk)

O SKYLON será um avião espacial, não tripulado e reutilizável capaz de transportar cargas úteis para o Espaço com até 12 toneladas a um preço inédito. O engenho está ainda na fase conceptual e encontra-se ainda a pelo menos dez anos do seu primeiro voo. Contudo, quando estiver operacional será uma verdadeira revolução numa indústria que – no essencial – não evoluiu desde os tempos do V2 de Von Braun…

O veículo consistirá num avião espacial com uma fuselagem muito estreita com tanques de propelente e uma baía de carga, com asas delta a meio da fuselagem e os revolucionários motores SABER na ponta das asas, tendo sido esta a disposição que nos testes de túnel de vento e em simuladores se revelou o mais estável, colocando o centro de gravidade no centro do aparelho, e não à retaguarda, como sucederia nas propostas (falhadas) de adaptação de aviões comerciais com foguetes. O veículo deverá descolar e aterrar usando o seu próprio trem de aterragem, dispensando os tanques e foguetões externos que estiveram na base dos trágicos acidentes do Space Shuttle.

Os motores SABRE serão capazes de operar em modo dual: em modo foguete funcionarão em circuito fechado de Lox/Lh2, como um motor foguete convencional, em modo de “respiração de ar” o motor será capaz de um desempenho até ao Mach 5, devendo funcionar neste modo no momento da descolagem e à medida que ganha velocidade e altitude na atmosfera. Neste modo – o verdadeiro trunfo do aparelho – o oxigénio líquido é substituído por ar atmosférico. E é aqui que reside a parte difícil do SABRE, já que o ar é levado até à câmara de combustão a partir de uma entrada de ar assimétrica, arrefecido até temperaturas criogénicas e comprido, tudo isto em frações de segundo e antes de entrar em combustão!

O SKYLON terá um comprimento de 82 metros, um diâmetro de fuselagem de 6,25 metros, uma envergadura de asas de 25 metros, transportando até 41 toneladas de combustível. Durante o voo atmosférico, o avião espacial será controlado aerodinamicamente, como um avião normal, pelas superfícies móveis da cauda. Uma vez no Espaço, o controlo de voo é da competência do modo foguete e as superfícies aerodinâmicas de controlo são desligadas. Enquanto na superfície, antes e depois da aterragem, o SKYLON usa um trem de rodas convencional, que se contraí dentro do aparelho quando este está em voo. O aparelho, contudo, não pode aterrar em qualquer pista convencional, já que precisa de um solo especialmente reforçado. À descolagem o SKYLON pesa 275 toneladas, e à aterragem 55, e isto é muito peso para as relativamente pequenas rodas, daí a necessidade de pistas especiais…

A maior parte da fuselagem do avião espacial será construída em fibra de carbono com estruturas internas reforçadas. Os tanques de propelente serão em alumínio e instalados no interior da fuselagem de forma a prever a folga necessária às expansões e contrações resultantes das grandes variações térmicas suportadas pelo aparelho durante as diversas fases do seu voo. Uma parte da fuselagem será construída de fibra, reforçada com cerâmica, prevista também se expandir e contrair livremente, de forma a suportar as agruras da reentrada, menores que numa cápsula Soyuz ou Apollo, devido ao ângulo menos acentuado da reentrada atmosférica, mas ainda assim, bastante sensíveis.

A baía de carga do SKYLON tem 4,6 metros de diâmetro e 12,3 de comprimento. Foi concebida para ser compatível com a maioria das cargas dos lançadores de satélites da atualidade, sendo capaz de colocar cargas com até 12 toneladas em órbitas equatoriais de 300 km de altitude, 10,5 toneladas em órbitas equatoriais de 460 km ou 9,5 toneladas para a Estação Espacial Internacional. O SKYLON poderá também transportar passageiros, numa versão ligeiramente modificada e capaz de transportar até 30 passageiros simultaneamente.

Cada avião espacial deverá ser capaz de realizar 200 voos antes de ser retirado ao serviço. Esta taxa de reutilização – superior à do Space Shuttle – é uma das razoes para o baixo custo por cada lançamento que o sistema britânico promete. Se hoje em dia, colocar 2 toneladas em órbita fica a mais de 150 milhões de dólares, dos quais os clientes finais pagam entre 1/3 ou 1/2 devido aos subsídios estatais mais ou menos assumidos, quando o SKYLON alcançar o seu pleno ritmo de cruzeiro, com 100 satélites sendo lançados todos os anos por 30 aviões espaciais, o custo final (sem subsídios) por lançamento não deverá ser superior a 40 milhões de dólares por voo. Este valor poderá descer ainda mais, até aos 2 a 5 milhões para satélites científicos e para cem mil dólares por turista espacial, se existirem as devidas poupanças de escala…

A empresa britânica e oriunda de um projeto universitário ainda tem várias parcerias com universidades britânicas, mas depende atualmente essencialmente de investidores de risco privados. O seu modelo de negócio não é o de explorar diretamente as suas operações, como a SpaceX e a Virgin Galactic, mas vender os seus aparelhos a operadores privados e públicos. O conceito é revolucionário e como tal, pode revolucionar o acesso ao Espaço. Esperemos que projeto continua a queimar etapas dentro dos prazos, como está a suceder, e que o primeiro voo ocorra entre 2015 e 2020, como é anunciado.

