O “Escudo Anti-Míssil” dos EUA alarga-se à Rússia

Os EUA parecem ter finalmente encarrilhado no trilho certo no que concerne ao sistema de defesa antimíssil: Hillary Clinton propôs à Rússia um sistema conjunto de defesa.

Agora, em vez dos polémicos dez mísseis antimíssil na Polónia e o radar avançado na República Checa, teoricamente apontados para o Irão, mas colocados – na prática – na fronteira russa, a Administração Obama quer montar um “sistema mais eficaz” e criado em parceria com a Rússia. Os russos já se manifestaram favoráveis a tal projeto, somando-lhe os radares russos em Armavir (na Rússia) e em Gabala (no Azerbaijão). Em suma, depois da atitude improdutiva e unilateral de Bush, temos agora Obama com uma nova atitude, bem mais eficaz, não só porque os radares russos estão muito mais próximos das rampas de lançamento no Irão e na Coreia do Norte, mas porque se o sistema evoluir até ao ponto de incluir interceptores S-300 ou S-400 a sua eficiência irá aumentar radicalmente, para além de tornar a trazer a Rússia para o “concerto das nações”, um retorno que é agora imperativo, depois da EU ter concluído que na recente guerra Rússia-Geórgia foi esta última a agressora.

Fonte:

http://aeiou.expresso.pt/hillary-clinton-propoe-escudo-anti-missil-conjunto-com-russia=f541069

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7 thoughts on “O “Escudo Anti-Míssil” dos EUA alarga-se à Rússia

  1. Pingback: Estados Unidos propõe aos Russos o desenvolviemnto de um “escudo antimísseis” conjunto « PLANO BRASIL

  2. pedronunesnomundo

    tudo isso pode parecer muito bem…

    sim, também me lembro do discurso anti-segregacionista que bradava que a Rússia não devia ser deixada de fora desse “concerto das nações”, porque quanto mais fora menos controlável. o que trouxe a este ponto a história

    mas sei, como qualquer pessoa sabe, que o discurso da “mesa da concórdia” estica até ao infinito – tanto que já houve até quem a franquiasse aos Bin Ladens e a esses que tais: não se pode pregar a ninguém a “concórdia” se o pobre é deixado de fora da sua mesa, dizem eles… e a fronteira? quem a traça?

    a minha perplexidade está aí…
    dá uma jeiteira dos diabos ter o monstro (geoestratégico) russo do lado “de cá”. contra os maiores papões, que hoje parecem ser outros
    acontece é que eu não tenho – ainda – a Rússia como um aliado de fiar. ponto! e como país democrático que – ainda – não é, cheira-me demasiado esta marmelada à parábola da panela de barro e da panela de ferro

    Obama não consegue – MESMO – fazer jus àquela coisa do “Nobel”, porque não tem tempo, porque não tem meios, porque não faz milagres, porque está sobrevalorizado desde o primeiro minuto, porque as esmagadoras expectativas que sobre ele incidem estão na estratosfera, porque os “resultados” fantásticos ou aparecem ou o senhor é comido com batatinha assada ainda dentro de portas, e porque, na verdade, quem o elegeu está a borrifar-se para um “Nobel” da paz na Casa Branca se se sentir intimamente em perigo!

    como tal, eis a machadada – com muito ketchup a espirrar… – na já morta, enterrada e consumida Guerra Fria, para mostrar que o senhor é MESMO um “Kennedy sem tabus”, e um coelho saído da cartola no “combate” ao Eixo do Mal – que afinal, mesmo que em parte, sempre existia!… – para securizar o SEU “people” contra os maus dos iranianos e Cª

    resultado imediato: o absurdo
    a não ser que Obama seja o primeiro a admitir a Rússia na NATO ou a propor o seu fim – o que eu frontalmente contesto – está a deitar-se na cama… bem… como posso dizer isto?… com o eventual inimigo na Europa. um estado em roda livre, totalmente corrompido, nas mãos das máfias e dos ex(??)-nacionalistas mais empedernidos que repartem por si fatias de poder, um estado autoritário, repressor e terrorista, que teve – de facto – o jackpot de um conflito com a Geórgia de que saiu angelizado
    o mais longe possível do perfil de “bom rapaz” que Obama e o seu gabinete vende porta-a-porta à audiência global

    fico naquela posição de sempre: se correr bem, espectáculo!, se correr mal, não vou cantar de galo – até porque me interessa muito mais que corra bem do que corra mal!
    mas não dou dez tostões por um “concerto das nações” afinado por este diapasão

  3. Caro Quintus,

    Como pode ser positiva uma “defesa conjunta” – que nada mais é do que “nenhuma defesa” – com o único estado com capacidade para acabar com os EUA?
    Não fosse isso mal, a Rússia é também o estado que arma o Irão e outros “proxy-enemies” para além de ser totalmente controlada pelo KGB, que vai eliminando aos poucos de maneira discreta os que se lhe opõe, até mesmo em território estrangeiro (Livitnenko).
    Mas o pior é que a medida foi proposta pela senhora Hillary “Chinagate” Clinton, cuja administração do marido, eleito com dinheiro do PCC, permitiu a China roubar impunemente os segredos das então avançadas ogivas nuclears americanas.
    Espero que esteja eu incorrecto, mas penso que isso resultará numa guerra mundial ou na capitulação do ocidente e instituição de uma Nova Ordem Mundial que nos igualará aos escravos chineses. Os meninos das corporações ficarão contentes.

  4. sem dúvida que a Rússia está muito longe de ser um parceiro fiável. Um relatório recente da UE dava a Geórgia como quem tinha começado o conflito, mas nem por isso temos no Kremlin um regima amante da paz, democracia e liberdade…
    Mas é melhor contar com ela nesta guerra global contra terroristas e fanáticos sem escrúpulos, do que pô-la de parte!
    E assim, talvez se obtenha mais influência para a impedir de vender armamento sofisticado ao Irão….

  5. Pingback: Tudo de Bom » Blog Archive » Os posts mais comentados do dia de hoje

  6. ..é sempre bom ter o inimigo sob o alcance dos nossos olhos..é bom aliar-se q ser seu inimigo..tras mt prejuizos. …

  7. e tê-los connsco… os maiores riscos atuais de um ataque, vêm da Coreia do Norte ou do Irão. Não da Rússia. Tendo esta fronteiras com estes dois países, nada mais natural do que a prcurar cativar a possuir, pelo menoss sistemas integrados de alerta-radar que se podem revelar decisivos para uma boa intercepção.

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