Fonte:
http://www.reactionengines.co.uk

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Surgem nos EUA os primeiros sinais (SIC) de retoma…

A presente recessão mundial está para durar. Não é uma simples descida conjuntural resultante de uma inexistente subida dos preços da energia ou dos combustíveis nem sequer de problemas graves no sector financeiro que reduzem a liquidez de Capital na economia. Pelo contrário, a situação atual tem uma raiz estrutural e como tal, não será sanada rapidamente.

A depressão atual radica nos problemas daquele modelo de Desenvolvimento económico que os economistas do “pensamento único” Neoliberal e globalista nos venderam como única solução e que durante quase vinte anos pareceu funcionar bem, trazendo prosperidade aos países fornecedores de matérias-primas e de produtos manufacturados e mantendo elevados padrões de vida nos países consumidores, algures no Ocidente. Mas algo estava literalmente “quebrado” no sistema: ainda que fosse possível ir transferindo discreta mas paulatinamente todas as indústrias para o Oriente durante algum tempo, este ermamento industrial haveria de se sentir, mais cedo ou mais tarde, nos países que assim iam evaporando a sua tessitura industrial. É que com as fabricas que partiam, partiam também milhões de empregos e com eles milhões de consumidores. No Oriente, a economia ía crescendo à custa de mão-de-obra abundante e barata, no Ocidente, o consumo ía sendo sustentado por níveis de vida mantidos artificialmente altos por elevados níveis de endividamento. Um dia este recurso sistemático ao crédito iria tornar-se impossível alto para continuar a crescer e as primeiras a sentir esta reversão de fluxo seriam precisamente as empresas do sector financeiro. E foi isso precisamente que aconteceu, em meados de 2008…

Se esta retoma se confirmar, então nada irá mudar… nem a especulação bolsista, nem o mercado de derivados, nem o desregulamento, nem o primado do financeiro sobre o produto, nem sequer a perigosa concentração e fusão entre empresas financeiras! nada mesmo! E o Emprego… ainda vai levar pelo menos um ano a retomar parte dos empregos perdidos em todo o mundo desde 2008, já que apenas se geram novos empregos quando o crescimento do PIB ultrapassa os 2%, valor que nem com esta tímida retoma iminente se alcançará antes de 2010…

O problema maior reside portanto num sistema de Globalização que depende de enormes transferencias de bens e equipamentos de um canto para o outro do mundo. Depois de séculos em que o comercio internacional foi considerado acessório e complementar, a partir da década de 90, este tornou-se essencial em quase todo o tipo de produtos. Colheres, facas, cereais, brinquedos, computadores, etc, tudo é fabricado algures no exterior e nada é fabricado localmente. Esse é o paradigma que tem que desaparecer. E enquanto assim não fôr, esta recessão não irá parar de se agravar até criar convulsões sociais e níveis de criminalidade insustentáveis e destrutivas para qualquer sociedade no mundo. No oriente, haverá revoltas sociais porque as fabricas deixaram de fabricar para a exportação ao nível anterior, no ocidente, no ocidente porque os níveis de desemprego serão insustentáveis. Os Bancos que emprestaram desregradamente têm que falir e dar lugar a novas formas de gestão de Capital mais responsáveis e mais locais. Os empregos e as empresas devem refocar-se nos mercados locais, os padrões de endividamento devem reduzir-se dramaticamente, não pela falência dos endividados (empresas ou famílias), mas pela falência dos Bancos que emprestaram sem critério ou razoabilidade. Toda a economia deve abandonar esta obsessão pelo “Global” e reorientar-se para o “Local”, porque ao fim e ao cabo é “localmente” que estão as pessoas, os seus empregos e as suas necessidades! Todos devemos parar de consumir compulsivamente e os economistas e gestores devem esquecer esta obsessão doentia por taxas de crescimento exponenciais e ecologicamente insustentáveis. Esqueçamos aquilo que não podemos ter e concentremo-nos no consumo de bens culturais e na sua produção, já que estes garantem níveis de satisfação muito maiores e mais duradouros do que a última televisão de plasma ou uma viagem à Tailândia. Reformemos uma classe política que se apressou a socorrer os banqueiros que contribuíram generosamente para as suas campanhas eleitorais, mas que deixou metade dos desempregados sem qualquer protecção social. Mudemos o mundo, hoje. Ou iremos acabar com ele. Agora.

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